Mulheres preferem homens "com feições mais femininas", diz estudo

Mulheres que querem investir em uma relação mais duradoura preferem homens com feições mais femininas aos que se encaixam no estereótipo do "macho", revelou uma pesquisa realizada pela Universidade de Durham, no Reino Unido.
O estudo foi publicado na revista "Personality and Individual Differences" e envolveu cerca de 400 homens e mulheres que foram submetidos a um teste pela internet.
Os participantes ficaram diante de duas fotos dos rostos de dois homens e tiveram de julgá-las de acordo com os quesitos: domínio, ambição, renda, confiança, comprometimento, paternidade e calor humano.
As diferenças entre as duas imagens eram muito sutis, mas perceptíveis. A face mais feminina tinha as sobrancelhas mais curvadas, a testa um pouco mais arcada e maçãs do rosto levemente elevadas. Além disso, carregava um sorriso discreto no lábios, já que as mulheres sorriem mais do que os homens, acrescentaram os pesquisadores.
Tanto homens quanto as mulheres julgaram a foto do primeiro homem (com características mais femininas) como o mais confiável, comprometido, paterno e caloroso.


Julgar pela aparência

A face masculina foi considerada a mais dominante, mas não foi verificada diferenças entre os dois em relação às categorias renda e ambição.
Lynda Boothroyd, que liderou a pesquisa, disse que "o estudo mostra que as mulheres podem usar a impressão que têm de um homem para decidir se se envolvem com ele ou não. Essa decisão depende muito do que ela está procurando no relacionamento e em que estágio de vida está".
Para o psicólogo George Fieldman, da Buckingham Chilterns University College, as descobertas "fazem sentido".
"Na sociedade moderna, a força física não é uma necessidade e pode ser vista como uma ameaça em potencial. Uma mulher poderá escolher um parceiro mais feminino porque isto pode reduzir a chance de que ele seja violento com ela", estima.


Cientistas acham estrutura cerebral que controla febre

Uma pequena região do cérebro ("do tamanho de uma cabeça de alfinete") é o centro responsável por desencadear a febre durante processos inflamatórios, revela um estudo publicado esta semana. Segundo os autores do trabalho, baseado em experimentos com camundongos, a descoberta pode ser a base para a síntese de drogas antitérmicas mais precisas.
Em artigo na revista "Nature Neuroscience", os cientistas mostram que uma região minúscula do hipotálamo --estrutura cerebral envolvida em funções variadas, como fome a desejo sexual-- medeia a reação febril no corpo dos roedores.
"Acreditamos que isso é exatamente o que acontece no cérebro dos humanos também", disse Clifford Saper, pesquisador da Escola Médica de Harvard, em Boston (EUA), que liderou o estudo.
O trabalho de Saper se baseou no estudo da ação da dinoprostona, hormônio da classe das prostaglandinas, responsáveis por mediar diversas reações a inflamações.
Quando as pessoas adoecem, os glóbulos brancos (células de defesa do sangue) produzem moléculas chamadas citocinas, que agem nos vasos sangüíneos do cérebro estimulando a produção de dinoprostona. "Isso desencadeia as reações do cérebro durante uma infecção ou inflamação", explica Saper.
A febre, na verdade, é um mecanismo natural do corpo para ajudar o sistema imune, pois os glóbulos brancos agem com mais eficácia em ambientes de temperatura ligeiramente mais alta. A sensação febril também induz a um comportamento mais adequado. "Os indivíduos tendem a ficar doloridos e letárgicos", explica Saper. "Tendem a não se esforçar e, por isso, acabam conservando energia para combater a infecção."
DNA alterado - Os pesquisadores já sabiam que a dinoprostona agia no hipotálamo, mas não exatamente em quais partes dele. Para descobrir isso, usaram técnicas de manipulação de DNA para eliminar em camundongos os genes que codificam moléculas chamadas EP3 --elas são "receptores" que ficam na superfície de alguns tipos de neurônio, e é por meio delas que essas células reagem à prostaglandina.
Acontece que há muitas células cerebrais que exibem receptores EP3, mas administram outros tipos de sensação, como cansaço e saciedade. Saper, porém, mostrou que um grupo de células com EP3 está em um ponto de convergência do cérebro que administra a febre.
"O que nós descobrimos é que se você tira tira os receptores EP3 apenas deste local do tamanho da cabeça de um alfinete, você não terá mais uma reação febril", diz Saper.
Se o mecanismo descoberto em roedores for mesmo igual em humanos, isso abre a perspectiva para novos tipos de medicamentos, mais precisos. Remédios como a aspirina agem em todos os receptores de prostaglandina no corpo e acabam levando a diversos outros efeitos além do antitérmico.
Segundo Saper, seu estudos sobre a dinoprostona também podem auxiliar pesquisadores que lidam com o efeito dessa molécula em falta de apetite e fadiga associada a infecções.
"Ao final, pode ser possível manipular esses circuitos com drogas", diz o cientista. "O segredo é saber quais circuitos estão envolvidos em cada uma dessas coisas."


Sexo não está no cérebro, mas no nariz, sugere pesquisa nos EUA

A enorme diferença entre o comportamento sexual de machos e fêmeas poderia ser explicada, pelo menos entre os animais, por um pequeno órgão localizado no nariz, e não por diferenças de gênero definidas pelo cérebro.
É o que afirmam pesquisadores nos Estados Unidos, que se confessam bastante surpresos com a descoberta e suas conseqüentes implicações na compreensão da sexualidade.
A pesquisa foi coordenada por Catherine Dulac, professora de biologia celular e molecular da Universidade de Harvard e pesquisadora do Instituto Médico Howard Hughes. Durante o estudo, publicado pela revista científica inglesa "Nature", a equipe manipulou geneticamente um grupo de camundongos fêmeas, retirando do DNA dos roedores o gene TRPC2, provocando um curto-circuito no chamado órgão vomeronasal.
Esse pequeno órgão no nariz apresenta um grande número de células receptoras de feromônios --odores primitivos responsáveis pelas reações dos vertebrados a situações que envolvem agressividade e sexo.
Para surpresa dos cientistas, as fêmeas de camundongo manipuladas geneticamente apresentaram comportamento sexual bastante atípico. Elas cheiravam e corriam atrás de outras fêmeas, balançavam os "quadris", empurravam e montavam nos machos, emitindo ruídos semelhantes aos usados por camundongos machos para demonstrar interesse sexual.
Mas o comportamento não foi totalmente igual ao dos machos: as fêmeas geneticamente modificadas se relacionaram sexualmente com os machos da maneira habitual. Além disso, ao contrário do que fazem os camundongos, elas não atacaram outros machos.
Porém, quando nasceram suas ninhadas, as ratinhas voltaram a se comportar como machos, displicentes com os bebês e "sedentas" por mais sexo.
Normalmente, as fêmeas de camundongo passam 80% do tempo no ninho cuidando de seus recém-nascidos e expulsando qualquer macho que se aproxime. Não foi o que aconteceu com as fêmeas manipuladas no estudo, que apenas dois dias depois do parto já começaram a sair do ninho e a deixar seus filhotes sozinhos, além de demonstrar receptividade aos machos que se aproximavam.
"Esses resultados são surpreendentes", disse Dulac. "Ninguém jamais imaginou que uma simples mutação genética como essa pudesse induzir fêmeas a se comportar como machos."

Mais provas

Para verificar se houve algum outro fator nos animais geneticamente manipulados que pudesse ter induzido às drásticas mudanças comportamentais, os cientistas removeram cirurgicamente os órgãos vomeronasais dos focinhos de fêmeas normais --e as mudanças observadas foram as mesmas.
As descobertas são importantes, pois corroboram os argumentos daqueles que, por décadas a fio, buscam fatores latentes na estrutura cerebral para explicar por que o comportamento sexual de machos e fêmeas é tão diferente.
A resposta parece ser: não há diferença --pelo menos, não nos camundongos. A estrutura cerebral aparenta ser a mesma.
"De modo geral, o resultado sugere que o cérebro feminino possui um circuito de comportamento masculino perfeitamente funcional", afirmou Dulac, "reprimido" por sinais do órgão vomeronasal.


Evite as doenças transmitidas pelos alimentos, alerta a OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS), preocupada com as doenças transmitidas pelos alimentos - que matam a cada dia milhares de pessoas por todo o mundo- desenvolveu materiais para auxiliarem na prevenção desses males, que são causados por falta de higiene durante o preparo dos alimentos.
Esse material da OMS sobre higiene alimentar é baseado nos cinco passos importantes para inocuidade dos alimentos. Os cinco passos explicam as regras de manipulação segura e as práticas de preparação dos alimentos.
Hoje, discutimos muito sobre a adequação da dieta em relação à qualidade e a quantidade de nutrientes e esquecemos que o alimento também pode causar doenças e até levar à morte por problemas de contaminação com microrganismos.
Seguindo o material elaborado pela OMS -- as cinco chaves para a inocuidade--, é possível prevenir as doenças causadas pelos alimentos. Uma manipulação apropriada dos alimentos é decisiva para prevenir doenças.
Conheça as cinco chaves para uma boa alimentação, adote em sua casa e principalmente observe se os restaurantes e lanchonetes que você se alimenta seguem essas regras.