
Drogas foram apreendidas no São Fernando
Uma verdadeira guerra ao tráfico de drogas foi declarado pela polícia
no Jardim São Fernando, após a prisão de uma mulher de
76 anos e outros dois traficantes por parte de guardas civis, no último
sábado. Como forma de represália ,outros traficantes chegaram
a ameaçar um morador que segundo eles seria o denunciante do tráfico,
o que não é verdade. Mas o delegado de polícia que comanda
aquela região, Rômulo Gobbi, deixou um recado ontem que vai colocar
na cadeia todos os traficantes daquele bairro e não vai aceitar ameaças
ou pressão por parte deles.
AS PRISÕES - No último sábado, os guardas civis Archanjo,
Wilson e o sub-inspetor Campos receberam denúncia da comercialização
de drogas na Rua Antonio de Miranda Filho no Jardim São Fernando. Ao
chegarem no local, avistaram dois indivíduos conversando com um terceiro
que estava ocupando uma bicicleta.Um deles se afastou dos demais, adentrou
numa residência, retornando em seguida e entregando algo para aquele
que estava numa bicicleta. Este mesmo indivíduo que entregou algo para
o da bicicleta passou algo a um terceiro que estava próximo e adentrou
na casa.Os guardas abordaram o indivíduo que ocupava a bicicleta, que
foi identificado como sendo R.B.S, tendo sido encontrado com o mesmo uma pedra
de crack, e mais a quantia de R$ 40,00. Ele confirmou que havia adquirido
o entorpecente com F.H.A.S, 18 anos e com um adolescente de 15 anos, que foram
detidos.No portão da residência, estava uma senhora de 76 anos-
M.F.J, que franqueou a entrada dos guardas, porém durante a busca foi
observado que ela estaria tentando esconder algo, empurrando pedras e tijolos
com os pés.Eram 25 pedras de crack ,8 papelotes de cocaína e
duas trouxinhas de maconha. Todos os envolvidos encaminhados ao plantão
policial, onde o delegado Rômulo Gobbi elaborou o flagrante. A mulher
e o rapaz de 18 anos foram autuados por tráfico e o adolescente, como
era reincidente, recolhido na cela especial.
Devido a mulher ser idosa e não ter ligação direta com
os traficantes, o próprio delegado Gobbi, esteve na promotoria de Americana
domingo explicando o caso, e ela foi liberada para seus familiares.
Alguns traficantes ao tomarem conhecimento da prisão de seus companheiros passaram a ameaçar um morador das proximidades determinando que ele deixasse o bairro, pois caso contrário poderia sofrer conseqüências maiores.O morador procurou a polícia para denunciar o fato. O delegado Rômulo Gobbi determinou ao setor de investigações do 2º DP que conseguisse nomes dos traficantes que estariam fazendo as ameaças. “Pretendemos colocar esses indivíduos na cadeia o mais rápido possivel”.
Na noite de sábado, um grupo de jovens, utilizando pedras, pedaços de ferro, atacou um coletivo da Viação Barbarense (VIBA) que fazia a linha Vista Alegre/Paraiso. O ataque ocorreu na Rua Uruguai, defronte do campo de areia na Vila Sartori. Foram danificadas 3 janelas do ônibus de placas BWQ 6922. O motorista deixou o local rapidamente, pois caso todo o ônibus seria destruído.
Durante a noite de sábado e madrugada de domingo dois postos de revenda
de combustíveis foram assaltados em Santa Bárbara d' Oeste.
O primeiro roubo ocorreu no Auto Posto Chakir, da Rua da Agricultura, zona
leste.O frentista A.C.V., 46 anos disse que um individuo chegou em uma motocicleta,
e após abastecer, sacou de um revólver anunciando assalto, levando
a quantia de R$ 60,00 em dinheiro.
Outro roubo foi no Auto Posto São Paulo. O vigia J.A.S, 36 anos, disse
que quatro indivíduos chegaram no posto que estava fechado, o amarraram,
e o prenderam no banheiro. Arrombaram duas portas e conseguiram chegar até
o cofre, onde retiraram o dinheiro, cujo valor não foi divulgado.
Na noite de domingo, por volta das 20 horas, ocorreu um atropelamento com
morte na Rodovia SP-304, altura do km 135, a 15 metros de uma passarela.
Maria Lima Barros de Souza, 48 anos, moradora em Campinas, conduzia o veículo
GM Classic, placas DMO 5092, sentido Piracicaba/Americana, quando atropelou
um homem que estaria andando de forma desatenta pela pista. O atropelado morreu
no local e não chegou a ser socorrido. A condutora teve problemas de
saúde e foi levada ao Hospital da Unimed. O corpo permaneceu por quase
duas horas na pista, dificultando o trânsito no local até a chegada
da equipe do Instituto de Criminalística (IC). Como não portava
documentos, não foi identificado.
Ontem à tarde, familiares estiveram no necrotério do Parque
Gramado e reconheceram o corpo como sendo de José Benedito da Silva,
47 anos, solteiro, morador na Rua Caramurus, no bairro Santa Rita.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão
do Ministério da Aeronáutica, iniciou ontem as investigações
sobre o acidente com um avião de acrobacia, ocorrido domingo , no Aeroporto
Municipal de Americana, que vitimou o piloto César Albuquerque de Almeida,
de 35 anos. O avião monomotor modelo Sukhoi, prefixo PT ZSK, de fabricação
russa, caiu por volta das 12h35, numa área de pastagem pertencente
ao Instituto de Zootecnia de Nova Odessa, a cerca de um quilometro da pista
de pouso, após o piloto realizar uma manobra conhecida como parafuso.
O espetáculo fazia parte das comemorações dos 40 anos
de fundação do Aeroporto e cerca de 3 mil pessoas assistiam
à exibição.
O piloto, de 35 anos, um dos mais experientes em shows aéreos do Brasil,
foi sepultado ontem no Cemitério Parque dos Pinheiros, em São
Paulo. Residia em Bragança Paulista, era casado e tinha duas filhas,
de sete e um ano de idade.
O inquérito militar será presidido pelo major Edson Farias,
inspetor de aviação civil da Anac. O delegado de Nova Odessa,
Antônio Donizete Braga, será o responsável pelo inquérito
civil, uma vez que o acidente ocorreu em território do município.
O choro de um recém-nascido chamou a atenção do pedreiro
Sidnei Camilo quando se dirigia a pé ao trabalho, por volta das 6 horas
de ontem, no Jardim São Paulo, em Sorocaba. Enrolado num lençol,
sob o toldo da porta de um açougue, ele encontrou um bebê do
sexo feminino, ainda sujo de sangue e com parte do cordão umbilical.
“Quando peguei no colo e enrolei na coberta, ela parou de chorar na
hora”, disse o pedreiro. Pai de um menino de um ano, ele se preocupou
com o risco da criança ser atacada por algum cão vadio. Camilo
caminhou com o bebê até um telefone público e chamou a
Polícia Militar. O recém-nascido foi levado para o Conjunto
Hospitalar de Sorocaba e recebeu cuidados médicos. As condições
de saúde foram consideradas boas.
O policial Júlio César Ribeiro, que participou do socorro, deu
à menina o nome provisório de Luana. Até a tarde de ontem,
a mãe não tinha sido encontrada e a criança permanecia
no berçário do hospital. Caso a mãe não seja localizada
ou não apresente condições para ficar com a menina, ela
será encaminhada para adoção.