Gerente
Carlos Rossi
se despede
Em
pouco mais de três meses de atividades nesta temporada de
2006, várias saídas aconteceram no decadente futebol
do União Barbarense, que não pára de andar
em marcha a ré, mas que tem como destino a sua parada na
“Terceira Estação”, ou seja, na Série
C (3ª Divisão) do Campeonato Brasileiro no segundo
semestre deste ano, isto se se conseguir recursos suficientes
que banquem sua participação na competição,
e na Série A-3 (também 3ª Divisão) do
Campeonato Paulista, mas do ano de 2007.
Além das dispensas de alguns jogadores e liberações
de outros, aconteceu a dispensa do técnico inicial, Gilson
Batata, e a passagem meteórica do segundo treinador, Arthur
Bernardes, que sequer permaneceu por um dia na cidade –
ele apenas conheceu o estádio unionista e foi embora após
uma partida oficial, ficando no comando por apenas 6 horas.
Em meio à complicada situação do União
Barbarense, o dirigente Ézzio Moschini Filho (o financeiro
do futebol) comunicou o seu desligamento da empresa União
Ltda.
Agora chega a vez do gerente Carlos Rossi deixar o “leão
da 13”, faltando, ainda, mais 4 rodadas para o encerramento
da fase inicial do “Paulistinha”. Aliás, ele
já havia tomado a decisão de ir embora do futebol
de Santa Bárbara na manhã da segunda-feira, no entanto
foi convencido pela dupla Brugnerotto e Gallina, no mesmo dia,
a continuar no comando.
Mas isso durou apenas até o dia de ontem, quando Carlos
Rossi esteve no “quartel general” da U.B. Corporation
S/A, na cidade de Águas de São Pedro. Lá,
ele conversou com quem sobrou no Brasil entre os representantes
do ucraniano Oleksiy Borovikov e sua saída também
acabou sendo definida.
Nesta sexta-feira, Carlos Rossi vai estar no Estádio Antonio
Guimarães para fazer a sua despedida e depois tomará
outro caminho neste mundo do futebol, ele que no final do ano
passado resolveu passar de treinador para gerente.
Na nova função, Carlos Rossi mostrou ser pessoa
preparada para executar as atividades afins ao cargo, porém
no atual estado de coisas dentro do futebol unionista ele não
teria espaço e nem lhe dariam condições para
colocar em prática o que pelo gerente fosse planejado,
daí a razão maior de sua saída do clube alvinegro.
Na verdade, Borovikov teria dado em janeiro, por ocasião
de uma reunião havida com o comando do clube do União,
a chamada “carta branca” ao técnico Gilson
Batata, mas não lhe deu dinheiro para trabalhar o grupo.
Gilson Batata convidou Carlos Rossi para desempenhar a função
de gerência no departamento de futebol, mas sem os recursos
estando em mãos, não teria mesmo conseguido evitar
esta crise toda que se instalou pelos lados da “toca do
leão da 13”.
Oleksiy
vem quando?
“Ex-poderoso” da U.B.
continua sendo esperado
As notícias nunca batem quando o assunto é viagem
de Oleksiy Borovikov de sua base, na Europa (Espanha), para o
Brasil e conexão Santa Bárbara-Águas de São
Pedro.
Segundo palavras do supervisor de futebol Flavinho Silva, o segundo
funcionário acertado após a vigência do contrato
de parceria em junho de 2003 (o primeiro havia sido o técnico
Sérgio Farias), a volta de Oleksiy ao clube, o “ex-poderoso”
da empresa U.B., está prevista para a próxima segunda-feira.
De novo se pergunta: será mesmo que ele chega no dia 10?
É esperar para ver, porque quando o europeu chegar ao União
Barbarense vai ter um pacote de providências a tomar. Os
problemas são muitos, principalmente terá que explicar
aos jogadores essa de só pagar a eles, como salários
referentes aos meses de janeiro e fevereiro, o valor constante
em carteira, sem a parte extra, conforme acertado entre as duas
partes – clube e jogador – na hora da assinatura de
cada contrato.
Além de explicar, o mais importante será que Borovikov
efetue os pagamentos todos, conforme prazos contratuais definidos.
Mas outras tantas despesas terão que ser pagas por ele.
Desde fins de março que o chamado “trio de ferro”,
formado por Reinaldo Italiano Brugnerotto, José Valdemir
Gallina e Darci Simões Bueno, eles que vêm “segurando
a pesada barra”, andou arrumando verbas que possibilitaram
amenizar algumas situações críticas junto
ao elenco de jogadores, comissão técnica e também
junto a fornecedores e credores.
Até viagem, para Guaratinguetá, vira problema
Ontem mais um problema sobrou para o presidente unionista Italiano
Brugnerotto resolver, em lugar do comando do futebol, que não
mais existe por parte da empresa U.B.
Como neste sábado o União tem jogo marcado para
a distante cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba,
evidentemente que não se poderia ter o mesmo planejamento
de viagem como foi feito para se jogar na capital paulista, bem
mais perto, a uma hora e alguns minutos, apenas, de Santa Bárbara.
Brugnerotto, procurando dar respaldo aos jogadores e comissão
técnica, acertou a viagem para a tarde desta sexta-feira,
com concentração da delegação em hotel
da cidade de Aparecida do Norte, onde o União deverá
ficar até o almoço de amanhã, saindo em seguida
direto para o Estádio Dario Rodrigues Leite, de Guaratinguetá.
“Aqui no União vem sendo assim, temos que matar um
leão por dia. Nosso problema era para se dirigir apenas
o setor social do clube União Barbarense, mas fazer o quê,
temos que ver essa situação dramática do
nosso futebol. Acertamos o hotel e os detalhes da concentração
e agora a comissão técnica define o horário
da viagem. Ainda estou esperando pelo Darci Simões, o presidente
do Conselho Deliberativo, para acertamos a empresa de ônibus
para a viagem da delegação”, foram informações
passadas pelo presidente unionista à reportagem do Diário
no começo da noite de ontem.