O clima seco pode ocasionar vários problemas oculares, ou seja as
pessoas estão com os olhos mais vulneráveis à irritações,
que agravam problemas como a síndrome do olho seco e a conjuntivite.
A secura do ar pode provocar um desconforto leve para as pessoas que tem a
produção lacrimal normal, agora para quem tem alguma deficiência
na produção de lágrimas podem ficar mais abertos a infecções
oculares.
Com o tempo seco a lágrima que reveste a córnea evapora com
mais facilidade e deixa os olhos menos protegidos. Os sintomas já são
conhecidos por uma boa parte da população, coceira , cansaço
visual no fim do dia e vermelhidão. Com o ressecamento da lágrima,
a córnea fica diretamente exposta ao ambiente e a bactérias.
A lágrima é composta por três camadas, a interior, formada
por muco, a exterior, mais oleosa e uma terceira, na porção
intermediária, composta de material aquoso. Nesta época do ano,
a poluição e o frio em determinados dias contribuem para o surgimento
de alergias e infecções.
Os casos de conjuntivite aumentam na medida em que a circulação
de vírus é mais intensa no frio. Assim mesmo as pessoas que
não têm a chamada síndrome do olho seco, deficiência
na quantidade de lágrimas que o olho produz, acabam sofrendo irritação.
Mulheres na menopausa e pessoas que sofrem de doenças inflamatórias
ou hormonais ou ainda distúrbios da tireóide estão mais
propensas a apresentar a síndrome do olho seco com mais frequência.
De acordo com a oftalmologista Dra. Celme Vieira, o problema é realmente
mundial e aqui no Brasil essas modificações do tempo ajudam
no aumento da incidência das infecções. Se o problema
não for solucionado é recomendado consultar um especialista.
O colírio não é recomendado sem receita, ou seja, colírio
é remédio e deve ser receitado por médico. “A única
coisa que eu recomendo é a água, e é importante fazer
uma avaliação médica e não inventar moda”,
diz Dra Celme.
As infecções que são mal curadas podem ter sérios
problemas. Com consequências da doença o paciente pode ser prejudicado
na diminuição da visão.
Há casos de pessoas que tem a infecção que não
se manifesta, pois são infecções que ficam encubadas.
Ou seja, essas pessoas podem até transmitir à outras pessoas
o vírus.
As recomendações para que esse problema não se manifeste
é uma boa higiene. “Lavar sempre as mãos antes de passar
no lugar contaminado, lavar as mãos com água corrente, separar
a toalha e evitar o contágio direto”, conclui Dra. Celme.
Assim que o mais famoso restaurante fast food abriu suas portas, o Mc Donald´s – uma hora antes que o habitual –, muitas crianças acompanhadas de seu pais apareceram para comer o Big Mac. Mesmo sem o brinquedinho, às vezes sem o alface, o picles e o molho especial, a pedida foi unânime. “É para ajudar as outras crianças que estão doentes”, frisou um dos pequenos. Todo o dinheiro arrecadado com a venda do Big Mac nos restaurantes de Santa Bárbara e Americana será revertido para a construção da Casa de Apoio à Criança com Câncer, projeto elaborado pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, entidade que atende 18 crianças com câncer. A expectativa é superar a marca de 6.200 lanches.
Uma entidade de Americana estaria captando dinheiro em Santa Bárbara ao se identificar como responsável pelas 18 crianças com câncer atendidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer. Para conseguir a arrecadação, a atendente alega que a entidade barbarense encerrou seus serviços e que agora, toda verba é desviada para Americana. “Alguns até perguntaram sobre o McDia Feliz e eles disseram que é somente fachada”, revolta-se a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Maria José Mano, a Zezé. A denúncia foi feita no dia do evento pela própria presidente que teria sido abordada por contribuintes a fim esclarecer o fato.
Santa Bárbara d´Oeste não levará propostas para a fase estadual da 3ª Conferência da Cidade que acontecerá em setembro. A fase municipal, realizada ontem de manhã no auditório da Secretaria Municipal de Educação, não atingiu o quórum necessário, não foi validada e acabou com questionamentos sobre a falta de divulgação. Eram necessários 24 delegados (12 titulares e 12 suplentes), mas apenas 14 compareceram. A programação do período da manhã foi mantida com palestras apresentando os resultados da 1ª e 2ª Conferências locais que enfocaram o Plano Diretor de Desenvolvimento, mas a programação da tarde, que contaria com a ação dos grupos de trabalho debatendo as propostas sobre o tema da Conferência, que seriam levadas à fase estadual e posteriormente à nacional, foi prejudicada por falta de número suficiente de delegados. O prefeito José Maria de Araújo Júnior (PSDB) participou por algumas horas. Estiveram representadas a Umacosb (União Municipal das Associações Comunitárias de Santa Bárbara), Associação Zumbi dos Palmares, Associação dos Engenheiros e Arquitetos, Associação dos Moradores do Beira Rio e Apasb-Associação Pró-Ambiente de Santa Bárbara e do Sindicato dos Químicos de Americana e Região, Poder Público. Outras entidades ligadas a área de desenvolvimento não enviaram representantes, nem a Câmara. Técnicos da Emplasa, parceira da Prefeitura na elaboração da Planta Genérica de Valores fizeram explanações sobre a importância desse trabalho e do recadastramento imobiliário para aumentar a receita própria do município e viabilizar projetos de desenvolvimento nos diversos setores. No encerramento da Conferência foi questionada a convocação feita pela Secretaria de Planejamento, que coordenou os preparativos desse evento. Antonio Figueiredo, vice-presidente da Umacosb, ressaltou que num evento dessa magnitude a participação dos movimentos sociais foi inexistente. “Estou aqui porque vi a notícia no jornal e fui me inscrever”, disse. Figueiredo defendeu a necessidade de enviar convocação oficial para todos os segmentos envolvidos com a conferência e tem que dar ampla divulgação porque o movimento ativo não ficou sabendo da conferência. Ele também questionou a temática da conferência. “Focou a questão imobiliária, um tema de difícil debate caso houvesse grande participação. Ficou centrado ao interesse do poder público”, concluiu Figueiredo. Ele classificou o evento como “movimento chapa branca”. O secretário de Planejamento e vice-prefeito Sérgio Sacerdote, destacou que todos os requisitos para a realização da Conferência foram cumpridos, com atos de nomeação, publicação de regulamento e outros ações. “Foi uma opção do governo municipal realizar a conferência atendendo a convocação da nacional”, disse. Sacerdote disse que manteve a programação da manhã em respeito aos que compareceram e não aceitou a sugestão de fazer ajustes para levantar propostas porque, segundo ele, elas não expressariam de forma legítima as necessidades da cidade por falta dos outros segmentos. Por isso, como não teve quórum e não atendeu os requisitos do Ministério da Cidade a Conferência não foi validada.
Para chamar a atenção das autoridades locais no sentido de agilizar a viabilização de programa habitacional as famílias da ocupação “Zumbi dos Palmares”, na Avenida Antonio Pedroso, zona leste da cidade, vão realizar um manifesto hoje à tarde. De acordo com Osória Ferreira Lima, tesoureira da Associação Zumbi dos Palmares e diretora da Facesp-Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo, além dos moradores, o movimento deverá reunir políticos da cidade e região e também agentes financeiros da Caixa Econômica Federal de Campinas. O objetivo é encontrar um caminho que agilize o programa habitacional para esse local. “Queremos chamar a atenção das autoridades para que agilizem esse processo uma vez que estamos há quase seis anos vivendo em situação precária à espera de um desfecho no programa habitacional”, disse ela. Cerca de 190 famílias vivem atualmente na ocupação, em casas de madeira, sem rede de água e esgoto. A mobilização por moradias começou em 2003, no Condomínio Parque Olaria quando dezenas de famílias ocuparam os apartamentos inacabados nesse imóvel. Em novembro de 2004 houve a reintegração de posse no condomínio e cerca de 140 famílias deixaram o Parque Olaria e ocuparam no mesmo dia a área da Prefeitura e da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) localizada na Avenida Antonio Pedroso, formando a Ocupação “Zumbi dos Palmares”. Muitas famílias que foram para a área naquela época acabaram mudando para outro local, quando a Prefeitura efetuou a reintegração de posse da sua área, mas a maior parte se “espremeu” na área da Unimep esperando uma solução por moradia, já que através da Facesp, obtiveram um financiamento de quase R$ 2 milhões para construção das casas para a maioria, restando a participação da Prefeitura na aprovação do projeto e obras de infraestrutura. Já a Prefeitura aguarda uma sinalização do Governo Federal para setembro, sobre um programa de habitação de interesse social que atende a totalidade das famílias que estão na ocupação há mais tempo. As que chegaram há pouco tempo e as que estão se alojando atualmente não serão atendidas. Hoje, segundo Osória, são mais de 190 famílias na ocupação e a preocupação é que novas invasões ocorram nessa área.
Visando oferecer aos adolescentes atendidos pela entidade a oportunidade de exercer atividade laborativa para auxiliar no desenvolvimento de sua formação pessoal, profissional e social, com a inserção no mercado de trabalho, foi protocolado sexta-feira na secretaria da Câmara Municipal um projeto de resolução que autoriza celebração de convênio com a Guarda Mirim. De acordo com o projeto, o universo atendido é de até cinco adolescentes e a Câmara Municipal comunicará a Guarda Mirim com antecedência mínima de 15 dias a necessidade de alteração do número de adolescentes à sua disposição. A remuneração aos guardinhas contratados pelo convênio será correspondente ao salário mínimo estipulado pelo Governo Federal, podendo ser acrescido de 50% para cada adolescente colocado à sua disposição até o dia 25 do mês em curso. O projeto deve ser lido na próxima sessão ordinária e em seguida será encaminhado para as comissões permanentes.
Moradores do bairro Vila Rica em Santa Bárbara d'Oeste, já
há algum tempo vêm sofrendo com a falta de distribuição
de correspondências. Os moradores já fizeram um baixo assinado
e não tiveram nenhum resultado, os mesmos se sentem abandonados, e
prejudicados pela falta de carteiros nas ruas do bairro.
Para o morador Rudival Batista de Oliveira que mora no bairro há dois
anos o problema é muito sério, "nunca entregaram cartas
aqui, tenho que pegar minhas correspondências no endereço do
meu cunhado", diz.
O bairro é novo, os moradores gostam muito do local, dizem que é
calmo e que também está crescendo muito, pode-se encontrar escolas,
comércio e outros mais. "O que falta mesmo é só
os correios", comenta Rudival.
Já a moradora Flávia Aparecida Matozinho de Oliveira, diz ser
prejudicada porque tem que ir ao correio ou na casa de parentes para pegar
as correspondências. "Temos as placas, o CEP e as caixinhas dos
correios, o que eles querem mais. Nós só estamos querendo o
que é de direito nosso", diz Flávia.
O processo está sendo muito lento e os moradores não sabem mais
o que fazer, são mais de dois anos que eles estão correndo atrás
de resolver este problema e até agora não conseguiram êxito.
Flávia conta que já se prejudicou muito por causa desse problema.
" Tive que parar um curso porque não recebia as apostilas em casa,
perdi também uma cirurgia do joelho", argumenta.
E não é só isso o bairro, "além da não
entrega das correspondências, falta ônibus, a maioria das ruas
estão sem sinalização e a qualquer hora pode acontecer
algum acidente", comenta Geraldo José de Castro.
Correios
Segundo a Assessoria dos Correios o problema já está sendo
resolvido. Diante do constante crescimento das cidades brasileiras, os Correios
aplicam o chamado "sistema de distritamento" para atualizar o cálculo
dos recursos necessários (empregados e equipamentos) a cada unidade
distribuidora para suportar o aumento da carga postal .
A nova versão do sistema foi aplicada em Santa Bárbara d´Oeste
e o Bairro Vila Rica foi incluído nesse levantamento. O resultado desta
análise foi encaminhado a nossa Administração Central
que, gradativamente, liberará os recursos à unidade, conforme
necessidade identificada.
A dona de casa Aparecida Antônio Barbosa não enfrenta mais
longas filas na agência local da Previdência Social para requerer
os benefícios de seu pai, segurado há muitos anos pelo INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social). Ao lembrar "daqueles" tempos,
Aparecida soltou uma interjeição e completou: "Às
vezes não dava para ser atendida e tinha de voltar no dia seguinte".
E acrescentou: "Outra coisa é que passou a ficar aberto por mais
tempo. Antes o expediente encerrava às 14h, hoje é às
16h".
Há pouco mais de um ano, a Previdência Social implementou o agendamento
eletrônico, visando o fim das intermináveis (e memoráveis)
filas. O novo sistema permite que o segurado agende com antecedência
o dia e a hora de seu atendimento, em pleno conforto do lar, por meio do telefone
135 ou do site www.previdencia.gov.br. "As pessoas tem elogiado bastante.
Antes muitas pessoas porque facilitou muito a vida do segurado que vem só
no dia e hora marcados e é atendido", frisa a chefe da agência
local Andréia Mildred Prezotto.
Além do agendamento, o 135 dá todas as informações
sobre quais os documentos o segurado deve levar no dia em que for protocolar
seu benefício, o que, conseqüentemente, tem garantido uma melhor
organização e rapidez no atendimento. De acordo com Andréia,
a pessoa é informada em qual agência existem datas mais próximas.
"Mas tem de perguntar", frisa ela.
Tanto o site quanto o número da Previdência Social funcionam
de segunda a sábado, 24h por dia. A ligação é
gratuita quando feita de um telefone fixo. Quando feita de aparelho celular,
é cobrada uma tarifa local. Uma gravação informa aos
segurados as opções de números que deverá digitar.
Cada número corresponde a um tipo de serviço oferecido pelo
INSS: auxílio-doença e outros benefícios, andamento de
processos, serviços de arrecadação.
Outro avanço conquistado com o novo sistema é o recebimento
dos valores referentes aos meses atrasados. "No caso da aposentadoria,
que é o que demora mais, a pessoa marca o atendimento em agosto e,
mesmo que seja atendido no mês de dezembro, o segurado recebe por esses
quatro meses de atrasados", explicou Andréia.
Orientações
Na hora de realizar o procedimento, é que o segurado tenha em mãos
o número do seu PIS ou do seu NIT (Número de Inscrição
do Trabalhador). Já se o benefício requerido for a pensão
por morte, o PIS/NIT a ser informado deve ser o do falecido. No caso de benefício
assistencial, se o requerente não tiver PIS/NIT, poderá informar
o número do CPF. Além disso, recomenda-se que a pessoa também
tenha em mãos a carteira de identidade.
Com o agendamento eletrônico, é impossível remarcar a
data e o horário do atendimento. Caso o segurado não possa comparecer,
esta pode enviar a documentação para requerer o benefício
por outra pessoa, desde que seja feita uma procuração - que
pode ser retirada na própria agência do INSS. Este procedimento
não é válido para benefícios que exigem perícia
médica como auxílio-doença e acidente de trabalho.
O agendamento eletrônico é feito pelo PREVnet (www.previdencia.gov.br)
e pelo telefone (135). Caso haja dúvidas, é possível
marcar o atendimento na própria agência, nos primeiros balcões
(próximos à entrada). É aconselhável que o segurado
evite marcar o atendimento para os primeiros dias do mês, quando a procura
é maior. Atualmente, a agência local atende entre 450 a 500 pessoas
por dia, muitas delas vindas das cidades de Sumaré, Nova Odessa, Hortolândia
e Piracicaba.
Será realizado dia 29 de agosto no SENAI de Santa Bárbara d'Oeste
um worhshop, com objetivo de informar a importância de um Plano de Negócios
e informar como faze-lo, inclusive com vistas a obter um financiamento.
A organização é do NDET (Núcleo de Desenvolvimento
Empresarial) Incubadora de Empresas "José João Sans"
de Santa Bárbara d'Oeste e a realização é da Caixa
Econômica Federal. "A Caixa Econômica Federal apresentou
a iniciativa no Fórum da Micro Pequena Empresa, e nós apoiamos.
O vínculo da Caixa e da FIESP é muito forte", comenta Valdair
José Tonon, Analista de projetos do Departamento da Micro, Pequena
e Média Indústria da FIESP (Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo).
A FIESP sempre preocupada com o futuro das empresas vêm se dedicando
as esses workshops, que tem a visão de passar ao empreendedor a importância
de um plano de negócios. Ela defende a iniciativa privada e a economia
de mercado e a principal interlocutora do setor produtivo do país.
Sua principal bandeira é transformar o Brasil em uma grande potência
econômica, uma nação próspera e socialmente justa
não se limita às fronteiras do Estado. É, antes de tudo,
um projeto para o país. Intérprete do setor produtivo, a FIESP
é a voz que fala por 132 sindicatos patronais, os quais representam,
aproximadamente, 150 mil indústrias de todos os portes e das mais diferentes
cadeias produtivas. É a maior entidade de classe da indústria
brasileira.
O programa será sobre planejamento (como organizar/como planejar),
para novas empresas e para empresas já constituídas, que terá
como base o conhecimento em gestão da empresa, benefícios de
se elaborar um plano de negócios, tipos de planos de negócios
e o financiamento bancário. "Isso mostrará um excelente
método de planejamento para as empresas que saberão trabalhar
futuramente com os concorrentes", diz Valdair.
As inscrições estão abertas e os interessados podem se
inscrever pelo site, que poderá ser informado na NDET da cidade, as
vagas são limitadas. O workshop será oferecido aos industriarios,
estudantes de administração e empreendedores em geral. A palestra
tem o intuito de abrir a perspectiva de conhecimento aos participantes do
evento.
O palestrante será Lindomar Ribeiro de Queiróz, Gerente Geral
da Agência da Caixa Econômica Federal da Moraes Sales/Campinas.
A realização é da FIESP (Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo), CAIXA (Caixa Econômica
Federal), MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio
Exterior, SEBRAE/SP, SENAI (Santa Bárbara d'Oeste) e NDET de Santa
Bárbara d'Oeste - Incubadora de Empresas "José João
Sans".
O projeto está sendo apresentado em todo o Estado de São Paulo.
O início da amamentação precoce é importante
para a mamãe e para o nenê. Isso porque salva vidas; protege
mais a criança contra doenças; ajuda a mulher a ter leite mais
rapidamente; ajuda nas contrações uterinas, diminuindo o risco
de hemorragia; faz com que a transição entre a vida intra-uterina
para o mundo seja feita de maneira menos traumática; e fortalece os
laços afetivos entre ambos.
O coordenador de Prevenção em Saúde Bucal, José
Luís Andia, disse que o bebê quando nasce, tem dois impulsos
na primeira hora de vida: o primeiro a respiração porque não
respira mais pelo cordão umbilical, então, tem a necessidade
de respirar e o segundo procurar alimento. Quando o parto é normal
isso ocorre de forma natural sem nenhuma interferência. Já quando
o parto é cesáreo a mãe toma uma série de medicamentos
durante o parto, entre eles os anestésicos, cujos efeitos mascaram
esse instituto de procurar alimento.
Para ele, o aleitamento materno além de ser importante por causa da
parte nutricional e imunológica irá fazer com que a criança
tenha uma respiração nasal que é aprendida no primeiro
ano de vida. A criança quando usa chupeta e mamadeira utiliza a boca
para respirar diferentemente de quando mama no peito da mãe. O bebê
quando mama no peito da mãe esse aumenta três vezes o volume
na boca da criança e não fica espaço para o ar entrar
pela boca.
Assim, quando a criança não mama no peito ocorrem vários
problemas, como infecções respiratórias porque o ar que
não foi filtrado e tem dificuldade de ser absolvido no pulmão
e também entra menos ar na corrente sanguínea. O leite materno
tem uma gordura que irá na formação do sistema nervoso,
denominada de bainha de mielina, que forma uma capa e dá agilidade
ao sistema nervoso.
Outro benefício do aleitamento materno é na parte de crescimento
da face. O movimento que a criança faz para ordenhar o peito da mãe
irá desenvolver toda a musculatura específica da mastigação.
A respiração é junto com a mastigação,
um dos principais fatores que contribuem para o correto desenvolvimento dos
ossos maxilares e conseqüentemente um correto posicionamento dos dentes.
A criança que não conseguiu a respiração nasal
no primeiro ano de vida, provavelmente, não irá conseguir mais
isso e terá uma respiração bucal ou mista para o resto
da vida, que irão apresentar uma série de problemas. Daí
para corrigir esses problemas será necessário uma série
de profissionais da área de saúde. "O aleitamento materno
é uma prevenção em saúde e é algo natural
que a natureza fez dessa forma e se fez assim tem um motivo. Quando não
é natural acaba trazendo danos à saúde", alertou.
O assunto é tão importante que, neste ano, foi enfoque da Semana
Mundial da Amamentação no Brasil, realizada no início
de agosto, que teve como tema "Amamentação na primeira
hora, proteção sem demora". A campanha foi de estímulo
ao aleitamento materno logo após o parto. O tema da campanha da amamentação
foi definido pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento
Materno (Waba).
Ações locais
Para conscientizar as mães sobre a importância do aleitamento materno as gestantes barbarenses recebem informações sobre o assunto em palestras, que fazem parte do projeto Parto Humanizado, que é desenvolvido pelo programa de saúde sexual e reprodutiva da rede pública de saúde. Nas escolas são desenvolvidos também anualmente trabalhos sobre o que é mamífero.
O leite humano é o único alimento capaz de oferecer todos os
nutrientes na quantidade exata de que o bebê precisa. Ele garante o
melhor crescimento e desenvolvimento, não existindo nenhum outro alimento
capaz de substituí-lo.
Não acredite em propagandas enganosas. Elas buscam confundir você
e convencê-la a substituir a amamentação pela mamadeira.
Nos primeiros seis meses, o leite materno é suficiente. Depois de seis
meses, continue amamentando até os 2 anos ou mais e ofereça,
gradualmente, outros alimentos saudáveis.
O que mais o bebê ganha mamando no peito?
Afeto e saúde. O ato de amamentar é o primeiro momento de carinho
entre mãe e filho. Além disso, quando amamentado, o bebê
recebe proteção contra infecções, alergias e outras
doenças.
Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento
da face da criança, importante para que ela tenha dentes bonitos, desenvolva
a fala e tenha uma boa respiração.
Que vantagens a amamentação traz para a mãe?
A amamentação também traz vantagens para a mãe.
O sangramento pós-parto diminui, assi como as chances de desenvolver
anemia, câncer de mama e diabetes. A mulher que amamenta perde mais
rapidamente o peso que ganhou durante a gravidez.
Por que não usar mamadeiras ou chupetas?
As mamadeiras e chupetas costumam modificar a maneira de mamar e muitos bebês
passam a não querer mais o peito. Além disso, podem causar problemas
na dentição, na fala e aumentar o risco de infecções.
Acredite, seu filho prefere seu leite, seu peito, seu colo.
Como amamentar?
A mãe deve dar o peito ao seu filho sempre que ele pedir. O bebê
não tem horário para mamar, tem seu próprio ritmo, que
deve ser respeitado. Ele deve mamar até que fique satisfeito. É
importante que ele esvazie bem uma mama antes de você passá-lo
para a outra mama.
O leite do fim da mamada tem mais gordura e, por isso, mata a fome do bebê
e faz com que ele ganhe mais peso.
Como saber se o leite do peito está sendo suficiente para o bebê?
Você pode ficar tranqüila se o bebê:
Ficar satisfeito depois das mamadas.
Urinar várias vezes ao dia.
Ganhar peso e crescer bem.
Dicas úteis para uma boa amamentação:
A cor do leite pode variar, mas ele nunca é fraco.
Evite bebidas alcoólicas, fumo e drogas.
A mãe que tiver excesso de leite pode doá-lo a um banco de leite
humano e ajudar outros bebês que precisam.
Não se esqueça:
Os bebês costumam mamar com muita freqüência, principalmente
nos primeiros meses. Isso é normal.
Nem todo choro do bebê é fome. O seu filho pode chorar porque
está com frio ou calor, cólicas, sentindo algum desconforto,
fraldas sujas ou precisando de aconchego, de "colinho".
Outras leis que protegem a amamentação
Licença-maternidade de 4 meses. Após esse período, as
mães que trabalham registradas e que amamentam, nos primeiros seis
meses, têm direito por lei a 2 pausas de meia hora cada uma, para amamentar,
ou a sair uma hora mais cedo do trabalho.
Os pais têm direito à licença-paternidade de 5 dias a
partir do nascimento do bebê.
Vários municípios, estados e empresas já concedem às
suas funcionárias licença-maternidade de 6 meses.
Orientação para a mãe trabalhadora
Durante as horas de trabalho ou em casa, a mãe pode ordenhar o seu
leite e guardá-lo em frasco limpo e fervido, numa geladeira, por até
24 horas, ou no congelador ou freezer, por até 15 dias. Este leite
pode ser oferecido para a criança quando a mãe estiver fora
de casa, em um copinho. Antes de oferecer o leite ao bebê, é
preciso aquecê-lo em banho-maria.
Fonte: Folder Ministério da Saúde "Amamentação
na primeira hora, proteção sem demora"
A jovem Terciane Duarte Gomes da Silva, que queria ter parto normal conseguiu
o que desejava. O seu bebê Joyce Ubiara Duarte Ribeiro nasceu através
desse tipo de parto na última quarta-feira, às 14h45 na Maternidade
do Hospital Santa Bárbara, com 2.675 quilos e medindo 46 centímetros.
O mês de agosto foi para a família de Terciane de muita ansiedade
e expectativa. Isso porque ela e os seus familiares esperavam o nenê
para o começo do mês. Eles tinham a informação
de que a jovem completou nove meses de gravidez no dia 5 de agosto, porém,
o nascimento da criança ocorreu somente no último dia 22 de
agosto. Assim foram várias idas e vindas ao médico. O último
ultra-som feito no dia anterior ao nascimento indicou que a gestante estava
com 38 semanas.
O coordenador da Maternidade do Hospital Santa Bárbara e ginecologista
e obstetra, Renato Neto da Silva, explicou que há pacientes que chegam
na unidade de saúde dizendo que estão com 41/ 42 semanas e querendo
fazer a cesárea. No entanto, observou que precisam avaliar melhor para
ver se realmente passou da data devido a ultra-sonografia também apresentar
problema de erro de data.
O ultra-som dá uma data aproximada, porém, com erro de mais
14 dias ou de menos 14 dias. "Muitas gestantes chegam aqui com ultra-som
dando 40 semanas, mas na verdade a criança pode estar com 38 semanas",
alertou. "Daí faz a cesárea inadvertida e a criança
nasce com dificuldades respiratórias, por isso, a avaliação
é muito importante no hospital", emendou.
Agora se realmente está passando da data com parto chamado de pós-datismo
disse que não precisa fazer a cesárea e que fazem a indução
do parto, que é a indução do colo do útero. Para
isso avaliam se a criança tem maturidade pulmonar e se realmente está
passando da data prevista do parto. A indução do parto explicou
Neto da Silva é feita no momento em que notam um sofrimento do nenê
e antes do período do nascimento.
Daí irão analisar as condições do colo do útero
e se estiver esvaecido e com certa dilatação facilmente conseguem
fazer a indução do parto. Isso demora em torno de seis a dez
horas para começar o trabalho de parto e assim que começar o
trabalho de parto vai demorar em torno de 10 a 12 horas para nascer o nenê.
"Isso é feito aqui como em outros hospitais".
Para Terciane o parto normal era o que esperava e o que queria. Ela disse
que a dor é um pouco mais forte que uma cólica, mas suportável.
"Depois do nascimento foi um alívio", garantiu. A mamãe
e o seu bebê já estão em casa, acompanhadas do papai James.
A felicidade é geral e a menina já engordou um pouco e está
com 3.580 quilos. Com essa matéria, o Diário encerra a série
"Parto é Normal", feita pela repórter Juliane Capelato
Pressuto, publicada ao longo deste mês.
Os descendentes de italianos e a comunidade barbarense estarão em
festa em setembro. O Circolo Italiano di Santa Bárbara d´Oeste
completará no dia 16 de setembro 10 anos de fundação
no Município. Para festejar a diretoria está organizando um
almoço no Santo Antonio do Sapezeiro, no dia do aniversário,
e um espetáculo no Teatro Municipal Manoel Lyra, no dia 28 de outubro.
Na zona rural, as festividades serão abertas com uma representação
da chegada dos imigrantes italianos ao Brasil pelo Coral Ítalo-Brasileiro,
de Americana, e em seguida ocorrerá missa solene celebrada na Capela
do Santo Antonio pelo padre André Godoi, acompanhado pelo Coral da
Matriz Santa Bárbara, que irá executar os cânticos normais
da celebração.
A programação festiva terá continuidade no salão
de festas com nova apresentação de números variados do
repertório do Coral Ítalo-Brasileiro, por aproximadamente 40
minutos. Na seqüência será servido o almoço “Maccherone
da Mamma”. O cardápio é composto por macarrão com
molho branco ou vermelho à escolha, arroz branco, porpeta e salada
verde de verduras e legumes e sobremesa.
O almoço está sob responsabilidade da equipe de festas da Paróquia
Santa Bárbara. O grupo tem experiência na organização
de eventos no espaço. A renda será revertida para obras da igreja.
Os convites para o almoço já estão à venda com
membros do Circolo Italiano di Santa Bárbara d´Oeste ou na Secretaria
da Paróquia por R$10,00 cada um. Os interessados devem se apressar
porque foram disponibilizados apenas 500 convites e está tendo bastante
procura.
O presidente do Circolo Italiano di Santa Bárbara José Adhemar
Petrini disse que, pela primeira vez, irão fazer um evento na zona
rural do município. A escolha do Santo Antonio do Sapezeiro foi porque
o bairro desde o seu início acolhe famílias de descendentes
de italianos.
Nos anos anteriores, o Circolo Italiano comemorou o seu aniversário
com a celebração de missa de ação de graças
a San Gennaro. A Igreja Católica comemora o dia do santo em 19 de setembro.
No Teatro Municipal Manoel Lyra o evento será no dia 28 de outubro,
promovido pelo Circolo Italiano di Santa Bárbara d´Oeste, Secretaria
de Cultura e Turismo e a Fundação Romi. O coral do Núcleo
de Educação Integrada comandado pelo maestro Paulo Belan irá
apresentar um bonito espetáculo sobre a cultura italiana. O coral já
iniciou os ensaios e prometem uma bela apresentação.
O Circolo Italiano pretende também organizar um jantar até o
final do ano reunindo ex-associados, associados, alunos do curso de italiano
e interessados. O evento não tem ainda local e nem data definida.
Um balanço feito pela Abal (Associação Brasileira do
Alumínio) e a Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes
de Latas de Alta Reciclabilidade) aponta o Brasil como líder mundial
em reciclagem de latas de alumínio. De todas as latinhas de refrigerante,
cerveja e afins comercializadas no ano de 2006, 94,4% foram recicladas. No
ano passado, o país reciclou 139,1 mil toneladas de sucata de latas,
o que corresponde a 10,3 bilhões de unidades – 28,2 milhões
por dia ou 1,1 milhão por hora.
Mesmo ligeiramente inferior ao índice registrado em 2005, o volume
coletado em 2006 foi 9,0% maior que o do ano anterior, acompanhando as vendas
de latas, que cresceram 11,2% no mesmo período. Essa maior disponibilidade
permitiu que outros segmentos de mercado passassem a consumir sucata de lata,
o que levou ao aumento do universo de consulta para cálculo do índice.
Pode-se citar como exemplo a máquina desenvolvida por empresa incubada
em Santa Bárbara e que atua no Supermercado São Vicente: no
depósito de cada latinha, o cliente recebe um vale-compras no valor
de R$ 0,04.
Outros setores que merecem destaque no país é o de papelão
ondulado com 77,3%, o de vidro com 44% e o de PET com 48%. De acordo com a
publicação do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem),
a reciclagem no Brasil já acontece de maneira crescente, resultado
da atividade dos catadores e de iniciativas por parte da sociedade civil.
Todo material é processado e vendido para indústria automobilística,
têxtil, construção civil, utensílios de plástico
e até mesmo para o segmento de embalagens não alimentícias.
As latas de alumínio são o carro-chefe da reciclagem. A marca
conquistada no ano passado, mantém o Brasil – pelo sexto ano
consecutivo – no topo do ranking mundial que inclui apenas os países
em que a atividade não é obrigatória por lei como o Japão
– que em 2006 reciclou 90,9% de latas – e aqueles cuja legislação
sobre reciclagem de materiais é bastante rígida como na Dinamarca,
Finlândia, Noruega e Suíça, que em 2005 apresentaram um
índice médio de 88%.
Trata-se de um mercado já estabelecido: no ano passado, o segmento
movimentou cerca de R$1,7 bilhão. Ao gerar renda e emprego para quase
170 mil pessoas, a atividade de reciclagem de latas comprova sua importância
socioeconômica. Atualmente, somente a etapa de coleta - a compra
das latas usadas - injeta anualmente R$ 540 milhões na economia
nacional.
Esse resultado pode ser associado a vários aspectos. Além do
fato de que todas as regiões do país possuem um mercado de reciclagem,
a facilidade na coleta, transporte e venda e o alto valor da sucata de alumínio,
aliado à grande disponibilidade durante todo o ano, estimularam a reciclagem
das latinhas, provocando também mudanças no comportamento do
consumidor. “Hoje ninguém mais joga o lixo, junta tudo no quintal
de casa para depois vender”, observou o proprietário da Sucatas
União, Gian Carlos Daniel, que chega a recolher 150 quilos de sucatas
de lata por mês de seus clientes.
Há dois anos no segmento, pode-se dizer que a vida de sofreu grandes
transformações: “O ramo de ferro velho me tirou de muita
coisas, me tirou do crime. Sou ex-presidiário e aqui foi um recomeço
para mim”, comemorou. A sucata realmente parece ser um bom negócio,
é a partir dela que muitas famílias conseguem recursos para
pagar contas de água e luz, até mesmo meios de sustento como
é o caso dos nove cooperados da Recicoplast, localizada na Av. Antônio
Pedroso. “Colocamos combustível na perua, pagamos a conta do
barracão e as nossas”, disse a presidente da cooperativa Valdeli
Benedita Macedo.
A cooperada ainda explicou que todo o material recolhido pela Recicoplast
vem de doações feitas na sede ou durante as visitas nos bairros.
O dinheiro recebido no final do mês é determinado pela quantidade
e o tipo de produto – cada material tem seu preço. “Todo
mundo faz a sua parte e isso é bom, mas, se pudessem doar mais ao invés
de manter com eles, seria muito melhor. Se conseguíssemos mais alumínio
iríamos comprar um caminhão, aí visitaríamos 'onde
a gente perde' – bairros mais distantes”, acrescentou ela já
fazendo planos com futuras.
Uma pesquisa inédita sobre o abuso de álcool no país
apontou que 16% dos jovens entre 14 e 17 anos fazem uso de bebida alcoólica
em excesso, ou seja, consomem cinco ou mais doses ao longo de um dia. Os dados
comprovam ainda algo que especialistas alertam há tempos. A idade com
que adolescentes iniciam o consumo de bebida está caindo e a freqüência,
aumentando.
O consumo precoce de álcool aumenta as chances de dependência
do vício e abre caminho para a utilização de outros tipos
de drogas, segundo psicóloga Eva Zelinski. "Quanto mais cedo o
consumo, mais cedo o jovem se torna dependente e esse vício instalado
é uma porta para drogas mais pesadas como o crack e a cocaína".
O estudo mostra que entrevistados entre 14 e 17 anos iniciaram o consumo de
bebida alcoólica aos 13,9 anos. Não foi necessário ir
muito longe nas gerações para encontrar uma média de
início de consumo mais elevada. Entre adultos jovens, com idade entre
18 e 24, o início foi aos 15,3 anos. "O problema não é
tanto o provar, mas a incidência com que isso ocorre de modo a instalar
o vício. Tomar cinco doses por dia já é considerado vício
e não se tem mais controle", observa a psicóloga.
Realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Levantamento
Nacional sobre Padrões de Consumo de Álcool na População
Brasileira traz um retrato de como o brasileiro se comporta com relação
à bebida. O trabalho, o mais completo sobre o consumo de álcool
realizado no país, revela ainda que 21% da população
masculina nessa faixa etária bebeu de forma abusiva no ano anterior.
Entre meninas a proporção foi menor, mas não menos preocupante:
11%.
Os principais fatores que levam uma pessoa a fazer uso da droga lícita
são a depressão, ansiedade, timidez excessiva, problemas familiares
e propensão genética (há caso de vícios na família).
Quanto aos jovens, soma-se a esses fatores a liberdade de expressão
e comportamento na sociedade atual, o descompromisso quanto lei que proíbe
a venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos e a falta de diálogo
entre pais e filhos.
Zelinski faz sérias críticas à relação
entre pais e filhos nos dias de hoje. Para ela, os jovens têm o direito
de ir e vir, no caso, às baladas – freqüentadas cada vez
mais cedo – desde que haja a supervisão dos pais. "É
importante que acompanhe esse filho, haja diálogo, a presença
mesmo na ausência. Muitos pais se restringem em apenas buscar e levar
às festas e limitam o diálogo em saber como foi. O diálogo
tem de ser claro e transparente, perguntas diretas – 'você fez',
'você não fez' –, orientar e aconselhar; só assim
é possível se estabelecer um bom relacionamento".
"Binge"
Quanto mais jovem, maior o índice de relatos de beber em “binge”
(do inglês "beber de forma abusiva em um curto espaço de
tempo até ficar embriagado") e menor a taxa de abstinência.
Por outro lado, entre a população mais velha, a abstinência
cresce e o abuso de álcool se reduz. Mesmo sendo quase a metade da
população brasileira, a legião de abstêmios (48%)
não reduz a dimensão do problema: 28% dos adultos, o equivalente
a 33 milhões de pessoas, apresentam um padrão de consumo excessivo.
O "binge" é a prática que mais deixa o jovem exposto
a uma série de problemas de saúde e sociais. Os riscos vão
desde acidentes de trânsito – o evento mais comum e com conseqüências
mais graves – até o envolvimento em brigas, vandalismo e a prática
do sexo sem camisinha. "O jovem entre 14 e 17 anos pode não representar
uma ameaça no volante ainda, mas, se já for um viciado, a tendência
é consumir cada vez mais e quando tiver mais idade, ele se tornará
um risco", diz a psicóloga.
O álcool em excesso causa a mudanças no comportamento como irritabilidade,
alta ansiedade em demasia, depressão, alucinações e crises
de abstinência (quando o vício já está instalado),
além da degradação do organismo em longo prazo, em especial
o fígado e o cérebro (memória e controle dos pensamentos).
"Os danos físicos e psicológicos são iguais para
uma pessoa de 40 e uma de 13 anos. Por não apresentar problemas físicos,
os pais passam por cima da situação. Outros buscam ajuda só
quando um amigo liga dizendo que fulano está desmaiado na calçada;
ou quando o Centro Médico liga para falar que o mesmo está lá
internado, que é para ir buscar", conclui Zelisnki.
Política
De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
os resultados do levantamento revelam que o consumo abusivo de álcool
e suas conseqüências é um grave problema de saúde
pública. "Por um lado, esse estudo serve de alerta para a população
que bebe muito e com freqüência e para a que não bebe. Por
outro lado, vai refinar e direcionar as políticas e as ações
do ministério nessa área, porque sabemos onde está o
problema e como vamos reverter essa situação", ressaltou
ele na última quarta-feira (22).
A divulgação da pesquisa e a veiculação da campanha
do Ministério da Saúde na televisão marcam concretamente
o início das ações da Política Nacional sobre
o Álcool, sancionada por decreto presidencial em maio deste ano. A
política traz um conjunto de medidas interministeriais para reduzir
e prevenir os danos à saúde e à vida, bem como às
situações de violência associadas ao uso prejudicial de
bebidas alcoólicas na população brasileira.
Desde o último dia 11, está sendo veiculada na televisão
uma campanha publicitária alertando sobre os riscos e danos associados
ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. As peças levantam
temas como: "O que a Propaganda não mostra", "Adolescentes,
bebida não é brincadeira" e "Trânsito - bebida
não é só diversão". A intenção
da campanha publicitária não é proibir o consumo, mas
prevenir e promover saúde.
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