Os supermercados registraram, em 2006, perdas no valor de R$ 2,4 bilhões,
principalmente com furtos e produtos estragados. O prejuízo representa
1,9% do faturamento anual do setor, que foi de 124,1 bilhões, de acordo
com a Abras (Associação Brasileira dos Supermercados).
Em Santa Bárbara d'Oeste esta situação também
não é diferente, os supermercados tem um prejuízo grande
em relação ao furto e produtos estragados. A maior perda por
parte de produtos estragados é a operação de manuseio
dos produtos, por fim não podem ser mais comercializados. Os produtos
que mais se estragam continuam sendo os hortifrutis, depois os laticínios,
carnes e enlatados.
“Os produtos que dão para aproveitar, nós fazemos doação,
agora os que não tem condições de aproveitamento, são
descartados”, afirma Maurício Cavichiolli, Supermercados São
Vicente. Os produtos tais como, laticínios e enlatados as próprias
industrias fazem o recolhimento nos supermercados. De acordo com Maurício,
as suas lojas tiveram uma perda geral de 1,8% à 2% do faturamento bruto
e 2% no faturamento líquido. Esse balanço é feito mensalmente
por uma equipe especializada.
O índice registrado em 2006 mostra uma queda de 3,9% em relação
a 2005, quando as perdas e rupturas somaram quase R$ 2,5 bilhões, o
que representou 2,05% do faturamento de R$ 118,5 bilhões. Na comparação
com 2004, as perdas de 2005 foram 15,2% maiores.
“Analisando o número percentual, a queda pode parecer pequena.
Mas, quando nos referimos aos valores absolutos, ela ganha outra dimensão,
devido à representatividade do setor supermercadista na economia brasileira.
Exatamente por isso, devemos comemorar a queda no índice de perdas
e trabalhar para que ela continue a diminuir, ano a ano”, afirmou Sussumu
Honda, presidente da Abras.
Os produtos perecíveis foram responsáveis por 58% das perdas
totais em 2006, e os não-perecíveis por 42%. Em 2005, os perecíveis
representaram 56,4%. A principal causa das perdas continua sendo a chamada
quebra operacional, quando um produto, perecível ou não, é
danificado, que respondeu por 40,7%. Houve uma leve diminuição
em relação a 2005, quando a quebra operacional foi a responsável
por 42,5% das perdas.
Em segundo lugar vêm os furtos internos e externos. O furto interno
representou, em 2006, 20,1% das perdas e os furtos externos, 16,6% somando
36,7%, número acima do registrado em 2005, quando ficou em 27,8%. Os
erros administrativos representaram 11,8% e fraudes de fornecedores significaram
outros 7,5%.
De acordo com a pesquisa, 69% das empresas consultadas afirmaram possuir uma
área especifica de prevenção de perdas. Os dados mostram
também que as companhias estão investindo para diminuir esses
números. Mais da metade (56%) afirmou ter investido na prevenção
de perdas nos últimos dois anos.
Os gastos com pessoal (próprio ou terceirizado) corresponderam a mais
de 80% do orçamento de prevenção de perdas. Para Maurício,
o controle tem que ser feito por todos, “é só conhecendo
os números para se ter o devido controle de toda essa situação,
o conhecimento e conscientização de funcionários, também
ajudará nesse controle”, comenta Maurício.
Para este ano, Sussumu avalia que os supermercados devem investir cerca de
0,5% de seus faturamentos em prevenção de perdas.
A Rede Feminina de Combate ao Câncer já iniciou a venda de
tickets do Big Mac para o McDia Feliz. O evento será realizado no próximo
dia 25 de agosto. A renda obtida com a venda dos sanduíches tanto dos
restaurantes de Santa Bárbara quanto de Americana do McDonald´s
será revertida à entidade local.
O objetivo da Rede Feminina de Combate ao Câncer é vender 3.600
tickets antecipadamente e já foram vendidos 3.400. A expectativa, segundo
Maria José Cavedal dos Santos Mano, conhecida como Zezé Mano,
é vender todos os tickets até a realização do
evento. Cada um custa R$ 6,90 e daí é só retirar o sanduíche
na loja.
Segundo Zezé Mano, este ano, a entidade quer arrecadar com a venda
dos Big Mac R$45.000.00, superando os R$41.000,00 da edição
passada. Para isso, convida toda a população para aderir a campanha,
que é a maior de combate ao câncer infanto-juvenil. Os recursos
arrecadados nos últimos dezoito anos da campanha contribuíram
para o expressivo crescimento do índice de cura da doença no
país: de 35%, no final da década de 80, para a média
atual de 70%.
Quem quiser colaborar pode comprar o ticket do Big Mac antecipadamente ou
ir diretamente nos restaurantes de Santa Bárbara ou Americana do McDonald´s
no dia 25 de agosto e pedir o Big Mac. Os restaurantes abrem às 10h
e atendem enquanto tiver público. Todo o dinheiro recebido com a venda
desse sanduíche, tanto na oferta individual como dentro da promoção
nº 1, descontados alguns impostos, é revertido para instituição
que cuidam de crianças e adolescentes com câncer.
Com a arrecadação do ano passado a Rede Feminina adquiriu um
terreno, próximo ao Pronto-Socorro Municipal Dr. Edison Mano e com
o valor deste ano pretende iniciar a construção da Casa de Apoio
à Criança com Câncer. De acordo com Zezé, a instituição
mantém a parceria com o Instituto Ronald há dez anos e em todos
esses anos tiveram os seus projetos aprovados. Ela destacou que de 5.500 municípios
no País somente 62 entidades são contempladas com a campanha,
entre elas a Rede Feminina, o que é motivo de muito orgulho.
Camisetas - A Rede Feminina de Combate ao Câncer também iniciou
a venda de camisetas e pulseirinhas promocionais. As peças estão
sendo vendidas no valor de R$ 15,00 (adulto) e R$ 12,00 (criança).
A pulseirinha custa apenas R$ 1,00 cada uma. Mais informações
e venda dos tickets e camisetas na Rua João Ridley Bufford, nº
02 ou pelo telefone 3454-6530.
Moradores de Santa Bárbara d'Oeste consomem mais cartões de
20 e 50 unidades
De acordo com um levantamento feito pela Telefonica os paulistas têm
falado cada vez mais em orelhões. A venda de cartões nos mais
de 25 mil pontos de vendas do Estado registram crescimento médio, de
12,6%, nos últimos quatro anos. Somente em junho deste ano, foram vendidos,
15 milhões de unidades, cinco milhões apenas na Capital.
O que explica este aumento é o baixo custo das chamadas, até
22 vezes menor que o preço das ligações feitas de celulares
pré-pagos (maioria entre a população), além da
alta densidade de aparelhos explicam o resultado. Um minuto de ligação
local para outro telefone fixo, por exemplo, sai por apenas R$ 0,06. O mesmo
tipo de chamada feita de celular pré-pago pode custar até R$
1,36.
Aqui em Santa Bárbara d'Oeste não é diferente, é
registrado por dia no ponto de venda da cidade uma média de 100 cartões
vendidos e essa quantia aumenta no período de pagamento. É impressionante
a quantidade de pessoas que utilizam os orelhões em um curto tempo,
é só andar pela cidade e observar que toda hora tem gente usando
os orelhões.
A cidade está bem abastecida com esses aparelhos telefônicos,
o único problema é que existem pessoas que ainda não
sabem dar valor a esse equipamento público que é de grande valia
para toda a sociedade. De acordo com o usuário Milton Santiago que
usa o orelhão frequentemente, não tem dificuldades em encontrar
orelhões na cidade. “você não precisa andar mais
de dois quarteirões para encontrar um orelhão, o problema é
que existem alguns que são quebrados por vândalos”, complementa
Milton.
Para manter isso em ordem a Telefônica gasta anualmente R$ 78 milhões.
Apenas para o conserto de telefones depredados por vândalos, são
R$ 14 milhões.
O Estado de São Paulo tem, além disso, uma das maiores densidades
de telefonia pública do mundo. São 6,25 aparelhos para cada
grupo de mil habitantes, índice superior aos de países como
Estados Unidos, Japão e México. No total, são 250 mil
orelhões, sendo 69 mil apenas na Capital. Há pelo menos um aparelho
em todas as localidades com mais de 100 habitantes e nas áreas urbanas
de todo o Estado, não é necessário caminhar mais que
300 metros para encontrar um orelhão.
Um crédito dura dois minutos para uma ligação local a
outro telefone fixo. A duração dos créditos para as chamadas
de longa distância e celular variam de acordo com o horário e
distância. Os cartões oferecidos pela Telefonica são os
20, 30, 40, 50 e 75 unidades, os mais vendidos aqui em Santa Bárbara
d'Oeste são os de 20 e 50 unidades. Além desses cartões
é oferecido também o super 15 de 27 minutos que serve para ligações
em orelhão, telefone fixo e celulares.
O cliente que liga de telefone público também tem economia garantida
em outros tipos de chamadas e para diferentes destinos, especialmente nas
chamadas interestaduais. “Eu sempre ligo para o Ceará pra falar
com a minha família”, comenta Donizete Antônio Dias, além
de fazer ligações locais ele usa o orelhão para fazer
ligações de longa distância.
Os usuários de orelhões da cidade não tem o que reclamar,
pois é fácil encontrar esse tipo de telefone em qualquer ponto
da cidade, ou seja não é preciso ir muito longe para encontrar
um orelhão. Então ninguém tem a desculpa de falar que
não tem telefone para ligar para familiares, namorados etc. “Sempre
uso o orelhão, gasto menos, é mais econômico” conclui
Donizete.
A ACLB (Associação do Círculo Literário Barbarense)
existe há quatro anos, é um projeto da Secretaria de Cultura
que visa o incentivo e a valorização da literatura. A ACLB discutem
sobre literatura, produz o jornal “A Língua” e divulga
o trabalho de autores da cidade.
Qualquer pessoa que goste de literatura pode participar do Círculo
Literário, desde que tenha no mínimo 16 e no máximo 70
anos de idade. Todo mês é feito uma reunião com os membros
do círculo, até o momento são 40 pessoas que participam,
a reunião é feita na Biblioteca Municipal.
No Brasil a falta de cultura é muito grande, com isso o gosto pela
leitura também, o interesse por livros é muito baixo. Coincidentemente
o Brasil é considerado um dos países que menos lê no mundo,
isso é reflexo da falta de incentivo a leitura e educação
digna de qualquer cidadão, por parte dos governantes.
Para tanto, projetos como esse só tem a ajudar a sociedade para o incentivo
à leitura, escrita e memorização. Santa Bárbara
d'Oeste tem alguns escritores, e a ACLB tem esse espaço para esses
autores mostrarem seus trabalhos, juntamente aos interessados e amantes por
diversos tipos de literatura.
O objetivo da ACLB é divulgar e valorizar o trabalho desses autores
da cidade, “a idéia é a valorização e divulgação
da literatura e fazer com que essas pessoas leiam mais e consequentemente
aumente o seu nível cultural”, afirma Gilmar Lopes Marinho, atual
presidente da ACLB.
A ACLB irá mudar a sua diretoria, a nova chapa ia ser votada no último
dia 11 de agosto, mas foi adiada para uma nova data, por enquanto Gilmar Lopes,
continua na presidência. O trabalho é organizado por uma equipe
que se preocupa no futuro da país. No entanto, a oportunidade que é
dada para os autores e para quem gosta de ler, é de suma importância,
pois quando existe um grupo de pessoas que luta por um bem comum a “coisa”
deve andar e obter muito sucesso.
A população barbarense ficou mais apreensiva com relação
à segurança devido aos freqüentes casos de furto de veículos
na cidade. E não é por menos, há poucos dias nove carros
foram furtados em menos de dez horas. O aumento desse tipo de crime na região
tem sido notado pelas seguradoras há algum tempo e resultado em outro
susto para os motoristas: a retarifação dos seguros de carros.
Atualmente, o valor dos seguros de alguns veículos como por exemplo
o Gol (Volkswagen) teve um reajuste médio de 15%. “Conforme aumentam
os roubos, as seguradoras aumentam os preços”, diz o sócio-proprietário
da Mila Seguros, Fábio Luiz Milanez, que aguarda um novo aumento para
o mês de setembro por conta dos furtos ocorridos nos dois últimos
meses, mas preferiu não comentar valores.
Já para Gil Cones da W.A. Seguradora, esse acréscimo nos seguros
é algo comum para a época do ano. Ele também acredita
em um novo reajuste para o mês de setembro, mas que não é
motivo para alarde.”É provável que tenha um aumento, mas
não algo muito grande. O valor vai ficar dentro da média, não
vai fugir disso”. E acrescentou: “Segundo semestre geralmente
é assim. Vai ter o aumento porque foi 'um momento', mas no final do
ano tende a abaixar de novo”. Valores não foram comentados.
Dentre os veículos mais visados estão o Gol, o Uno e o Celta.
O que ocorre é que, para estes, as seguradoras orientam as corretoras
a “segurarem descontos”, ou seja, o que antes era um abatimento
no valor do serviço, passou a ser cobrado de forma integral. A reportagem
do Diário tentou entrar em contato com a seguradora Liberty, mas não
houve retorno.
A fim de diminuir o “efeito sinistro” – linguajar utilizado
pelos corretores para denominar roubo de veículo –, algumas seguradoras
oferecem artifícios como o rastreador (por meio do sistema comodato,
empréstimo) e a gravação do chassi em determinadas peças
do automóvel como portas e capô. “São serviços
gratuitos feitos por algumas e isso minimiza bem o crime de desmanche”,
observa o corretor e sócio-proprietário da Junseg Adm. Corretora
de Seguros, André Iasen.
Em Santa Bárbara, o seguro do carro chega a ser 20% mais caro que em
cidades como Piracicaba, Limeira, Bauru e Ribeirão Preto. Sendo o valor
diretamente ligado ao índice de criminalidade, Santa Bárbara
registra mais casos de furtos do que cidades da região consideradas
de grande porte. “Até em cidades da grande São Paulo o
seguro é mais barato. Como pode?”, surpreende-se Milanez.
Os corretores associam a criminalidade a dois fatores. O primeiro seria que
Santa Bárbara possui rotas de fuga – acesso às principais
rodovias do estado como Anhanguera e Bandeirantes. O segundo motivo seria
uma ação realizada em Campinas para inibir os assaltantes, o
“Olho Eletrônico”. Este sistema funciona por meio de câmeras
instaladas em diversos pontos da cidade para identificar os veículos.
Assim que o sistema reconhece as placas do carro, um sinal é mandado
à central de polícia. “Essa é uma saída
para a diminuição dos furtos, mas até quando? Com o tempo,
o sistema pode agravar a situação”, alerta Cones com ar
de preocupação.
A Sesetran (Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito) informa,
por meio da assessoria de imprensa, que está reforçando o patrulhamento
principalmente no centro da cidade. Corretores simpatizam com a idéia
de promover uma reunião com seguradoras e órgãos de segurança
pública a fim de encontrarem soluções para tal situação
– desde dispositivos instalados nos veículos pelas seguradoras
a ações policiais preventivas.
Na correria do dia-a-dia, muitas pessoas optam por meios mais práticos
e rápidos na hora da refeição. Uma das escolhas é
o restaurante por quilo ou self-service. Se comparado ao fast-food, a comida
tradicional é infinitamente mais sadia, desde que haja atenção
na hora de montar o prato, caso contrário, é como “trocar
seis, por meia dúzia”.
Para uma alimentação realmente saudável vale é
seguir a regra do “prato colorido”: “Cada vitamina, cada
mineral tem cores específicas, por exemplo, a maioria dos alimentos
de cor alaranjada são ricos em vitamina A, os de cor verde-escuro são
ricos em ferro, já os vermelhos em licopeno (previne o câncer
de próstata) e assim por diante”, diz Alessandra Carvalho da
Silva, nutricionista do programa Alimente-se Bem, promovido pelo Sesi local.
Segundo ela, tal regra colabora para o consumo correto dos três grupos
de alimentos que o organismo necessita: reguladores (importantes para a integridade
da pele, bom funcionamento do intestino, manutenção de ossos
e dentes), construtores (formação e manutenção
de músculos, ossos, sangue; construção de novos tecidos;
crescimento, etc.) e energético (fornecem a energia para as atividades
do dia-a-dia).
Ao grupo dos reguladores, fazem parte a água, vitaminas, minerais e
fibras. São encontrados facilmente nas verduras e frutas. Já
no grupo das proteínas estão as de origem animal (carne, peixe,
ovos) e vegetal (feijão, lentilha, grão de bico, etc.). Para
que se possa realizar qualquer atividade física ou até mesmo
pensar, é preciso consumir alimentos energéticos como carboidratos
e lipídios. Esse grupo é composto pelo arroz, milho, trigo,
aveia e demais cereais; pães; açúcares; macarrão;
óleos e gorduras. “Prefira sempre o assado, cozido e grelhado.
Evite aquilo que é frito devido a grande quantidade de gordura”,
alerta a nutricionista.
O abuso da alimentação desencadeia o aumento no peso, a desnutrição
(falta de determinados nutrientes) e tantos outros problemas de saúde.
“A gente precisa de um pouquinho de cada um desses grupos. O consumo
excessivo de gordura aumenta o colesterol ruim e o peso que está muito
preocupante atualmente, o mundo está mais obeso e sedentário”,
observa Alessandra.
O típico prato brasileiro – arroz, feijão, salada e carne
– é apontado como exemplo de boa alimentação. “O
valor nutricional desse prato é alto porque atende os três grupos
necessários para o organismo”. Para variar o cardápio,
a dica é trocar os ingredientes por outros do mesmo grupo alimentar,
por exemplo, o arroz pode ser trocado por macarrão – sempre em
quantidades moderadas.
A temperatura também deve ser observada pelo consumidor que, segundo
Alessandra, é fator “importante para tornar o alimento livre
de qualquer tipo de contaminação. Se for mantido em temperatura
ambiente e deixado exposto por muito tempo, pode ocorrer a proliferação
de bactérias”. Os pratos quentes devem estar com a temperatura
alta a ponto de ser vista a “fumaça” saindo do recipiente.
Já as saladas, devem ser conservadas em temperaturas baixas ou com
gelo.
O Centro Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo),
unidade de Americana, irá promover “História e Cultura
Afro-Brasileira: interfaces comunidade escola”, um curso de extensão
voltado para os professores da rede estadual e municipal de ensino, associados
a Apeoesp (Sindicato dos Professores da Rede de Ensino Oficial do Estado de
São Paulo). A iniciativa partiu do Programa de Mestrado em Educação
e do curso de Pedagogia, em parceria com a Apeoesp e com a Faculdade de Educação
da Unicamp (Histedbr – Grupo de Estudos e Pesquisa História,
Sociedade e Educação no Brasil).
O curso tem como objetivo corrigir uma situação criada pela
Lei federal 10.639/03, a qual exige a elaboração de conteúdos
relativos à história e a cultura afro-brasileira em todas as
escolas de ensino fundamental e médio do país, porém
não existem livros didáticos que abordem o assunto tampouco
os professores são treinados para tal. “Queremos deixar a lei
bem clara para os professores, mas não ficar só nela –
senão era só ler –, iremos levar a prática, dar
subsídios para o trabalho lúdico, para essa questão humana
e social da lei”, disse a diretora da Apeoesp, Maria Valdinete Leite
Nascimento.
Para a formulação do curso, contou-se com o apoio de movimentos
sociais de Santa Bárbara, Americana e região que lutam pela
igualdade racial e preservação da cultura afro. De acordo com
Benedito S. Barbosa, o Dito Preto, do movimento barbarense Quilombo da Paz,
a iniciativa é importante na formação dos alunos. “É
preciso que os alunos afro-descentendes saibam sua origem, quem são.
Nas escolas se fala muito na Europa, mas não se fala na África.
Somos um povo que também ajudou a construir o Brasil e ficamos esquecidos”.
O Quilombo da Paz foi fundado no ano de 1988 e desde 2002 promove eventos
como este nas escolas da rede municipal de Santa Bárbara. “Não
tem como ficar só no discurso. Temos de levar a lei adiante e é
o que procuramos fazer nas escolas da cidade”, frisou Tânia Mara
da Silva, também membro do movimento.
O curso tem início no dia 22 de setembro e término previsto
para 24 de novembro com a entrega dos certificados. No total serão
ministrado em oito encontros sendo quatro horas de duração cada,
no campus Maria Auxiliadora do Centro Unisal. O horário é das
9 às 12h30. Os interessados devem fazer a inscrição pelo
e-mail apeospam@vivax.com.br, ou pelo telefone 3406-3808 (Apeoesp), mediante
taxa de R$50 referente ao material didático. As vagas são limitadas.
Confira a programação:
MÓDULO I – O CURRÍCULO ESCOLAR E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA
Dia 22/09 (sábado) - História e cultura afro-brasileira: linguagem,
representações, símbolos e regionalidade
Abertura cultural: dança com Nação Nagô e Maracatu;
ONG Paulo Freire
Exposição: desenhos e artesanato alusivo à cultura afro-brasileira
– Adriano Sobral
Música: padre Célio (Centro UNISAL – São Paulo)
Mesa de Conferência: Prof. Dr. Severino Antonio M. Barbosa (Unisal),
Roger Soares (Faculdade de Teologia Umbandista) e padre Célio (Unisal).
Dia 29/09 (sábado) – Currículo como representação
e lócus de relação de poder: História da África,
para que e por quê?
Aula Expositiva: Anatalina (CUT): Sobre a necessidade de conhecer a ancestralidade;
Debate: “O porquê da lei 10.639/03”, com as professoras
Claudia Fortuna e Cristina Bezerra:.
MÓDULO II – HISTÓRIA, MEMÓRIA E IDENTIDADE
Dia 06/10 (sábado) – Os significados sócio-políticos
dos esquecimentos e dos silêncios nas memórias sociais.
Conferência: “As lacunas na história e os significados
dos esquecimentos”, ministrada pelo profº Dr. Sérgio Castanho;
Filme: “O fio da Memória”, de Eduardo Coutinho; seguido
de diálogo problematizador com as Profas. Claudia Fortuna e Cristina
Bezerra.
Dia 20/10 (sábado) – Patrimônio histórico e lugares
da memória e da cultura afro-brasileira em Americana e Região
Aula Expositiva: Pai Tadeu, Ronaldo, Maria Eduarda, Profas. Claudia Fortuna
e Cristina Bezerra.
Dia 27/10 (sábado) – Personagens (sujeitos históricos)
africanos e afro-descendentes na História do Brasil e da Região
Mesa de Conferência: Anatalina – personagens negros de referência
nacional;
· “Personagens negros de Americana e Santa Bárbara d'Oeste”,
por Tânia Mara da Silva e Benedito S. Barbosa – Dito Preto;
· “Referências negras na literatura brasileira”,
pelo professor Dr. José Geraldo Marques.
MÓDULO III – MATERIAL DIDÁTICO E PEDAGÓGICO
Dia 10/11 (sábado) – Imagens e representações
dos negros nos livros didáticos
Aula expositiva: Claudia Monteiro (Mestranda do Histedbr) sobre os negros
nos livros didáticos;
Leitura: dirigida e analítica de livros didáticos e paradidáticos;
Apresentação: curta-metragem “Vista Minha Pele”,
seguido de diálogo problematizador coordenado pelas professoras Claudia
Fortuna e Cristina Bezerra.
Dia 17/11 (sábado) – Oficina de Produção de atividades
e materiais didáticos e paradidáticos
Oficinas: produção de máscaras – Adriano Sobral
Dança: ONG Paulo Freire
Música: Dito Preto
Exposição: de atividades didáticas
Dia 24/11 (sábado) – Os movimentos sociais da região
que se articulam em torno da causa negra e os valores civilizatórios
que disseminam em favor da construção de uma identidade étnica
Mesa de Conferência:
· Movimento Hip Hop – contatados pela ONG Paulo Freire
· Faculdade de Teologia Umbandista (Roger e Élvio)
· Quilombo da Paz (Tânia e Dito Preto)
· Grupo de Piracicaba que trabalha com registro da oralidade da cultura
negra.
Uma pinguela, localizada entre o bairro Caiubi e o Vale das Cigarras, encontra-se
em péssimas condições. A pequena ponte representa perigo
aos pedestres que a utilizam. Isso porque tem madeiras soltas e quebradas
e não tem nenhuma proteção lateral.
A estrutura é bastante utilizada pelos moradores dos dois bairros,
inclusive de bicicleta e motocicleta. A presidente da Amovale (Associação
dos Moradores do Vale das Cigarras), Maria Elisabete Angolini, informou que
o seu marido tem substituído madeiras na ponte e até agora já
foram colocadas cinco tábuas.
No passado, o local já ceifou a vida de uma criança, que caiu
da pinguela. Os moradores dos bairros, pedem a ajuda da prefeitura, para dar
uma manutenção e inspeção, das condições
de uso. O antigo cabo de aço, colocado, como proteção,
foi roubado, a tempos.
O sonho dos moradores é ser feita uma ponte ligando os dois bairro,
que dará mais vida ao Caiubi e encurtará , em muito, a ligação
com o Cruzeiro do Sul e Chacreamento Pinheirinho.
A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que ainda não há
projeto para a construção de ponte no local. A Prefeitura faz
a conservação da pinguela já existente. A Secretaria
de Obras já agendou uma visita técnica ao local para avaliar
o caso. Se for constatado o problema que ofereça riscos aos usuários
a reforma ou ajuste será providenciado.
Os moradores do bairro Santo Antonio do Sapezeiro estão muito felizes
com o início das obras de restauração da antiga escola
da localidade pela Prefeitura. O imóvel é muito querido por
eles, bem como por ex-moradores e pessoas que prezam pela preservação
do patrimônio histórico da cidade.
Com o início da restauração da escola os moradores começaram
a relembrar as histórias antigas, entre elas a do Zé do coco,
que era um menino que estudava na unidade e pegava coquinhos do local para
levar para casa; outra é a do Chico Bunda, um andante que as pessoas
tinham medo e mais uma é dos alunos que entravam no porão para
ver a professora pelas frestas.
Os alunos da atual escola do bairro Santo Antonio também estão
entusiasmados com a restauração da escola. Todos estão
muito felizes com as obras e agradecem o prefeito José Maria de Araújo
Júnior. Um morador até brincou: “Zé Maria não
fique bravo com nós nos aprendemos a chorar”, disse, se referindo
ao ditado de quem não chora não mama.
A perda do animal de estimação, seja porque fugiu ou faleceu,
é muito dolorosa para aqueles que realmente amam suas mascotes. Nesses
casos, vale buscar por uma nova companhia. Adotar um animal não só
faz bem a saúde emocional como colabora para encontrar um lar para
aquele que estava abandonado.
Após a morte de seu cão de 16 anos de idade, Amanda Seixas foi
até o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) a fim de adotar um animal.
Mas o que era para ser um alívio se transformou em revolta e aflição
quando chegou ao local. Em denúncia feita ao Diário, ela disse
ter sentido um certo descaso logo no atendimento, que demorou cerca de 15
minutos.
Foi convidada a entrar no local para escolher o novo companheiro. Dentre tantos
abandonados, não foi difícil escolher: “Percebi que a
maioria dos animais estava magra e infestada de pulgas e carrapatos”.
Desgostosa com a situação dos animais, foi levada para ver os
filhos. Outro impacto. “Eles ficam num canil, em uma sala toda azulejada,
todos amontoados dentro das selas e caminham sobre as próprias fezes”.
Amanda quis saber se aquilo era normal e foi informada que a situação
ficou pior porque houve uma troca de funcionários e veterinários.
“Fiquei sabendo que os novos veterinários não estavam
cuidado dos animais, nem os medicando”.
A munícipe saiu optou por não adotar nenhum cão do CCZ
e disse ter ficado tocada com a situação dos animais que lá
vivem: “Estes inocentes estão vulneráveis a todo tipo
de doença e virose”. Preferiu adotar um cão adulto na
feira do SOS Animais, no sábado da mesma semana, na Praça Central.
“Todos os cachorros que passam por aqui são aqueles recolhidos
da rua”, frisou o secretário do Meio Ambiente, Brás dos
Santos Adegas Júnior – a Secretaria Municipal de Meio Ambiente
mantém uma parceria com o Zoonoses. O secretário ainda afirmou
que o setor passou por uma reestruturação há 60 dias.
Atualmente, trabalham no local a veterinária Andréa Barros e
o biólogo Rafael Piovezan, além de outros 22 funcionários
distribuídos entre o canil e a parte de vetores (controle da dengue).
Todos são concursados e recebem treinamento específico à
área de atuação.
Segundo Andréa, todo animal que chega até o local é avaliado
isoladamente para que se possa dar andamento ao procedimento adequado (medicação).
São separados por boxes de acordo com o porte e comportamento do animal.
“Os animais doentes são mantidos em boxes separados, assim com
o mais ferozes e as mães com suas crias”.
A limpeza do local é feita três vezes ao dia com água
aquecida. Com a mesma freqüência são feitas a troca da água
e a manutenção da ração.
Quanto aos animais estarem magros, Andréa foi rápida: “O
animal que é abandonado, mal tratado e não se alimenta direito,
que o caso dos que estão na rua, serão desnutridos como qualquer
uma criança”. E acrescentou: “É importante lembrar
que o Zoonoses recebe os animais em condição crítica
e, quanto mais puderem ser adotados, melhor. Essa é a nossa preocupação”.
O SOS animais mantém parceria com o Zoonoses e recolhe alguns animais
para serem doados na feira que realiza todo sábado na Praça
Central. “Mas aqui também é lugar de adoção”,
frisou a veterinária. Ao todo, o CCZ conta com 73 cachorros e 7 gatos,
dentre eles filhotes e animais para guarda. O Zoonoses está localizado
na Estrada da Cachoeira, 1356, no São Joaquim.
A Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), deu início as aulas
do segundo semestre na última segunda-feira (13/08), a expectativa
para o retorno é sempre boa, a Universidade abre vagas no meio do ano
para alguns cursos, isso faz com que caras novas ingressem no meio universitário.
Muitos alunos vêm de outras cidades, com isso a procura por aluguéis
de imóveis aumentam na cidade. Algumas imobiliárias nessa época
acabam atendendo esses clientes que por sinal são pessoas que de alguma
maneira querem algum lugar para morar, seja ele perto ou mais distante da
universidade, isso não importa, na verdade a preocupação
maior é como irá ser de agora em diante.
Segundo Regina de Araújo Ribeiro, funcionária de uma imobiliária
da cidade, conta que a procura maior é por imóveis menores,
normalmente kitnets. “Por ser alunos de fora, eles procuram vir com
os pais, porque geralmente eles são os próprios fiadores dos
imóveis”, diz Regina.
Sem o aconchego dos pais, a coisa muda de cara, novos hábitos são
criados, responsabilidades também, esse é o momento o qual se
aprende muito em vários aspectos, seja ele na faculdade ou na casa
nova. Aprender a cozinhar, lavar, passar, isso são coisas que não
estavam nos planos de alguns estudantes, pelo menos até uns três
ou quatro anos atrás.
Os pais nessas horas ficam um pouco apreensivos, em relação
ao filho ir morar sozinho em outra cidade, então os mesmos procuram
ir até a cidade para ver o local aonde o filho vai morar. “Os
pais mais preocupados, vem até a imobiliária para verificar
o lugar que os filhos vão morar, eles preferem um nível mais
tranquilo”, comenta Lourival Mondoni, proprietário de imobiliária
na cidade. As repúblicas normalmente são divididas por três
pessoas. “Eles evitam casas térreas, isso por causa de assaltos”,
conclui Mondoni.
Mas agora tudo mudou, morar sozinho é adquirir responsabilidades em
vários aspectos da vida. Agora a realidade é outra, tudo muda,
saudade da família, cidade nova, novas amizades e outros. Renan Benavides,
23 anos, estudante de Engenharia de Alimentos da Unimep (Universidade Metodista
de Piracicaba), mora em uma república na cidade há um ano e
meio, ele é da cidade de Tatuí.
“Foi difícil no começo, agora já acostumei, aprendi
a me virar sozinho”, comenta Renan, que pretende ficar na cidade depois
que terminar o curso. Tem alunos que são de outras cidades da região,
e estudam aqui, mas preferem voltar para casa todos os dias.
Foi lançada em 1999 no Brasil a primeira pílula para contracepção
de emergência no VI Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do
Sudeste da FEBRASGO.
Anticoncepção de emergência é a administração
de medicamentos até 72 horas após a relação desprotegida
ou acidental visando evitar a gravidez. Ela também é mais conhecida
como a pílula do dia seguinte.
Santa Bárbara d'Oeste e região já receberam a pílula
e ela já está sendo distribuída para as mulheres com
prescrição médica nas farmácias dos Postos de
Saúde. Na cidade o consumo é de cinco pílulas por mês.
As mulheres não podem esquecer que essa forma de contracepção
não pode ser usado dia-a-dia.
É um método anticoncepcional com altas doses de hormônio
capaz de evitar uma gravidez não planejada depois que acontece a relação
sexual. Seu uso está indicado nas seguintes situações,
quando a mulher tiver uma relação sexual e não estiver
em uso de nenhum método anticoncepcional, se o método que ela
estiver usando falhar (a camisinha rompeu, o diafragma deslocou, esqueceu
de tomar a pílula mais de dois dias etc) e em casos de violência
sexual (estupro). Ela não protege das doenças sexualmente transmissíveis
e nem da AIDS.
Dentro de suas características só deve ser usada em caso de
emergência e não como método anticoncepcional de rotina.
A mulher que usar o método pode ter efeitos colaterais e nem sempre
surge resultados. Se ingerida com freqüência, pode ser prejudicial
ao organismo, provocando grandes alterações menstruais e gerando
problemas como náuseas, enjôos ou vômitos.
Usada até 24 horas da relação tem um índice de
falha de 5 %. Entre 25 e 48 horas o índice de falha aumenta para 15
% e entre 49 e 72 horas o índice chega a 42 % de falhas. Isto significa
dizer que deve ser usada tão logo seja possível após
a relação desprotegida. Deve sempre ser receitada por médico
ginecologista e não pode ser usada de maneira habitual, ou seja é
de emergência.
Quando a mulher tomar os comprimidos, maiores são as chances de evitar
a gravidez. O ideal é procurar um ginecologista ou obstetra nas primeiras
24 horas depois da relação sexual sem proteção.
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