Já se desconfiava que era um traço genético, mas agora
finalmente os pesquisadores encontraram um pedaço de DNA — um
gene — relacionado ao canhotismo. A pesquisa foi conduzida por um time
da Universidade de Oxford, segundo informou a rede britânica BBC.
A má notícia: além de aumentar a probabilidade de que
o sujeito seja canhoto, ou seja, tenha habilidades superiores com a mão
esquerda, ele também aumenta ligeiramente o risco de que seu portador
tenha doenças psicóticas, como esquizofrenia.
O gene, chamado LRRTM1, parece estar ligado a designar que partes do cérebro
controlam cada uma das funções específicas pelas quais
ele responde. Em pessoas destras, o lado esquerdo do cérebro usualmente
fica responsável pela fala e pela linguagem, enquanto o lado direito
controla as emoções. Nos canhotos, muitas vezes ocorre o oposto.
Agora, os cientistas acham que o LRRTM1 tem a ver com essa inversão.
Com todo esse poder de manipular a arquitetura cerebral, o gene também
aumenta a chance de bagunçá-la; daí o risco aumentado
de esquizofrenia, uma doença ligada muitas vezes a desequilíbrios
no funcionamento cerebral.
”Esperamos que as descobertas desse estudo nos ajudem a entender o desenvolvimento
da assimetria no cérebro”, disse Clyde Francks, o líder
da pesquisa, que foi publicada no periódico “Molecular Psychiatry”.
“A assimetria é uma característica fundamental do cérebro
humano que é perturbada por muitas doenças psiquiátricas.”
Francks também ressalta que os canhotos — cerca de 10% da população
— não devem ficar preocupados com os riscos de esquizofrenia.
“Há muitos fatores que tornam os indivíduos mais propensos
a desenvolver esquizofrenia e a maior parte dos canhotos nunca terá
um problema. Ainda não sabemos o papel preciso desse gene.”
A simples impressora do escritório pode não ser tão
inofensiva como parece e danificar pulmões da mesma forma que partículas
na fumaça de cigarro, segundo uma equipe de cientistas australianos.
A investigação de uma série de modelos mostrou que quase
um terço das impressoras analisadas emitem níveis potencialmente
perigosos de toner para o ar.
Os cientistas da Universidade de Tecnologia de Queensland pediram que os ministros
da Austrália controlassem este tipo de emissão.
Segundo os cientistas algumas impressoras deveriam vir com um alerta de saúde.
Os pesquisadores realizaram testes em mais de 60 impressoras.
Quase um terço das máquinas liberavam partículas ultra-pequenas
de material semelhante ao toner. Partículas tão minúsculas
que podem se infiltrar nos pulmões e causar uma série de problemas
de saúde, desde uma irritação respiratória até
doenças crônicas.
Os testes foram feitos em um escritório sem divisórias entre
as mesas e revelou que os níveis de partículas aumentaram cinco
vezes durante os períodos de trabalho, um aumento que ocorreria devido
ao uso de impressoras.
O problema piorava quando eram usados cartuchos novos e quando gráficos
e imagens pediam uma quantidade maior de tinta para impressão.
Os pesquisadores pediram que os governos criem normas regulamentando a qualidade
do ar em escritórios.
Eles também pedem que as companhias garantam que as impressoras sejam
colocadas em áreas bem ventiladas, para que as partículas emitidas
possam ser dispersadas mais facilmente.
Beber uma taça grande de vinho ou pouco mais de meio litro de cerveja
ao dia aumenta o risco de contrair câncer de cólon em 10%, de
acordo com estudo de cientistas britânicos.
Publicado na edição esta semana, da revista especializada International
Journal of Cancer, o trabalho indica, ainda, que o consumo de duas taças
grandes ou um litro de cerveja elevam a chance de desenvolver a enfermidade
em 25%.
A organização Cancer Research UK acompanhou 480.000 homens e
mulheres de dez países da União Européia, ao longo de
seis anos. Nesse período, 1.833 dessas pessoas desenvolveram o mal.
Segundo o responsável pelo estudo, Tim Key, o trabalho mostra “de
forma clara” que, quanto maior o consumo de álcool, maior a chance
de desenvolver a doença.
Uma xícara de café pode ajudar a proteger a pele do sol, de
acordo com cientistas americanos.
Uma combinação de exercícios físicos e água
com cafeína reduziu os danos causados por radiação ultravioleta,
emitida pelo sol, em ratos de laboratório.
Segundo o estudo publicado em The Proceedings of the National Academy of Sciences,
a defesa natural dos ratos contra células pré-cancerosas foi
estimulada em até 400%.
A relação entre cafeína e células cancerosas está
sendo examinada de perto depois de evidências de que a substância
pode estimular um processo chamado “apoptose”, em que o organismo
se livra de células danificadas ou cancerosas matando-as.
Esta mais recente pesquisa apóia essa teoria, mas ela concluiu que
a adoção de uma rotina de exercícios físicos pode
trazer benefícios ainda maiores do que o esperado.
Os ratos utilizados para a experiência não tinham pelos, e foram
expostos a lâmpadas que produziam radiação UVB, do tipo
emitido pelo sol.
Alguns dos ratos receberam água com cafeína para beber proporcionalmente
equivalente a uma ou duas xícaras de café por dia, um outro
grupo foi colocado em rodas para exercícios e um terceiro conjunto
foi submetido a ambos os procedimentos.
Depois eles foram submetidos a testes para verificar a presença de
substâncias no organismo ligadas aos níveis de apoptose. Os resultados
foram comparados com ratos que foram colocados sob lâmpadas de bronzeamento,
mas sem receber cafeína ou fazer exercício.
Os ratos que ingeriram cafeína mas não fizeram exercícios
registraram um aumento de 95% em apoptose, enquanto os que realizaram apenas
exercícios tiveram um aumento de 120%.
Mas os ratos que se exercitaram e beberam cafeína registraram um aumento
de 400%.
Allan Conney, da Universidade Rutgers, que chefiou o estudo, disse que a razão
ainda é um mistério.
“A diferença mais dramática e óbvia entre os grupos
veio dos ratos corredores que ingeriram cafeína, uma diferença
que pode, provavelmente, ser atribuída a algum tipo de sinergia.”
Pessoas que passam mais tempo no sol quando crianças têm um
risco menor de desenvolver esclerose múltipla, de acordo com um estudo
da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores dizem que os raios UV oferecem proteção ao
alterar as respostas imunológicas das células ou ao aumentar
os níveis de vitamina D.
Um estudo anterior descobriu que mulheres que tomam suplementos de vitamina
D têm 40% menos chances de ter esse tipo de doença.
A esclerose múltipla está entre as doenças neurológicas
mais comuns do mundo, afetando cerca de dois milhões de pessoas.
Mas a doença é mais comum em maiores latitudes, onde geralmente
há níveis menores de radiação ultravioleta, que
é produzida pelo sol.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram 79 pares de gêmeos idênticos
que tinham o mesmo risco genérico de desenvolver esclerose múltipla.
Em cada par, apenas um irmão tinha a doença.
Os gêmeos responderam perguntas como se eles ou seus irmãos passaram
mais tempo ao ar livre em dias quentes, dias frios, no verão, na praia
ou praticando esportes quando crianças.
Os pesquisadores descobriram que os irmãos com esclerose múltipla
haviam passado menos tempo ao sol.
Os gêmeos que passaram mais tempo ao ar livre apresentaram uma redução
de até 57% no risco de desenvolver a doença.
Os autores do estudo, Talat Islam e Thomas Mack, dizem, no entanto que mais
estudos são necessários para determinar como o sol reduz o risco.
“Esse trabalho apóia estudos anteriores sugerindo uma ligação
entre a exposição ao sol e o baixo risco de esclerose múltipla”,
disse Chris Jones, presidente da organização não-governamental
MS Trust, que lida com a doença.
“Mas os pesquisadores certamente não estão sugerindo que
as pessoas saiam e tenham câncer de pele. A exposição
aos raios do sol pode ser perigosa”, disse.
O estudo foi publicado na revista especializada Neurology.