Santa Bárbara d'Oeste, 18 de Abril de 2006





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Quem faz a parceria? Cobram o que
o União não deve

Tivesse a U.B. Corporation S/A conseguido manter a vaga do União Agrícola Barbarense na elite do Campeonato Paulista, divisão na qual a empresa encontrou o clube ao firmar a parceria há quase três anos, hoje a cota do semestre – e não do ano todo – a que teria direito o representante de Santa Bárbara seria de R$ 650 mil. No entanto, nestes meses iniciais de 2006, caiu sensivelmente, para apenas R$ 65 mil devido ao rebaixamento sofrido na temporada passada no certame estadual e que no ano que vem, com essa nova queda, praticamente irá sumir, devendo ficar em torno de R$ 35 mil.
Se hoje a U.B. cobra de volta o dinheiro que aplicou em sua vinda para Santa Bárbara, aqueles R$ 439 mil, valor que constou na minuta definitiva do contrato celebrado entre as partes, o clube União Barbarense também pode cobrar essas perdas que sofreu em termos de cotas de participação nos Campeonatos Paulistas.
Então, a U.B. é quem ainda deveria resssarcir o clube de Santa Bárbara para ir embora da cidade, mas embora para sempre, porque ela jamais irá reparar o estrago que fez por aqui, ou seja, não conseguirá mais recolocar o clube na elite do estadual, que é o “Paulistão”.
Assim, que a briga ora iniciada por cobranças de valores, dos dois lados, vá mesmo parar na Justiça Comum, mas que as duas empresas – U.B. Corporation e União Barbarense Limitada - saiam da vida do futebol unionista no próximo dia 29, data limite anunciada na semana passada, na incrível reunião através do “viva-voz” do telefone, pelo intermediador presidente Marco Polo Del Nero, da Federação Paulista de Futebol.

Diário resolveu não ir à “coletiva” com a imprensa - Motivo? Simplesmente porque a reportagem do Diário percebeu que na sala onde aconteceu a coletiva – meio esvaziada na tarde da quinta-feira santa – estava o demissionário Ézzio Moschini Filho, administrador financeiro da U.B. e União Ltda. que semanas antes havia entregue documento à imprensa (e a quem interessar fosse) comunicando seu desligamento de tudo no futebol unionista, o que deixou claro que a coletiva anterior dele mesmo, Moschini, havia sido uma tremenda farsa e completa enganação, brincando com coisas sérias e fazendo os repórteres perderem tempo ouvindo e discutindo assuntos em vão, mesmo porque ele, Moschini, abandonaria o barco unionista dias depois, às vésperas de proceder, na semana seguinte, o prometido pagamento dos salários de janeiro e fevereiro ao elenco alvinegro e, o que foi pior, quando pagou enganou mais uma vez, pois não observou tudo o que havia sido inicialmente acertado com jogadores trazidos para o clube no começo do ano.


U.B. já saiu. E faz tempo!

Está tudo errado mesmo, tanto que o ucraniano Yuriy Panfilov havia afirmado ao Diário, semanas atrás, que seu “patrão” Oleksiy Borovikov era o único dos três sócios iniciais que permanecia com o futebol do União, já que a empresa U.B. havia deixado de investir no clube de Santa Bárbara desde agosto do ano passado.
O dinheiro que estava sendo investido na parte restante do ano de 2005 era só de Borovikov, foi o que afirmara categoricamente Panfilov, estando ao lado de sua mulher Natasha.
Então a parceria firmada entre o União e a U.B. de fato acabou já há 9 meses. Ou não?
O União não assinou em 11 de junho de 2003 contrato de parceria com uma única pessoa, ou seja, com Borovikov, mas sim com uma empresa, a U.B., embora no documento tivesse constado na ocasião a sua assinatura, representando os três sócios.
Aí tem mais fatos que não estão batendo e dá abertura para a defesa do clube através de seu advogado. Vale lembrar que é Marco Antonio Pizzolato quem vem acompanhando todo este obscuro caso União x U.B. Corporation (ou só Oleksiy Borovikov?).


Torcer para que o time
jogue. E ponto final

Nas duas partidas derradeiras, em sua despedida na Série A-2 (a 2ª Divisão) do Campeonato Paulista, amanhã à tarde em Rio Claro, contra o Rio Claro FC, e no domingo, também à tarde, em Santa, contra o time “B” do Palmeiras, ganhar, empatar ou perder já não é mais o que importa para Santa Bárbara no caso deste time do União deste começo de 2006.
O que mais a cidade quer neste momento, abril de 2006, é que o time, um verdadeiro perdedor, ao menos entre em campo para cumprir o que determina a tabela, pois este grupo já fez de tudo no atual “Paulistinha”.
Já manchou por demais a história do União A.B.F.C., mas que não deixe marca mais negativa ainda, que seria o caso de um WO devido aos problemas salariais havidos entre jogadores e dirigentes/funcionários da empresa U.B.


Na mesma Série A-2: Desespero chega a alguns clubes

Tem clubes lutando pela classificação entre os 4 primeiros de seus grupos nesta fase inicial do “Paulistinha” para poderem brigar, na sequência, por duas vagas de acesso ao “Paulistão” de 2007, mas tem aqueles que entram em desespero quase que total, porque podem em duas rodadas que restam acompanhar os já rebaixados Araçatuba (o de pior campanha geral) e União Barbarense (de segunda pior campanha).
E nesta hora em que bate o desespero, quem não quer se despedir da competição no próximo domingo resolve mexer em seu comando técnico. Não é bem o caso do Comercial de Ribeirão Preto, mas que está mudando de treinador, com a saída no final de semana do experiente Varley de Carvalho.
A diretoria do Comercial, no entanto, agiu rápido e já anunciou o substituto de Varley. Aquele que até poucos dias estava no comando do rival Botafogo, da mesma Ribeirão Preto, porém na 3ª Divisão do Campeonato Paulista, muda de estádio na mesma cidade. Ele é José Galli Neto.
Varley de Carvalho deixou o cargo no Comercial no dia de ontem após um desentendimento com um jogador do clube. O treinador conseguiu recuperar a confiança do grupo e fugir da zona de rebaixamento. O Comercial ainda tem chances matemáticas de se classificar para os quadrangulares semifinais da Série A-2.
Antes do Comercial, quem havia mudado – e mais uma vez – de treinador havia sido o rico Atlético Sorocaba, que dispensou João Martins, que cedeu o posto ao técnico Abelha, que recente salvou do rebaixamento na Série A-1 o São Bento, da mesma cidade de Sorocaba.


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