Braz de Souza
Mesmo que quiséssemos, não conseguiríamos fazer nascer
um fio de cabelo na nossa cabeça. Mesmo que quiséssemos não
poderíamos fazer uma gota de água cair do céu. Tudo obedece
ao comando divino que domina esse universo criado por uma inteligência
transcendental que é sinônima de força, sabedoria e poder.
Essa força, esse poder, não cabe no nosso entendimento, pois
nossa mediocridade intelectual, não tem a capacidade de entender a
grandiosidade criadora deste movimento constante que é a nossa existência
universal. Por mais que queiramos mudar alguma coisa, nem um milímetro
poderá ser desviado dos objetivos, metas ou razões do criador,
a não ser que Ele, o Dono de tudo, permita.
Ao nosso dispor, pouco ou quase nada de poder existe, mas o pouco já
é muito em relação á nossa capacidade de entendimento
ou sabedoria de comandar o certo e o errado, pois, se o mundo já caminha
para o caos com a nossa pequena parcela de inteligência, imaginem então,
se aos humanos fosse dado mais poder? Com certeza, não estaríamos
aqui á escrever ou ler esse texto.
O homem, esse "ser" em evolução, passa aqui na terra
por um pequeno espaço de tempo, mas ele não percebe a sua brevidade
de tempo, por isso, sem entender nada ele desperdiça seus momentos
preciosos tentando viver ou fazer o impossível, querendo buscar o inatingível,
tudo porque não percebe que a vida em si, não depende dele,
mas sim, Daquele que o criou. Tudo passa tão depressa e quando menos
se espera num piscar de olhos, a vida neste plano já era "e momentos
preciosos" são desperdiçados em busca de um mundo irreal.
Muitos se iludem com aquilo que não faz parte de sua criação
e por isso aventura-se por caminhos desconhecidos à procura de emoções
que julgam os fazerem felizes, mas, muitas vezes, são vitimas de suas
próprias incertezas e curiosidade que os levam as armadilhas e a própria
condenação.
Guerras, surtos de violência, pessoas querendo levar vantagens, desonestidade,
falcatruas, falta de amor ao próximo, irmãos matando irmãos,
enfim, o lamaçal de violência que são cometidos a todos
os momentos demonstra claramente que, o homem não sabe das coisas e
tenta impor seus domínios pela força física ou pela sua
ignorância, o qual não vai resultar em nada de edificante para
o seu crescimento como ser inteligente. Estas atitudes demonstram claramente
que o homem não sabe a razão de sua existência, e por
isso cria ideologias sem fundamento, nas quais resultam em milhares de inocentes
sendo massacrados pela sua ignorância e sede de poder.
A humanidade ainda não entendeu a sua missão aqui na terra e
pensa que a vida é um oba-oba sem fim e levam tudo na desordem sem
se preocuparem com os valores éticos, morais e espirituais. São
como manadas enfurecidas soltas ao léu que destroem tudo por onde passam
deixando para trás apenas seu rastro de destruição e
falta de sabedoria. Dentre muitos exemplos cito apenas um dos desatinos dos
homens que é a destruição do planeta sem critério,
onde ele, ofuscado pelo poder do dinheiro, destrói o seu próprio
habitat sem a mínima consciência.
Não somos nada e nada podemos fazer, só podemos interiorizar
o nosso pensamento e buscamos os conhecimentos do amor e da sabedoria de Deus
e Nele confiar e esperar que venha a nós a Sua Inteligência Divina
que tanto necessitamos. E só pela graça do Senhor, atingiremos
o conhecimento e a razão de vivermos dentro da retidão e dos
princípios da nossa criação.
Braz de Souza é colaborador
Segundos, minutos, horas, dias, meses, anos, décadas, século,
milênios........ o tempo, o tempo meramente não pára.
Que admirável seria para o homem se por um certo momento o tempo pudesse
parar, para reflexões ou transformações de norte, ou
melhor, que maravilha seria se ao avesso de parar o tempo ele pudesse retroceder.
Não ele não para ele não retrocede, ele segue o fluxo
natural involuntariamente dos eventos, da agonia, do desacerto, do acerto,
do júbilo, da decepção, de qualquer sentido pleno ou
circunscrito de sentimento paixão o tempo é atroz ele não
pára.
A experiência da humanidade nos evidencia que muitas vezes sua fortuna
é decidido em fragmentos de segundos. É que estes fragmentos
de segundos determinam, em determinados eventos toda uma trajetória,
como também, caráter, afeição, desilusões,
idéias, julgamentos, preconceitos, aborrecimentos, magoas, júbilo,
amargura, emoções, euforias, desafios, finalmente retratam o
que você é e o que você poderá ser.
Isto se da porque há homens ainda que são forjados, com alma
com sangue devido a sua inclinação passional intensa, onde se
vive a flor da pele na mais pura porem sincera emoção.
Seus triunfos são tão intensas quanto suas ruínas, ambas
são experimentadas com o mesmo sabor que se bebe ate a ultima gota
de cálice de um vinho tinto, de sangue, uma vez que ao triunfo e a
ruína são obtidas por sangue para que se tenha a sua devida
importância, mas mesmo assim o tempo, o tempo não pára.
O homem e a imagem mais fiel de sua alma, de suas emoções de
seu tempo, porem cada ser tem o seu tempo, o seu espírito o seu retrato,
é este homem não para assim como o seu tempo não pára.
E não pára, porque o seu corpo o seu celebro, o seu pulsar,
são maquinas que só a fortuna e apta de controlar, pois ele
o homem e ineficaz para párar tal maquina nem que seja para uma sucinta
reavaliação ou manutenção , há a maquina
que move o homem não pára , como o tempo , há este tempo,
este tempo não pára .
Bandido, herói, mocinho, algoz, deslumbrante, frustrante, vil, vazio,
idealista, apaixonado, incorrigível, parvo ingênuo, intenso,
amargo, alegre, alucinado, engajado, não importa o tempo não
muda personalidades caráter princípios, o tempo, o tempo não
pára.
Há se o tempo pudesse por alguns instantes parar, que maravilha seria
o vindouro da humanidade, mas o tempo, há o tempo não para .
Ele segue muitas vezes machucando, curando, didaticamente doutrinando, aperfeiçoando,
moldando, segue como um arquiteto, que delineia as curvas é retas que
você vai seguindo em sua existência, respeitando o livre arbítrio
intrínseco a cada ser, mas, independentemente de suas obras, o Tempo,
esse tempo não pára jamais.
Henrique Matthiesen é colaborador
email: editor@diariosbo.com.br