União
em campo, mas
WO no futebol
Francisco
R. de Godoy
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O
atacante barbarense Bachin marcou só
um gol no “Paulistinha” e mostra que
precisa ser melhor lapidado |
Quem
veio a Santa Bárbara na tarde do domingo para enfrentar
o União Barbarense na última rodada da 1ª fase
do “Paulistinha” na prática foi o quarto time
do Palmeiras, com alguns juniores no banco de reservas, isto porque
o técnico Marcelo Villar resolveu deixar em São
Paulo todos os considerados titulares do chamado time “B”
do clube de Palestra Itália.
Era jogo para cumprimento de tabela, apenas. Não valia
nada, mas para os barbarenses havia a expectativa em relação
à questão de WO ou não do “leão
da 13”.
Como eles, jogadores, foram praticamente largados, foram esquecidos
pelo comando europeu (leia-se Oleksiy Borovikov) – não
se pode mais dizer que é U.B. Corporation, que em agosto
de 2005 acabou por deixar de investir no futebol do clube de Santa
Bárbara – o receio do WO existia, mas os unionistas,
sob o comando técnico de Níveo Caetano, foram a
campo normalmente, evitando assim alguma punição
maior para o clube.
É verdade que o União entrou em campo em todas as
partidas, mas no futebol foi um verdadeiro WO (não comparecimento).
Com raríssimas exceções nas 18 rodadas, em
dois turnos, o futebol unionista foi de se lastimar, culminando
com uma partida sonolenta no domingo diante de garotos do Palmeiras.
Nem dá para se acrescentar muita coisa no encontro, que
ficou no zero a zero em seus primeiros 45 minutos, período
em que o goleiro Paulo, que teve sua única chance de atuar
com a camisa 1 do União, mostrou-se falho em lances fáceis
e só indo melhorar na etapa final, em que o alvinegro chutou
duas vezes a gol e teve um bonito cabeceio do baixinho Dino Sani,
bem defendido pelo goleiro Deola, do time da capital, este que
andou perdendo dois ou três grandes momentos para abrir
o marcador.
No 2º tempo, o gol inicial do Palmeiras foi polêmico,
pois no cabeceio de Fabiano, em levantamento de escanteio da direita
aos 7 minutos, a bola nem foi às redes, porque o goleiro
Paulo acabou praticando a defesa na base do desespero, porém
a bola entrou e o tento foi confirmado pelo assistente de arbitragem.
O União ainda conseguiu empatar na marca dos 17 minutos,
após cobrança de lateral por Nilton, que colocou
a bola na área na medida para o cabeceio bonito do garoto
Bachin, que, enfim, conseguiu fazer um gol com a camisa unionista,
ele que no finalzinho, aos 46 minutos, desperdiçaria a
chance para de novo empatar a partida, chutando para fora cara
a cara com Deola.
O gol da vitória palmeirense aconteceu aos 37 minutos,
através de Diego, que recebeu livre de qualquer marcação,
isso quando o União já estava com um a menos devido
a expulsão do lateral esquerdo Nilton, 2 a 1 o placar definitivo,
só para não deixar o time de Santa Bárbara
sair de sua rotina de derrotas na competição, no
maior vexame dado em toda a sua história no futebol profissional.
Estragos:
no dia seguinte, nos
alojamentos do estádio unionista
Em
protesto e também como um sinal de revolta pelo que o comando
do futebol do União Barbarense fez com o atual elenco de
jogadores – atraso em pagamentos, pagamentos não
integrais e em desacordo com seus contratos e mesmo o abandono
a certa altura deste Campeonato Paulista -, alguns deles, em verdadeiro
ato de vandalismo (fotos), jogaram do alto, ou seja, do pavimento
onde estão alojados no estádio, o que encontraram
pela frente e foi possível destruir, como camas, colchões,
guarda-roupas, lâmpadas e até mesmo fogão...
Tudo muito lamentável. Jogadores poderiam continuar protestando
e reivindicando todos os seus direitos, porém de forma
civilizada, não como no ato de alguns, que até precisam
ser identificados e responsabilizados pelos danos que causaram,
descontando os prejuízos do que eles ainda têm para
receber.
Um final de Campeonato Paulista/2006 (Série A-2) triste
sob todos os aspectos, que deve ser esquecido, pois manchou profundamente
a bonita história que antes, em 90 anos, havia sido escrita
por unionistas que antecederam aos grupos de jogadores de 2005
e ao atual, este que foi, indiscutivelmente, fraquinho demais
no futebol...