A 3ª Semana Comemorativa da Emancipação Política
de Santa Bárbara d´Oeste será realizada este ano no período
de 12 a 15 de junho.
A definição ocorreu ontem à tarde, em reunião
na Câmara Municipal, com a participação da comissão
organizadora do evento; secretário de Cultura e Turismo, José
Benedito Varela; historiadora Sandra Edilene de Souza, da Fundação
Romi; Reinaldo Tetzlaff, supervisor da Secretaria Municipal de Educação;
e Priscila Neuburger, representando a Diretoria Regional de Ensino de Americana.
Este ano, no dia 15 de junho, Santa Bárbara estará completando
138 anos de emancipação política. Uma série de
atividades culturais e educacionais começará a ser preparada
para festejar a data histórica, que marca a independência político-administrativa
da cidade.
A exemplo do ano passado, as escolas estarão participando com trabalhos
nas modalidades de Desenho(1ª a 4ª série), Slogan(5ª
a 8ª série) e Redação(ensino médio). Haverá
uma amostra dos melhores trabalhos na Câmara Municipal durante a semana.
Em 2006, 22 escolas participaram do evento, entre municipais, estaduais e
particulares.
Nova reunião entre os participantes está agendada para o próximo
dia 25, às 14 horas, na Câmara Municipal, para a definição
da programação do evento.
As inscrições para participação das escolas
na 3ª Semana da Emancipação Política serão
abertas na segunda-feira, dia 16 de abril e vão até 30 de abril.
Para efetuar a inscrição, a escola interessada deverá
preencher a ficha de inscrição, que será entregue amanhã
na Secretaria de Educação(supervisor Reinaldo) e na Diretoria
Regional de Ensino(supervisora Priscila). Os órgãos estarão
fazendo a distribuição do material alusivo ao evento(ficha de
inscrição e regulamento) para as suas unidades escolares.
As escolas particulares podem fazer as inscrições enviando e-mail
para imprensa@camarasanta barbara.sp.gov.br com os dados da escola(nome, endereço
e telefone), nome dos educadores responsáveis pela aplicação
do projeto na escola e em qual categoria irá participar, ou pelo telefone(19)
3459-8900 – Assessoria de Comunicação, com Cíntia
ou Renato.
Os participantes da amostra artística de Desenho(1ª a 4ª
série), Slogan(5ª a 8ª série) e Redação(ensino
médio) entregarão os trabalhos na escola, contendo no seu verso
o nome do autor, classe que freqüenta e a respectiva escola.
Os trabalhos – desenho, slogan e redação - deverão
ser elaborados com base na idéia principal e guardar pertinência
com a emancipação, sendo produzidos em papel sulfite 40, modelo
A4 e colado sobre papel cartão de cor preta, com margem(borda) de três
centímetros. As redações e os slogans deverão
ser entregues, além de impressos nos moldes solicitados, também
em disquete. A fonte utilizada no corpo da redação deve ser
Arial tamanho 12, texto justificado e, no título 16, na cor preta,
com o texto centralizado e em negrito.
Cada escola participante escolherá um grupo de professores, para apreciação
e classificação dos trabalhos, sendo que os três primeiros
de cada categoria deverão ser enviados à Câmara Municipal
na Assessoria de Comunicação, para compor a exposição
de trabalhos dos alunos.
A direção de cada estabelecimento de ensino, em perfeita sintonia
com a comissão de professores, entregará os três trabalhos
selecionados até o dia 1º de junho à comissão organizadora,
na Câmara Municipal.
Todos os autores dos trabalhos selecionados pelas escolas e enviados ao Legislativo
para a exposição receberão diploma de mérito artístico
no dia 15 de junho, em sessão solene no Teatro Municipal Manoel Lyra.
A Cosan, maior produtora de açúcar e álcool do Brasil,
anunciou ontem, um plano de investimentos de quatro anos com valor estimado
em US$ 1,7 bilhão. O plano da companhia tem como objetivo expansão
por meio de várias frentes, incluindo construção de usinas
e ampliação de unidades do próprio grupo, além
de melhorias operacionais. A origem dos recursos não foi especificada.
“A estratégia de crescimento da Cosan não depende única
e exclusivamente de aquisições (de usinas)”, disse o vice-presidente
financeiro, Paulo Diniz, numa entrevista coletiva que pretendeu responder
ao questionamento do mercado de como a Cosan irá crescer no futuro
com o recente encarecimento dos ativos do setor, gerado pelo “boom”
do álcool. Praticamente toda a expansão do grupo nos últimos
anos, uma das maiores do setor, foi calcada na compra de unidades concorrentes.
A maior mudança na estratégia está na construção
de usinas novas e seu crescimento para além de São Paulo, o
maior e mais produtivo Estado produtor de cana do mundo, onde estão
localizadas todas as suas 17 unidades. O grupo decidiu apostar em projetos
“greenfield” - que começam do zero - em novas fronteiras.
O primeiro deles será instalado em Goiás, num investimento total
de 650 milhões de dólares. Serão três usinas de
3,3 milhões de toneladas cada, nos municípios de Montividiu,
Jataí e Paraúna. A primeira delas estará produzindo já
a partir de 2009. “Isso marca não só a saída da
Cosan para fora de São Paulo, que está bastante aglomerado,
mas também nos permite participar do desenvolvimento de novas áreas
dentro do país”, disse.
A empresa já prospectou outros locais com potencial para tais projetos
no Centro-Oeste e Norte/Nordeste, segundo Diniz. Para isso, “novos investidores
são bem-vindos”, disse ele, citando como candidatos fundos de
investimentos com atuação em energia renovável, fundos
ligados a empresas de petróleo e tradings. O valor previsto no plano
da Cosan não inclui novas aquisições, mas elas tampouco
estão descartadas, disse Diniz, até porque o grupo aposta que
“toda a fase de euforia irá passar”. Segundo ele, houve
um aumento de quase 150% nos valores das usinas, considerando as compras realizadas
pela Cosan entre abril de 2005 e abril de 2006 - que saíram por uma
média de 41 dólares por tonelada capacidade instalada -, e negócios
realizados por outros grupos no começo deste ano.
Melhorias - Outro foco dos investimentos da Cosan será em melhorias
operacionais. Aumento na produtividade da terra, automação de
processos, entre outras ações, devem receber R$ 40 milhões,
possibilitando um retorno extra ao caixa da empresa de R$ 177 milhões
por ano até 2010. Também são áreas importantes
a mecanização da colheita de cana, na qual serão investidos
US$ 88 milhões, e a de co-geração de energia, com US$
448 milhões. Os recursos possibilitarão chegar a uma capacidade
instalada de 390 megawatts, ante os atuais 163 MW. A venda da energia excedente
deve gerar à Cosan receita adicional de R$ 174 milhões por ano.
Já na expansão das usinas do grupo serão aplicados US$
501 milhões, o suficiente para ampliar a capacidade das atuais 17 unidades
da Cosan de 40 milhões de toneladas/ano para 50,6 milhões de
toneladas até 2012. O custo desta ampliação sairia por
US$ 47 por tonelada de capacidade, bastante atrativo, segundo o executivo.
“Só essa expansão equivale à segunda maior empresa
do Brasil hoje”, observou Diniz. Ele afirmou ainda que a empresa estuda
maneiras de ampliar seu modelo de negócios, atuando, por exemplo, como
trading para açúcar e álcool comprados de terceiros.
Também são consideradas parcerias com refinarias de açúcar
fora do Brasil.
Mesmo com o atestado médico comprovando ser portadora de dorsolombalgia
crônica e gigantomastia, e a Previdência Social reconhecer, por
meio de um comunicado de decisão, sua incapacidade para o trabalho,
Maria Cícera de Araújo, não conseguiu prorrogar o auxílio-doença
que recebe do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).
Segundo a segurada, há dois anos ela está afastada do trabalho
por causa de problemas na coluna. “Tenho hérnia de disco e bico-de-papagaio.
Além disso, estou esperando ser chamada para fazer uma cirurgia de
mamoplastia pelo SUS (Sistema Único de Saúde)”, comentou.
Em 06 de janeiro, Maria fez um pedido de prorrogação do beneficio
e passou pela perícia no dia 20 de março. No comunicado de decisão,
a Previdência concede ao pedido da beneficiada, confirmando a incapacidade
para o trabalho, porém, prorrogando o prazo para até dia 31
de março deste ano, ou seja, 11 dias depois do exame.
O documento informava ainda que, se nos 15 dias finais até a data de
cessação do beneficio, Maria ainda se considerasse incapaz para
o trabalho, ela poderia requerer novo exame médico-pericial, mediante
formalização do Pedido de Prorrogação. “Foi
exatamente o que eu fiz. Agendei uma nova perícia no dia 10 de abril
e fiz um novo pedido”, acrescentou.
Durante o exame de perícia, feito pela Dra. Rosana Maria Valério,
Maria informou que fez apenas algumas ações, como levar os braços
até a altura da cabeça, e mais nada. “Ela nem viu o atestado
médico que eu levei. Apenas imprimiu outro comunicado de decisão
com a mesma data de prorrogação do anterior”.
Neste novo documento, a Previdência novamente decide por deferir o pedido
da segurada e reafirma a incapacidade para o trabalho, contudo, a data de
fim do recebimento do beneficio continua a mesma.
Indignada, ela entrou em contato com a Previdência Social pelo número
135 e não obteve o retorno desejado. “Eles não explicaram
nada e resolvi denunciar essa desorganização para a imprensa.
Eu não posso trabalhar e quem vai pegar alguém que tem a carteira
de trabalho cheia de carimbos do INSS? Como vou me sustentar? Vou ter que
viver as custas dos outros?”, indagou.
Em resposta via e-mail, a gerência-executiva do INSS em Campinas, por
meio da assessoria de imprensa do órgão, informou que, após
realização do exame médico-pericial para avaliar o pedido
de prorrogação, foi mantida a decisão anterior de cessar
o beneficio.
A assessoria acrescentou ainda que, caso queira, a segurada poderá
entrar com um pedido de reconsideração no prazo de 30 dias,
a contar a data da última perícia.
No retorno eletrônico, a assessoria frisou ainda que o Auxílio-Doença
é fornecido apenas a quem não pode trabalhar. “Problemas
de saúde que não incapacitam o trabalhador não dão
direito a beneficio”. Porém, essa afirmativa contradiz o texto
do último comunicado de decisão entregue para Maria pela própria
Previdência.
Ainda na tarde de ontem, a reportagem tentou entrar em contato novamente com
a assessoria para esclarecer as informações desencontradas,
mas o telefone não foi atendido.
Uma caçamba localizada em frente ao Cemitério Campo da Ressurreição,
na área Central de Santa Bárbara d'Oeste, virou para alguns
um depósito de sacos de lixo doméstico e até de animais
mortos.
Após receber uma denúncia anônima, a reportagem do Diário
esteve no local e constatou, além de uma grande quantidade de sacos
com lixo, restos de alimentos e um até pombo morto depositados na caçamba
junto com o entulho.
Na reclamação, o munícipe mencionou o forte odor acre
e a possibilidade do Cemitério estar descartando restos de sepultura,
hipótese negada pela engenheira civil e responsável pelo Departamento
de Serviços Funerários, Alice Dalva Ramos. “Jogamos na
caçamba apenas o entulho que sobra da demolição das sepulturas,
como tijolos, bloco de concreto”, explicou.
A engenheira afirmou ainda que este foi o primeiro caso de mau uso da caçamba
e classificou a situação como “lamentável”.
“Não existe residências próximas ao Cemitério
e o lixeiro passa em todas as ruas da cidade. Por que um morador se desloca
de tão longe apenas para jogar lixo? Deve ser algum vizinho novo ainda
desconhecido”, comentou.
Como providência imediata, Alice solicitou que equipe de trabalhadores
do Cemitério retirasse os detritos da caçamba, porém,
ressaltou a impossibilidade de recrutar um segurança apenas para vigiar
o local. “Das 7h às 18h tem gente aqui, mas depois não
deste horário não posso fazer nada”, disse.
Para que o fato não se repita, a engenheira pediu mais conscientização
por parte da população. “Espero que isso não aconteça
de novo, pois é um ato vergonhoso e totalmente desnecessário”.
Uma cachorra com pelos brancos, felpudos, dócil e muito bem cuidada apareceu ontem nas dependências da Fundação Romi, Avenida Monte Castelo, nº 1095, Jardim Primavera. A instituição irá mantê-la presa aguardando para que o seu proprietário a procure ou na falta do dono irá disponibilizá-la para doação. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3455-1055 com Antonio Carlos Angolini.
As monitoras de creches da rede municipal de Educação sairam
bastante insatisfeitas da reunião realizada ontem à tarde com
a secretária de Negócios Jurídicos, Maria Elisa Colavitti
e seus assessores. No primeiro encontro que tiveram na segunda-feira, ficou
certo que a Prefeitura iria fazer um estudo apontando o impacto do reajuste
salarial que a categoria reivindica e que ontem a discussão prosseguiria
em cima desse tema. Mas, na tentativa de ganhar tempo, como afirmaram as monitoras,
não foi apresentada nenhuma proposta. “Saímos de lá
humilhadas”, disse a monitora Marcela das Flores, uma das integrantes
da comissão que está negociando as reivindicações
da categoria com a Prefeitura. “Não tinha números, não
tinha propostas. A secretária olhou para nossa cara e disse que não
tinha nada para informar”, acrescentou Marcela. Segundo a comissão,
durante o encontro foi informado pela secretária que as monitoras terão
um aumento diferenciado no dissídio de 1º de maio e que no dia
23 próximo será apresentada uma proposta nesse sentido. A secretária
já adiantou que o reajuste não vai chegar a 20% como reivindicou
o Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais porque a Prefeitura
não tem condições de atender.
Na assembléia realizada no início da noite de ontem no sindicato,
as monitoras estavam revoltadas e dispostas a paralisar as atividades já
a partir desta sexta-feira, porém decidiram pela cautela, aguardando
até o dia 23, já que está em período de dissídio.
Porém, ficou certo na assembléia que se a proposta não
for satisfatória para a categoria, a greve será deflagrada já
no dia 24. As monitoras reclamam da defasagem salarial. Elas recebem atualmente
R$ 540,00 para 8,5 horas de trabalho e estão reivindicando salário
de R$ 850,00, o que em comparação com cidades da região
será ainda um dos menores. Nas 12 creches do município atuam
cerca de 240 monitoras no atendimento a mais de 1000 crianças, na faixa
etária de zero a três anos. As monitoras estão reivindicando
há mais de dois anos as melhorias no salário e nas condições
de trabalho.
ASSUNTO SUSPENSO: A secretária Maria Elisa Colavitti informou através
da assesoria de imprensa que o assunto das monitoras está em suspenso.
Segundo ela, no dia 19 haverá uma reunião no Tribunal de Contas
do Estado-TCE para discutir sobre as mudanças trazidas pelo Fundeb,
cuja proposta é aumentar os repasses para a área de educação
infantil, para a qual todos os municípios foram convidados. Outra razão
do assunto estar em suspenso é o dissídio dos funcionários
municipais. “O municipio quer esperar o dissídio de maio para
fazer a análise geral e ver o que pode ser feito. A Prefeitura entende
e sabe que outras áreas estão com defasagem salarial e estuda
ajustes, mas tem que ter cautela”, disse a secretária através
da assessoria.
A juíza da 1ª Vara Cível, Renata V. Santo André Vitagliano, indeferiu ontem o pedido de liminar para anulação da eleição da mesa diretora da Câmara Municipal que foi requerido pelo diretório do PSB, através do presidente Everaldo Nunes Corrêa, dos vereadores do partido, Enoc Martins Coutinho e Octávio (Arruia) Rocha e do tucano Darci Simões Bueno. De acordo com a manifestação da juíza não foram apresentados os requisitos legais para a concessão da liminar. O processo segue seu trâmite na 1ª Vara Cível e a juíza mandou notificar o presidente Raimundo “Itaberaba” da Silva Sampaio” (PSDB) para que preste uma série de informações. O mandado de segurança pedindo a anulação da eleição da mesa diretora foi protocolado no início deste mês, apontando desrespeito à proporcionalidade determinada pela Constituição Federal e pelo Regimento Interno da Câmara, conforme argumentam os autores do mandado, através do advogado João Carlos Novaes. O PSB possui a segunda maior bancada na Câmara, com três vereadores e não tem nenhuma representação na mesa diretora eleita para o biênio 2007/2008. O PSDB tem a maior bancada, com cinco vereadores, sendo um deles, o atual presidente da mesa. A eleição dos novos dirigentes foi realizada em dezembro do ano passado. Dos 12 vereadores que compõem a Câmara apenas um se absteve de votar. Os demais foram favoráveis. O vereador Enoc Martins Coutinho, um dos autores do mandado de segurança, disse que vai aguardar a tramitação do processo. “Após o julgamento, dependendo do resultado, se for desfavorável a nós e se couber recurso, vamos recorrer”, afirmou. Darci Simões Bueno disse que ainda não tinha conhecimento do teor da manifestação da juíza sobre a falta de requisitos legais, mas irá se inteirar. O presidente da Câmara, Raimundo Itaberaba da Silva disse já na terça-feira que assim que for notificado pela Justiça tomará as providências cabíveis.
Mais um mandado de segurança deve ser enfrentado pelo presidente da Câmara, Raimundo “Itaberaba” da Silva Sampaio (PSDB). Desta vez o motivo é sonegação de informações. O autor desse processo é o advogado Antonio Salustiano Filho, que aponta irregularidades e inconstitucionalidade na Resolução 03/07, aprovada logo nas primeiras sessões ordinárias deste ano, tendo como objetivo a reestruturação do quadro de pessoal e da estrutura administrativa da Câmara Municipal. Salustiano solicitou ao presidente da Câmara no dia 12 de março várias informações, consideradas não sigilosas, para instruir uma ação popular visando a anulação desse ato da Câmara considerado lesivo à moralidade administrativa. Passado o prazo de 15 dias estabelecido pela Lei Orgânica do Município, apenas a ata da sessão do dia 23 de março e uma relação de documentos que segundo o advogado, nada dizia, foram liberados, mas não recebidos. Ele pediu cópia da resolução, da relação de cargos existentes na Câmara, dos funcionários contratados a partir de 1º de janeiro, se houve remanejamento e cessão de funcionários, entre outras informações. O advogado destaca o artigo 4º da resolução que diz que o quadro de pessoal é constituído de cargos de provimento efetivo e de cargos em comissão. No parágrafo único diz que “aos atuais cargos de provimento efetivo, além do respectivo estatuto, aplicam-se as normas desta resolução naquele que não se conflitam”. Ocorre, segundo o advogado, “que esse dispositivo refere-se a um estatuto que rege os cargos de provimento efetivo, mas não diz qual é e pelo que se sabe esse estatuto não existe”. Na resolução – diz salustiano - há 32 cargos efetivos, através de concurso. Nenhum dos cargos, com exceção do de coperia, foram criados no texto da resolução, portanto todos os demais ali constantes são inexistentes porque todos os atos normativos que tratavam do quadro de pessoal da Câmara foram revogados e a atual resolução não menciona nenhum deles. Já os cargos em comissão, como os de assessores, não foram criados na resolução, apenas renomeados, por isso inexistem. Salustiano espera agora obter através da Justiça as informações que necessita para instrução da ação popular.
Os alunos da Escola Estadual “Benedita Aranha de Oliveira Lino”,
conhecida como Baol, mobilizaram-se ontem para alertar a comunidade em que
vivem sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, e
a importância da prática de exercícios físicos.
Para chamar a atenção para as duas causas fizeram uma caminhada
em ruas do bairro São Joaquim, no período da manhã, e
31 de Março, à tarde.
Desde meados de março a unidade está trabalhando com os seus
alunos de forma interdisciplinar sobre o combate a dengue. Cada disciplina
abordou um aspecto do tema dentro do seu campo de atuação, por
exemplo, Ciências saúde, Matemática cálculos e
Língua Portuguesa interpretação de texto.
A ação contou ainda com a exibição de um filme
e uma pesquisa na comunidade para saber se em alguma casa já houve
casos de dengue, se houve fiscalização da prefeitura no imóvel
e se a família se previne contra a dengue e como.
A coordenadora Maria de Fátima de Freitas Menezes disse que na caminhada
aproveitaram também para conscientizar sobre a importância de
exercícios físicos. Isso para marcar o Dia Estadual da Atividade
Física, que foi comemorado em 6 de abril.
Para a diretora Maria Regina Françoso Luccas a escola não pode
ficar restrita aos seus muros e tem que expandir suas atividades à
comunidade. “Temos que preparar o jovem para atuar na comunidade”,
afirmou.
As alunas Fernanda Campos de Souza, Mirella Guornika de Oliveira e Izabela
Pereira dos Santos, ambas do 1º Colegial B, declararam que a escola precisa
tomar uma atitude e essa atividade é uma. Na opinião das jovens
pelo que perceberam o maior problema é que as pessoas sempre acham
que isso não irá acontecer com elas. No entanto, alertam que
o mosquito vive 45 dias, o que é um tempo considerável.
O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos apresentou
crescimento de 4% no primeiro bimestre de 2007, registrando faturamento de
R$ 7,7 bilhões, ante os R$ 7,4 bilhões do mesmo período
do ano passado.
De acordo com os indicadores econômicos da Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq),
o consumo aparente so setor – que representa a produção
mais a importação, descontanda a exportação –
registrou aumento de 7,1% no comparativo entre os dois primeiros meses do
ano, ao passar de R$ 8,46 bilhões em 2006 para R$ 9 bilhões
em 2007.
Para o presidente da Abimaq, Newton de Mello, o aquecimento reflete a ampliação
de investimentos realizados pela indústria já no início
do ano. Os segmentos que impulsionaram o crescimento do setor foram o de maquinário
agrícola, bombas e motobombas e válvulas industriais, com incremento
produtivo de 38%, 23% e 20%, respectivamente.
Na área de comércio exterior, a indústria de bens de
capital mecânicos (descartando veículos de transporte e tratores
agrícolas) registrou aceleração nas importações
da ordem de 20,9%, ao totalizar US$ 1,97 milhão nesse primeiro bimestre
do ano, em relação aos dois primeiros meses de 2006. “As
importações foram estimuladas pela desvalorização
do dólar diante da moeda brasileira e pelo baixo preço dos produtos
chineses, que estão desalojando os fabricantes nacionais. O avanço
das compras da China tiveram alta de 88% no bimestre”, explica o presidente
da Abimaq.
Mesmo com esse panorama, o resultado das exportações ainda está
positivo e apresenta um crescimento de 14,4%. O setor vendeu para o mercado
externo o total de US$ 1,36 bilhão, nesse período do ano. Os
principais destinos das exportações foram os Estados Unidos
(28,9%), Argentina (11,3%), Alemanha (5,4%), México (4,5%) e Chile
(4,3%).
Os dados de emprego do setor continuam preocupantes. O nível de emprego
no mês de fevereiro de 2007 apresentou queda de 1,4% na comparação
com o mesmo mês do ano passado.
A Farmácia Popular do Brasil de Santa Bárbara d'Oeste registrou
2.296 atendimentos no mês de março, que proporcionaram uma arrecadação
de R$ 13.908,12.
A unidade barbarense foi inaugurada no dia 19 de maio de 2006 e atende ao
público na Praça João XXIII, s/nº, no Centro, de
segunda à sexta-feira, das 8h às 18h e aos sábados das
8h às 12h.
O Programa Farmácia Popular atente toda a população através
de um sistema personalizado, realizado por farmacêuticos e profissionais
qualificados para orientar sobre os cuidados com a saúde e o uso correto
dos medicamentos.
A única exigência para aquisição dos remédios
disponíveis é a apresentação de uma receita médica
ou odontológica.
O programa, que oferece medicamentos com desconto de até 90%, facilita
o acesso a uma lista com mais de 90 medicamentos classificados como essenciais
e de atenção básica, que atendem cerca de 80% das doenças
que atingem a população.
O álcool deverá responder por 60% do mercado brasileiro de
combustíveis dentro de seis anos, ante os atuais 43%, estimou a União
da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) ontem, ressaltando
que a prioridade do setor no curto e médio prazos continuará
sendo atender à demanda interna.
“O mercado é local. Com o surgimento do carro flexível,
surgiu uma fantástica oportunidade de acabarmos com o mercado da gasolina...
seja para abastecer os carros flexíveis seja para a mistura da gasolina”,
disse o presidente da Unica, Eduardo Pereira da Carvalho, durante o 40º
Fórum de Debates Projeto Brasil. “Se as coisas continuarem mais
ou menos como estão, nos próximos seis anos conquistaremos mais
uns 20%, vamos para 60%, 60 e pouco do mercado de gasolina”, destacou.
Nesse ritmo, segundo Carvalho, em 2012, o mercado interno de álcool,
que é de cerca de 13 bilhões de litros, passaria para 27 a 28
bilhões de litros. Segundo ele, as exportações do combustível
deverão ganhar força, mas num período maior. “Claro
que temos interesse na derrubada da tarifa nos Estados Unidos... Porque acreditamos
que daqui a dez anos, quando estivermos abastecendo de forma mais plena (o
Brasil)... em algum momento do tempo será a exportação,
mas isso não é essencial hoje”, disse.
Carvalho ainda disse que, embora Brasil e EUA tenham feito acordos recentes
para pesquisa no setor, as usinas brasileiras dificilmente poderão
ser beneficiadas diretamente. “Não acredito que ele (o presidente
dos EUA, George W. Bush) vai me dar a chave da hidrólise, ele sabe
que com a hidrólise, se eu já sou competitivo, eu vou ser dez
vezes mais. Então fica uma conversa de surdo-mudo”, declarou
ele sobre o método que permitiria aproveitar não apenas a cana
na produção do álcool, como também o bagaço
e a palha. “O acordo entre Brasil e EUA é uma bela festa entre
Bush e Lula. Para mim, a festa seria interessante se ele dissesse que iria
derrubar a tarifa (de importação, de US$ 0,54 por galão
para o álcool).”
Durante sua palestra, o presidente da Unica criticou aqueles que, como o
presidente de Cuba, Fidel Castro, têm feito ataques à agroenergia,
argumentando que isso aumentaria o número de famintos no mundo ao elevar
os preços dos alimentos. “Estou espantando com o ressurgimento
de Malthus após dois séculos, e Fidel não deixa de ser
malthusiano...”, declarou ele, citando ainda o presidente venezuelano,
Hugo Chávez, que tem feito coro às opiniões de Fidel.
Segundo o dirigente, o “problema da agricultura é que não
temos mercados para a capacidade de produção agrícola”.
“Se existe fome no mundo, não é por problema de produção”,
disse ele, criticando ainda o protecionismo agrícola dos países
desenvolvidos, que, segundo ele, limita o crescimento da produção
em países em desenvolvimento.
Carvalho lembrou que a chamada revolução verde, com os ganhos
de produtividade, permitiu que o mundo urbano se beneficiasse da redução
de preços dos grãos nas últimas décadas.
Para ele, se os preços do milho nos EUA subiram por conta do etanol,
é porque ocorre um “equilíbrio momentâneo”
entre oferta e demanda, com a criação de um novo mercado para
o grão.
Ontem, a sub-área do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
de Americana, que engloba Santa Bárbara e Americana, fez o lançamento
do Censo Agropecuário 2007 que começa na segunda-feira. Para
marcar a ocasião estavam com camisetas personalizadas e receberam um
kit com materiais informativos.
O coordenador da sub-área do IBGE, Milton Tavares, destacou ontem que
era o Dia dos Censos. O IBGE começa dia 16 o Censo Agropecuário
e a Contagem da população, essa apenas em municípios
com até 170 mil habitantes, portanto, nem em Santa Bárbara e
nem em Americana.
Em Santa Bárbara, o levantamento será dividido em nove setores
rurais. A pesquisa será realizada por três recenseadores, contratados
pelo IBGE por meio de concurso público. Em Americana, haverá
apenas um setor. “O trabalho será mais concentrado em Santa Bárbara,
que tem maior parte rural”, disse Tavares. No município haverá
um posto do IBGE na Casa da Agricultura, para dar suporte a equipe.
Nas visitas o IBGE pretende levantar características de quantos são,
realmente, os estabelecimentos agropecuários, o que produzem, quantas
pessoas estão ocupadas na atividade, quais são as práticas
e os manejos utilizados e outras informações que contribuam
para a construção do perfil do setor agropecuário brasileiro.
Serão pesquisados estabelecimentos com atividades econômicas
nos segmentos de agricultura, aqüicultura, pecuária, avicultura,
apicultura, sericicultura, extração vegetal, silvicultura, beneficiamento
e transformação de produtos agropecuários.
A atualização dos dados servirá para avaliar a expansão
rural, já que o setor vem demonstrando crescimento significativo, tornando-se
muito mais dinâmico. Esses dados também poderão ser utilizados
por todas as esferas de governos (União, Estados e Municípios)
para elaboração de projetos que orientem e incentivem o desenvolvimento
do setor.
Os recenseadores, em vez de utilizar o tradicional questionário em
papel, irão utilizar será o computador de mão, ou PDA
(Personal Digital Assistent), onde todos os dados serão transmitidos
“on-line” para uma central do órgão, durante a entrevista,
que deverá demorar em torno de três horas. O equipamento estará
equipado com receptor GPS (Global Position System), permitindo que o recenseador
se localize na sua área de trabalho e capte as coordenadas geográficas
de estabelecimentos e domicílios da zona rural.
Segundo Tavares, esse será o mais completo levantamento sobre este
setor em onze anos, já que o último censo deste tipo aconteceu
em 1996. O período de coletas de dados termina em agosto. A divulgação
dos resultados do Censo Agropecuário preliminares serão de agosto
de 2007 a agosto de 2008 e os definitivos de outubro de 2007 a setembro de
2008.
As inscrições para o processo seletivo simplificado do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o cargo de agente
de pesquisas e mapeamento terminam hoje, dia 13 de abril. O interessado deve
ter concluído o Ensino Médio (antigo 2º grau). A remuneração
é de R$ 600,00 e mais os benefícios: auxílio transporte,
auxílio alimentação, férias e 13º proporcional.
Para fazer a inscrição o interessado deve dirigir-se a um dos
postos credenciados, a fim de preencher o requerimento de inscrição
com seus dados cadastrais e recolher a taxa de inscrição; entregar
uma cópia legível (frente verso) de documentos de identidade,
com foto; exigir o comprovante de entrega do requerimento de inscrição
(canhoto do requerimento) devidamente rubricado, etiquetado e autenticado,
bem como o roteiro do candidato.
O IBGE chama a atenção para que antes de pagar a taxa de inscrição,
verificar se possui os requisitos básicos exigidos para a função;
uma vez paga a taxa de inscrição não será devolvida
sob nenhuma hipótese, nem serão concedidas isenções
de taxa; o simples recolhimento da taxa de inscrição não
assegurará ao candidato a inscrição no processo seletivo
simplificado; o candidato deverá efetuar sua inscrição
em posto situado na localidade em que deseja trabalhar.
O Posto de inscrição em Americana é na Agência
dos Correios, Rua Dom Pedro II, 75 ou via Internet. Os procedimentos de inscrição
via Internet devem ser observados no site www.cesgranrio.org.br . A prova
será realizada no dia 27 de maio. A taxa de inscrição
é de R$ 15,00 e o total de vagas é quatro. Telefone para contato
(19) 3461-8072 (IBGE – Americana) .
O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado
Vaz de Lima (PSDB), disse que o aumento dos salários dos deputados
estaduais será apenas conseqüência do reajuste que a Câmara
Federal aprovar para os deputados federais. No entendimento do presidente,
não há nada para discutir ou decidir sobre o assunto, pois é
lei.
“Não há discussão. É um vínculo direto
e automático [com o salário dos deputados federais]. Não
tem o que decidir. Já está decidido”, disse o presidente.
Vaz de Lima fez questão de ressaltar que o vínculo com salário
dos deputados federais é lei que deve ser cumprida. “É
lei, não me cabe decidir se aplica ou não. Vou cumprir, como
se fosse uma decisão judicial”, justificou.
De acordo com a Constituição, os deputados estaduais ganham
75% dos subsídios dos deputados federais, que recebem hoje R$ 12.847
por mês. Como a Câmara discute aumento de 26,49% nos salários
dos federais, os salários dos deputados estaduais serão reajustados
automaticamente.
Atualmente, cada um dos 94 deputados estaduais paulistas ganham R$ 9.635,40,
mais R$ 2.250 de auxílio moradia, que é incorporado ao salário,
o que dá um total de R$ 11.885,40 por mês. Em São Paulo,
os deputados também recebem R$ 17 mil de verba de gabinete para cobrir
despesas com combustível e manutenção do carro oficial,
material de escritório e segunda linha telefônica.Em efeito cascata,
assim que os salários dos deputados estaduais forem reajustados, os
vencimentos dos vereadores de todo o país também terão
aumento.
Questionado sobre o índice do reajuste dos colegas de Brasília,
Vaz de Lima preferiu não comentar. “Não quero me manifestar,
pois falo como presidente da Assembéia Legislativa de São Paulo”,
afirmou.