Atenções
agora na Libertadores, na Copa do Brasil e no “Brasileirão”
Divulgação
|
|
|
Encerrado
o Campeonato Paulista vencido pelo Santos FC, agora as atenções
se voltam para competições mais quentes, mais abrangentes,
para os grandes clubes do Estado de São Paulo.
O novo campeão paulista, o Santos, do técnico campeoníssimo
Vanderlei Luxemburgo, tem a sequência da Copa do Brasil
neste meio de semana (santa) – hoje encara o Brasiliense
na Vila Belmiro no jogo de ida pelas oitavas de final - e a largada
do “Brasileirão” para o domingo de Páscoa,
contra o Goiás EC, em Goiás.
Já para o vice-campeão paulista e tricampeão
da Libertadores da América e Mundial, São Paulo
FC, do competente técnico Muricy Ramalho, tem Libertadores
na noite de hoje, jogo importante no interior do Peru, além
da estréia no final de semana no “Brasileirão”,
em casa, contra o Flamengo.
O Palmeiras, que ficou num bom 3º lugar no “Paulistão”
sob o comando do também competente técnico Emerson
Leão, volta a campo na noite de amanhã pela Copa
Libertadores, estando classificado antecipadamente, e no domingo
o Verdão de Palestra Itália começa em casa,
contra a Ponte Preta, sua caminhada no “Brasileirão”.
Por fim o Corinthians, só o 6º colocado no “Paulistão”,
abaixo de Noroeste/Bauru e São Caetano, time atualmente
comandado pelo técnico “tampão” Ademar
Braga, se prepara para estrear no “Brasileirão”
no domingo, fora de casa contra o Grêmio Portoalegrense,
e somente volta a jogar pela Libertadores na outra quarta-feira,
dia 19, em casa, numa situação confortável
depois de vencer bem o time da Universidad Católica, no
Chile.
Na Libertadores da América tem mais brasileiros competindo.
Hoje tem o Paulista de Jundiaí, brigando no Chile por sua
classificação à 3ª fase. Os já
classificados Inter de Porto Alegre e Goiás jogam respectivamente
na terça e quarta da semana que vem, porém, antes,
ambos estréiam no “Brasileirão” no final
de semana.
Quanto à Copa do Brasil, representando os paulistas, além
do Santos está também o Guarani de Campinas, curtindo
a tristeza de seu efetivo rebaixamento no “Paulistão”
e que hoje joga no Maracanã contra o Flamengo (é
a ida pelas oitavas de final).
São
Paulo busca a reabilitação na Libertadores - Dois
motivos fazem os jogadores são-paulinos só pensarem
em uma vitória hoje, no Peru: primeiro, apagar a má
impressão deixada após duas derrotas (por 2 a 1)
consecutivas para o Chivas do México; segundo, manter vivo
o sonho de ainda lutar pelo 1º lugar da chave e ter vantagem
na fase seguinte - a de decidir sempre em casa.
A partir de agora para o vice-campeão do “Paulistão”
o que vale mesmo é a Copa Libertadores. Com 6 pontos –
sendo 4 atrás do líder Chivas -, o “Tricolor”
só quer saber de ganhar do Cienciano, mesmo com o encontro
acontecendo na temida altitude (3.350 metros) da cidade de Cuzco.
Uma vitória frente aos peruanos pode até garantir
o São Paulo nas oitavas de final do torneio, dependendo
do resultado da outra partida da chave - Caracas x Chivas, na
capital venezuelana. Se o São Paulo tropeçar hoje,
ainda poderá definir a classificação na última
rodada - contra o Caracas -, no Morumbi.
O ataque são-paulino viajou sem estar definido. O mistério
feito pelo técnico Muricy Ramalho tem sido comum nas últimas
partidas. A única certeza é a escalação
do jovem Thiago Ribeiro, artilheiro principal do time no Campeonato
Paulista com 10 gols, atrás apenas de Nilmar, do Corinthians.
Em
festa, Santos quer vitória na Copa do Brasil - Pela
3ª fase da Copa do Brasil, jogo de ida, o Santos recebe hoje
a equipe do Brasiliense, em Santos (21h45). O “peixe”
ainda está se recuperando da ressaca do título do
“Paulistão”, mas busca a conquista também
desta competição para sonhar com sua volta à
Copa Libertadores da América em 2007 pelo caminho mais
curto.
O técnico Vanderlei Luxemburgo tenta colocar na cabeça
de seus comandados que o “Paulistão” já
passou. A Copa do Brasil agora é prioridade para sua equipe.
O desfalque hoje do time campeão é o volante Maldonado,
machucado. Heleno deve ser o seu substituto. O recém contratado
do futebol mexicano, De Nigris, deve estar a disposição
do treinador. Nas demais posições, é o time
que venceu a Portuguesa no domingo: Fábio Costa, Fabinho,
Àvalos, Luiz Alberto e Kléber; Heleno, Wendel, Cléber
Santana e Léo Lima; Geílson e Reinaldo.
O Brasiliense tem como técnico o conhecido Lula Pereira
e seu volante é Deda, que em 2000 jogou pelo União
Barbarense. O árbitro será o capixaba Wallace Nascimento
Valente.
União
sofreu 16 a 0 no amador e agora 7 a 2 no profissional
Invariavelmente costuma-se abordar na trajetória do futebol
do União Barbarense suas grandes goleadas aplicadas sobre
adversários os mais diferentes, o que comprova que historicamente
o alvinegro de Santa Bárbara d´Oeste se trata de
um clube vencedor e não perdedor, como se verifica nestas
temporadas de 2005/2006, só de rebaixamentos e de humilhações
pelas goleadas estrondosas que vem sofrendo.
Por derrotas sucessivas e por goleadas fáceis aplicadas
por seus atuais adversários é que o União
Barbarense está desmoralizado. Hoje praticamente todos
os demais clubes perderam o respeito para com o time da Rua 13
de Maio, que já meteu medo em muitos.
No sábado, em Guaratinguetá, havia jogadores do
passado nas arquibancadas do Estádio Dario Rodrigues Leite,
como por exemplo o ex-goleiro Lamim, dos tempos da extinta Associação
Esportiva Guaratinguetá, ele que em bate-papo com o veterano
técnico Carlos Verginelli Neto-Lilo, que acompanhou a delegação
unionista até o Vale do Paraíba, na condição
de convidado do atual presidente Reinaldo Italiano Brugnerotto,
ouviu do agora torcedor do Guaratinguetá EC a seguinte
frase, que de fato retrata a realidade: “sempre que enfrentávamos
o União Agrícola Barbarense o respeito era grande
e às vezes nosso time até tremia, principalmente
quando o jogo era em Santa Bárbara”.
Aliás, sobre o receio de se enfrentar o time do União
Barbarense, ainda recente, em janeiro, às vésperas
da largada deste “Paulistinha”, estando a reportagem
do Diário no campo do Centro de Treinamentos da Ponte Preta,
em Campinas – na chamada “Cidade Pontepretana”,
um dos massagistas da “macaca” campineira chegou a
fazer uma colocação quase idêntica: “enfrentar
o União Barbarense e o Rio Branco de Americana sempre achamos
complicado, tanto aqui em Campinas como em Santa Bárbara
ou Americana”.
O atual elenco montado pela U.B. Corporation, através das
ações antes do novo técnico Gilson Batata,
que foi jogador de muito sucesso, e depois do gerente Carlos Rossi,
ex-técnico também em cargo novo no futebol, colocou
por terra todo esse respeito sempre havido para com a força
do hoje fraquinho time do União Barbarense.
Era difícil de se imaginar ou de se prognosticar que um
Grêmio Barueri, que vem de divisões debaixo, fosse
derrotar o União Barbarense com a facilidade de fazer um
placar de 6 gols a 0, mesmo na cidade de Barueri. Difícil
também de esperar que o União não fosse vencer
nada numa fase toda de campeonato, inclusive seus jogos dentro
de Santa Bárbara, onde apanhou de todos e até mesmo
por goleadas.
Um placar adverso de 6 a 0 foi pelo União Barbarense sofrido
pela primeira vez no Campeonato Paulista de 1974, derrota para
o Grêmio Catanduvense, mas numa fase final de competição
que teve o time de Catanduva como o campeão paulista (mas
sem o acesso, que estava suspenso pela F.P.F.), num momento em
que os unionistas já não tinham mais chances no
certame e só cumpria tabela, diferente da recente surra
de 6 a 0 sofrida na cidade de Barueri, no 1º turno deste
“Paulistinha”, quando os times ainda buscavam em campo
mostrar quem vinha forte na briga pelo título.
Para piorar tudo, no sábado veio o massacre que jamais
será esquecido pelos esportistas de Santa Bárbara
e que vai para a história do União Agrícola
Barbarense como uma verdadeira mancha em suas estatísticas:
derrota por 7 a 2, no duelo contra o Guaratinguetá EC.
No profissionalismo, esta é a maior goleada aplicada sobre
o “leão da 13”.
Antes, na era do amadorismo, também valendo por Campeonato
Paulista do Interior, a maior goleada que o União havia
sofrido foi pelo incrível placar de 16 a 0 (é isso
mesmo!). Aconteceu no dia 31 de março de 1946, portanto
há 60 anos, na cidade de Piracicaba, quando jogadores titulares
discutiram feio com o técnico do alvinegro da Rua 13 de
Maio em dia de treino e acabaram sendo cortados da delegação,
que só levou para Piracicaba os reservas, entre eles um
goleiro barbarense que começava a se despontar no futebol
da cidade e da região, o saudoso Flávio Sans. A
imprensa barbarense da época registrou assim: “nem
com o bom goleiro Flávio jogando os unionistas evitaram
o vexame, apanhando do XV de Novembro de Piracicaba de 16 a 0”.
Mas no 2º turno, naquele mesmo campeonato, jogando completo
em Santa Bárbara o União fez 2 a 0 nos quinzistas.
Aliás, o próximo jogo do União Barbarense
no atual “Paulistinha” será exatamente contra
o XV de Piracicaba, em Santa Bárbara, neste sábado
de aleluia, às 16 horas, mas com os dois times vizinhos
caindo pelas tabelas, ou seja, um já rebaixado, o União,
e outro a caminho, mas podendo ainda se salvar, o XV.
Antes de vir enfrentar o União, o time de Piracicaba entra
em campo na noite de hoje para cumprir jogo adiado do mês
passado, contra o líder Grêmio Barueri, no Estádio
Barão da Serra Negra (20h30), na estréia do terceiro
técnico quinzista no “Paulistinha”, que é
Luís Carlos Ferreira.
Ao
menos colocar um time em campo - O que se espera hoje
do atual time do União Barbarense, que com pagamentos salariais
em dia ou não dificilmente conseguiria praticar um futebol
melhor do que vem mostrando na quase totalidade das partidas deste
ano, é que ele vá a campo normalmente nas três
rodadas restantes para cumprimento de tabela.
Ficariam as coisas muito piores ainda caso eles provoquem um WO
(não comparecimento) na sequência.
De ruim, o elenco de 2006 já fez de tudo para o futebol
de Santa Bárbara d´Oeste e então que ao menos
eles, jogadores, entrem em campo, mesmo que continuem não
sendo páreo para XV de Piracicaba, Rio Claro FC e para
o time “B” do Palmeiras.