Santa Bárbara d'Oeste, 11 de Abril de 2006





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Campeão/2006, Santos deixa a fila para o Palmeiras (10 anos)

Divulgação
Estação Santa Bárbara será transformada
num centro cultural

Apesar de ter perdido muito de seu charme e de interesse diminuído nestes anos iniciais do Século XXI, isso em função das mudanças havidas em seu sistema de disputa e de campeonatos mais curtos no número de jogos e no tempo de duração, o “Paulistão” ainda é a competição estadual mais forte do Brasil.
No domingo acabou a edição da temporada de 2006 da Série A-1 do Campeonato Paulista, iniciada em janeiro e que nem ultrapassou abril, mês em que já começam as disputas agora mais importantes, que são as das duas divisões principais do Campeonato Brasileiro (Séries A e B).
O Santos não deixou que se completasse seu jejum de 22 anos sem título no “Paulistão”. O Santos, ao derrotar em seu estádio a Portuguesa de Desportos por 2 gols a 0 no domingo, é o novo campeão, façanha que havia conseguido pela última vez em 1984.
Com a saída do time santista da fila, agora o clube dos grandes que mais tempo está sem um título paulista passa a ser o Palmeiras, campeão pela última vez em 1996, portanto há 10 anos, quando seu técnico era Vanderlei Luxemburgo, o mesmo campeão de 2006 com o Santos FC, treinador que chega a sua 6ª conquista estadual (outras 5 vezes foram com Bragantino, três com o Palmeiras e uma com o Corinthians).
Luxemburgo só perde para os saudosos técnicos Osvaldo Brandão (7 vezes campeão paulista) e Luís Alonso-Lula (8 vezes, sempre no comando do Santos FC, tempos do Rei Pelé).


Justiça feita com atraso:
“biônicos” Mogi Mirim
e Guarani morrem abraçados

A F.P.F. começou no “Paulistão” do ano passado a decretar a queda de 4 clubes e também a subida de 4 em suas principais divisões.
Como antes só caíam dois – ou até mesmo um - assim o União Barbarense esteve no primeiro bloco dos atingidos pelo rebaixamento em número maior, terminando em 17º lugar e caindo, juntamente com o xará União São João/Araras, Atlético Sorocaba e o lanterninha time da Internacional/Limeira.
Agora foi a vez das quedas de Guarani/Campinas, finalmente! (era “biônico” na elite), Portuguesa de Desportos, a xará Portuguesa Santista e outro “biônico” na elite estadual, o Mogi Mirim EC.
Enfim, a lei do descenso no futebol paulista acaba 5 anos mais tarde fazendo justiça a pelo menos dos clubes dos chamados “biônicos” do ex-presidente da F.P.F., Eduardo José Farah, de suas famosas “canetadas”, porém esquecida pela grande imprensa e no domingo voltando à lembrança da imprensa de Campinas, isto porque o Guarani está envolvido nas degolas dos condenados ao “Paulistinha” de 2007.
Na elite estadual ainda sobram “biônicos”, que vão se salvando, casos de Ituano (que até já foi campeão, mas sem enfrentar os grandes clubes) e América de São José do Rio Preto, isso sem relacionar o Marília AC, que foi, na mesma época das “canetadas do Farah”, um clube “biônico” nas divisões inferiores, mas que na sequência acabou ganhando acessos consecutivos até voltar ao “Paulistão”. O time de Marília se safou do rebaixamento por muita sorte no domingo.
Rebaixamentos nas divisões inferiores
Dois clubes de tradição e que já brilharam na elite do Campeonato Paulista já estão com seus rebaixamentos decretados de forma antecipada na Série A-2 (a 2ª Divisão).
São eles: o Araçatuba, no momento com apenas 3 pontos ganhos, time que já havia caído, inclusive tendo sofrido a maior goleada da competição, apanhando de 10 do Mirassol; o outro agora é o União Barbarense (apenas 5 pontinhos em 15 jogos), time que parece não querer deixar o Araçatuba ser o pior sozinho, pois também caiu antes do término da fase e apanhou, no sábado, de 7 gols a 2 do Guaratinguetá, na segunda maior goleada registrada no atual “Paulistinha”.
Já na Série A-3, também tem clube de tradição e que também já brilhou na divisão maior do estadual com seu rebaixamento já concretizado de forma antecipada. É a Matonense, com seus dois pontinhos e que em 2007 vai estar na 4ª Divisão do Campeonato Paulista, isso se também não desaparecer no cenário do futebol, como se verificou ainda recente com Grêmio Novorizontino.
Alguns outros clubes poderão, se não arrumarem soluções internas, ou seja, em suas respectivas cidades, seguir o mesmo caminho – do desaparecimento – do time de Novo Horizonte. Quais são? São eles: Associação Esportiva Araçatuba, União Agrícola Barbarense, Sociedade Esportiva Matonense.
Um outro clube que sucumbe e que em 1993 havia sido campeão, roubando um título a mais do União Barbarense, é o EC Paraguaçuense, que nem mais na última divisão do Campeonato Paulista aparece...
Que outros vários clubes interioranos se cuidem, para não entrar nesta queda livre no futebol profissional.


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