Melhor
em campo, União perde outra
Bem
diferente da partida que fez no 1º turno em sua casa, onde
goleou por 6 a 0 o União Barbarense, ontem, em Santa Bárbara,
o ainda líder isolado do Grupo 2 do “Paulistinha”,
o Grêmio Barueri, não fez por merecer sua vitória
pela contagem mínima.
Se o time de Barueri veio com alguns desfalques, também
o União não pode contar com todos os seus jogadores,
suspensos por expulsões ou pelos cartões amarelos.
A boa nova no lado do alvinegro de Santa Bárbara foi a
estréia do garoto barbarense Adoniran Buiú, que
mesmo improvisado como ala direita – e ele é volante
– teve uma boa atuação, demonstrando a garra
que a torcida sempre quer ver em campo. Mas não foi só
Adoniran – o filho do saudoso ex-jogador e ex-massagista
unionista Lázaro de Campos – que levou a campo um
grande espírito de luta, mas todo o time, tanto que em
determinados lances a torcida chegou a aplaudir os jogadores da
casa, coisa rara de se ver neste campeonato em que o União
terá que amargar a lanterninha até o final desta
1ª fase, posição que irá derrubar o
“leão da 13” para a 3ª Divisão
também do estadual em 2007.
União e Grêmio Barueri proporcionaram poucos momentos
agudos na busca de gols durante a etapa inicial.
Foi na marca de 28 minutos que o árbitro entendeu que houve
pênalti contra o União, em lance comum no qual o
atacante de Barueri teria se jogado na área barbarense.
Só o árbitro viu penal, marcação que
gerou muitas reclamações do já desesperado
time barbarense. Demorou mais de dois minutos para que o mesmo
fosse cobrado. Os unionistas não se conformavam com aquilo.
Enfim, aos 30 minutos o volante Bilinha bateu bem e fez 1 a 0
Grêmio Barueri.
No 2º tempo o União fez pressão
Mais uma vez inferiorizado no placar, o União Barbarense
conseguiu impor um ritmo mais forte durante o 2º tempo. Buscava
com sua luta enorme o gol de empate, ao passo que o Grêmio
Barueri passou a se defender, se abdicando de atacar.
Estava ficando maduro o gol barbarense, que por muito pouco não
aconteceu aos 11 minutos e em jogada bonita de Adoniran Buiú,
mas seu chute foi em cima do goleiro Gilvan, que praticou firme
defesa.
Aos 14 foi a tentativa de Dino Sani, que acabara de entrar na
partida. Fez certo a jogada, porém sua finalização
a gol saiu fraca, facilitando para o goleiro visitante. Dois minutos
depois, aos 16, outro lance digno de sair o gol: bola alçada
para o atacante Bachi, que ajeitou bem para Fábio Duarte,
que acertou uma bomba, no entanto a bola bateu no travessão
do Grêmio Barueri e subiu.
Jogadores unionistas, naquelas lamentações de time
que está em fase completamente negativa, diziam ao final
da partida que se fosse do lado do gol do União, a bola
teria batido na trave e entrado, como aconteceu de fato em pelo
menos dois jogos realizados em Santa Bárbara, contra Taubaté
e Atlético Sorocaba. Fase ruim é assim mesmo, a
bola teima em não entrar.
Visivelmente o União era melhor time em campo e continuava
buscando o empate, apesar de a arbitragem conseguir enervar a
todos os comandados do técnico Níveo Caetano, que
também já havia discutido com o apitador Luciano
Calabietto Quilichini antes do início do 2º tempo,
não tendo engolido a marcação do pênalti
da etapa inicial.
Fábio Duarte, que ontem vestiu a camisa 10 unionista, que
já foi de grandes jogadores da história do alvinegro,
teve outra boa chance, em cobrança de falta aos 20 minutos:
bateu bem, colocado, e a bola passou perto, indo para fora.
Aos 34 a maior oportunidade criada pelos unionistas, com Bachin
acertando um cabeceio em lance de escanteio da direita, mas o
zagueiro salvou, também de cabeça, em cima da linha
fatal. E o empate unionista teimava em não sair ontem.
Assim como diante do Nacional no 1º turno em Santa Bárbara,
ontem o União fez por merecer até mesmo a vitória
e ao menos um empate conseguiu, tendo que se conformar com mais
uma derrota. No entanto, ninguém se conformou e ao apito
final, o gerente de futebol, Carlos Rossi, invadiu o gramado indo
em direção ao árbitro para esbravejar e demonstrar
toda a sua irritação com a atuação
do apitador, que prejudicou sensivelmente o time de Santa Bárbara.
Pela primeira vez, ontem, o União conseguiu exercer pressão,
acuando o time adversário no campo de defesa. O Grêmio
Barueri não praticou um futebol de líder e o União
Barbarense teve uma atuação que não corresponde
a sua condição de último colocado, mas não
venceu e segue com apenas 5 pontos ganhos, na rabeira e chegando
de retorno à 3ª Divisão do Campeonato Paulista.
Libertadores:
a vez do Corinthians jogar pressionado, no Chile
O
novo técnico do Corinthians, Ademar Braga, não está
preocupado com a pressão que a torcida da Universidad Católica
fará na partida desta quinta-feira, às 22h30 (horário
de Brasília), pelo Grupo 4 da Copa Libertadores da América.
“O caldeirão pode ser a favor ou contra. Se fizermos
um gol logo no início, as coisas podem mudar”, disse
Braga.
O time do Parque São Jorge ocupa a vice-liderança
de seu grupo, com 7 pontos, três a menos do que os chilenos.
O Tigres, do México, tem 6.
Ademar Braga não confirmou o Corinthians para sair jogando
hoje e só vai anunciar a escalação pouco
antes da partida, mas já adiantou que o meia Carlos Alberto
deve ficar com a vaga de Roger.
“Nossos treinos aqui em Santiago foram bons. Temos algumas
alternativas para a partida”, completou o treinador corintiano,
que sabe que vem pressão tanto dos chilenos como de sua
própria torcida aqui no Brasil, que praticamente exige
a vitória, mesmo sendo o compromisso fora de casa.
A rodada para os brasileiros na Libertadores neste meio de semana
teve só as vitórias de Palmeiras, fora, e Paulista,
em Jundiaí, já que Goiás EC e São
Paulo acabaram perdendo, enquanto que o Inter gaúcho empatou,
jogando fora.