Santa Bárbara d'Oeste, 7 de Abril de 2006





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Gerente Carlos Rossi
se despede

Em pouco mais de três meses de atividades nesta temporada de 2006, várias saídas aconteceram no decadente futebol do União Barbarense, que não pára de andar em marcha a ré, mas que tem como destino a sua parada na “Terceira Estação”, ou seja, na Série C (3ª Divisão) do Campeonato Brasileiro no segundo semestre deste ano, isto se se conseguir recursos suficientes que banquem sua participação na competição, e na Série A-3 (também 3ª Divisão) do Campeonato Paulista, mas do ano de 2007.
Além das dispensas de alguns jogadores e liberações de outros, aconteceu a dispensa do técnico inicial, Gilson Batata, e a passagem meteórica do segundo treinador, Arthur Bernardes, que sequer permaneceu por um dia na cidade – ele apenas conheceu o estádio unionista e foi embora após uma partida oficial, ficando no comando por apenas 6 horas.
Em meio à complicada situação do União Barbarense, o dirigente Ézzio Moschini Filho (o financeiro do futebol) comunicou o seu desligamento da empresa União Ltda.
Agora chega a vez do gerente Carlos Rossi deixar o “leão da 13”, faltando, ainda, mais 4 rodadas para o encerramento da fase inicial do “Paulistinha”. Aliás, ele já havia tomado a decisão de ir embora do futebol de Santa Bárbara na manhã da segunda-feira, no entanto foi convencido pela dupla Brugnerotto e Gallina, no mesmo dia, a continuar no comando.
Mas isso durou apenas até o dia de ontem, quando Carlos Rossi esteve no “quartel general” da U.B. Corporation S/A, na cidade de Águas de São Pedro. Lá, ele conversou com quem sobrou no Brasil entre os representantes do ucraniano Oleksiy Borovikov e sua saída também acabou sendo definida.
Nesta sexta-feira, Carlos Rossi vai estar no Estádio Antonio Guimarães para fazer a sua despedida e depois tomará outro caminho neste mundo do futebol, ele que no final do ano passado resolveu passar de treinador para gerente.
Na nova função, Carlos Rossi mostrou ser pessoa preparada para executar as atividades afins ao cargo, porém no atual estado de coisas dentro do futebol unionista ele não teria espaço e nem lhe dariam condições para colocar em prática o que pelo gerente fosse planejado, daí a razão maior de sua saída do clube alvinegro.
Na verdade, Borovikov teria dado em janeiro, por ocasião de uma reunião havida com o comando do clube do União, a chamada “carta branca” ao técnico Gilson Batata, mas não lhe deu dinheiro para trabalhar o grupo. Gilson Batata convidou Carlos Rossi para desempenhar a função de gerência no departamento de futebol, mas sem os recursos estando em mãos, não teria mesmo conseguido evitar esta crise toda que se instalou pelos lados da “toca do leão da 13”.


Oleksiy vem quando?
“Ex-poderoso” da U.B.
continua sendo esperado

As notícias nunca batem quando o assunto é viagem de Oleksiy Borovikov de sua base, na Europa (Espanha), para o Brasil e conexão Santa Bárbara-Águas de São Pedro.
Segundo palavras do supervisor de futebol Flavinho Silva, o segundo funcionário acertado após a vigência do contrato de parceria em junho de 2003 (o primeiro havia sido o técnico Sérgio Farias), a volta de Oleksiy ao clube, o “ex-poderoso” da empresa U.B., está prevista para a próxima segunda-feira.
De novo se pergunta: será mesmo que ele chega no dia 10? É esperar para ver, porque quando o europeu chegar ao União Barbarense vai ter um pacote de providências a tomar. Os problemas são muitos, principalmente terá que explicar aos jogadores essa de só pagar a eles, como salários referentes aos meses de janeiro e fevereiro, o valor constante em carteira, sem a parte extra, conforme acertado entre as duas partes – clube e jogador – na hora da assinatura de cada contrato.
Além de explicar, o mais importante será que Borovikov efetue os pagamentos todos, conforme prazos contratuais definidos. Mas outras tantas despesas terão que ser pagas por ele.
Desde fins de março que o chamado “trio de ferro”, formado por Reinaldo Italiano Brugnerotto, José Valdemir Gallina e Darci Simões Bueno, eles que vêm “segurando a pesada barra”, andou arrumando verbas que possibilitaram amenizar algumas situações críticas junto ao elenco de jogadores, comissão técnica e também junto a fornecedores e credores.
Até viagem, para Guaratinguetá, vira problema
Ontem mais um problema sobrou para o presidente unionista Italiano Brugnerotto resolver, em lugar do comando do futebol, que não mais existe por parte da empresa U.B.
Como neste sábado o União tem jogo marcado para a distante cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, evidentemente que não se poderia ter o mesmo planejamento de viagem como foi feito para se jogar na capital paulista, bem mais perto, a uma hora e alguns minutos, apenas, de Santa Bárbara.
Brugnerotto, procurando dar respaldo aos jogadores e comissão técnica, acertou a viagem para a tarde desta sexta-feira, com concentração da delegação em hotel da cidade de Aparecida do Norte, onde o União deverá ficar até o almoço de amanhã, saindo em seguida direto para o Estádio Dario Rodrigues Leite, de Guaratinguetá.
“Aqui no União vem sendo assim, temos que matar um leão por dia. Nosso problema era para se dirigir apenas o setor social do clube União Barbarense, mas fazer o quê, temos que ver essa situação dramática do nosso futebol. Acertamos o hotel e os detalhes da concentração e agora a comissão técnica define o horário da viagem. Ainda estou esperando pelo Darci Simões, o presidente do Conselho Deliberativo, para acertamos a empresa de ônibus para a viagem da delegação”, foram informações passadas pelo presidente unionista à reportagem do Diário no começo da noite de ontem.


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