REFLEXÃO
Se arrependimento matasse, alguns políticos locais já teriam morrido.
CONFLITO TOTAL
Conforme já citamos nesta coluna, a Câmara Municipal de Santa Bárbara está encerrando um dos anos mais conturbados da vida política dessa cidade. Isso ficou mais que comprovado durante a ultima reunião ordinária realizada na terça-feira. O bloco de oposição, que, quer queira ou não, é liderado por Gilmar Vieira da Silva (que estaria funcionando como uma espécie de maestro), resolveu rejeitar tudo que era relacionado aos vereadores da base aliada. Tudo isso porque Gilmar e Mercedes que integram a mesa já não se bicam com o tucano Raimundo Itaberaba. Só que há um ano, eles lideraram movimento para que Raimundo fosse eleito comandante do legislativo.
REVOLTA
O bloco de oposição está revoltado com a presidência do legislativo. Um dos motivos foram os plenos poderes que Itaberaba deu a advogada Luciana Cia que foi colocada no cargo a pedido do próprio PT que hoje pede sua saída. "Essa senhora tem dado pareceres que agradam apenas ao presidente e ao prefeito. Ela humilha, maltrata funcionários. É uma gerentona" disse Gilmar em entrevista a Rádio Luzes.
INCOMPETENTE
Em entrevista ontem de manhã na Rádio Brasil, o vereador petista Ademir da Silva chamou Itaberaba de incompetente. "Hoje não se respeita mais nada dentro da Câmara. Os funcionários foram obrigados a usar uniforme, crachá. Os advogados não atendem alguns vereadores" disse Ademir que também atacou a administração municipal. Quanto ás criticas que vem sendo feitas pelo bloco de oposição formado por seis vereadores, Raimundo citou "A oposição fala demais".
CORTE
O presidente do legislativo Raimundo Itaberaba após reunião com o diretor financeiro decidiu pelo corte da gratificação de 50% do salário que vinha sendo concedido a diretora Selma Daniel que está afastada por motivo de saúde. Itaberaba comentou que esse corte irá persistir até o retorno da diretora.
SENAI
Conforme matéria da distribuição de brinquedos pelo Senai local publicada na edição de ontem, além da Empresa Brinqbrás, a Diverplás Indústria e Comercio também recebeu matéria prima da Romi para a fabricação de brinquedos doados. Além disso, a Luck Brinquedos doou brinquedos a campanha do Senai.
NO SENADO
No primeiro discurso após ser eleito o novo presidente do Senado, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) disse ontem que assume o cargo com a missão de reerguer a imagem da Casa após a crise política que a atingiu neste ano. O peemedebista disse que vai tirar do episódio que "aproximou o Senado de limites que jamais poderiam ser ultrapassados" lições que serão aplicadas no comando da Casa --mesmo admitindo que assume o cargo em um momento "traumático" para o Senado. "Convoco a todos os senadores a partilhar comigo a agoniação de devolver ao Senado perante o país toda a credibilidade que conquistou em sua quase bicentenária trajetória histórica", afirmou. No final do discurso, disse que o Senado "vai escrever uma nova página na história brasileira". Garibaldi garantiu aos líderes partidários que, no comando da Casa, vai respeitar as legendas governistas e de oposição com o cumprimento restrito da Constituição Federal e do regimento interno do Senado. "Eu quero assegurar as bancadas do governo e da oposição a minha lealdade ao regimento. A presidência não será partícipe da disputa partidária, mas ferramenta para que das discussões surjam idéias e caminhos para levar o Senado sempre atuante. O instante é de arrostar desafios, enfrentar sem dúvida com árdua luta esse momento de trauma, mas também de renovação de fé na força democrática de nossa instituição."
FINANCIAMENTO
A economia brasileira voltou a apresentar necessidade de financiamento, fato que não ocorria desde 2001, no que diz respeito a comparações entre terceiros trimestres. Segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ontem, necessidade de financiamento no terceiro trimestre deste ano foi de R$ 255 milhões. Ao mesmo tempo, a capacidade de financiamento chegou a R$ 14,1 bilhões. No terceiro trimestre de 2001, a necessidade de financiamento era de R$ 11 bilhões. Já a renda líquida de propriedade privada enviada ao resto do mundo chegou a R$ 12,8 bilhões no terceiro trimestre deste ano --R$ 1,1 bilhão acima do notado em igual período de 2006. Segundo a economista do IBGE, Cláudia Dionísio, a mudança ocorreu em função da queda do saldo externo de bens e serviços, que passou de R$ 22,8 bilhões no terceiro trimestre do ano passado para R$ 10 bilhões no terceiro trimestre de 2007. No acumulado do ano, a economia brasileira tem um superávit de financiamento de R$ 1,9 bilhão. No período correspondente em 2006, o saldo era positivo em R$ 15,8 bilhões.
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