
Os brasileiros têm 145 relações sexuais por ano e costumam
gastar 21 minutos em cada relação. Os números estão
acima da média mundial e deixam o país na vice-liderança
de um ranking internacional. No entanto, menos da metade dos brasileiros -
apenas 42% - se dizem totalmente satisfeitos com a vida sexual. O resultado
é parte da Pesquisa de Bem-Estar Sexual Mundial, produzida por uma
fabricante de preservativos. Foram entrevistadas mais de 26 mil pessoas em
26 países. O trabalho foi divulgado ontem, em São Paulo.
A análise classificou como medíocre o desempenho do país
em relação à satisfação. Trata-se de um
alerta para os órgãos públicos e a opinião pública,
na avaliação do cientista em Saúde Pública, Miguel
Fontes. “Temos quantidade e fazemos mais sexo que outros países,
mas precisamos refletir sobre a qualidade e a conseqüência que
isso tem na saúde pública.”
Na avaliação do psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., presidente
Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, o brasileiro fala muito
sobre sexo, mas preocupa-se pouco em melhorar seu desempenho e aumentar o
prazer. “O falarmos sobre sexo se torna mais importante do que fazer
sexo. É uma coisa que acontece no nosso país. Temos um discurso
de sobrevalorização do ato sexual.” Rodrigues sugere a
preparação de professores para abordar o assunto em sala de
aula e a necessidade dos médicos orientarem os pacientes nos postos
e saúde. A proposta é não restringir o assunto à
prevenção de doenças, mas estimular as pessoas a buscar
o bem-estar nas relações. Segundo a pesquisa, 42% dos entrevistados
afirmaram que mais conhecimento sobre como sentir prazer melhoraria a satisfação.
“Nos postos de saúde, ganhamos camisinha de graça, mas
não existe sequer a orientação de como utilizarmos aquele
instrumento para a vida sexual em termos de prazer”, comenta Rodrigues.
“Todo professor deveria estar preparado para quando surgir o assunto,
fazer a discussão. A própria família deveria assumir
a educação sexual. Não é uma educação
sexual formal.” No ranking da satisfação, o Brasil é
o 14º colocado. No país, mais de um quarto dos entrevistados já
passaram por experiência de perda de libido. Entre os participantes,
26% já contraíram doenças sexualmente transmissíveis,
acima da média mundial de 15%.
Menos estresse melhoraria a satisfação sexual para 57% dos brasileiros. Em seguida, 42% apontaram a necessidade de passar mais tempo com o parceiro, mais diversão e mais conhecimento sobre como sentir prazer. Mais romance, carinho e amor foram apontados por 40% como forma de aumentar a satisfação.
Apesar da insatisfação, o brasileiro só perde para os gregos em freqüência e para os nigerianos na duração das relações. Os gregos fazem sexo 164 vezes por ano. A média global sao 103 relações. Já os nigerianos gastam 24 minutos com o parceiros, enquanto a média mundial é de 18 minutos. A Nigéria também lidera o ranking de satisfação. Lá, 67% dos entrevistados se dizem completamente contentes sexualmente. O lanterninha é o Japão.
As pessoas que desenvolvem o mal de Alzheimer exibem mudanças na
estrutura do cérebro anos antes de demonstrarem sinais de perda de
memória, destaca um estudo americano.
A descoberta pode permitir aos médicos identificar as pessoas com risco
de desenvolver os problemas cognitivos que levam à devastadora enfermidade
cerebral. A pesquisa baseou-se em um pequeno estudo com 136 pessoas acima
de 65 anos, que foram submetidas a análises cerebrais e testes cognitivos
regularmente, durante um período de cinco anos. Ao final do estudo,
23 voluntários haviam desenvolvido uma condição conhecida
como perda cognitiva leve (MCI) e, dentre eles, nove desenvolveram o mal de
Alzheimer, um distúrbio cerebral progressivo.
Quando os cientistas compararam as imagens cerebrais das 23 pessoas que desenvolveram
problemas de memória com os 113 voluntários que não registraram
os problemas, descobriram que o primeiro grupo tinha menos matéria
cinzenta em áreas do cérebro vinculadas à memória
que o segundo grupo, mesmo quando o funcionamento do cérebro era normal.
”Descobrimos que as mudanças na estrutura cerebral estão
presentes em pessoas clinicamente normais uma média de quatro anos
antes do diagnóstico de MCI”, disse Charles Smith, autor do estudo
e especialista em memória e envelhecimento da Universidade Kentucky
Medical Center em Lexington.
”Sabíamos que as pessoas com MCI ou mal de Alzheimer tinham menos
volume cerebral, mas não sabíamos se estas mudanças nas
estruturas cerebrais existiam e em até que grau, antes que começasse
a perda de memória”, acrescentou. Além disso, os indivíduos
que desenvolveram problemas de memória tinham pontuações
menores nos testes cognitivos no início do estudo, embora os resultados
tenham ficado dentro dos parâmetros de normalidade.
O estudo foi publicado na edição de ontem do “Neurology”
periódico científico da Academia Americana de Neurologia.
A causa da hipertensão pode estar no cérebro e não
no coração, segundo um estudo publicado no Reino Unido. Cientistas
da Universidade de Bristol (sudoeste da Inglaterra) acham que a pesquisa pode
permitir novas formas de tratamento da doença —que afeta mais
de 600 milhões de pessoas no mundo.
Os especialistas isolaram uma proteína (JAM-1) localizada no cérebro
e descobriram que esta parecia aprisionar glóbulos brancos, obstruindo
a circulação sangüínea, o que pode causar inflamações
e reduzir a entrada de oxigênio no cérebro, segundo os cientistas.
”A (proteína) JAM-1 poderia nos dar novas pistas sobre como tratar
a doença”, explicou Julian Paton, um dos cientistas que fizeram
o estudo. Os especialistas vão estudar a possibilidade de tratar pacientes
que não respondem a tratamentos convencionais para a hipertensão
com remédios que reduzem a inflamação dos vasos e aumentam
o fluxo sangüíneo no cérebro. ”O desafio futuro será
entender as inflamações dentro dos vasos sangüíneos
do cérebro para saber que remédios podem ser usados e como administrá-los”,
acrescentou Paton. A hipertensão arterial é um dos principais
fatores de risco de cardiopatias e uma das principais causas de insuficiência
renal.
Um estudo publicado esta semana revelou que o chocolate causa mais prazer
do que um beijo. “O chocolate supera o beijo na hora de causar uma sensação
de prazer mais duradoura no corpo e no cérebro: dura quatro vezes mais”,
comentou Davi Lewis, um cientista do Mind Lab, um grupo de pesquisa criado
pela indústria alimentícia.
Lewis afirmou que a capacidade do chocolate de agir positivamente na psique
humana já era comprovada, mas o melhor modo de maximizar os seus efeitos
seria o de derretê-lo na língua.
O cientista, junto com outros pesquisadores, chegou a essa conclusão
depois de ter monitorado alguns voluntários, todos com cerca de 20
anos.
O batimento cardíaco e a atividade cerebral foram estudados por meio
de eletrodos e descobriu-se que, enquanto os voluntários comiam chocolate,
as pulsações do coração chegavam a 140 por minuto.
O batimento seria maior do que o registrado após um beijo.
”Esperávamos que o chocolate aumentasse a atividade cardíaca
porque contém algumas substâncias excitantes, mas não
pensávamos que a força e a duração de seus efeitos
fossem tão potentes”, declarou Lewis.