Dieta não ajuda a emagrecer a longo prazo, afirma pesquisa

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) concluiu que quem faz dieta tem poucas chances de reduzir seu peso a longo prazo. Os cientistas descobriram que entre 30% e 60% de pessoas que fizeram regime ganharam mais quilos em um espaço de quatro ou cinco anos do que tinham perdido nos primeiros meses.
“Você pode perder de 5% a 10% de seu peso em seis meses, com vários tipos de dieta. Mas depois os quilos voltam”, disse Traci Mann, professora de psicologia da UCLA e uma das autoras da pesquisa, publicada na revista da Associação Americana de Psicologia.
“As dietas não são eficientes no tratamento da obesidade, e seus benefícios são muito pequenos se comparados com os prejuízos”, afirmou.

Prognóstico

Mann e seus colegas analisaram rigorosamente 31 estudos já realizados sobre dietas, em vez de avaliar os regimes em si. “A perda de peso sustentada só foi registrada em uma pequena minoria dos participantes, enquanto a maioria demonstrou ter recuperado tudo o que haviam perdido”, explicou Mann.
Segundo ela, alguns fatores comprometeram o resultado dos estudos já existentes, às vezes para fazê-los parecer mais eficientes do que realmente eram.
Em um deles, muitos dos participantes eram requisitados a reportar seu peso por telefone ou por carta, em vez de terem suas medidas tiradas por especialistas.
Outros estudos falhavam em acompanhar os participantes a longo prazo. “Muitas pesquisas indicam que uma dieta é, na realidade, um prognóstico do peso que uma pessoa vai ganhar no futuro”, disse Janet Tomiyama, co-autora do estudo da UCLA.
Segundo ela, uma investigação analisada pela equipe mostrou que homens e mulheres que seguiram um programa de emagrecimento acabaram ganhando mais peso no espaço de dois anos do que aqueles que não seguiram.

Exercícios

Para Traci Mann, a maioria das pessoas teria uma saúde melhor se nunca tivesse tentado fazer dieta, pois seus organismos não teriam sofrido com as conseqüências de perder quilos e depois recuperá-los - o chamado efeito-sanfona.
Outros estudos já mostraram que o problema está ligado à incidência de doenças cardiovasculares, derrames, diabetes e alterações imunológicas.
“Comer em moderação é uma recomendação positiva para todo mundo”, disse Mann. “Mas fazer exercícios regularmente pode ser ainda melhor, já que esta pode ser a chave para um emagrecimento sustentado.”
“Város estudos já mostraram que as pessoas que praticavam exercícios eram as que mais perdiam peso.”


Tabaco, café e chocolate podem ser benéficos, dizem estudos

Um grupo de cientistas alemães afirmou esta semana, que os alimentos com muito cacau reduzem a pressão arterial, enquanto pesquisadores da Carolina do Norte disseram que a cafeína e o tabaco podem servir como proteção contra o mal de Parkinson.
Dirk Taubert e seus colegas do Hospital Universitário de Colônia (Alemanha) encontraram efeitos que beneficiam a pressão arterial no chocolate, e não no chá. A conclusão dos cientistas foi publicada nesta segunda na revista Archives of Internal Medicine, que pertence à Associação Médica dos Estados Unidos.
Os pesquisadores analisaram dez experiências publicadas anteriormente sobre os efeitos do cacau e do chá sobre a pressão arterial.
Cinco estudos realizados com 173 pessoas mostraram que quem consumiu cacau ou chocolate tinha, em média, uma pressão sistólica 4,7 milímetros de mercúrio mais baixa, e uma pressão diastólica 2,8 milímetros de mercúrio inferior àqueles que não consumiram estes alimentos.
Já as experiências com 343 pessoas que consumiram chá mostraram que não há relação entre a bebida e a pressão arterial.
Os pesquisadores de Colônia alertaram que as conclusões do estudo não devem ser vistas como uma recomendação para um maior consumo de chocolate como método para diminuir a pressão sanguínea, já que o alimento é rico em gorduras e açúcares.
Parkinson
Por outro lado, os pesquisadores do Centro de Transtornos Motores, ligado ao Centro Médico da Duke University da Carolina do Norte, determinaram que nas famílias afetadas pelo mal de Parkinson, aqueles que fumam cigarros e bebem grandes quantidades de café têm menos probabilidades de desenvolver a doença.
O estudo foi publicado na revista Archives of Neurology e foi financiado pelo Instituto Nacional de Transtornos Neurológicos e Enfarte Cerebral.
As conclusões acrescentam que tanto os fatores genéticos quanto os ambientais podem influenciar no desenvolvimento do mal de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso que causa tremores nos braços e nas pernas, além de rigidez dos músculos e lentidão dos movimentos.
Fumar cigarros e consumir muita cafeína também tem seus próprios riscos para a saúde e estes hábitos não deveriam ser adotados para prevenir o desenvolvimento da doença, alertou Burton Scott, professor de medicina no Centro Médico.
Os pesquisadores estudaram a ligação entre o tabagismo, a cafeína e o mal de Parkinson em 356 doentes e 317 membros de suas famílias que não desenvolveram a doença.


Gordura anula efeito da vitamina C contra câncer, diz estudo em Glasgow

A presença de gordura no estômago pode cortar os efeitos anticancerígenos da vitamina C, segundo um estudo da Universidade de Glasgow. Fazendo experiências em laboratório, uma equipe de cientistas simulou o que acontece no estômago humano, e descobriu que a vitamina C (ácido ascórbico) neutraliza compostos com potencial cancerígeno que são formados quando a saliva e o alimento se misturam com o ácido no estômago.
Mas quando eles acrescentaram gordura à mistura, o ácido ascórbico não foi capaz de transformar os componentes nocivos em substâncias inofensivas.
A pesquisa foi apresentada em uma conferência da Society of Experimental Biology.

Câncer

Os cientistas dizem que as descobertas mostram como a dieta pode estar associada a alguns tipos de câncer do estômago. Acredita-se que os nitratos, presentes na saliva e também em alimentos, são capazes de provocar o câncer do sistema gástrico.
Quando o nitrato é engolido e cai no ambiente ácido do estômago, ele forma substâncias que têm a capacidade de converter uma gama de outras substâncias presentes no estômago em agentes com potencial para causar o câncer - os compostos N-nitrosos.
Antioxidantes como o ácido ascórbico evitam a formação dessas substâncias ao converter os nitratos em óxido nítrico. Os cientistas descobriram, no entanto, que quando a gordura está presente, ela reage com o óxido nítrico para formar novamente os nitratos.
“Estes resultados mostram que a presença de lipídios pode alterar os efeitos protetores dos antioxidantes e que uma dieta rica em gordura pode influenciar diretamente a bioquímica gástrica”, disse a coordenadora do estudo, Emilie Combet.
Comentando o estudo, a especialista da British Nutrition Foundation Bridget Aisbitt disse: “Câncer é uma doença complexa que se desenvolve durante muitos anos por causa de vários fatores genéticos e ambientais, então é muito importante que não se sugira que apenas um fator pode causar o câncer.”
Ela acrescentou que antioxidantes compatíveis com a gordura, como o betacaroteno, podem também neutralizar os compostos nitrosos.
“Esta é mais uma razão para que se enfatize a importância de uma dieta balanceada, onde refeições ricas em gordura não sejam freqüentes e cinco porções de frutas e legumes - nossa fonte principal de vitamina C - sejam consumidas por dia.”


Comida no mundo ainda é salgada demais, diz relatório

A comida no mundo ainda é salgada demais e muitos países continuam a ignorar as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo Franco Cappuccio, professor da Escola Médica da Universidade de Warwick, no Reino Unido.
A OMS recomenda que cada pessoa consuma menos de 5 gramas de sal por dia, para evitar problemas como a hipertensão.
Segundo a universidade, um relatório produzido por Cappuccio para o Fórum para a Redução de Consumo de Sal pelas Populações, da OMS, informa que são poucos os países que seguem a recomendação.
Alguns aconselham quantidades maiores de sal, enquanto outros não dão nenhum tipo de orientação.
Na América do Sul, há países que dão orientações gerais (como “reduza o consumo de sal”), mas o Brasil é o único que dá a mesma recomendação nutricional que a OMS, de menos de 5 gramas de sal por dia, informa o relatório. Estima-se que cada brasileiro consome aproximadamente 12 gramas de sal por dia.
Dentre os países que recomendam quantias de sal maior que o aconselhado pela OMS estão a Bélgica (menos de 8,75 gramas por dia) e o Japão (10 gramas por dia). Reino Unido, EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá recomendam o consumo de até 6 gramas de sal por dia.