Inúmeras pessoas passaram pelo Mc Donald´s no último
sábado (25) para participarem do McDia Feliz, data em que a rede de
fast food reverte todo o dinheiro arrecadado com a venda do item mais famoso
de seu cardápio, o Big Mac, para entidades que assistem às crianças
com câncer. O restaurante de Santa Bárbara ficou movimentado
durante todo o dia, principalmente depois das 20h e, somente a fila do drive
thru, demorava cerca de 1 hora e meia.
A entidade contemplada pelo Instituto Ronald – que destina os recursos
–, a Rede Feminina de Combate ao Câncer, comemora o evento com
7.200 lanches vendidos (em Santa Bárbara e Americana), índice
que surpreendeu a presidente Maria José Mano, a Zezé: “Nossa
meta era atingir 10% a mais que no ano passado, quando vendemos 5.700 lanches,
e acabamos com 27%. Foi maravilhoso”. A doação será
feita no valor bruto da arrecadação, uma vez que o governo estadual
isentou o ICMS do produto.
Outro número que merece atenção se refere às vendas
das camisetas que este ano ganharam detalhes coloridos e prateados. De acordo
com Zezé, das 1.100 confeccionadas, mais de 900 foram vendidas, 300
a mais que no ano de 2006. As que ainda restam serão distribuídas
entre as voluntárias para serem vendidas. Quanto à camisa autografada
pelo padrinho da campanha, o nadador César Cielo Filho, está
sendo rifada e o dinheiro também revertido à entidade.
A unidade local do Sesi deu uma “forcinha” para a campanha organizando
brincadeiras com o público, oficina de pipas e pintura de rosto; a
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo proporcionou shows musicais a partir
das 14h em uma estrutura montada especialmente para o evento. Outras atrações
ficaram por conta do pula-pula e da cama-elástica.
A arrecadação do McDia Feliz é destinada para a realização
da Casa de Apoio à Criança com Câncer que trará
atendimento fisioterápico e psicológico, sala de informática
e playground aos pequenos atendidos pela Rede Feminina – atualmente
são 18 crianças. O projeto conta com uma área de 280
metros quadrados, distribuídos em dois andares e construídos
em um terreno localizado na Rua Santa Cruz, próximo ao Hospital Santa
Bárbara – adquirido com a arrecadação do McDia
Feliz ano passado. A obra está orçada em R$250 mil. “Temos
o projeto pronto já. Assim que o dinheiro chegar, vamos começar
a investir”, festeja Zezé que prevê as obras ainda para
o final desde ano.
O programa Alimente-se Bem do Sesi inicia amanhã, dia 29, o curso
gratuito “Especial de Soja”, que segue nos dias 30 e 31 de agosto,
das 13h30 às 16h50. A instituição convida toda a comunidade
para conhecer mais sobre esse alimento.
A soja é um alimento funcional, além de fornecer nutrientes,
têm a capacidade de atuar sobre a saúde das pessoas, reduzindo
o risco de doenças. A soja possui várias substâncias com
ação preventiva. Uma dessas substâncias é o fitoesterol,
que reduz o risco da osteoporose, do câncer de mama, de próstata
e de cólon. Os fitoesteróis amenizam os sintomas da menopausa
e reduzem os níveis de colesterol. Outra substância é
o inibidor de protease, que reduz o risco de desenvolvimento do câncer
de cólon, da boca, do pulmão, fígado, pâncreas
e esôfago, informou a nutricionista do Programa Alimente-se Bem, Alessandra
Carvalho da Silva.
No curso serão preparadas 12 saborosas receitas, entre elas feijão
tropeiro de soja, beijinho de soja, polenta, frango enriquecido e polpetone.
Inscrições: 3463-3000 ou 3455-2198.
No próximo dia 7 de setembro, às 14h, na Rua Professor Justino
Soares, nº 68, Vila Aparecida, será realizado um bingo beneficente
com o objetivo de comprar uma cadeira de rodas para a menina Caroline Alves
da Silva, de 3 anos. Ela não tem os membros inferiores e nem superiores,
por isso, precisa do equipamento para poder se locomover sozinha.
A cadeira de rodas custa R$ 8.650,00 e os pais não têm condições
de adquiri-la para a menina. Na família formada por mais três
irmãos somente o pai é empregado. Eles moram na Rua Brigadeiro
Eduardo Gomes, nº 126, 31 de Março, próximo da Paróquia
São Judas Apóstolo.
Para Ana Paula da Silva, mãe de Caroline, a cadeira de rodas irá
fazer muita diferença para a filha. A menina precisa começar
ir à escola e sem a cadeira de rodas fica muito difícil. A indicação
para começar a freqüentar a unidade escolar foi da AACD, entidade
que realiza o tratamento da garota. A família busca também a
doação de uma bolsa de estudos em escola particular para Caroline.
Quem quiser ajudar a família pode colaborar com a doação
de produtos em geral para o bingo ou adquirindo o bloco de cartelas com seis
que custa R$ 5,00. Mais informações pelo telefone (19) 9261-2156,
com Ana Paula.
A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e o IBPT
(Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) apresentaram nesta
segunda-feira a nova versão do Impostômetro — site que
faz uma estimativa online de quanto já foi pago de impostos e contribuições
no país.
A versão antiga trazia apenas o valor total on-line. A partir de agora
também serão disponibilizadas outras ferramentas. O usuário
pode, por exemplo, ver quanto foi pago de impostos também a cada Estado
ou município, o quanto foi arrecadado por cada tributo e criar séries
históricas —o site guarda os valores desde 2000.
Além disso, o usuário ainda terá à disposição
um meio rápido de comparar o valor com diversos serviços que
o governo pode disponibilizar, como casas populares construídas, estradas,
postos policiais, carros populares, cestas básicas, bolsas-famílias,
medicamentos e ambulâncias, entre outros.
Por fim, ainda há projeções feitas pelo IBPT para os
próximos três anos.
Para o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, o principal objetivo do
Impostômetro é deixar mais claro ao contribuinte o quanto é
pago de impostos no País. “Só assim a sociedade poderá
cobrar dos seus governantes a melhor utilização do dinheiro
público”, explicou. Segundo o Impostômetro, já foram
pagos R$ 581,58 bilhões em impostos e contribuições neste
ano até as 18h30 de ontem.
Os professores da rede pública do Estado de São Paulo se preparam
para uma possível greve a partir de setembro. Após paralisação
do último dia 24, a categoria se reuniu e preparou um calendário
de mobilizações regionais até o próximo dia 14,
quando novamente se reúnem para discutir sobre o movimento.
De acordo com o coordenador da sub-sede da Apeoesp (Sindicato dos Professores
do Estado), José Luís Capelletti, a data é o prazo estipulado
para que o governo estadual receba a categoria para negociação
salarial ou, pelo menos, para diálogo "Temos até dia 14
para saber se vamos fazer greve ou não. Já se pensa em uma nova
paralisação se o governador (José Serra) não acenar
com nada. Se ele não o fizer, é indicativo de greve".
A paralisação dos professores reuniu cerca de 50 mil pessoas
na Praça da Sé, em São Paulo. Na região de Santa
Bárbara, Americana e Nova Odessa, houve 74% de adesão ao movimento,
o que causou a suspensão total das atividades de 21 escolas públicas,
sendo sete delas em Santa Bárbara.
A categoria reivindica reajuste salarial de acordo com o índice do
Dieese (que acrescenta R$1 mil ao piso salarial), incorporação
das gratificações de modo a beneficiar professores afastados
e aposentados. Também chamam a atenção para outras melhorias
na educação estadual como a contratação de funcionários,
redução do número de alunos por sala e implantação
de salas de informáticas em todas as escolas e recursos para a manutenção
das máquinas.
Para Capelletti, a grande mídia é injusta quando ataca o movimento
ao alegar que, por ser um serviço essencial, os profissionais da educação
não podem se dar ao luxo de paralisar. "A educação
só é essencial quando pára. Ele (governador) não
dá a mínima para a educação, não nos dá
condições para desenvolver o trabalho e nossos salários
são achatados. Ele deveria se preocupar muito mais se é 'essencial'".
Também justificou que a intenção da paralisação
é sensibilizar o governo estadual para a causa e pressionar para que
medidas sejam tomadas em prol de uma boa educação. "Ninguém
quer entrar em greve, esta é a última instância. As perdas
de uma greve são irreparáveis e quem perde é a própria
população, por isso fazemos a paralisação".
Sobre a perda das aulas durante uma possível greve, o coordenador deixa
claro: "Se entrar em greve, a responsabilidade é do governador".
As mobilizações regionais têm início amanhã
(29) com uma "aula pública" na Praça da República,
em São Paulo. Seis entidades, dentre elas a Apeoesp, se reúnem
para debater temas como financiamento, valorização profissional
e formação, previdência e valorização dos
aposentados, políticas públicas de educação e
melhorias na educação pública.
A agenda ainda contempla atos em Taubaté (31/08), Piracicaba (05/09)
e Marília (11/09). E nos dias 10,11,12 e 13, professores e sindicalistas
se revezam no acampamento em frente à Secretaria Estadual de Educação.
A Apeoesp convida aqueles que tiverem interesse a participarem das movimentações.
Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 3405-2605.
Os professores do ensino fundamental, de 1ª a 4ª série,
da rede municipal participam nesta segunda e terça-feira da capacitação
específica de matemática. São 256 professores e supervisores
que participam da formação oferecida pelo sistema de ensino
do Grupo Positivo.
A qualificação tem como objetivo oferecer condições
ao professor de implantar em sala de aula um aprendizado dinâmico, com
a discussão de problemas, levantamento de hipóteses e a resolução
de problemas. Neste novo processo de ensino, o professor é responsável
por semear no aluno o espírito investigativo, que tem papel importante
no aprendizado.
Dentro da disciplina serão apresentados conteúdos sobre as operações
matemáticas e as possibilidades de trabalhar em sala de aula, com a
apostila e outros recursos.
O curso está sendo realizado em duas turmas por dia no período
da manhã, das 7h às 11h, e à tarde, das 13h30 às
17h30. Esta é a segunda capacitação específica
de uma disciplina para professores do ensino fundamental. Nos dias 20 e 21
de agosto, professores do ensino fundamental tiveram a capacitação
em Língua Portuguesa.
A partir de setembro de 2007, o Hospital Unimed - Unidade Americana passa
a oferecer serviços de cardiologia de alta complexidade a seus usuários.
Instalado em uma área de 300 metros quadrados e com equipamentos de
alta tecnologia, o novo setor de Hemodinâmica atende adultos e crianças,
realizando cateterismo cardíaco, diagnóstico e angiografias
periféricas e cerebrais.
Esses procedimentos direcionam o paciente para tratamentos sofisticados, como
Angioplastias com implante de stents em vasos coronários e periféricos,
Valvoplastias, correção percutanea de cardiopatias congênitas,
embolização de aneurismas, tumores e outros defeitos vasculares
complexos.
Na Hemodinâmica também são realizados estudos e tratamentos
de arritmias graves e implantes de marcapasso definitivo. Uma equipe altamente
especializada é responsável pelas cirurgias cardíacas
em adultos e crianças, utilizando as mais recentes técnicas
cirúrgicas empregadas em grandes centros do país. Com esse avanço
inédito na região, a população pode contar com
um suporte comparável cardiovasculares complexos.
Seja em patologias graves ou emergenciais, o Hospital Unimed oferece uma assistência
médica cardiológica diferenciada, com atendimento imediato e
eficaz, que aumenta a expectativa de vida. A Unimed se preocupa e cresce a
todo instante e oferece tratamento em todos os setores para seus usuários.
Mais da metade das vagas oferecidas para isenção da taxa de
R$ 100 cobrada na inscrição do vestibular da Universidade de
São Paulo (USP) não foram preenchidas. Das 65 mil oferecidas
para alunos de escolas públicas e com renda familiar inferior a R$
456 per capita, apenas 30.647 foram ocupadas, o que indica a sobra de 52,8%
dos benefícios.
O objetivo da isenção, segundo a Fundação para
o Vestibular da USP (Fuvest), é incentivar o acesso de estudantes carentes
à prova de seleção de uma das universidades mais disputadas
do País. Segundo a Pró-Reitoria de Graduação da
universidade, não foi realizado um estudo para apurar a sobra de vagas,
mas o índice de ociosidade preocupou os especialistas em educação.
Eles acreditam que a pouca adesão é um dos reflexos da falta
de estímulo e preparo dos estudantes de baixa renda para concorrer.
"Os alunos de escola pública estudam em unidades taxadas de ruins
e, normalmente, não são muito incentivados a concorrer a uma
vaga na USP", afirma a professora de metodologia de ensino da USP, Sônia
Castelar. "De certa forma, quem estuda no sistema público de ensino
sente que a concorrência é desleal com aqueles que freqüentaram
colégio particular. O mais grave é que nem a escola pública
aposta nesse estudante", lamenta a coordenadora da Faculdade de Educação
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ângela Soligo.
A procura por isenções no vestibular da USP caiu 12,7% neste
ano em relação a 2006, quando houve 35 mil inscritos, também
no universo de 65 mil vagas. Segundo a Coordenadoria de Assistência
Social da USP, somente em 2005 o total de ofertas chegou próximo de
ser totalmente preenchido, mas não eram exigidos documentos que comprovassem
a renda inferior aos R$ 456 por pessoa.
Representantes do Pólo Têxtil – Pólo Tecnológico
da Indústria Têxtil e de Confecção de Americana,
Nova Odessa, Hortolândia, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré,
se reuniram na manhã de ontem para discutir a realização
de uma espécie de fórum de desenvolvimento regional para tratar
de questões sócio-econômicas e ambientais.
Os participantes estiveram analisando a viabilidade da realização
do encontro e deverão agendar o próximo para setembro. A necessidade
de se criar esse fórum já vem de muito tempo, mas só
agora foi decidido que seria a hora certa. De acordo com a secretária
de Desenvolvimento Econômico de Americana, Nilza Tavoloni, o fórum
poderá ser permanente, pois trata-se de uma região a qual tem
suas necessidades e com a realização de um fórum só,
não daria para suprir tudo. “Fazer uma identificação
das suas necessidades e potencialidades, criar um fórum para discutir
a busca das soluções”, diz Nilza.
De acordo com Nilza a criação do fórum só irá
beneficiar a região. “Estamos desenhando uma região com
foco no desenvolvimento sócio-econômico sustentável que
quer ser reconhecido como região de alta performance, que o empresário
possa expandir ou criar sua empresa sem se preocupar com essas questões,
para que ele tenha um bom desenvolvimento”, comenta Nilza.
Segundo Nilza, tem que ter uma preparação das escolas, universidades
e indústrias para uma qualificação de mão-de-obra
do nível das carências das empresas.
Em princípio, o fórum deverá ser realizado na segunda
quinzena de outubro em Santa Bárbara d'Oeste ou Americana. Para participar
desse evento foi convidado o governador de São Paulo José Serra,
o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo), Paulo Skaf, dentre outras entidades.
“O objetivo da criação desse fórum é com
a necessidade de ter uma potencialidade em comum, diagnosticar e tratar dessas
necessidades localmente com seus representantes, para cuidar melhor do desenvolvimento
econômico de cada cidade da região”, conclui Nilza.
O consumo per capita de artigos têxteis e de vestuário cresceu
9,2% no ano passado no País, mas a produção por habitante
teve alta de apenas 1,1%, na comparação com o ano anterior.
Essa é uma das principais constatações do Relatório
Brasil Têxtil 2007, levantamento anual realizado pelo Instituto de Estudos
e Marketing Industrial (Iemi) em parceria com a Associação Brasileira
da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Os dados
mostram, numa outra leitura, que parte da demanda interna foi suprida pelas
importações, que cresceram 33% em volume e 41% em valor, na
mesma base de comparação.
Os produtos importados, segundo a Abit, provocaram a queda nas encomendas,
o que, por sua vez, levou a uma redução no uso da capacidade
instalada. Com esse quadro, o setor, intensivo em mão-de-obra (1,6
milhão ou 17% dos trabalhadores da indústria de transformação),
também está reduzindo empregos em algumas áreas. Por
exemplo, confecções perderam três mil postos no ano passado
e fiação cortou 700 empregados. O segmento de tecelagem criou
100 vagas e o de malharias, 1,9 mil.
O Supremo Tribunal Federal aceitou denúncia por corrupção
passiva e lavagem de dinheiro contra o presidente do PTB, o deputado cassado
Roberto Jefferson, contra o ex-deputado federal pelo PTB Romeu Queiroz e contra
o ex-tesoureiro do partido Emerson Palmieri.
Segundo a denúncia, o PTB receberia do PT, por meio do esquema operado
por Marcos Valério, R$ 20 milhões em troca de apoio político
ao governo.
De acordo com a decisão do STF na sessão de ontem o ex-ministro
dos Transportes Anderson Adauto será processado por corrupção
ativa. Na semana passada, ele já havia se tornado réu por lavagem
de dinheiro.
Além do PTB, o Supremo também decidiu processar políticos
do PP e do PL. Já são 33 os réus no mensalão.
PL - O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), o ex-deputado do PL Bispo Rodrigues
e o ex-tesoureiro do partido Jacinto Lamas por corrupção passiva
e lavagem de dinheiro no caso do mensalão. O PL se fundiu com o Prona
e deu origem ao Partido da República.
Costa Neto e Lamas também serão processados por formação
de quadrilha. Já Antonio Lamas, irmão de Jacinto, responderá
a processo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Segundo a denúncia, em troca de apoio político ao PT, o PL teria
recebido R$ 10,8 milhões entre 2003 e 2004. O dinheiro teria sido repassado
ao ex-presidente do partido, deputado reeleito Valdemar Costa Neto (SP) e
a dois assessores, Jacinto Lamas e Antônio Lamas “a título
de propina”. O ex-deputado Carlos Rodrigues (RJ), também conhecido
como Bispo Rodrigues, teria sacado R$150 mil em espécie.
PP - Na sessão de ontem o Supremo decidiu processar três políticos
do PP: o deputado Pedro Henry (MT) e os ex-deputados José Janene e
Pedro Corrêa por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha
e corrupção passiva.
O STF aceitou a denúncia da PGR contra o núcleo de políticos
do PP e também contra o assessor parlamentar do partido João
Claudio Genu por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha
e corrupção passiva.
Também foi aceita denúncia contra Enivaldo Quadrado, dono da
corretora Bônus-Banval, Breno Fischerg, sócio da corretora Bônus-Banval,
e Carlos Quaglia, dono da empresa Natimar, por lavagem de dinheiro e formação
de quadrilha.
O STF reservou suas sessões até hoje para o caso. Todos os acusados
já apresentaram suas defesas. Conheça aqui a versão de
cada um. Eles haviam começado a apresentação das defesas
na quarta (23) e concluíram na quinta (24).
A equipe formada por funcionários dos setores de trânsito e transporte foi instalada em sala da Praça João XXIII, no centro, onde iniciaram ontem o trabalho juntamente com os três assessores técnicos contratados pela Prefeitura. Os técnicos ligados à área de transporte foram contratados para a realização de um diagnóstico completo do transporte coletivo da cidade. Não existe um prazo determinado para a conclusão do trabalho.
A convocação de uma assembléia extraordinária
para aprovar a fundação do Sindicato dos Motoristas do Transporte
Rural, Operadores de Máquinas Motorizadas e Implementos Agrícolas
de Santa Bárbara d´Oeste e Região, acabou gerando um tumulto
ontem à tarde na sub-sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de
Capivari e Santa Bárbara, situado na Rua João Lino, área
central da cidade. O edital publicado pela “comissão pró-fundação”
em jornal da Capital, no dia 16 de agosto, convocou a categoria de mais de
300 cidades para a assembléia que aconteceria às 16h de ontem
e acabou atraindo cerca de 200 sindicalistas de várias regiões
do Estado que vieram impedir a realização porque esse sindicato
já existe nas cidades convocadas. Durante a manifestação
houve tumulto com danos na entrada da entidade, onde parte da grade foi arrancada.
José Antonio Bom, presidente do Sindicato local, disse que desconhecia
a convocação e manteve os portões fechados. Os sindicalistas
permaneceram na frente da subsede aguardando o horário de início
da assembléia para fazer o impedimento. Representantes da Fetaesp-
Federação dos Trabalhadores Agrícolas no Estado de São
Paulo também estiveram presentes. O sindicalista José Carlos
de Sena, diretor financeiro da Federação dos Rodoviários
do Estado, que veio à cidade na qualidade de presidente do Sindicato
de Cargas de São Paulo, informou que foram tomadas providências
judiciais para impedir a realização da assembléia através
de uma liminar para suspender os efeitos. Por volta das 16h, horário
marcado para a primeira convocação da assembléia, houve
um princípio de discussão com seguranças que estavam
no interior do sindicato e um tumulto foi iniciado. A grade na frente do prédio
foi arrancada e a situação só se acalmou com a chegada
da Polícia Militar e da Guarda Civil. Houve denúncia de que
havia arma no local e a polícia efetuou uma vistoria encontrando apenas
um coldre.
De acordo com boletim de ocorrência registrado no Primeiro Distrito
Policial, como roubo/manifestação, o sindicalista Antonio José
Bom e a filha Sandra Bom que trabalha na entidade, durante o tumulto várias
pessoas adentraram no interior do sindicato vindo a apoderar-se de documentos
pessoais e de uma arma de fogo, calibre 38, de marca não informada,
propriedade de Antonio Bom. Segundo ainda o boletim de ocorrência os
dois foram agredidos. Sandra Bom informou que o sindicato local não
tinha conhecimento nenhum sobre a convocação da assembléia.
“Ninguém requisitou o sindicato para fazer assembléia.
Só soubemos através de um fax que foi enviado semana passada
falando da convocação”, informou ela. Medidas judiciais
já estão sendo tomadas porque José Antonio Bom ficou
em cárcere privado por três horas, acrescentou Sandra. Segundo
ele, a maioria são pessoas conhecidas que ali estiveram. Um grupo de
sindicalistas permaneceu até à noite no sindicato, com advogados,
discutindo o assunto. Foi elaborado um documento no qual Antonio José
Bom e Sandra afirmam não ter conhecimento da convocação
da assembléia. O caso segue agora na Justiça, conforme informou
o sindicalista José Carlos Sena. Ele disse que já ocorreram
várias tentativas de fundar sindicatos no âmbito local, mas como
essa nunca viu. “Nunca vi uma ação dessa forma convocando
no âmbito estadual”, ressaltou.
A mesa diretora da Câmara encaminhou ontem ao promotor de Justiça, Hélio Jorge Gonçalves de Carvalho, as informações solicitadas na semana passada sobre a construção da nova sede do Legislativo. Num dos ofícios que seguiram para o promotor, o presidente Raimundo “Itaberaba” da Silva Sampaio (PSDB) informa que segundo levantamento do departamento financeiro da Câmara, a empresa Rio Verde Engenharia e Construtora Ltda. não efetuou o pagamento de R$ 12.627,06 constantes do termo de acordo extrajudicial. “Mesmo porque, se o fez, foi recebido pelo poder Executivo que tem legitimidade para o ato”, acrescenta ele. Outro ofício ao Ministério Público informa que na época da construção do prédio a Câmara não contava com engenheiros que pudessem acompanhar e fiscalizar a execução do contrato firmado com a Rio Verde e que há no livro de registros de atos da mesa, a indicação do ato n° 15, de outubro de 2001, criando a “Comissão de Acompanhamento das Obras da Câmara”, porém no mesmo livro foi feito um manuscrito pela diretoria considerando o ato sem efeito e não apresentado. Num terceiro ofício a Câmara informa que o procedimento administrativo que antecedeu a contratação direta foi referente à empresa Casarini & Cham Arquitetos Associados S/C Ltda. e sobre a contratação do engenheiro José Osmar Pascon foram encontrados contratos que expressamente prevêem a dispensa de licitação. Outros documentos referentes a pagamentos realizados relativos à obra foram encaminhados ao promotor. Todas essas informações foram solicitadas para instruir inquérito civil sobre a construção dessa obra.
Um dos sete assessores, parentes de vereadores, que tiveram o contrato de trabalho com a Câmara Municipal suspenso por determinação da Justiça em dezembro passado, pediu demissão do cargo na sexta-feira, Trata-se de Wellington Martins Coutinho, filho do vereador Enoc Martins Coutinho (PSB). Ele protocolou ofício pedindo demissão do cargo de coordenador de gabinete que exercia desde o dia 6 de março do ano passado. Como os demais que foram suspensos, Wellington está com a carteira de trabalho em aberto, impossibilitado de conseguir outro emprego até o desfecho da ação popular contra a prática de nepotismo que tramita do Tribunal de Justiça. O advogado Bruno José Giorgetto Júnior, da procuradoria jurídica da Câmara, deu parecer favorável à demissão. Agora a mesa diretora encaminhou o pedido para análise do departamento financeiro para que dê um aval e para que possa em seguida dar o seu parecer final. Segundo a assessoria de imprensa, quando os contratos foram suspensos em dezembro os assessores receberam todos os dias trabalhados mais o 13° salário proporcional. Em caso de ser acatada a demissão, Wellington Coutinho receberá as férias proporcionais. A mesa diretora analisa o pedido com preocupação porque a ação popular pede que, além de serem suspensos os contratos de trabalho, que sejam também devolvidos pelos assessores os valores que eles receberam desde o período em que foram contratados. Uma definição sobre o assunto será tomada nos próximos dias. O vereador Enoc Coutinho disse que é um direito de seu filho pedir demissão para buscar outro emprego. “Ele foi impedido de trabalhar pela Justiça, apesar de não existir legislação que proíba a contratação de parentes.
SETE ASSESSORES: Por determinação da Justiça, foram afastados em dezembro sete assessores e coordenadores de gabinete parentes de vereadores. A Justiça mandou suspender o contrato e os vencimentos desse funcionários que ganhavam em média R$ 1.700,00 (coordenador) e R$ 1.300,00 (assessor legislativo). Além de Wellington Coutinho, estão afastados do cargo: Juliana Rozinelli (namorada de Juca Bortolucci Jr.); Maria Augusta Rocha dos Santos (filha de Octávio Rocha), Talise Simões Bueno (filha de Darci Simões Bueno); Nilton Siqueira Souto (filho de Inácio Souto); Rosana Braga da Silva (esposa de Laerte Silva) e Sandra Silva Sampaio (sobrinha de Raimundo Itaberaba da Silva Sampaio).
O lançamento do Terras di Siena feito no final de semana pela Newland
Empreendimentos Imobiliários Ltda foi um sucesso. Todos os terrenos
do loteamento fechado foram vendidos em praticamente dois dias. Dos 284 terrenos
colocados à venda tinham apenas 20 ontem para serem liquidados, informou
Ivan Rodrigues de Souza, gerente da empresa. E completou: “ Esse saldo
deve ser comercializado logo” .
A Newland Empreendimentos Imobiliários ficou muito satisfeita com o
lançamento, informou Ivan. Para ele, isso mostra o potencial da cidade
e a carência desse tipo de empreendimento.
No sábado, foi feito um pré-lançamento e a empresa atendeu
somente aqueles que realizaram cadastros como possíveis interessados
e que receberam cartas de convocação para comparecimento. No
domingo, ocorreu o lançamento oficial e as vendas estiveram abertas
a todos aqueles que não realizaram cadastro e tinham interesse em adquirir
lotes. Na manhã de ontem, as visitas e negócios continuavam
na tenda montada no loteamento e no Plantão de Vendas. “Nós
sábado vendemos 220 lotes aproximadamente”, comemorou.
O Terras di Siena é formado por 287 lotes: três destinados a
Associação de Moradores e os demais foram colocados à
venda. Os lotes têm uma metragem média de 400 m2 com até
74 meses para pagar. O metro quadrado foi vendido por R$ 310,00.
O empreendimento está sendo entregue com 100% de todas as obras obrigatórias
por lei prontas e entregues ao poder público. As obras complementares
como muro, portaria, piscina, praças, quadras começarão
dentro de 30 dias, informou o gerente. Ele disse que os compradores já
podem começar a fazer a concepção de seus projetos.
O plantão de vendas continua aberto durante esta semana e a tenda no
loteamento a empresa está definindo se irá desmontar ou não,
mas possivelmente prorrogue por mais um tempo, pois o espaço tem maquete
e quadros com imagens do empreendimento. Além disso, muitas pessoas
estão visitando o local.
O loteamento fechado “Terras di Siena” é o segundo da Newland
Empreendimentos Imobiliários Ltda em Santa Bárbara. O primeiro
foi o Jardim Flamboyants.
O mercado de celulares registrou um recuo de 24% nas vendas para o mercado
interno no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período
do ano passado. Foram vendidos 17,7 milhões de unidades no período,
segundo estudo da IT Data. Segundo a pesquisa, há 106 milhões
de aparelhos em uso. Por conta da maturação do mercado, o número
de vendas de aparelhos com o objetivo de substituir um celular antigo já
é superior ao das vendas do primeiro celular desde 2006. Ainda de acordo
com o estudo, apesar de 75% dos celulares vendidos no primeiro semestre terem
sido com preço abaixo de R$400, começa a crescer o número
de aparelhos mais sofisticados com boas perspectivas para os chamados smartphones.
A pesquisa aponta outros produtos com crescimento mais robusto, como notebooks,
que deve crescer acima de 200% este ano, e TVs com tela de LCD, cujas vendas
cresceram 271% no primeiro semestre.
As exportações de celulares também continuam em queda.
No primeiro semestre deste ano as vendas para o mercado externo tiveram um
recuo de 23%.
A pesquisa aponta que, mesmo com a queda do dólar, o volume de importação
no primeiro semestre deste ano foi 35% menor do que o mesmo período
de 2006. A IT Data também constatou que 72% das importações
de celulares são provenientes da China e da Coréia do Sul.
A IATA (sigla em inglês para Associação Internacional
de Transporte Aéreo) fez ontem uma “última chamada”
às empresas aéreas que ainda utilizam bilhete de papel. Isso
porque todos os bilhetes aéreos deverão ser eletrônicos
a partir de 1º de junho de 2008.
Desde junho de 2004, quando a IATA anunciou a eliminação gradual
do papel, o bilhete eletrônico passou a representar 84% do total, ante
16% do momento do anúncio. Por ano no mundo, 400 milhões de
bilhetes aéreos são emitidos.
No Brasil, 80% dos bilhetes emitidos são eletrônicos, segundo
informações da IATA no país. O organismo é responsável
pelo faturamento e pela compensação de passagens de 35 empresas
aéreas e 4,2 mil agentes de viagem. Em 2006, contabilizou 4,7 milhões
tickets emitidos no Brasil.
Ainda de acordo com a IATA no Brasil, o principal desafio para chegar em junho
de 2008 sem emissões em papel é desenvolver a capacidade de
as empresas trocarem informações eletrônicas entre si.
A entidade afirmou, no entanto, que o prazo será cumprido.
No mundo, a mudança vai permitir uma economia de US$ 3 bilhões
ao ano à indústria de transporte aéreo e salvará
50 mil árvores, conforme a IATA. O custo do bilhete em papel é
de US$ 9 maior em comparação ao eletrônico.
“Em 278 dias o bilhete em papel vai se transformar item de colecionador”,
afirmou o diretor-geral da IATA, Giovanni Bisignani.
Segundo ele, a mudança vai trazer benefícios para passageiros,
agentes de viagens, companhias aéreas e meio ambiente. “Os consumidores
vão aproveitar a conveniência e a flexibilidade de viajar sem
bilhetes em papel”, afirmou.
A obrigatoriedade da apresentação do CPF (Cadastro da Pessoa
Física) em lojas, bancos e outros estabelecimentos fez os contribuintes
com o documento suspenso ou em condição de pendência correrem
para regularizar a situação cadastral junto à Receita
Federal. Em cinco meses, 8,956 milhões de pessoas procuraram lotéricas,
agências dos Correios e os bancos federais para que o cadastro fosse
normalizado.
“A entrega da declaração de isento é muito mais
simples do que a regularização. Na regularização
a taxa paga é maior e o tempo perdido também”, afirmou
Joaquim Adir, supervisor nacional do Imposto de Renda.
A pessoa que deixar de fazer a declaração de isento por um ano
tem o CPF colocado na condição de “pendente de regularização”.
Caso deixe de entregar a declaração por dois anos, a Receita
suspende o uso do CPF. Neste ano, o período para a entrega desta declaração
vai do dia 3 de setembro ao dia 30 de novembro.
Adir explicou que hoje a maior parte dos estabelecimentos já não
aceita um CPF na condição de “pendente” e por essa
razão os contribuintes buscaram a regularização da situação
antes da Receita anunciar o período de recebimento da declaração
anual de isentos.
Em fevereiro, quando a Recita incluiu na base as informações
da declaração de isento de 2006, o total de documentos em pendência
era de 22,175 milhões e os suspensos totalizavam 41,224 milhões.
Até o final de julho, 5,295 milhões dos então pendentes
já tinham regularizado sua situação. Outros 3,661 milhões
de suspensos reativaram o documento. Para isso, foi preciso ir até
uma agência dos Correios, Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal
e pagar R$ 5,50.
A outra forma de regularizar a situação —tanto dos CPFs
suspensos como dos pendente— é fazer a declaração
de isento e esperar que esses dados sejam incluídos na base da Receita,
o que deve ocorrer só no início do próximo ano.
Com o CPF suspenso o contribuinte fica impedido de abrir conta bancária,
pedir crediário, tirar passaporte, participar de concurso público,
receber prêmio de loteria, constituir empresa ou ainda ser parte em
transações nos cartórios. Para regularizar o CPF, basta
entregar a declaração de isento —no caso dos contribuintes
isentos da declaração anual de ajuste.
Embora sem o artigo que punia com mais rigor a divulgação
de grampos pela imprensa, o texto do projeto de lei que vai regulamentar o
uso de escuta telefônica e ambiental enquadra como crime o vazamento
e a divulgação, “por qualquer meio”, dos diálogos
gravados.
Conforme a redação do documento em debate no Ministério
da Justiça, divulgar o conteúdo de escutas é crime, punido
com até três anos de prisão. Se o material divulgado for
produzido de maneira ilegal, a pena poderá chegar a até quatro
anos de prisão.
O polêmico artigo relacionado à imprensa, que fazia parte da
proposta de lei elaborada em 2003, na gestão do então ministro
Márcio Thomaz Bastos, aumentava em um terço o tempo de prisão
se a divulgação ocorresse pelos meios de comunicação.
Ao assumir o Ministério da Justiça, Tarso Genro retomou a discussão.
Ainda não há prazo para a finalização do texto,
que depois será enviado ao Congresso. Determinou a exclusão
do artigo direcionado, mas cobrou rigor na punição da escuta
ilegal e da revelação dos diálogos gravados em caráter
sigiloso. Na prática, isso afeta jornalistas que divulgam grampos legais
“vazados” pela polícia ou parlamentares de comissão
de inquérito, por exemplo.
“Precisamos garantir o uso da escuta, que é uma ferramenta fundamental
de investigação para combater o crime organizado. Mas, ao mesmo
tempo, se não houver nenhum passo para coibir a divulgação
da intimidade das pessoas, corremos o risco de ver questionado o uso desse
instrumento”, diz Pedro Abramovay, secretário de Assuntos Legislativos
do Ministério da Justiça, que integra, juntamente com delegados
da PF e membros do Ministério Público, a comissão que
vai formatar o texto final da nova lei.
Imprensa
A divulgação pela imprensa seria enquadrada no artigo da nova
lei que trata como crime, punido com até três anos de prisão,
quem “divulgar ou utilizar, por qualquer meio”, o conteúdo
de interceptação feita com autorização judicial.
Também seria crime divulgar grampos ilegais. Pena: dois a quatro anos
de prisão e multa. A sanção será aumentada em
um sexto se quem “divulga, decodifica, transcreve ou utiliza o resultado
da operação ilegal” é servidor ou funcionário
de companhias telefônicas e usa o trabalho para praticar o crime.
Abramovay nega que o texto da nova lei esteja em confronto com a liberdade
de imprensa. Diz que, na essência, não há nada de novo
em relação à lei em vigor. “Estamos detalhando
as condutas proibidas. Precisávamos dar algum sinal de que vamos coibir
abusos na violação da intimidade das pessoas. Na [Operação]
Hurricane, [relacionada a um esquema de venda de sentenças judiciais
favoráveis a empresários do jogo], foi dado acesso às
escutas a 70 advogados”, diz o secretário, para lembrar de um
caso cujo conteúdo da investigação circulou pela imprensa.
A lei atual, de 1996, considera as escutas como material sigiloso. Não
trata da divulgação de forma específica. Essa prática
acaba sendo enquadrada no artigo 10, que considera crime “quebrar segredo
de Justiça”.
O texto em discussão aponta como crime “divulgar gravação
de conversa própria, por telefone ou por outro meio, gravada sem conhecimento
do interlocutor”, com pena de até três anos de prisão
e multa.
Se aprovados esses termos, uma pessoa só poderá usar o conteúdo
de gravação se tiver avisado ao interlocutor, no momento da
conversa, que estava gravando o diálogo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (foto) afirmou ontem, durante
o programa de rádio “Café com o Presidente”, que
só chegou à Presidência da República por não
ter fraquejado.
“Eu, quando conto meu exemplo, conto para levantar a auto-estima das
pessoas. Para que as pessoas saibam que alguém que passou o que eles
estão passando chegou a presidente da República. E só
cheguei porque não fraquejei, só cheguei porque trabalhei, acreditei,
lutei e cheguei. Então, o que eu digo para as pessoas: não há
razão nenhuma para a gente desanimar.”
Lula ainda falou sobre a questão do saneamento básico no Brasil.
“Eu vivi muitas enchentes, não foram poucas na minha vida e acho
que tudo isso serviu de aprendizado para mim. Serviu de aprendizado e eu tento
passar para as pessoas. E por isso eu tenho essa vontade, essa determinação
de enfrentar, de uma vez por todas, a questão do saneamento básico
no Brasil.”
O presidente também comentou sobre o PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento) para a área. “São R$40 bilhões
divididos entre os 27 Estados, envolve na verdade 394 municípios e
vai atender o equivalente a 15 milhões de famílias, ou seja,
60 milhões de pessoas. O grande problema do Brasil era que o Brasil
tem uma cultura pequena de investimento em saneamento básico.”
Lula destacou, no entanto, que é importante que se faça uma
política combinada. “O que é importante é que tenha
uma política combinada, ou seja, aonde nós formos trabalhar
essa política de saneamento básico, junto tem que entrar o posto
médico, junto tem que entrar escola, junto tem que se pensar na área
de lazer, junto tem que entrar a política de segurança. Tudo
isso é um jogo feito com vários ministérios participando
para que a gente possa fazer uma melhoria substancial na vida do povo que
mora em situações mais degradantes.”
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recebeu uma ação do Ministério
Público em São Paulo contra o deputado federal Paulo Pereira
da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. O deputado teria utilizado
veículos de entidades sindicais na campanha eleitoral de 2006.
Segundo a denúncia, o deputado também teria recebido valores
de forma ilícita neste período. Além disso, também
foram apontadas supostas falhas em sua prestação de contas junto
ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.
O TSE vai decidir se o processo contra o deputado retorna ao TRE-SP ou se
a investigação deve permanecer sob a responsabilidade da corregedoria
regional eleitoral.
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