Santa Bárbara d'Oeste, 25 de Abril de 2006





POLÍCIA
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União em campo, mas
WO no futebol

Francisco R. de Godoy
O atacante barbarense Bachin marcou só
um gol no “Paulistinha” e mostra que
precisa ser melhor lapidado

Quem veio a Santa Bárbara na tarde do domingo para enfrentar o União Barbarense na última rodada da 1ª fase do “Paulistinha” na prática foi o quarto time do Palmeiras, com alguns juniores no banco de reservas, isto porque o técnico Marcelo Villar resolveu deixar em São Paulo todos os considerados titulares do chamado time “B” do clube de Palestra Itália.
Era jogo para cumprimento de tabela, apenas. Não valia nada, mas para os barbarenses havia a expectativa em relação à questão de WO ou não do “leão da 13”.
Como eles, jogadores, foram praticamente largados, foram esquecidos pelo comando europeu (leia-se Oleksiy Borovikov) – não se pode mais dizer que é U.B. Corporation, que em agosto de 2005 acabou por deixar de investir no futebol do clube de Santa Bárbara – o receio do WO existia, mas os unionistas, sob o comando técnico de Níveo Caetano, foram a campo normalmente, evitando assim alguma punição maior para o clube.
É verdade que o União entrou em campo em todas as partidas, mas no futebol foi um verdadeiro WO (não comparecimento). Com raríssimas exceções nas 18 rodadas, em dois turnos, o futebol unionista foi de se lastimar, culminando com uma partida sonolenta no domingo diante de garotos do Palmeiras.
Nem dá para se acrescentar muita coisa no encontro, que ficou no zero a zero em seus primeiros 45 minutos, período em que o goleiro Paulo, que teve sua única chance de atuar com a camisa 1 do União, mostrou-se falho em lances fáceis e só indo melhorar na etapa final, em que o alvinegro chutou duas vezes a gol e teve um bonito cabeceio do baixinho Dino Sani, bem defendido pelo goleiro Deola, do time da capital, este que andou perdendo dois ou três grandes momentos para abrir o marcador.
No 2º tempo, o gol inicial do Palmeiras foi polêmico, pois no cabeceio de Fabiano, em levantamento de escanteio da direita aos 7 minutos, a bola nem foi às redes, porque o goleiro Paulo acabou praticando a defesa na base do desespero, porém a bola entrou e o tento foi confirmado pelo assistente de arbitragem. O União ainda conseguiu empatar na marca dos 17 minutos, após cobrança de lateral por Nilton, que colocou a bola na área na medida para o cabeceio bonito do garoto Bachin, que, enfim, conseguiu fazer um gol com a camisa unionista, ele que no finalzinho, aos 46 minutos, desperdiçaria a chance para de novo empatar a partida, chutando para fora cara a cara com Deola.
O gol da vitória palmeirense aconteceu aos 37 minutos, através de Diego, que recebeu livre de qualquer marcação, isso quando o União já estava com um a menos devido a expulsão do lateral esquerdo Nilton, 2 a 1 o placar definitivo, só para não deixar o time de Santa Bárbara sair de sua rotina de derrotas na competição, no maior vexame dado em toda a sua história no futebol profissional.


Estragos: no dia seguinte, nos
alojamentos do estádio unionista

Em protesto e também como um sinal de revolta pelo que o comando do futebol do União Barbarense fez com o atual elenco de jogadores – atraso em pagamentos, pagamentos não integrais e em desacordo com seus contratos e mesmo o abandono a certa altura deste Campeonato Paulista -, alguns deles, em verdadeiro ato de vandalismo (fotos), jogaram do alto, ou seja, do pavimento onde estão alojados no estádio, o que encontraram pela frente e foi possível destruir, como camas, colchões, guarda-roupas, lâmpadas e até mesmo fogão... Tudo muito lamentável. Jogadores poderiam continuar protestando e reivindicando todos os seus direitos, porém de forma civilizada, não como no ato de alguns, que até precisam ser identificados e responsabilizados pelos danos que causaram, descontando os prejuízos do que eles ainda têm para receber.
Um final de Campeonato Paulista/2006 (Série A-2) triste sob todos os aspectos, que deve ser esquecido, pois manchou profundamente a bonita história que antes, em 90 anos, havia sido escrita por unionistas que antecederam aos grupos de jogadores de 2005 e ao atual, este que foi, indiscutivelmente, fraquinho demais no futebol...


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