Santa Bárbara d'Oeste, 12 de Abril de 2006





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Atenções agora na Libertadores, na Copa do Brasil e no “Brasileirão”

Divulgação

Encerrado o Campeonato Paulista vencido pelo Santos FC, agora as atenções se voltam para competições mais quentes, mais abrangentes, para os grandes clubes do Estado de São Paulo.
O novo campeão paulista, o Santos, do técnico campeoníssimo Vanderlei Luxemburgo, tem a sequência da Copa do Brasil neste meio de semana (santa) – hoje encara o Brasiliense na Vila Belmiro no jogo de ida pelas oitavas de final - e a largada do “Brasileirão” para o domingo de Páscoa, contra o Goiás EC, em Goiás.
Já para o vice-campeão paulista e tricampeão da Libertadores da América e Mundial, São Paulo FC, do competente técnico Muricy Ramalho, tem Libertadores na noite de hoje, jogo importante no interior do Peru, além da estréia no final de semana no “Brasileirão”, em casa, contra o Flamengo.
O Palmeiras, que ficou num bom 3º lugar no “Paulistão” sob o comando do também competente técnico Emerson Leão, volta a campo na noite de amanhã pela Copa Libertadores, estando classificado antecipadamente, e no domingo o Verdão de Palestra Itália começa em casa, contra a Ponte Preta, sua caminhada no “Brasileirão”.
Por fim o Corinthians, só o 6º colocado no “Paulistão”, abaixo de Noroeste/Bauru e São Caetano, time atualmente comandado pelo técnico “tampão” Ademar Braga, se prepara para estrear no “Brasileirão” no domingo, fora de casa contra o Grêmio Portoalegrense, e somente volta a jogar pela Libertadores na outra quarta-feira, dia 19, em casa, numa situação confortável depois de vencer bem o time da Universidad Católica, no Chile.
Na Libertadores da América tem mais brasileiros competindo. Hoje tem o Paulista de Jundiaí, brigando no Chile por sua classificação à 3ª fase. Os já classificados Inter de Porto Alegre e Goiás jogam respectivamente na terça e quarta da semana que vem, porém, antes, ambos estréiam no “Brasileirão” no final de semana.
Quanto à Copa do Brasil, representando os paulistas, além do Santos está também o Guarani de Campinas, curtindo a tristeza de seu efetivo rebaixamento no “Paulistão” e que hoje joga no Maracanã contra o Flamengo (é a ida pelas oitavas de final).

São Paulo busca a reabilitação na Libertadores - Dois motivos fazem os jogadores são-paulinos só pensarem em uma vitória hoje, no Peru: primeiro, apagar a má impressão deixada após duas derrotas (por 2 a 1) consecutivas para o Chivas do México; segundo, manter vivo o sonho de ainda lutar pelo 1º lugar da chave e ter vantagem na fase seguinte - a de decidir sempre em casa.
A partir de agora para o vice-campeão do “Paulistão” o que vale mesmo é a Copa Libertadores. Com 6 pontos – sendo 4 atrás do líder Chivas -, o “Tricolor” só quer saber de ganhar do Cienciano, mesmo com o encontro acontecendo na temida altitude (3.350 metros) da cidade de Cuzco. Uma vitória frente aos peruanos pode até garantir o São Paulo nas oitavas de final do torneio, dependendo do resultado da outra partida da chave - Caracas x Chivas, na capital venezuelana. Se o São Paulo tropeçar hoje, ainda poderá definir a classificação na última rodada - contra o Caracas -, no Morumbi.
O ataque são-paulino viajou sem estar definido. O mistério feito pelo técnico Muricy Ramalho tem sido comum nas últimas partidas. A única certeza é a escalação do jovem Thiago Ribeiro, artilheiro principal do time no Campeonato Paulista com 10 gols, atrás apenas de Nilmar, do Corinthians.

Em festa, Santos quer vitória na Copa do Brasil - Pela 3ª fase da Copa do Brasil, jogo de ida, o Santos recebe hoje a equipe do Brasiliense, em Santos (21h45). O “peixe” ainda está se recuperando da ressaca do título do “Paulistão”, mas busca a conquista também desta competição para sonhar com sua volta à Copa Libertadores da América em 2007 pelo caminho mais curto.
O técnico Vanderlei Luxemburgo tenta colocar na cabeça de seus comandados que o “Paulistão” já passou. A Copa do Brasil agora é prioridade para sua equipe.
O desfalque hoje do time campeão é o volante Maldonado, machucado. Heleno deve ser o seu substituto. O recém contratado do futebol mexicano, De Nigris, deve estar a disposição do treinador. Nas demais posições, é o time que venceu a Portuguesa no domingo: Fábio Costa, Fabinho, Àvalos, Luiz Alberto e Kléber; Heleno, Wendel, Cléber Santana e Léo Lima; Geílson e Reinaldo.
O Brasiliense tem como técnico o conhecido Lula Pereira e seu volante é Deda, que em 2000 jogou pelo União Barbarense. O árbitro será o capixaba Wallace Nascimento Valente.


União sofreu 16 a 0 no amador e agora 7 a 2 no profissional

Invariavelmente costuma-se abordar na trajetória do futebol do União Barbarense suas grandes goleadas aplicadas sobre adversários os mais diferentes, o que comprova que historicamente o alvinegro de Santa Bárbara d´Oeste se trata de um clube vencedor e não perdedor, como se verifica nestas temporadas de 2005/2006, só de rebaixamentos e de humilhações pelas goleadas estrondosas que vem sofrendo.
Por derrotas sucessivas e por goleadas fáceis aplicadas por seus atuais adversários é que o União Barbarense está desmoralizado. Hoje praticamente todos os demais clubes perderam o respeito para com o time da Rua 13 de Maio, que já meteu medo em muitos.
No sábado, em Guaratinguetá, havia jogadores do passado nas arquibancadas do Estádio Dario Rodrigues Leite, como por exemplo o ex-goleiro Lamim, dos tempos da extinta Associação Esportiva Guaratinguetá, ele que em bate-papo com o veterano técnico Carlos Verginelli Neto-Lilo, que acompanhou a delegação unionista até o Vale do Paraíba, na condição de convidado do atual presidente Reinaldo Italiano Brugnerotto, ouviu do agora torcedor do Guaratinguetá EC a seguinte frase, que de fato retrata a realidade: “sempre que enfrentávamos o União Agrícola Barbarense o respeito era grande e às vezes nosso time até tremia, principalmente quando o jogo era em Santa Bárbara”.
Aliás, sobre o receio de se enfrentar o time do União Barbarense, ainda recente, em janeiro, às vésperas da largada deste “Paulistinha”, estando a reportagem do Diário no campo do Centro de Treinamentos da Ponte Preta, em Campinas – na chamada “Cidade Pontepretana”, um dos massagistas da “macaca” campineira chegou a fazer uma colocação quase idêntica: “enfrentar o União Barbarense e o Rio Branco de Americana sempre achamos complicado, tanto aqui em Campinas como em Santa Bárbara ou Americana”.
O atual elenco montado pela U.B. Corporation, através das ações antes do novo técnico Gilson Batata, que foi jogador de muito sucesso, e depois do gerente Carlos Rossi, ex-técnico também em cargo novo no futebol, colocou por terra todo esse respeito sempre havido para com a força do hoje fraquinho time do União Barbarense.
Era difícil de se imaginar ou de se prognosticar que um Grêmio Barueri, que vem de divisões debaixo, fosse derrotar o União Barbarense com a facilidade de fazer um placar de 6 gols a 0, mesmo na cidade de Barueri. Difícil também de esperar que o União não fosse vencer nada numa fase toda de campeonato, inclusive seus jogos dentro de Santa Bárbara, onde apanhou de todos e até mesmo por goleadas.
Um placar adverso de 6 a 0 foi pelo União Barbarense sofrido pela primeira vez no Campeonato Paulista de 1974, derrota para o Grêmio Catanduvense, mas numa fase final de competição que teve o time de Catanduva como o campeão paulista (mas sem o acesso, que estava suspenso pela F.P.F.), num momento em que os unionistas já não tinham mais chances no certame e só cumpria tabela, diferente da recente surra de 6 a 0 sofrida na cidade de Barueri, no 1º turno deste “Paulistinha”, quando os times ainda buscavam em campo mostrar quem vinha forte na briga pelo título.
Para piorar tudo, no sábado veio o massacre que jamais será esquecido pelos esportistas de Santa Bárbara e que vai para a história do União Agrícola Barbarense como uma verdadeira mancha em suas estatísticas: derrota por 7 a 2, no duelo contra o Guaratinguetá EC. No profissionalismo, esta é a maior goleada aplicada sobre o “leão da 13”.
Antes, na era do amadorismo, também valendo por Campeonato Paulista do Interior, a maior goleada que o União havia sofrido foi pelo incrível placar de 16 a 0 (é isso mesmo!). Aconteceu no dia 31 de março de 1946, portanto há 60 anos, na cidade de Piracicaba, quando jogadores titulares discutiram feio com o técnico do alvinegro da Rua 13 de Maio em dia de treino e acabaram sendo cortados da delegação, que só levou para Piracicaba os reservas, entre eles um goleiro barbarense que começava a se despontar no futebol da cidade e da região, o saudoso Flávio Sans. A imprensa barbarense da época registrou assim: “nem com o bom goleiro Flávio jogando os unionistas evitaram o vexame, apanhando do XV de Novembro de Piracicaba de 16 a 0”. Mas no 2º turno, naquele mesmo campeonato, jogando completo em Santa Bárbara o União fez 2 a 0 nos quinzistas.
Aliás, o próximo jogo do União Barbarense no atual “Paulistinha” será exatamente contra o XV de Piracicaba, em Santa Bárbara, neste sábado de aleluia, às 16 horas, mas com os dois times vizinhos caindo pelas tabelas, ou seja, um já rebaixado, o União, e outro a caminho, mas podendo ainda se salvar, o XV.
Antes de vir enfrentar o União, o time de Piracicaba entra em campo na noite de hoje para cumprir jogo adiado do mês passado, contra o líder Grêmio Barueri, no Estádio Barão da Serra Negra (20h30), na estréia do terceiro técnico quinzista no “Paulistinha”, que é Luís Carlos Ferreira.

Ao menos colocar um time em campo - O que se espera hoje do atual time do União Barbarense, que com pagamentos salariais em dia ou não dificilmente conseguiria praticar um futebol melhor do que vem mostrando na quase totalidade das partidas deste ano, é que ele vá a campo normalmente nas três rodadas restantes para cumprimento de tabela.
Ficariam as coisas muito piores ainda caso eles provoquem um WO (não comparecimento) na sequência.
De ruim, o elenco de 2006 já fez de tudo para o futebol de Santa Bárbara d´Oeste e então que ao menos eles, jogadores, entrem em campo, mesmo que continuem não sendo páreo para XV de Piracicaba, Rio Claro FC e para o time “B” do Palmeiras.


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