Marcio Alves Martins
O Brasil, desde o inicio das suas privatizações vem passando
por profundas transformações no âmbito do seu "descontrole"
nos gerenciamentos e seu acompanhamento de gestões sobre as concessionárias
ou permissionárias do transporte público. Esta situação
foi levada à contaminação de todas as esferas governamentais
desde país. Mais absurdamente é assistir que quase sempre os
defensores desta moral e boa conduta pública muita das vezes desconhecem
o real cenário daquilo que ele vem querendo interferir. Isto é
muito fácil de entender pegando dois cenários, um a nível
nacional e outro regional, isto para não contemplar aqui tantos casos
de desfecho totalmente "surreais".
Um será o transporte aéreo nacional e outro será sobre
o transporte por ônibus urbano na cidade de Americana. Primeiro vemos
que a nação há tempos não vem fazendo seu controle
de co-gestão com as empresas do transporte aéreo. Daí
vem o governo na imprensa ameaçando as empresas aéreas de perderem
suas concessões por situações antológicas. Ora,
o país não tem mais empresários à altura de levantar
uma nova empresa aérea, trocar por quem?...Volto a dizer que tudo parece
um conto surreal, mas a verdade é o governo que depende das empresas
do transporte aéreo para sair desta crise que se entregou. Terá
que contratar pessoas com capacidade técnica vinda, quase obrigatoriamente,
de pessoas que estavam ou estão dentro destas companhias aéreas
para fazer sua co-gestão operacional.
Quem se lembra que viajar a cerca de dez anos atrás era um luxo, passagens
caríssimas e que o país tinha uma empresa a altura desta grandeza,
nossa falida Varig. As outras empresas lutavam para chegar a sua majestade.
Ai eis que surge um empresário do setor de ônibus urbano e rodoviário
para modificar este cenário. Aparece uma empresa aérea com cara
de ônibus rodoviário, poltronas mais próximas, sem serviço
de bordo, quase piloto tirando a passagem no avião pra deixar a passagem
"baratinha, baratinha"... Isto foi um "GOL" na política
aérea. Nunca se viu um crescimento de passageiros tão estrondosos
como antes. Os aeroportos se viam abarrotados de novos transeuntes que já
poderia pagar por uma passagem aérea. Só esqueceram de ampliar
os aeroportos e os vôos foram multiplicando a cada ano. Como, por exemplo,
na ponte aérea Rio/São Paulo que despencou dos valores de cerca
de r$ 500.00 para apenas r$ 50,00 em determinados vôos. O obvio estava
ai cai o valor da passagem, cai o valor do serviço. Neste espaço
de tempo houve total ausência das políticas publicas sobre o
que as empresas deveriam ou não fazer. As empresas por si só
mudaram o cenário desta política. A TAM e as outras empresas
para não perder mercado reiniciaram suas balizações operacionais
não mais pela Varig sua principal corrente e sim pela empresa GOL,
inicia-se a oposição dos tempos da "sofisticação
aérea". Os aviões não precisavam ser novos, poderiam
se comprar aviões velhos rodados por outras tantas companhias aéreas
de outros países. Assim como no ocorrido da tragédia do avião
da TAM recentemente. E o país assistir até mentiras dos gestores
públicos federais para Juizes sobre suas normativas de gestão.
Imaginemos isto a nível regional ou local.
Agora um episódio a parte para refrescar a memória tomemos a
renuncia do ex-governador de Brasília da acusação de
manobras financeiras envolvendo o proprietário da empresa aérea
Gol. A pergunta é muito simples quem saiu neste episodio totalmente
prejudicado? Será que existe uma ligação deste dinheiro
com o lucro da sua empresa aérea? E muitas outras poderiam ser pertinentes
e co-relacionadas.
Já no cenário regional, no caso da cidade de Americana o desfecho
foi mais inusitado ainda. Todos imaginavam uma guerra entre empresários
que já atual no setor dos transportes públicos por incrementos
de suas fatias operacionais. O que se viu foi uma confraternização
de cordialidades destas fatias já demarcada há tempos por este
setor e que muitos políticos e autoridades publicas não queriam
enxergar. Até as condições de vida dos veículos
que foram apresentados se assemelham ao caso aéreo. O mais interessante
foi à ausência de várias empresas que no passado outrora
queria estar trabalhando ali nem participou de tudo isto.
A analise é muito simples, em todos os episódios já estudados
o foco deveria estar voltado na co-gestão participativa dos gestores
públicos sobre as empresas que lhes foram concedidas ou permitidas
suas explorações do transporte. O foco não deveria ser
só para as empresas e sim o próprio agente fiscalizador desta
exploração e suas esferas governamentais. As movimentações
financeiras destas "exploradoras do bem público no Brasil"
deveriam expor publicamente seus balancetes financeiros à sociedade,
que é a real detentora deste bem, hoje nas mãos destas empresas.
Principalmente no setor de ônibus a fragilidade desta fiscalização
fica mais explicito, quase todo o valor financeiro entra em papel corrente,
portanto as malas de dinheiros que se tem noticias e que já foram encontradas
muitas das vezes ouvidas no noticiário nacional têm sua fonte
oriunda desde cenário surreal da política brasileira. Todo este
relato para os passageiros é mais que real e de seu conhecimento.
Marcio Alves Martins, Pos graduado em gestão Publica pela FGV. Especialista
em Transporte Público.
Juarez Alvarenga
A vida nos bate e muitas vezes nos joga para o nosso interior entulhos acumulados
com seu desenrolar ficando impregnado em nossa alma.
Somente o ser vivente tem a possibilidade de destruir tudo que nossa existência
constroem de ruim. Alguns fazem dos problemas reservatórios cheios
e tampados. Outros retiram o acumulo diariamente fazendo dentro de seu espaço
acrobacias existenciais.
A primeira atitude sabia é criar barreiras consistentes contra o vírus
da destruição psicológica. Se assim mesmo o vírus
penetrarem perceba que a contaminação pode ser evitada. Parece
que a maioria da humanidade o processo de destruição da alegria
de viver encontra seu habitat natural nas profundidades de nosso intimo.
Tive uma vida humana e por isto com problemas, hoje percebo que devemos dar
fluxos para que as dificuldades não alojem em nosso intimo definitivamente
dilacerando o prazer de viver.
Não sou ser humano sem problemas, porém isto é impossível.
Sou sim um detive que procuro desvendar os mistérios, impedindo que
o crime da insatisfação instale em minha alma.
Dentro do seu interior existe problema morto ou anestesiado? Muitas pessoas
aglutinam no seu intimo espaço que comprime seu conteúdo, dificultando
o alastramento da felicidade. E como metástase dilacera no seu dia
como veneno impedindo os frutos saudáveis da alma de nascerem.
Aprenda a matar seus problemas. Não contenta quando eles estão
anestesiados. Para isto é necessária um balsamo brando nos tempos
das tempestades. Busque e faça das águas das tempestades fluírem
confortavelmente, limpando na sua trajetória todo óbice encontrado.
Para isto cabe fazer de nossa fonte geradora brotarem águas cristalina
e em constante produção.
Cabem a nós seres humanos desalojar de nosso espaço intimo toda
mercadoria podre e também todos os problemas que permanecem em nós
com validade vencida e em plena época de aposentadoria.
Dar adeus para os tormentos vivenciais é sacramentar a vida de motivação
permanente.
Descubra como destruir as raízes de seus problemas, pois sabemos que
é fértil demasiadamente e rica em reprodutora de frutos imperfeitos.
É natural dentro do relacionamento humano acabar em cinzas. E faça
destas cinzas adubos que nos alimenta um novo relacionamento de experiências
saudáveis.
Perceba que aquele amor de carnaval que fica anestesiado o ano inteiro, desencadeando
na sua época tem que ser dilacerado e impugnado, pois ele provoca distanciamento
da felicidade. Cabem as pessoas somente o direito de fazerem felizes, infelizes
nem você mesmo. Nós seres humanos devemos ser instrumentos de
propagação de coisas saborosas e recompensadoras. E com esta
filosofia estará tirando de seu interior problemas anestesiados fazendo
morrer definitivamente e eternamente.
Cortando as raízes as seivas destruidoras de infelicidade morrerão
e nós teremos o prazer de levantar todos os dias com o pé direito.
Nascemos para arrancar os problemas e não somente evitarem. Eliminar
é ser guerreiro vitorioso deste grande campo vivencial que nos pedem
paz a todo amanhecer. E que seu bom dia para vida seja de exaltação.
Juarez Alvarenga, Advogado e escritor
email: editor@diariosbo.com.br