Campeão/2006,
Santos deixa a fila para o Palmeiras (10 anos)
Divulgação
|
|
Estação Santa Bárbara será transformada
num centro cultural |
Apesar
de ter perdido muito de seu charme e de interesse diminuído
nestes anos iniciais do Século XXI, isso em função
das mudanças havidas em seu sistema de disputa e de campeonatos
mais curtos no número de jogos e no tempo de duração,
o “Paulistão” ainda é a competição
estadual mais forte do Brasil.
No domingo acabou a edição da temporada de 2006
da Série A-1 do Campeonato Paulista, iniciada em janeiro
e que nem ultrapassou abril, mês em que já começam
as disputas agora mais importantes, que são as das duas
divisões principais do Campeonato Brasileiro (Séries
A e B).
O Santos não deixou que se completasse seu jejum de 22
anos sem título no “Paulistão”. O Santos,
ao derrotar em seu estádio a Portuguesa de Desportos por
2 gols a 0 no domingo, é o novo campeão, façanha
que havia conseguido pela última vez em 1984.
Com a saída do time santista da fila, agora o clube dos
grandes que mais tempo está sem um título paulista
passa a ser o Palmeiras, campeão pela última vez
em 1996, portanto há 10 anos, quando seu técnico
era Vanderlei Luxemburgo, o mesmo campeão de 2006 com o
Santos FC, treinador que chega a sua 6ª conquista estadual
(outras 5 vezes foram com Bragantino, três com o Palmeiras
e uma com o Corinthians).
Luxemburgo só perde para os saudosos técnicos Osvaldo
Brandão (7 vezes campeão paulista) e Luís
Alonso-Lula (8 vezes, sempre no comando do Santos FC, tempos do
Rei Pelé).
Justiça
feita com atraso:
“biônicos” Mogi Mirim
e Guarani morrem abraçados
A F.P.F. começou no “Paulistão” do ano
passado a decretar a queda de 4 clubes e também a subida
de 4 em suas principais divisões.
Como antes só caíam dois – ou até mesmo
um - assim o União Barbarense esteve no primeiro bloco
dos atingidos pelo rebaixamento em número maior, terminando
em 17º lugar e caindo, juntamente com o xará União
São João/Araras, Atlético Sorocaba e o lanterninha
time da Internacional/Limeira.
Agora foi a vez das quedas de Guarani/Campinas, finalmente! (era
“biônico” na elite), Portuguesa de Desportos,
a xará Portuguesa Santista e outro “biônico”
na elite estadual, o Mogi Mirim EC.
Enfim, a lei do descenso no futebol paulista acaba 5 anos mais
tarde fazendo justiça a pelo menos dos clubes dos chamados
“biônicos” do ex-presidente da F.P.F., Eduardo
José Farah, de suas famosas “canetadas”, porém
esquecida pela grande imprensa e no domingo voltando à
lembrança da imprensa de Campinas, isto porque o Guarani
está envolvido nas degolas dos condenados ao “Paulistinha”
de 2007.
Na elite estadual ainda sobram “biônicos”, que
vão se salvando, casos de Ituano (que até já
foi campeão, mas sem enfrentar os grandes clubes) e América
de São José do Rio Preto, isso sem relacionar o
Marília AC, que foi, na mesma época das “canetadas
do Farah”, um clube “biônico” nas divisões
inferiores, mas que na sequência acabou ganhando acessos
consecutivos até voltar ao “Paulistão”.
O time de Marília se safou do rebaixamento por muita sorte
no domingo.
Rebaixamentos nas divisões inferiores
Dois clubes de tradição e que já brilharam
na elite do Campeonato Paulista já estão com seus
rebaixamentos decretados de forma antecipada na Série A-2
(a 2ª Divisão).
São eles: o Araçatuba, no momento com apenas 3 pontos
ganhos, time que já havia caído, inclusive tendo
sofrido a maior goleada da competição, apanhando
de 10 do Mirassol; o outro agora é o União Barbarense
(apenas 5 pontinhos em 15 jogos), time que parece não querer
deixar o Araçatuba ser o pior sozinho, pois também
caiu antes do término da fase e apanhou, no sábado,
de 7 gols a 2 do Guaratinguetá, na segunda maior goleada
registrada no atual “Paulistinha”.
Já na Série A-3, também tem clube de tradição
e que também já brilhou na divisão maior
do estadual com seu rebaixamento já concretizado de forma
antecipada. É a Matonense, com seus dois pontinhos e que
em 2007 vai estar na 4ª Divisão do Campeonato Paulista,
isso se também não desaparecer no cenário
do futebol, como se verificou ainda recente com Grêmio Novorizontino.
Alguns outros clubes poderão, se não arrumarem soluções
internas, ou seja, em suas respectivas cidades, seguir o mesmo
caminho – do desaparecimento – do time de Novo Horizonte.
Quais são? São eles: Associação Esportiva
Araçatuba, União Agrícola Barbarense, Sociedade
Esportiva Matonense.
Um outro clube que sucumbe e que em 1993 havia sido campeão,
roubando um título a mais do União Barbarense, é
o EC Paraguaçuense, que nem mais na última divisão
do Campeonato Paulista aparece...
Que outros vários clubes interioranos se cuidem, para não
entrar nesta queda livre no futebol profissional.