Santa Bárbara d'Oeste, 26 de Abril de 2006





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Hoje tem Palmeiras x São Paulo e River Plate x Corinthians (na TV)

Agora vai pegar fogo a Copa Libertadores da América, que na noite de ontem entrou em sua fase “mata-mata”, em jogos de ida e de volta, com 180 minutos de guerra dentro de campo, na luta pelo título de campeão, defendido pelo São Paulo FC, o campeão do ano passado e que de novo está na briga, pois os Tricolores do Morumbi querem é o tetra da Libertadores para no final deste ano tentarem também o tetra mundial.
Ontem o primeiro clube brasileiro a estrear na nova fase foi o Goiás EC. O jogo realizado na Argentina teve este resultado: Estudiantes 2 x Goiás 1.
Na noite desta quarta-feira, mais três brasileiros entram em campo. O Corinthians joga na Argentina (início às 21h45, com TV Globo ao vivo) e já haverá um clássico entre dois paulistas como a atração maior da rodada, em jogo que vai começar em horário nada comum no Estádio Palestra Itália, a casa do Palmeiras, que tem campanha inferior a do adversário São Paulo. Começa às 19h15.
Para amanhã tem mais brasileiro em ação, quando os gaúchos do Inter de Porto Alegre jogarão no Uruguai, contra o Nacional (também mais cedo, às 19 horas).
Palmeiras inscreve três novos jogadores
O Palmeiras substituiu três jogadores de sua relação oficial para as disputas dos mata-matas da Copa Libertadores da América.
O zagueiro Thiago Gomes e o lateral esquerdo Michael, que já vinham sendo aproveitados pelo ex-treinador Emerson Leão, foram inscritos nas vagas que pertenciam a Valdomiro e Gioino (este que já deixou o clube). Para o lugar do volante Alceu, suspenso por quatro partidas pela confusão no jogo contra o Cerro Portenho, o Palmeiras vai utilizar o garoto Wendel, meio-campista do time “B” palmeirense, que está classificado para os quadrangulares semifinais do “Paulistinha”.
Com a inscrição destes três novos atletas, a diretoria do Palmeiras descarta a contratação de novos reforços para a Libertadores, já que eles não poderiam mais participar da competição sul-americana.
Com técnico interino, que é Marcelo Villar, o Palmeiras tenta reunir forças para tentar ser páreo para o São Paulo. No Palestra Itália, todos sabem das dificuldades, mas querem atacar de “zebra” em 180 minutos, embora seja um duelo clássico do futebol paulista e brasileiro.
Sérgio, Paulo Baier, Daniel, Gamarra e Michael; Marcinho Guerreiro, Correa, Juninho Paulista e Ricardinho; Edmundo e Washington, este será o time do Palmeiras para iniciar a partida.
O São Paulo reconhece favoritismo
É difícil extrair de um jogador que o time dele é favorito. Mas segunda-feira, mesmo num tom politicamente correto, os são-paulinos mostraram que confiam bastante em seus tacos contra o Palmeiras, pelas oitavas de final da Libertadores.
“O São Paulo é um time difícil de ser batido no futebol mundial”, disse o lateral esquerdo Junior, que já foi do Palmeiras. “No mundo, hoje eu só temeria enfrentar o Barcelona. Se jogarmos com foco, querendo ganhar, somos favoritos.”
O habilidoso meia canhoto Danilo concorda com o companheiro. “Basta ver que na hora em que precisou ganhar, nas decisões recentes, o São Paulo conseguiu os resultados”.
Como começa hoje o São Paulo: Rogério Ceni, Fabão, Lugano e André Dias; Souza e Junior; Mineiro, Josué e Danilo; Aloísio e Thiago Ribeiro.
Argentinos do Corinthians alertam contra provocações
Os jogadores argentinos que hoje defendem o Corinthians já deram o alerta sobre o principal perigo que o time paulista vai encontrar para o jogo desta quarta-feira, contra o River Plate, pela Libertadores: a catimba.
O trio de argentinos formado por Carlitos Tevez, Mascherano e Sebá chama a atenção contra as provocações da equipe rival que eles tão bem conhecem. “Jogadores argentinos acham que os brasileiros são vulneráveis às provocações e que não sabem o momento de revidar, daí as expulsões que são comuns nestes choques Brasil x Argentina”.
Em 2003, o Corinthians foi eliminado por este mesmo River Plate nesta mesma fase oitavas de final da Libertadores, depois de perder as duas partidas por 2 a 1. Em ambos os jogos o time do Parque São Jorge teve jogadores expulsos.
“Aquela eliminação de 2003 já passou. Agora nosso grupo tem uma maior experiência internacional, principalmente por termos três argentinos do nosso lado, e isso facilita bastante pelas dicas que eles nos dão”, coloca o zagueiro corintiano Betão.
Na busca de um resultado positivo na Argentina, este será o Corinthians: Silvio Luiz, Coelho, Betão, Marcus Vinícius e Rubens Junior; Marcelo Mattos, Mascherano, Ricardinho e Carlos Alberto; Nilmar e Carlito Tevez.


O ponto final: Fechando o balanço da U.B./União no Paulistinha/2006

Francisco R. de Godoy
Ressuscitar o futebol – esta é a operação a ser iniciada pelo comando do clube do União a partir da saída das duas empresas (U.B. e União Ltda.)

Tivesse a relação financeira empresa-clube-jogadores tudo dentro da normalidade, mesmo assim dificilmente a qualidade do futebol do time do União Barbarense destes meses iniciais de 2006 seria superior ao que se viu em 18 rodadas do Campeonato Paulista em sua Série A-2.
Com os pagamentos salariais em dia ou com os atrasos verificados, o tamanho da bola deste time seria o mesmo. Talvez realizasse uma campanha apenas fraca, no entanto ela acabou sendo péssima ao extremo, porque foi pela primeira vez em sua história que o “leão da 13” jogou bastante, ou melhor, foi a campo por muitas vezes, e só ganhou uma única partida. Campanha simplesmente vergonhosa...
Em 2002, no segundo semestre, o União também só ganhou uma na Copa “Mauro Ramos de Oliveira” (era a Copa Estado ou F.P.F.), no entanto jogou apenas 6 vezes. Sua vitória isolada foi conseguida em cima do Ituano, em Santa Bárbara, pelo placar de 3 a 1, com gols de Wilson Preto, Alex Rodrigo e Dinei-Diego Tardelli. No restante, nenhum empate e um total de 5 derrotas, tendo caído fora ao término da 1ª fase.
Agora em 2006, em apenas 4 meses de atividades para um elenco montado unicamente por Gilson Batata (o treinador inicial, ele que era estreante na nova carreira) e parte por Carlos Rossi (gerente de futebol) – ambos saíram antes do final da fase -, o União Barbarense realizou 18 partidas oficiais, de fevereiro a abril, e ainda fez 4 amistosos (jogos-treinos), todos no mês de janeiro. Este novo time, que acabou domingo e que está sendo totalmente desmontado – e nem poderia ser diferente -, ganhou um jogo-treino, placar de 2 a 0 sobre o SEV/Hortolândia, em Santa Bárbara, e também um oficial, placar de 2 a 1, também em casa, sobre o Guaratinguetá EC, além de ter alcançado três empates, até que bons por terem sido fora de Santa Bárbara. Muito pouco pela tradição que tem o alvinegro União Barbarense.

O clube no prejuízo em todos os aspectos - Neste momento de sua história, o União Agrícola Barbarense F.C. está num prejuízo total no futebol profissional.
Este time de 2006 manchou a história do clube, que vinha bem positiva, desde 1964, ano em que passou a disputar os campeonatos de profissionais. Os jogadores negaram fogo, salvo raríssimas exceções.
Por outro lado, as empresas U.B. Corporation S/A e União Barbarense F.C. Ltda., atuais responsáveis por tocar adiante o projeto futebol no União, também provocaram a desmoralização por completo de um clube que vai completar seus 92 anos de existência, por tudo o que elas vêm fazendo nestes últimos meses.
A U.B. abandonou o clube há 9 meses, tendo deixado todo o comando para uma única pessoa, o ucraniano Oleksiy Borovikov, que tem sua base em Barcelona, na Espanha, ele que de vez em quando dá uma “passadinha” pelo Brasil, sendo que em sua última viagem, a recente, nem quis estar em Santa Bárbara, a terra do União Barbarense, pois tem feito de Águas de São Pedro a sua base no Brasil, onde também “se esconde” o casal Natasha e Yuriy Panfilov, representantes do “ex-poderoso” da U.B. no país.
Por tudo o que aconteceu de janeiro até hoje, os jogadores do atual elenco nem querem, em sua quase totalidade, continuar a fazer parte do clube de Santa Bárbara, talvez apenas os dois da cidade (os jovens Adoniran Buiú e Bachin) e mais um ou outro, assim como não podem ficar aqueles dirigentes que são ligados às empresas chamadas de “parceiras” (?!) no futebol unionista, pois conseguiram dar aulas de como não se faz futebol, tamanha a desorganização que demonstraram em apenas 4 meses de trabalho em 2006. Excetuando-se o supervisor Flavinho Silva, que foi jogador e entende da parte administrativa, os demais devem deixar o ramo futebol, pois não são afeitos ao mesmo...


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