Quem
faz a parceria? Cobram o que
o União não deve
Tivesse
a U.B. Corporation S/A conseguido manter a vaga do União
Agrícola Barbarense na elite do Campeonato Paulista, divisão
na qual a empresa encontrou o clube ao firmar a parceria há
quase três anos, hoje a cota do semestre – e não
do ano todo – a que teria direito o representante de Santa
Bárbara seria de R$ 650 mil. No entanto, nestes meses iniciais
de 2006, caiu sensivelmente, para apenas R$ 65 mil devido ao rebaixamento
sofrido na temporada passada no certame estadual e que no ano
que vem, com essa nova queda, praticamente irá sumir, devendo
ficar em torno de R$ 35 mil.
Se hoje a U.B. cobra de volta o dinheiro que aplicou em sua vinda
para Santa Bárbara, aqueles R$ 439 mil, valor que constou
na minuta definitiva do contrato celebrado entre as partes, o
clube União Barbarense também pode cobrar essas
perdas que sofreu em termos de cotas de participação
nos Campeonatos Paulistas.
Então, a U.B. é quem ainda deveria resssarcir o
clube de Santa Bárbara para ir embora da cidade, mas embora
para sempre, porque ela jamais irá reparar o estrago que
fez por aqui, ou seja, não conseguirá mais recolocar
o clube na elite do estadual, que é o “Paulistão”.
Assim, que a briga ora iniciada por cobranças de valores,
dos dois lados, vá mesmo parar na Justiça Comum,
mas que as duas empresas – U.B. Corporation e União
Barbarense Limitada - saiam da vida do futebol unionista no próximo
dia 29, data limite anunciada na semana passada, na incrível
reunião através do “viva-voz” do telefone,
pelo intermediador presidente Marco Polo Del Nero, da Federação
Paulista de Futebol.
Diário
resolveu não ir à “coletiva” com a imprensa
- Motivo?
Simplesmente porque a reportagem do Diário percebeu que
na sala onde aconteceu a coletiva – meio esvaziada na tarde
da quinta-feira santa – estava o demissionário Ézzio
Moschini Filho, administrador financeiro da U.B. e União
Ltda. que semanas antes havia entregue documento à imprensa
(e a quem interessar fosse) comunicando seu desligamento de tudo
no futebol unionista, o que deixou claro que a coletiva anterior
dele mesmo, Moschini, havia sido uma tremenda farsa e completa
enganação, brincando com coisas sérias e
fazendo os repórteres perderem tempo ouvindo e discutindo
assuntos em vão, mesmo porque ele, Moschini, abandonaria
o barco unionista dias depois, às vésperas de proceder,
na semana seguinte, o prometido pagamento dos salários
de janeiro e fevereiro ao elenco alvinegro e, o que foi pior,
quando pagou enganou mais uma vez, pois não observou tudo
o que havia sido inicialmente acertado com jogadores trazidos
para o clube no começo do ano.
U.B.
já saiu. E faz tempo!
Está
tudo errado mesmo, tanto que o ucraniano Yuriy Panfilov havia
afirmado ao Diário, semanas atrás, que seu “patrão”
Oleksiy Borovikov era o único dos três sócios
iniciais que permanecia com o futebol do União, já
que a empresa U.B. havia deixado de investir no clube de Santa
Bárbara desde agosto do ano passado.
O dinheiro que estava sendo investido na parte restante do ano
de 2005 era só de Borovikov, foi o que afirmara categoricamente
Panfilov, estando ao lado de sua mulher Natasha.
Então a parceria firmada entre o União e a U.B.
de fato acabou já há 9 meses. Ou não?
O União não assinou em 11 de junho de 2003 contrato
de parceria com uma única pessoa, ou seja, com Borovikov,
mas sim com uma empresa, a U.B., embora no documento tivesse constado
na ocasião a sua assinatura, representando os três
sócios.
Aí tem mais fatos que não estão batendo e
dá abertura para a defesa do clube através de seu
advogado. Vale lembrar que é Marco Antonio Pizzolato quem
vem acompanhando todo este obscuro caso União x U.B. Corporation
(ou só Oleksiy Borovikov?).
Torcer
para que o time
jogue. E ponto final
Nas
duas partidas derradeiras, em sua despedida na Série A-2
(a 2ª Divisão) do Campeonato Paulista, amanhã
à tarde em Rio Claro, contra o Rio Claro FC, e no domingo,
também à tarde, em Santa, contra o time “B”
do Palmeiras, ganhar, empatar ou perder já não é
mais o que importa para Santa Bárbara no caso deste time
do União deste começo de 2006.
O que mais a cidade quer neste momento, abril de 2006, é
que o time, um verdadeiro perdedor, ao menos entre em campo para
cumprir o que determina a tabela, pois este grupo já fez
de tudo no atual “Paulistinha”.
Já manchou por demais a história do União
A.B.F.C., mas que não deixe marca mais negativa ainda,
que seria o caso de um WO devido aos problemas salariais havidos
entre jogadores e dirigentes/funcionários da empresa U.B.
Na
mesma Série A-2: Desespero chega a alguns clubes
Tem
clubes lutando pela classificação entre os 4 primeiros
de seus grupos nesta fase inicial do “Paulistinha”
para poderem brigar, na sequência, por duas vagas de acesso
ao “Paulistão” de 2007, mas tem aqueles que
entram em desespero quase que total, porque podem em duas rodadas
que restam acompanhar os já rebaixados Araçatuba
(o de pior campanha geral) e União Barbarense (de segunda
pior campanha).
E nesta hora em que bate o desespero, quem não quer se
despedir da competição no próximo domingo
resolve mexer em seu comando técnico. Não é
bem o caso do Comercial de Ribeirão Preto, mas que está
mudando de treinador, com a saída no final de semana do
experiente Varley de Carvalho.
A diretoria do Comercial, no entanto, agiu rápido e já
anunciou o substituto de Varley. Aquele que até poucos
dias estava no comando do rival Botafogo, da mesma Ribeirão
Preto, porém na 3ª Divisão do Campeonato Paulista,
muda de estádio na mesma cidade. Ele é José
Galli Neto.
Varley de Carvalho deixou o cargo no Comercial no dia de ontem
após um desentendimento com um jogador do clube. O treinador
conseguiu recuperar a confiança do grupo e fugir da zona
de rebaixamento. O Comercial ainda tem chances matemáticas
de se classificar para os quadrangulares semifinais da Série
A-2.
Antes do Comercial, quem havia mudado – e mais uma vez –
de treinador havia sido o rico Atlético Sorocaba, que dispensou
João Martins, que cedeu o posto ao técnico Abelha,
que recente salvou do rebaixamento na Série A-1 o São
Bento, da mesma cidade de Sorocaba.