Polícia Civil é o "primo pobre" da segurança em Santa Bárbara d'Oeste

Enquanto a Policia Militar recebe viaturas e homens com freqüência, a situação da Policia Civil em Santa Bárbara d'Oeste é critica. Agoniza com a falta de funcionários (delegados, escrivães e investigadores). Há um bom tempo o Governo do Estado não designa funcionários para a cidade. A Guarda Civil, comandada pelo município teve recente aumento de efetivo e aquisição de novas viaturas.

FUNCIONÁRIOS
Sem receber um escrivão desde 2002, portanto há 7 anos, a situação na maioria das unidades da Policia Civil em Santa Bárbara é critica. Recentemente o Diário publicou matéria sobre a falta de funcionários no 2º DP, unidade que atende 90 mil habitantes (toda a zona leste) e que tinha somente um atendente,este fornecido pela Prefeitura.
Santa Bárbara conta com três distritos, uma delegacia do município, uma Delegacia da Mulher, Delegacia de Transito e Cadeia pública e um efetivo em torno de 50 funcionários, sendo que um quinto desse pessoal atua na cadeia(carcereiros).Para que o trabalho pudesse ser realizado com total perfeição seria necessário pelo menos dois terços do numero de policiais militares que a cidade conta hoje (a PM tem 170).
A situação dos escrivães, responsáveis principalmente por relatar os inquéritos, ouvindo as partes envolvidas e participar da elaboração dos flagrantes, se agrava ainda mais com a saída do escrivão Mauricio Graciani que passou num concurso para escrevente do Fórum e devido ao salário maior e carga de trabalho menor, optou em sair.Ele vinha atuando no 1º DP,região central.

Além de atuarem nos três distritos, e delegacia da Mulher, os escrivãs, investigadores também são escalados para trabalharem nos plantões noturnos. Com isso desfalcam as unidades que atuam no dia-a-dia. Sem contar alguns que estão afastados por motivo de doença e em férias.
Também o número de investigadores é insuficiente para poder checar denuncias, aprofundar nas investigações de crimes como homicídio, furtos e roubos.
Quanto ao número de delegados, a situação também é critica.Hoje são 6 delegados para todas as funções e alguns chegam a acumular,como o caso de Gilberto Doria que além de atuar no 3º DP (Jardim São Francisco), também responde pela direção da cadeia pública. O próprio prefeito José Maria já fez comentários que no seu primeiro mandado ,em 1982 a cidade contará com seis delegados e passados 25 anos, o numero continua o mesmo. Só que aumentam as unidades policiais- DDM e 3º DP. No período de férias, tem delegado que chega a atuar em três unidades e ainda a noite, está escalado para o plantão ,incluindo os finais de semana. O ideal hoje seriam 12 delegados para desafogar o trabalho .Algumas unidades como a DDM , o 1º DP e a Ciretran ocupam prédios pertencentes ao município ou alugados por ele.

FROTA DE VEÍCULOS
Outra questão que atinge a Polícia Civil são as viaturas. A grande maioria está obsoleta com mais de 10 anos de uso. Isso causa transtornos pois elas passam boa parte do tempo nas oficinas para conserto.
O delegado titular do município, João Sergio Marques Batista, não quis comentar o assunto ,mas ressaltou: " Com o efetivo que a administração superior disponibilizou, a polícia civil faz o seu melhor na cidade"


Guarda Civil registra mais de 11 mil atendimentos em 2007

Com um efetivo de 154 patrulheiros, a Guarda Civil Municipal de Santa Bárbara d'Oeste já atendeu neste ano, até o dia 30 de novembro, a 11.871 ocorrências. Além de atender a centenas de chamados de acidentes e prestar apoio à administração pública municipal, à defesa civil e às autoridades judiciárias e policiais, a Guarda atua de forma constante na segurança ostensiva nas ruas da cidade, combatendo tráfico de drogas, furtos, roubos e outras ameaças à comunidade.
Em muitas ações, a Guarda Civil tem obtido o êxito do flagrante. Até o início de novembro tinham sido registrados 134 atendimentos dessa natureza, entre eles sendo 50 ocorrências de tráfico de drogas e entorpecentes; 29 atos infracionais; 16 furtos; nove roubos a veículos, comércios e residências; oito portes de drogas e entorpecentes; cinco portes de arma de fogo; quatro roubos a pessoas; três tentativas de roubo; duas receptações; duas lesões corporais; duas tentativas de homicídio; dois registros de danos ao patrimônio público; uma formação de quadrilha; e uma extorsão.

No combate às drogas e entorpecentes a Guarda já registrou neste ano 60 ocorrências de tráfico e 41 portes. Em uma das ações, realizada em conjunto com a Polícia Militar de Americana no dia 22 de agosto, um morador do Jardim das Laranjeiras, de 30 anos, foi capturado após abandonar o carro na SP-306, próximo ao Aterro Sanitário, e fugir correndo pelo mato, atravessando uma cerca viva. Dois guardas civis, mesmo sofrendo diversas escoriações pelo corpo devido aos espinhos da cerca, conseguiram prender o indivíduo. Em seu veículo foi encontrado um quilo de crack.
Numa análise do relatório de ocorrências deste ano fica evidente também a importante contribuição que a Guarda Civil tem prestado à Justiça. Até o dia 30 de novembro, foram capturados 91 indivíduos procurados.


Justiça condena Carrefour a indenizar cliente por acidente

O Carrefour foi condenado a indenizar em R$ 15 mil, por danos morais, um taxista que teve o dedo do pé direito esmagado em um acidente ocorrido em uma loja de Brasília (DF) e ficou impedido de dirigir. O supermercado ainda terá que pagar R$ 750 por despesas médicas e R$ 5.000 pelo prejuízo acumulado pelo taxista. A decisão foi tomada no último dia 28, mas só foi divulgada nos últimos dias Cabe recurso.

De acordo com o processo, o taxista fazia compras quando teve o pé atingido pelo palhete de uma empilhadeira. Para o taxista, o palhete caiu por imperícia de um funcionário que tentava tirar uma das caixas de leite colocadas sobre o palhete. O taxista sofreu fratura exposta no dedão direito e foi levado ao Hospital de Base de Brasília por outro funcionário da loja. O taxista afirma, nos autos, que o hospital estava em péssimas condições.
Por causa do ferimento, o taxista ficou dois meses e meio sem trabalhar e acumulou um prejuízo de R$ 7.000, além de ter gasto R$ 750 com remédios.

Em sua defesa, o Carrefour afirmava que o taxista pretendia obter vantagem indevida com o pedido de indenização por dano moral pois não tinha registros do ocorrido.
Na sentença, o juiz da 4ª Vara Cível de Brasília, Robson Barbosa de Azevedo, afirmou que o supermercado é culpado, em parte, pelo acidente; que o taxista realmente ficou impedido de trabalhar; que o fato de o Carrefour não ter um registro do ocorrido não exclui a responsabilidade da empresa; e que a indenização era cabível porque o supermercado é responsável pelo bem-estar dos clientes.


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