Prof. Felipe Aquino
A prática do aborto vem gerando acaloradas discussões no mundo
inteiro, inclusive no Congresso brasileiro. Até mesmo a Organização
das Nações Unidas quer globalizar essa prática criminosa.
Se fazem de cegos diante da covardia de matar uma criança inocente
no ventre da mãe.
O aborto é um atentado à vida, uma grave ofensa à dignidade
humana e uma afronta ao Criador. Ninguém pode se omitir diante dessa
barbaridade. Nem a cobra mais peçonhenta se dispõe a matar seu
filhote ainda no ninho. Sábia natureza.
Aqueles que são guiados pela luz da moralidade não deixam de
encarar o aborto como um dos mais nefandos crimes que um ser humano é
capaz de cometer. Se a vida não é defendida desde o ventre materno,
a verdadeira civilização perece, dando lugar à barbárie
- ainda que travestida de civilidade.
Como o Brasil, que sempre se orgulhou de ser um país católico,
com um povo afável e sofrido, poderá continuar sendo abençoado
por Deus, na medida em que aprovar legalmente o derramamento de sangue dos
seus filhos mais fracos, indefesos e inocentes?
O número de abortos sofreu aumento em todos os países que legalizaram
sua prática. Também aumentou, na mesma proporção,
o número de mulheres que carregam traumas psicológicos graves
pelo fato de terem tomado a decisão de abortar. A culpa é um
sentimento comum entre os que não perseveram na fé.
A Igreja Católica, fiel à lei de Deus e sempre a favor da vida,
é intransigente com relação ao aborto. Os católicos
têm como dogma de fé que só o Criador é o Senhor
da vida e da morte. A criatura que arroga para si o direito de matar, está
usurpando o lugar de Deus, ofendendo gravemente o Criador.
Desde os seus primórdios, a Igreja ensina que no ato da concepção
passa a existir uma nova vida humana, única, irrepetível, criada
à semelhança de Deus, dotada de uma alma imortal, com o direito
de viver. Tanto se fala em direitos humanos e, no entanto, o primeiro e mais
fundamental de todos é desrespeitado em toda a face da terra. De que
adianta defender os demais direitos se o direito de viver é tão
violado?
Criminosamente o mundo mata, no ventre das mães, milhões de
criancinhas indefesas, covardemente assassinadas, muitas vezes de maneira
horrivelmente dolorosa. Nos abortos praticados por sucção, o
corpo do bebê com dois meses é dilacerado por uma lâmina
e aspirado. Outras vezes, o bebê é envenenado com quatro, cinco
meses de vida intra-uterina, sendo o seu corpinho queimado vivo. As mães
que praticam abortos nunca vêem suas vítimas.
No encontro do óvulo com o espermatozóide, é gerada uma
vida humana, com seu próprio código genético. Resta,
apenas, se desenvolver. Todo atentado à sua vida é grave injúria
contra Deus e contra o ser humano em formação. O feto é
uma vida humana. E o aborto é sim o assassinato de uma criança.
Desde os primeiros meses de gestação, ela tem os mesmos direitos
à vida que um bebê de um ano de idade. Nada, nada mesmo, pode
justificar um aborto, nem mesmo a gestação de alto risco, as
enfermidades genitais, os casos de gravidez não desejada. Nem mesmo
um estupro ou anencefalia.
Um erro não justifica outro maior ainda, de proporções
descomunais. Nada justifica um aborto! Se, no caso de estupro, alguém
precisa ser punido, este é o estuprador, não a criança.
Não tem cabimento matar o feto para se vingar do estuprador. Um crime
não justifica o outro.
Enquanto, por um lado, a viabilidade de sobrevivência de um bebê
prematuro, fora do útero da mãe, é da ordem de vinte
semanas, por outro, nos Estados Unidos, por exemplo, a criança pode
ser legalmente assassinada até os seis meses, já completamente
formada e pronta para viver.
Com apenas onze semanas de gestação, um bebê no útero
já é bem desenvolvido. Todos os seus sistemas orgânicos
já funcionam. Ele respira e urina, o corpo já esta se formado
e as mãozinhas já possuem até impressões digitais.
Nesse estágio, o bebê já sente dor e é muito sensível
à luz, ao calor e ao barulho. Sua personalidade também já
está em formação.
Com oito semanas de gestação, um bebê segura qualquer
objeto que for posto em sua mão, e até os batimentos do seu
coração já podem ser registrados em um simples exame
de ultra-sonografia. Com seis semanas, o feto começa a se movimentar.
Com menos de quatro semanas, podemos comprovar que qualquer de suas células
possui 46 cromossomos, ou seja, é um ser humano.
Cada um de nós foi uma simples célula, um óvulo fertilizado,
que já continha tudo o que seríamos. Um pingo d'água
é água! É por desrespeitar a vida intra-uterina que o
homem chegou aos grandes desrespeitos à vida humana. Quando a vida,
em toda a sua extensão, não é respeitada, o homem corre
sério risco. Querer que a lei não proteja a vida no útero
materno antes dos seis meses ou menos, é o mesmo que querer que a lei
não proteja a mesma vida, por exemplo, depois dos oitenta anos.
Se hoje é dado à mãe o direito legal de matar o seu filho,
ainda não nascido, por ser um incômodo para ela, amanhã
logicamente corremos o risco de dar ao filho o direito também legal
de matar a sua mãe, velha e doente, que se tornou um peso para ele.
As duas práticas são tão criminosas quanto absurdas.
¦
Prof. Felipe Aquino é teólogo e apresentador dos programas Escola
da Fé e Trocando idéias, na TV Canção Nova (www.cancaonova.com)
Sylvia Romano
Dias atrás, levei um grande susto ao assistir a um telejornal no qual
o nosso primeiro mandatário mais uma vez fazia os seus costumeiros
e irrelevantes discursos, que só são aplaudidos pela "corte"
da sua comitiva. Durante um embate com estudantes usando nariz de palhaço
- embate este equiparável a briga de cortiço, no qual sua dantesca
figura respondia aos estudantes em nível muito pouco apropriado para
o cargo que ocupa - e após muita lengalenga defendendo os palhaços
e o circo, nosso presidente resolveu atacar "aszelites" com a seguinte
pérola de sua lavra intelectual: "Aszelites ficam gritando contra
o bolsa-família, a grande obra do meu governo, mas não falam
nada contra as bolsas de estudos de até US$ 2 mil que o governo paga
a bolsistas para pesquisas e estudos no exterior."
Diante desta afirmação, tenho a certeza que o grande objetivo
do atual governo é governar para um povo no qual o beócio e
o ignorante venham a ser a grande parte da população. Até
porque um povo sem cultura e educação é muito mais fácil
de ser governado e dominado, inclusive por quem não tem a mínima
condição intelectual de pensar e, consequentemente, governar.
Porém nosso representante esquece que uma sociedade só existe
se houver cultura, educação e inteligência, ou seja, escola
com condições de ensinar e fazer pensar. A educação
não é só para alfabetizar, mas para fazer a inclusão
de todos no mundo moderno, globalizado e tecnológico em todos os sentidos.
A educação hoje tem de estar em uniformidade global, pois o
mundo ficou pequeno após o advento da aviação e da comunicação.
Assim, um país que não buscar conhecimento fora de suas fronteiras,
com os mais desenvolvidos, estará fadado ao subdesenvolvimento, enfrentando
todas as mazelas advindas da ignorância, bem como suas óbvias
conseqüências, sendo a maior delas a de ser governado "ad-infinitum"
por ditadores e oportunistas de plantão.
Um País que não tem cérebros pensantes nem governantes
com referencial, ressentidos por uma condição que infelizmente
não lhes permitiram estudar no passado, não chegará a
lugar algum, pois os mesmos só têm hoje interesse de se vingar
daqueles que tiveram condições um dia de estudar e, principalmente,
elaborar um raciocínio lógico e estruturado que lhes dá
o poder de julgar com imparcialidade os absurdos e desmandos que a nossa nação
vem enfrentando.
E voltando a falar de circo... Também concordo que se trata de um espetáculo
muito sério e importante para uma sociedade, desde que os atores não
sejam políticos do picadeiro mambembe e sem graça que se tornou
a capital do nosso País.
Sylvia Romano é advogada trabalhista, responsável pelo Sylvia
Romano Consultores Associados, em São Paulo.
email: editor@diariosbo.com.br