A Câmara Municipal está definindo os detalhes para a realização de concurso público em 60 dias. De acordo com o presidente, Raimundo ‘Itaberaba” da Silva Sampaio (PSDB), o concurso será realizado em parceria com a Prefeitura que já tem o seu know-how para esse processo. “A Secretaria de Administração que já tem experiência com vários concursos públicos vai dar amparo e suporte para nós realizarmos o nosso.
Estamos buscando um elo de parceria com a Prefeitura para várias realizações, como o cercamento do prédio, a realização de pregões e agora com a realização do concurso público”, disse. Na sexta-feira houve uma reunião com o secretário Claudemir Marques Francisco (Administração), Raimundo Itaberaba, a procuradora jurídica da Câmara Luciana Cia e o consultor financeiro José Roberto de Paula, para os primeiros entendimentos nesse sentido com relação ao número de vagas e outros detalhes.
“Na próxima semana haverá uma outra reunião, desta vez na Secretaria de Negócios Jurídicos e também com o prefeito José Maria de Araújo Júnior onde serão definidos outros detalhes para que o concurso seja feito em 60 dias”, informou o presidente. Em setembro os vereadores aprovaram o projeto de lei autorizando a reestruturação do quadro de pessoal e da estrutura administrativa do Legislativo para os cargos efetivos.
O projeto foi elaborado pela mesa diretora da Câmara e conforme informado pelo presidente, corrigiu distorções de resoluções anteriores da Casa e criou sete novos cargos que são: procurador jurídico (1), contador (1) jornalista (1), técnico em recursos humanos (1), técnico de compras almoxarifado e patrimônio (1) e motorista (2). Esse projeto também ampliou o número de outros cargos já existentes na Câmara, mas que não estão totalmente preenchidos como: assistente social (1), assistente legislativo (6), auxiliar legislativo (6), copeira (2), jardineiro (2), ajudante geral (4), telefonista (3), escriturário (6), vigia (5), recepcionista (3), faxineira (4), auxiliar de serviços gerais (1) e contínuo (4). O último concurso da Câmara Municipal foi realizado em 2004 para contratação de 31 novos funcionários em funções diversas .A empresa Omega Consultoria e Planejamento Ltda , de Itu, foi a empresa vencedora da licitação para realização desse concurso.

Plantas e restos de materiais de construção ainda são retirados da área
As Secretarias de Obras e Serviços e de Meio Ambiente estão estudando dois projetos para a construção de um parque na área de mais de 30 mil metros quadrados, no bairro Mollon, que foi desocupada no mês passado pelas cinco famílias invasoras que ainda restavam no local. O prefeito José Maria de Araújo Júnior (PSDB) informou que um dos projetos é mais modesto com algumas edificações e construções comuns, com portaria adequada, parque infantil, área para caminhada e outros atrativos. A intenção, segundo ele, é aproveitar o máximo possível o verde existente naquela área que é destinada ao lazer e tem uma parte de APP (área de preservação ambiental) com uma nascente perto do Córrego Mollon. O projeto deverá ser apresentado nos próximos dias. Por enquanto continua a limpeza no local e deve durar cerca de 20 a 30 dias, pela previsão do secretário de Meio Ambiente, Brás dos Santos Adegas Júnior. Homens e máquinas continuam na área retirando algumas árvores e plantas, com autorzação do DPRN (Departamento de Proteção aos Recursos Naturais). Depois devem ser feitas as adequações para o início das obras do parque. Para um segundo momento, de acordo com o prefeito, é estudada a possibilidade de edificações, construção de concha acústica, parque infantil, sanitários, iluminação, estacionamento apropriado e outras benfeitorias, enriquecendo o local. O prefeito não quis falar em prazo para dar início à essas obras por causa da época das chuvas, que acaba atrapalhando. A intenção da Prefeitura é utilizar mão-de-obra própria, mas alguns serviços, segundo o prefeito, deverão ser licitados. “Vamos fazer licitações de acordo com as necessidades”, disse Zé Maria.
Mesmo com toda a expansão que a construção civil tem registrado desde o ano passado, a avaliação do setor ainda é de que o atendimento à demanda por moradias para a baixa renda - famílias com ganho mensal de até cinco salários mínimos - e a conseqüente eliminação do déficit habitacional - concentrado no segmento - só serão possíveis com subsídios governamentais à compra da casa própria por essa fatia da população.
Há pouco mais de um ano, grandes empresas do setor vêm anunciando sua entrada no que seria o segmento de baixa renda, mas, na maior parte das vezes, produzindo unidades para famílias com renda mensal acima de cinco salários mínimos.
A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), por exemplo vai entrar no segmento de renda de cinco a dez salários mínimos por meio da controlada HM Engenharia, com unidades de R$ 40 mil a R$ 100 mil. A HM fará seus primeiros lançamentos este trimestre, com Valor Global de Vendas (VGV) total de R$ 60 milhões, sendo de R$ 30 milhões a parcela da CCDI.
De acordo com o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, em São Paulo, não é possível que as empresas tenham lucro ao produzir unidades cujo preço seja compatível com rendas familiares de até quatro salários mínimos, por causa do preço elevado dos terrenos e dos insumos para a construção.
A Prefeitura está abrindo licitação para contratar duas empresas de engenharia na proporção de 50 % cada uma para prestação de serviços especializados de engenharia civil visando a execução total de 500 mil metros quadrados de obras de conservação e recuperação de vias públicas e levantamento de poços de visita com fornecimento de equipamentos, acessórios, mão de obra e material. O secretário de Obras e Serviços, José Carlos Nadilichi, informou que essa etapa de recapeamento atenderá várias regiões do município não abrangidas nas etapas anteriores. Entre os bairros beneficiados estão o Jardim Boa Vista e Vila Santa Terezinha. As empresas interessadas na concorrência deverão retirar os envelopes do edital até o dia 22 de janeiro às 9h30. A visita técnica está marcada para os dias 14 e 15 devendo ser agendada antecipadamente na Secretaria de Obras da Prefeitura.
A Emei Vanderlei Matarazzo, localizada no Conjunto Ângelo Giubbina, está recebendo reforma na cozinha, para readequação das instalações. A obra teve início no dia 5/12 e vai trocar pisos, mudar instalação do fogão, dos balcões e cubas, além de separar o local destinado ao lactário. Também será feito novo acesso à lavanderia.
De acordo com a dirigente da unidade, Letícia Cristina Oliveira Camargo, a reforma vai proporcionar maior qualidade no trabalho das funcionárias da cozinha. "As cubas eram todas muito fundas e, agora, serão instaladas algumas mais rasas, além do fogão que estava num local que aquecia muito o ambiente", explica a dirigente.
Outra necessidade do local era separar a cozinha do lactário, que precisa ter um local específico para a manipulação das mamadeiras e papinhas. O acesso à lavanderia era feito pela cozinha, o que também será alterado. Com a reforma, os ambientes terão acessos próprios, facilitando o trabalho de todos os funcionários.
A cozinha possuía o mesmo piso da área externa e, com a reforma, serão instalados pisos claros e de fácil limpeza. "A cozinha será um ambiente mais adequado ao preparo dos alimentos, com qualidade também para os funcionários que ali trabalham", completa Letícia.
A inspiração pode surgir dos mais inesperados lugares. O doutor Shinya Yamanaka a encontrou enquanto fazia uma observação no microscópio na clínica de fertilização de um amigo.
Yamanaka era professor assistente de farmacologia e estava realizando uma pesquisa que envolvia células-tronco embrionárias quando visitou a clínica cerca de oito anos atrás. A convite do amigo, foi ao microscópio e observou um dos embriões humanos armazenados na clínica. Aquela rápida olhada mudou sua carreira científica.
"Quando vi o embrião, de repente me dei conta de que havia uma diferença pequena entre ele e minhas filhas", disse Yamanaka, 45 anos, pai de duas filhas e atualmente professor da Universidade de Kyoto. "Pensei, não podemos continuar destruindo embriões para nossa pesquisa. Tem de haver outro jeito."
Após anos de pesquisas, quase desistindo em momentos de desespero, Yamanaka pode ter encontrado essa alternativa. No mês passado, seu grupo de pesquisadores foi um dos dois que anunciaram, de forma independente, que tinham obtido êxito na transformação de células da pele adultas em células-tronco embrionárias humanas equivalentes sem usar o embrião original. A outra equipe foi liderada por James A. Thomson, da Universidade de Wisconsin, um dos primeiros cientistas a isolar células-tronco embrionárias humanas.
Yamanaka já havia demonstrado essa técnica em ratos. Depois da experiência, outros cientistas também começaram a tentar reproduzir o feito em células humanas. A descoberta com ratos foi aclamada como um grande avanço, já que oferecia uma alternativa possível para contornar as árduas questões morais que retardam o estudo das células-tronco. As células-tronco, tipo de células com múltiplas funções presentes em novos embriões, representam a promessa de auxiliar as pesquisas de doenças hoje incuráveis e produzir novos tratamentos médicos, como o crescimento de tecidos substitutivos de pacientes. Entretanto, o uso dessas células foi alvo de fortes objeções porque, até agora, só podiam ser obtidas destruindo-se embriões humanos.
Yamanaka é amplamente considerado como o primeiro cientista a ter a idéia de reprogramar células adultas para que se comportem como células-tronco graças à sua experiência em ratos. O ponto fundamental dessa idéia é adicionar genes, chamados reguladores-mestres, aos cromossomos das células da pele. Esses genes são capazes de modificar o comportamento da célula ativando e desativando outros genes.
A descoberta foi bem recebida nos Estados Unidos, onde o governo federal se recusou a financiar grande parte das pesquisas com células-tronco. Mas também foi saudada com entusiasmo no próprio Japão por mais um motivo: ela indica que o país pode finalmente ter alcançado a sua maturidade como pólo de pesquisas científicas. Nas últimas décadas, o Japão tentou reverter a sua arraigada imagem de forte produtor de aparelhos eletrônicos, mas fraco na contribuição à ciência.
"Esta é a primeira vez que uma pesquisa na área médica de importância mundial foi realizada totalmente no Japão", declarou o doutor Hitoshi Niwa, do Centro de Biologia Desenvolvimental Riken, em Kobe. "Ninguém teve a idéia de produzir células-tronco dessa forma antes. Trata-se de um direcionamento totalmente inovador."
Fazer-se notar é algo natural para Yamanaka, conhecido na universidade como um excêntrico de veia criativa. Alto e disposto, Yamanaka tem rosto de menino e se veste com informalidade, o que lhe confere um aspecto de estudante. Costuma fazer uma brincadeira ou outra em suas palestras, ao estilo americano, menos comum nos meios acadêmicos japoneses. Os alunos também comentam sobre a sua inclinação por esportes, contando que costumam vê-lo nadando na piscina do campus ou correndo à margem do rio.
Workaholic confesso, Yamanaka tem uma rotina de trabalho de 12 a 16 horas diárias. É conhecido no campus por preferir não almoçar com os colegas, optando por comer sozinho para assim pode aproveitar o tempo para continuar trabalhando. Sua reputação também é de uma pessoa exigente, mas afável, com sua equipe de 25 pesquisadores, na maioria estudantes universitários e pesquisadores de pós-doutorado.
O sucesso deu a Yamanaka um gostinho de celebridade que, ao que parece, não lhe agradou totalmente. Desde a divulgação de sua descoberta, um fluxo constante de jornalistas de redes do país avança em sua sala e dois grupos de imprensa invadiram os laboratórios da Universidade de Kyoto. Em uma entrevista concedida em seu laboratório, ele demonstrou uma certa impaciência, afirmando que estava cansado de tanta atenção porque isso o distraía de sua pesquisa.
Perguntado sobre a origem de seu sucesso, Yamanaka o atribuiu à sua disposição para assumir riscos. De fato, sua carreira não é muito ortodoxa pelos padrões japoneses. Enquanto muitos cientistas passaram a carreira inteira dentro do rígido universo acadêmico, Yamanaka iniciou a vida profissional na faculdade de medicina, onde se especializou em cirurgia ortopédica.
Ele conta que seu interesse pela ortopedia advém de experiências próprias, crescendo na cidade de Osaka, a oeste do Japão, onde fazia visitas freqüentes aos médicos para tratar de ossos que fraturava jogando rúgbi e lutando judô. Contudo, ele optou pela pesquisa em detrimento da prática da medicina devido à liberdade que ela proporciona, tanto para assumir riscos quanto para ousar, o que seria impossível tratando pacientes.
"Gosto da liberdade da pesquisa", declarou ele. "Além disso, se eu fracassar na ciência, sei que sempre sobreviverei porque também sou médico. Esta é a minha apólice de seguros."
Niwa e outras pessoas disseram que uma das maiores conquistas de Yamanaka não foi apenas a idéia de usar a reprogramação, mas também a velocidade com que ele a utilizou para criar células-tronco, primeiramente em ratos e depois em humanos. Um dos desafios foi descobrir quais genes reprogramariam células adultas. Com centenas de possibilidades de genes, o número de combinações possíveis era quase infinito.
Yamanaka contou que restringiu a busca com um método quase nada científico: um palpite.
Ele disse que usou seus instintos, além de pesquisas publicadas de outros cientistas, para escolher os 24 genes mais promissores. No laboratório, descobriu que dentre os 24, realmente havia quatro genes capazes de reprogramar células adultas para células-tronco.
"Escolher aqueles 24 genes iniciais foi quase como comprar um bilhete de loteria", recorda-se. "Simplesmente dei sorte. Comprei o bilhete premiado."
Outro desafio foi adaptar o método de reprogramação, que ele primeiro desenvolveu com células de rato, às células humanas. Fracassou durante meses, e em um determinado momento chegou a retornar ao grupo de 24 genes para verificar se as células humanas precisavam de uma combinação de genes reguladores-mestres diferente da dos ratos. Ele também começou a fazer experiências com mudanças menores, como alterar a solução de cultura do tipo gel onde as células eram germinadas. Foram as pequenas mudanças que deram efeito, finalmente permitindo que ele reprogramasse as células da pele humana com os mesmos quatro genes.
"Se você tivesse me perguntado em junho", disse ele, "eu teria dito que aqueles quatro não funcionariam em humanos."
Apesar do enorme avanço, o procedimento tem algumas falhas, como a tendência de células-tronco recém criadas tornarem-se cancerígenas, um risco existente nas células-tronco em geral, mas intensificado pois Yamanaka usou um gene que sabidamente causa tumores. O risco de câncer é um dos motivos pelos quais a terapia com células-tronco ainda parece uma possibilidade distante. A pesquisa de células-tronco demonstra uma promessa mais imediata como uma maneira de tratar a ciência básica.
Desde o anúncio da descoberta no mês passado, Yamanaka já tomou uma medida no sentido da redução do risco de câncer. Na edição de 30 de novembro da "Nature Biotechnology", ele anunciou que mesmo sem usar o gene de câncer, conseguiu reprogramar as células e com uma incidência muito menor de câncer.
Ele conta que o maior problema que ainda persiste é o uso, no procedimento, de retrovírus para inserir os genes nos cromossomos da célula. Os retrovírus são um tipo de vírus que também pode provocar mutações em células adultas, tornando-as cancerígenas. Yamanaka contou que a próxima meta é tentar fazer a reprogramação sem os retrovírus.
Ele disse ainda que quer firmar uma parceria comercial entre a sua universidade e uma empresa privada para usar as células-tronco imediatamente em pesquisas laboratoriais para criar remédios novos e mais potentes. O atual risco de câncer não é um problema desde que as células sejam usadas na placa de petri e não sejam transplantadas em humanos, como ele explicou.
"Quero encontrar formas de colocar as células-tronco em uso rapidamente", disse.
Yamanaka contou que foi na faculdade de medicina que ele descobriu o amor pelo trabalho em laboratório, na época de estudante, ajudando em autópsias e em pesquisas ligadas ao alcoolismo. Terminada a graduação, optou pelo doutorado em farmacologia na Universidade da Cidade de Osaka em vez de partir para a prática da medicina.
Seu interesse na pesquisa genética despertou quando deparou com um artigo sobre ratos geneticamente modificados, conhecidos como ratos "knockout". Ele se lembra do quanto ficou fascinado com a idéia de substituir genes, que parecia uma forma de tratamento muito mais precisa do que os medicamentos convencionais que ele estudava na época.
O melhor lugar para aprender sobre genética e ratos "knockout" era os Estados Unidos, onde Yamanaka não tinha amigos nem contatos. Ele conta que enviou cerca de 30 cartas para universidades e especialistas americanos cujos nomes ele pescou em revistas e periódicos científicos. Uma das poucas que responderam foi a Universidade da Califórnia, em São Francisco, que ofereceu a ele uma vaga de pós-doutorado em 1993.
Em 1996, ele retornou à Universidade da Cidade de Osaka, trazendo consigo um lote de ratos "knockout". No entanto, como professor assistente no departamento de farmacologia, recebeu pouca verba e apenas um posto em um laboratório dividido com outras pessoas.
"Fiquei tão deprimido com a falta de apoio que pensei em desistir", confessa. "Ninguém me compreendia."
Ao contrário do que ocorreu neste ano, quando a indústria de bebidas voltou a operar em linhas de produção que estavam paradas há muito tempo, 2008 será a vez de realizar pesados investimentos em aumento de capacidade produtiva, o que incentivará o processo de consolidação do setor Neste momento, além de capacidade fabril, está em jogo a compra de marcas que possam disputar o interesse do consumidor de baixa renda que está entrando no mercado, em especial na região Nordeste, assim como o consumidor de alto padrão, que dá cada vez mais fôlego para as categorias premium.
Todo este apetite tem como pano de fundo a expectativa de crescimento de mais de 6% para o setor de cervejas em 2008, ritmo de crescimento iniciado em 2005, após anos de baixa nos negócios. A estimativa da Schincariol é ainda mais otimista e prevê crescimento de 8% a 9% para o mercado no ano que vem, segundo o diretor de Marketing do grupo, Marcel Sacco.
Moradores do bairro Balan reclamam da falta de varredores de rua. Segundo o relato de populares, a região acaba ficando suja, com lixo e folhas de árvores acumuladas nas vias.
Somente algumas ruas do Centro são varridas pela prefeitura freqüentemente, de acordo com a assessoria de imprensa. O motivo seria a falta de condições de contratar mais varredores.
A moradora da região, M.B.C.R., alega que a cidade vem crescendo constantemente e por isso a renda arrecadada com IPTU também. “Se não há varredores suficientes, deveriam abrir concursos e contratar”, sugere.
A reclamação, segundo a assessoria de imprensa, foi encaminhada para que a Secretaria de Meio Ambiente possa avaliar.
A usuária do transporte coletivo da AVA (Auto Viação Americana) Cássia Cristina Moreira da Silva, reclama do motorista que a tratou mal na última segunda-feira.
Ela alega que ao pegar o coletivo na Avenida Campos Salles em Americana, com destino à Santa Bárbara, estava acompanhada com seu filho, quando chegou na cidade, já próximo a região central, seu filho que pouco antes tinha dado entrada no Hospital Unimed, não passava muito bem e resolveu descer para ir a pé até sua casa.
O ônibus parou no ponto e algumas pessoas desceram, enquanto isso Cássia entregava a chave para seu filho, pois ela iria descer no terminal. Cássia alega que o motorista não esperou o seu filho descer e fechou a porta do coletivo. Ela foi pedir ao motorista que abrisse novamente a porta, para que seu filho descesse, mas foi agredida com palavras em alto tom.
De acordo com Cássia o motorista estava nervoso e falou que ela estava “esparramada” no banco e nem se atentou para que o filho descesse. O mesmo repetiu a frase várias vezes para todo mundo ouvir, desta forma Cássia se sentiu humilhada e constrangida ao mesmo tempo, por ser tratada desta maneira.
Quando Cássia chegou ao terminal foi falar com o motorista que não se importou com o que tinha acontecido. Segundo Cássia quando foi tirar uma satisfação com o motorista, ele falou que o serviço com o público é muito estressante.
A partir daí ela o informou que iria reclamar com os superiores e fazer um BO (Boletim de Ocorrência), o mesmo falou que poderia fazer o que ela quisesse. “Antes que isso aconteça de novo eu resolvi fazer o BO”, explica Cássia.
A usuária por ter passado este momento de nervoso, sua pressão subiu e teve que dá entrada ao hospital, a mesma agora está sendo tratada a base de remédios. Cássia exige respeito, pois ela pagou pelo serviço e não admite ter sido tratada com tanta grosseria.
Cássia apenas é mais uma que passou por este problema, todos os dias em várias cidades acontecem situações semelhantes a esta, ela infelizmente não será a primeira e nem a última.
A redação do Diário entrou em contato com a empresa, mas até o horário de fechamento da edição, não obteve nenhuma posição da mesma.
Hoje é dia de festa e muita alegria para as crianças da Chácara Beira Rio, o Lions Club Centro, para comemorar a chegada do Natal e do ano novo oferece um dia de muita descontração, brincadeiras e comilanças para as crianças e suas famílias. O dia começa com a celebração da missa às 9h, na capela São Judas Tadeu e em seguida todos estão convidados a participar do evento.
O Lions Club organizou durante o ano várias campanhas e festas para arrecadação de alimentos que são entregues para instituições, uma das contempladas são as crianças do Beira Rio.
As crianças poderão brincar nos vários brinquedos que foram preparados e organizados pelo Lions, além de muitos doces, cachorros quentes, bolos e sacolinhas com diversos doces.
De acordo com Luiza Helena Panaggio Bombecini da pastoral da criança da Igreja Nossa Senhora Aparecida, é o quarto ano que o Lions realiza esta festa. “Eles sempre estão preocupados com as crianças. O trabalho deles é maravilhoso”, completa.
A festa não acaba por aí, além do que foi oferecido às crianças, será entregue 27 cestas de Natal para as famílias que conta com variedades para acrescentar na ceia. “É muito gratificante porque só de ver a alegria das crianças e das famílias, já ganhei o dia”, declara Luiza.
No próximo dia 22, será celebrada uma missa na capela às 17h. Segundo Luiza neste mesmo dia, será distribuído por um grupo de pessoas algumas cestas básicas e 56 presentes para as crianças.
Esses dois momentos serão eternamente lembrados por essas crianças e suas famílias. Graças as atitudes e ações do Lions e do grupo de pessoas, eles poderão passar um Natal mais feliz e com esperança de um ano novo melhor.
O padre José Alves de Faria, o Padre Pedroso, eleito novo coordenador pastoral da região de Santa Bárbara d'Oeste, nesta semana, tem planos para acolher de volta os membros da comunidade católica que se afastaram ou migraram para outras religiões.
Nos últimos anos, a Igreja Católica vem perdendo parte de seus fiéis para a Igreja Evangélica. Para frear este movimento, o padre conta que tem um projeto que deve ser implantado nas igrejas da cidade. “É o projeto de Animação Missionária Permanente. Ele retoma o início da igreja, com trabalho de base nas famílias. É uma missão intensiva, para despertar o desejo das pessoas que debandaram para a Igreja Evangélica. O projeto resgata o pessoal que perdeu os valores de seus antepassados e até mesmo seus pais, que freqüentavam e faziam parte da comunidade católica”, conta o padre.
Segundo Padre Pedroso, o projeto já foi implantado na Paróquia Imaculada Conceição, onde o religioso atua. “Está dando muito certo, mas demora cerca de quatro anos para dar grandes resultados”, comenta. A Paróquia de Santa Bárbara deve ser a próxima a realizar o trabalho junto aos fiéis. O padre explica que o projeto é uma determinação do Bispo responsável por Santa Bárbara.
“A Meta do Coordenador de pastoral é promover a unidade com a nossa Igreja Particular de Piracicaba (Diocese) e também com a Região Pastoral de Santa Bárbara. A minha missão é dar continuidade ao trabalho do Pe. Edvaldo, que agora a região confiou em mim essa tarefa e conto com o povo católico de Santa Bárbara para cumprir integralmente esse mandato”, acrescenta o padre.
A partir do dia 1º de janeiro de 2008, o Padre Pedroso assume as funções. Ele atua na cidade há 10 anos.
A Apae de Santa Bárbara inaugura a primeira etapa de adaptações da quadra do Ginásio de Esportes José Roque “Bepim”, nesta segunda-feira, dia 17, às 19h30. De acordo com o presidente da entidade, Antônio Luis Bettini, “embora tenha mais uma etapa de adaptações para ser totalmente concluído, hoje está estruturado para uso não só dos alunos deficientes da nossa entidade, como também crianças e adolescentes da comunidade”.
O ginásio foi inaugurado em 1992 e leva o nome de um dos fundadores da Apae, José Roque, carinhosamente conhecido como senhor Bepim. A construção teve início em 1982, por meio de verbas do governo do Estado. Antes da reforma, o ginásio já havia sido utilizado como local para oficinas protegidas e, em baixo da escada, foram montadas salas de aula. No entanto, há alguns anos estava sem uso, pois a Apae conseguiu espaços novos para realizar estas atividades.
Foram anos de luta para arrecadar a verba necessária para as obras, como detalha Bettini. “Em 2005, começou o processo para a retomada das adaptações da quadra. Com verba da Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer, por indicação de Emenda Parlamentar do Deputado Roberto Engler, recebemos uma verba de R$ 90 mil, para colocação de piso e reforma da cobertura do ginásio. Já em maio de 2006, através do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente), a Apae pôde fazer a adaptação física dos banheiros e vestiários do ginásio. A verba recebida foi no valor de R$121.496,00”.
Além do piso e vestiários, o Ginásio de Esportes recebeu pintura e acabamento. Ainda falta a construção de rampas nas arquibancadas, para que as dependências fiquem totalmente adaptadas. Bettini explica que é uma obra bem mais simples e que deve ser concluída no próximo ano.
“A conquista é dos alunos. É um direito que eles conquistaram, para poder praticar o esporte em condições adaptadas”, comemora o presidente. Ele acrescenta que os professores da Apae devem programar, para o próximo ano, campeonatos internos e entre as Apaes da região.
A Dengue é uma grande preocupação de toda população, é uma doença febril causada por um vírus de evolução benigna. Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais como o Brasil. Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque e conseqüências como a morte.
O município junto com a Secretaria Estadual de Saúde promoveram no último mês uma semana de combate a Dengue, foram distribuídos panfletos informativos, cartazes espalhados por toda a cidade para que as pessoas se conscientizem de como se prevenir do mosquito. Além das palestras nas escolas e os multirões dos agentes que foram nos lugares estratégicos da cidade para detectar possíveis larvas do mosquito.
Essa iniciativa é para evitar que a Dengue volte no próximo verão. Santa Bárbara d'Oeste está numa situação tranquila comparando-se com as demais cidades da região. Foram registrados durante este ano, 636 casos positivos da Dengue, sendo que, os positivos autóctones são de 617, porque 19 casos positivos são importados, ou seja infectados fora da cidade. O número de pessoas que tiveram o resultado negativo foram de 582 casos. No momento existem 19 pessoas que aguardam o resultado.
Segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura, o aumento de casos nos últimos meses do ano foi relativamente baixo e está numa situação controlada. Foi registrado um aumento de apenas um caso nos meses de novembro e dezembro.
Os agentes visitaram neste ano 88.547 residências, sendo que houve casas que receberam a visita mais de uma vez. Só que ainda existe uma certa resistência na conscientização da população, tem muita gente que ainda não colabora.
A cidade continua o trabalho com os agentes que tentam conscientizar a população por meio de campanhas institucionais. Um novo “Tá Limpo” será promovido ainda em dezembro. Em breve será divulgado todas as informações sobre o projeto.
O município rotineiramente realiza as visitas casa-a-casa, são atividades desenvolvidas pelos Agentes de Saúde que promovem a educação da população sobre a Dengue. Os munícipes são orientados sobre a epidemiologia da doença, sobre o controle dos focos (criadouros) do mosquito e sobre prevenção da dengue de forma geral (controle mecânico dos criadouros, métodos alternativos de controle das larvas como utilização de água sanitária em ralos, etc).
A previsão é que todo ano realize-se o recolhimento de objetos inservíveis em geral. Esses objetos, apresentam-se como criadouros potenciais visto que muitas vezes são acondicionados de maneira incorreta o que propicia local ideal para desenvolvimento das formas imaturas do mosquito.
Como Campinas, Santa Bárbara d' Oeste é um município prioritário no combate a Dengue.
Quanto a previsão do número de casos para o ano de 2008, diversos fatores influenciam na epidemia, sendo difícil dimensionar a situação que será enfrentada. No entanto, a dengue apresenta um quadro sazonal de ocorrência durante os anos, baseando-se apenas nessa modelagem muito provavelmente será enfrentada severa epidemia.
Prevenção
O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. Por exemplo: caixas d'água, barris, tambores, vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, tanques, cisternas, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores e muitos outros onde a água da chuva é coletada ou armazenada. Portanto, considerando essa facilidade de disseminação, pode-se imaginar o grau de dificuldade para efetivamente combater a doença - o que só é possível com a quebra da cadeia de transmissão, eliminando o mosquito dos locais onde se reproduzem. Assim, a prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a mobilização de toda a comunidade a partir da adoção de medidas simples, visando a interrupção do ciclo de transmissão e contaminação.
Ontem alguns barbarenses aproveitaram o dia para realizar as compras do fim do ano. Apesar do dia de sol, o movimento, pela manhã, ainda não agradava os comerciantes. Mas a expectativa para um Natal de lucros continua.
Roseli Gomes faz parte do time que pretende economizar neste fim de ano. Ela conta que neste Natal comprará apenas o necessário e buscava no Centro um presente para a brincadeira de amigo secreto.
Já Maria Aparecida Fagundes Vidal aproveitou o sábado para prosseguir com as compras natalinas. “Mas ainda falta muito para terminar”, diz. Ela conta que a maratona de shoppings e lojas deve prosseguir na próxima semana.
Na feira de artesanato da Praça Central, o movimento deixou alguns descontentes. “Hoje, por enquanto, está parado”, revela o proprietário de uma banca Celso Ricardo Pupin. No entanto, o comerciante é otimista. “As vendas estão melhorando a cada dia e na semana que vem deve aumentar bastante, pois o pessoal deixa as compras para a última hora”, diz.
Hoje, o comércio estará aberto entre as 10h e 16h. O horário especial dos lojistas prossegue até o dia 24 de dezembro. No próximo domingo (23), as lojas também estarão abertas no mesmo horário.
Para encerrar este ano com muita alegria e paz, a Igreja Presbiteriana da região central apresentará a Cantata de Natal “Vimos Sua Glória”, na próxima quinta-feira (20/12) às 20h. Pela primeira vez, a igreja realiza a Cantata de Natal e conta com a presença de toda comunidade.
Junto com as igrejas dos bairros e também da cidade de Capivari formaram um coral, desde maio ensaiam para as apresentações que aconteceram no decorrer do mês. Já houve duas apresentações em Santa Bárbara e uma em Capivari.
Com um coral composto de aproximadamente 50 membros da igreja, ensaiam com um intuito de mostrar a história de Natal através da música. De acordo com o pastor Arthur Fernandes Júnior é um trabalho que une todas as igrejas da cidade e de Capivari, desta maneira cria-se mais força para representar o que há de mais bonito nesta época, o significado do nascimento de Jesus. “A nossa mensagem é que as pessoas reflitam o verdadeiro sentido do Natal”, completa pastor Arthur.
A expectativa do pastor é que todos compareçam, ele espera que a igreja fique cheia com a capacidade de 300 pessoas na noite. “A experiência com as outras apresentações foi muito boa”, disse. Ele está otimista com esta noite e garante que já pensa como será o próximo ano.
Muitas pessoas se prendem com bens materiais, festas e não se atentam com o grande sentido do Natal. Para o pastor Arthur as pessoas podem festejar e devem ter um momento de descontração e confraternização, mas na maioria das vezes nem lembram do grande significado que é o dia 25 de dezembro e isto não pode acontecer.
Segundo o pastor todo este trabalho é fruto da união de todas as igrejas. A idéia é fortalecer os laços para seguir no caminho de Jesus. ”Eu desejo que Jesus nasça no coração de todas as pessoas”, conclui.
Muita luta é a definição da maioria dos sindicatos barbarenses para o ano de 2007. Os líderes sindicais são, historicamente, os homens-fortes por trás da maioria das conquistas dos trabalhadores. Em 2007, diretores e presidentes avaliam que grandes avanços foram realizados, nos mais diversos setores, porém, ainda são necessárias fortes mudanças.
“Para nós o ano foi bom, porque tivemos boas conquistas. Não foi o melhor ano, mas também não foi o pior. A briga foi árdua e tivemos um resultado razoável”, pondera Silvia Helena Scarazati Pontin, vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Santa Bárbara, sobre a campanha salarial de 2007. Ela ressalta que em 2008 a campanha prossegue. “Temos que rever nossas estratégias, não podemos cair na dos banqueiros e precisamos de mais jogo de cintura”, acrescenta.
Para Silvia, o lucro dos bancos neste ano foi exorbitante e não se compara ao que foi repassado aos funcionários. “Quem ganha não quer dividir com o resto”, analisa. Outra conquista do ano, festejada pelos bancários, é a Cesta de Natal.
No Sindicato dos Metalúrgicos, o fim do ano também transcorre em clima de festa. De acordo com Cláudio Roberto Pereira, presidente, o ano foi positivo para a área. “Aumentamos o número de postos de trabalho e houve avanços nas convenções coletivas. Conquistamos o aumento salarial de 2,45% e cláusulas sociais e outras foram renovadas. Além disso, a nossa escola de requalificação profissional está excelente e muitos alunos saem empregados, o que mostra que nosso trabalho está dando certo. Participamos, também, nas conversas com vereadores para a aprovação do Programa de Incentivo ao Desenvolvimento, que será superpositivo não só para nossa categoria como para todas”, comemora. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos destaca também a grande participação nos esportes e lazer dos trabalhadores.
Para 2008, Pereira espera novas conquistas. “Será um ano decisivo, pois serão votadas alterações no sindicato, na Câmara dos Deputados e Senado. Queremos mostrar que deve haver um equilíbrio entre os poderes executivo e legislativo, pois quando a balança fica desigual o trabalhador perde. Não deixaremos o movimento sindical enfraquecer”, afirma.
Na área da educação, a diretora da subsede barbarense do Sindipro (Sindicato dos Professores), Conceição Fornazari, analisa que foi um ano de muita luta e muita vitória. Ela conta que no começo do ano os professores já enfrentaram desafios. “Em 2006 foram demitidos 148 professores da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e graças a luta do sindicato, todos foram recontratados”, recorda. Outras conquistas do ano foram a desfiliação da CUT e o aumento real para professores do ensino infantil e superior da rede privada. O Sesi e o Senai foram as instituições que deram o maior aumento, segundo Conceição.
A diretora acrescenta que melhorias estruturais também foram realizadas no sindicato, com a criação de um ponto de cultura na sede de Campinas. “Agora promovemos uma série de atividades culturais, festas e outros eventos”, ressalta. Ela completa que ainda faltam algumas melhorias, mas que o ano, no geral foi de avanço.
Para o ano que vem, já iniciamos a campanha salarial com o Ciesp, Fiesp, Cieesp e Cemesp. As rodadas de negociação estão marcadas para janeiro. Além disso, o eixo principal do trabalho do Sindipro será a campanha “Educação não é mercadoria”, focada no ensino superior. “A cada dia que passa a escola privada está mais direcionada ao lucro, mas deveria visar o conhecimento. Surgem faculdades em todas as esquinas e muitas não possuem qualidade e não estão preocupadas com a formação científica do aluno, queremos mudar isso”, revela a diretora.
Destoando do tom comemorativo, está o Sindicato dos Têxteis e o SEC (Sindicato dos Empregados no Comércio). Segundo Adilson Luis Pigato, presidente do SEC de Santa Bárbara, “pelo número de homologações e de demissões registradas no banco de dados do sindicato, em 2006 foram 2229 pessoas demitidas no comércio. Já em 2007, esse número aumentou para 2288 até a presente data”. Para completar o mau momento dos comerciários, o número de admissões também não registrou crescimento em relação em 2006.
“O ano para o segmento têxtil não foi dos melhores, devido a tantas homologações na categoria. Até agora, foram mais de 1100 homologações, muitos perderam os empregos e não sabemos se essas pessoas estão sendo recolocadas no mercado”, lamenta o presidente Cláudio Peressim. Ele espera que em 2008 o governo federal invista em contenções que evitem as importações vindas da Ásia, principalmente da China, que acabaram “quebrando” a indústria nacional. “Só haverá melhora se forem tomadas medidas a nível federal, apenas o Estado e municípios tentando não é suficiente”, alerta o sindicalista. Caso o setor não esboce crescimento, Peressim prevê um 2008 pior do que este ano.
Infelizmente, a violência está presente em vários estados, cidades e regiões do Brasil, um fator interessante é que nem as escolas e entidades não escapam do alvo de vândalos e ladrões, que buscam aterrorizar um ambiente aonde muitas vezes nasce o mais importante que é a educação.
Duas escolas e uma entidade foram vítimas nas últimas semanas de vândalos e ladrões, caso muito lamentável para a cidade e as próprias instituições. Locais onde deveriam ser respeitados por todos, de um tempo para cá, estão sendo invadidas e furtadas por aqueles que muitas vezes não têm considerações por um espaço tão importante para a sociedade.
A tradicional escola Prof°. Inocêncio Maia localizada na região central da cidade, foi alvo de vândalos há duas semanas, é a segunda vez que ela foi invadida este ano. O extintor foi esvaziado, os muros pinchados e algumas vidraças quebradas, mas nada foi levado.
Para a diretora da escola Roseli Tobias Morato, apesar deles não terem levado nada será uma dor de cabeça para colocar tudo em ordem. A direção já está tomando as medidas cabíveis, em relação a segurança. “Eu acho que é um fato bem isolado, não é o caso de represálias”, acrescenta.
A escola tem um sistema interno de monitoramento. Apesar do ocorrido, Roseli informa que sempre é feito a ronda escolar pela Polícia Militar e os alunos podem ficar sossegados, porque a escola é bem tranquila.
Já a E.E. Profª Gemma Vasconcelos Camargo Capello, situada no bairro Rochelle passa por uma situação mais complicada, ela já foi invadida e furtada algumas vezes. Da última vez, além da sujeira que os bandidos deixam no estabelecimento escolar, eles furtaram toda a fiação elétrica, deixando uma despesa para a direção de mais de R$ 300,00.
De acordo com a direção da escola o alambrado que possuía não existe mais, pois foi todo destruído pelos vândalos, desta forma a escola está aberta e vulnerável. A direção informa que é feito a ronda escolar sempre, mas os bandidos são organizados e se atentam aos horários.
A direção já fez o que podia e não tem mais o que fazer, agora é aguardar para que o sistema e os responsáveis se movam para que a segurança da escola seja reforçada. Bem como, o apoio dos alunos e dos pais, para que no próximo ano seja feito um bom trabalho para que a escola volte a ser respeitada por todos.
A escola Gemma é conhecida em toda a cidade e não pode perder o respeito das pessoas da comunidade, pais e alunos. É triste ver que isto aconteça em estabelecimentos escolares, mas não pode continuar assim, alguém tem que fazer alguma coisa.
Outra vítima de ladrões foi a Casa da Criança que no último final de semana teve suas instalações invadidas duas vezes por ladrões. Segundo Gil Arquimedes Cones presidente da instituição, eles não levaram nada, mas danificaram alguns equipamentos. O que deve ter inibido eles foi o sistema de segurança monitorado que foi acionado no momento da invasão.
Gil lamenta o ocorrido, mas garante que vai reforçar a segurança para que esta situação não ocorra mais. “Acabou chegando num ponto em que a gente tem que se prevenir”, acrescenta. Ele ressalta que a solução é investir na educação de qualidade.
Gil lembra que na Casa da Criança é feito um trabalho que valoriza a importância do futuro, os pais e as crianças tem um tratamento e acompanhamento diferenciado, onde já obtiveram alguns resultados positivos de comportamento. “É esse o caminho, não podemos desistir. Nós estamos sofrendo com o fruto da nossa maneira de ser”, conclui Gil.
O Rotary Club Santa Bárbara durante todo o ano realizou almoços, jantares, campanhas e vários eventos para arrecadar quantias em dinheiro e alimentos que são doados as entidades da cidade.
A última campanha realizada este ano foi “Cesta Básica Solidária” que arrecadou 437 cestas. O Rotary entregou para as entidades nos dias 7, 8 e 9 de dezembro, foi um momento de muita alegria e agradecimentos.
As entidades beneficiadas foram Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), Casa Abrigo, Vicentino centro e zona leste, Asilo, Casa da Criança, Guarda Mirim, Creche SOS, Creche João Paulo II, Centro Espirita Batuíra, Associação do Vista Alegre e Rede Feminina de Combate ao Câncer.
No último dia 20 de novembro o Rotary realizou nas dependências do Sesi local o Porco na Fornalha, com o evento foi arrecadado uma quantia em dinheiro que também foi entregue para as entidades Casa da Criança, Asilo e Rede Feminina de Combate ao Câncer.
O presidente do Rotary Laerte Zucolo e o presidente da avenida de serviços à comunidade João Rozinelli, agradecem a todas as entidades, supermercados, mídia, pela divulgação e a toda a população barbarense pelo gesto de solidariedade.
Mesmo com toda a expansão que a construção civil tem registrado desde o ano passado, a avaliação do setor ainda é de que o atendimento à demanda por moradias para a baixa renda - famílias com ganho mensal de até cinco salários mínimos - e a conseqüente eliminação do déficit habitacional - concentrado no segmento - só serão possíveis com subsídios governamentais à compra da casa própria por essa fatia da população.
Há pouco mais de um ano, grandes empresas do setor vêm anunciando sua entrada no que seria o segmento de baixa renda, mas, na maior parte das vezes, produzindo unidades para famílias com renda mensal acima de cinco salários mínimos.
A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), por exemplo, vai entrar no segmento de renda de cinco a dez salários mínimos, por meio da controlada HM Engenharia, com unidades de R$ 40 mil a R$ 100 mil. A HM fará seus primeiros lançamentos este trimestre, com Valor Global de Vendas (VGV) total de R$ 60 milhões, sendo de R$ 30 milhões a parcela da CCDI.
De acordo com o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, em São Paulo, não é possível que as empresas tenham lucro ao produzir unidades cujo preço seja compatível com rendas familiares de até quatro salários mínimos, por causa do preço elevado dos terrenos e dos insumos para a construção.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), João Cláudio Robusti, é um dos que defende que não é possível que a população com renda familiar de até cinco salários mínimos tenha acesso à chamada “moradia digna” - unidades no valor de R$ 35 mil a R$ 60 mil - se não contar com subsídios para a compra do imóvel.
De 2005 para 2006, o déficit habitacional absoluto cresceu de 7,830 milhões de moradias para 7,964 milhões de moradias, ou seja, 134 mil unidades. Cerca de 93% está concentrado em famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o déficit habitacional relativo foi reduzido em 2006, pois foram produzidas 1,5 milhão de unidades.
Segundo Robusti, o problema do déficit habitacional brasileiro só será resolvido se houver subsídio do governo federal de R$ 110 bilhões no período de 12 a 15 anos e mecanismos para que a habitação social seja atendida pelo mercado. Considerando-se um déficit de cerca de 8 milhões de moradias ao preço médio de R$ 40 mil, seriam necessários R$ 320 bilhões, dos quais R$ 110 bilhões subsidiados pelo governo
Esses cálculos não consideram o crescimento populacional, nem o aumento da renda per capta no País. Segundo divulgou a consultora da FGV Projetos, Ana Maria Castelo, em evento realizado pelo Sinduscon-SP, as projeções de tendências demográficas indicam formação anual adicional de 1,5 milhão de famílias até 2020. Se a renda per capita crescer 2,6% ao ano, serão formadas 2,1 milhão de famílias a cada ano.
De acordo com secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, do Ministério das Cidades, as propostas que estão sendo elaboradas para o Plano Nacional de Habitação estimam 15 anos como prazo para o fim do déficit habitacional brasileiro. Para a secretária, além de subsídios, o acesso a moradia pela população com renda familiar de até três salários mínimos depende de produtos oferecidos pelas empresas com preço compatível.
O presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana, que também defende a concessão de subsídios a famílias de baixa renda, diz que, para a solução do problema do déficit habitacional, é preciso ainda que haja descentralização dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), administrados pela Caixa Econômica Federal (CEF).
Na avaliação do analista de renda variável da Máxima Asset Management, Denilson Duarte, o avanço do crescimento imobiliário para a parcela da população que ainda não conseguiu comprar moradia depende de maior redução na taxa de juros para diminuir as prestações e de financiamento de 100% do valor do imóvel.
Foram registrados 536.519 casos da dengue em 2007, um aumento de 200 mil casos em relação a 2006, de acordo com balanço consolidado de janeiro a novembro deste ano divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde. Apesar da magnitude do número, o virologista Hermann Schatzmayr, do Instituto Oswaldo Cruz, diz não se preocupar tanto com a estatística de contaminação, mas sim com o dado de que 136 pessoas morreram no País em 2007 da doença.
“Haver dengue no País não é o pior problema. A vergonha é ter gente morrendo de dengue”, afirma. Para Schatzmayr, líder da equipe que pela primeira vez isolou o vírus da dengue no Brasil, em 1986, o grande problema reside no fato de que os diagnósticos muitas vezes são deficientes.
“A dengue é uma doença que, na sua forma hemorrágica, mata muito rápido. Por essa razão, é preciso aprimorar os diagnósticos, que levarão a um melhor tratamento”, aponta Schatzmayr, ele mesmo já vitimado duas vezes pela doença. A preocupação do especialista é corroborada pelos números. Com as 136 mortes neste ano por causa da dengue, o Brasil atingiu uma taxa de mortalidade pela doença superior até àquela registrada em 2002, ano do maior pico epidêmico da doença no Brasil. Em 2007, a taxa ficou em 10,7%, quase o dobro daquela verificada em 2002, de 5,5%. O único alento é que, em 2002, ocorreram mais óbitos - 150 contra 136.
O virologista ainda afirma que, pela falta de diagnósticos mais completos, o tratamento de pacientes de dengue acaba sendo incorreto. “Muitas vezes, o médico não sabe, não tem equipamentos, e acha que se trata de uma gripe mais forte. Daí, receita algum remédio e manda o paciente embora”, diz.
Embora o diagnóstico mais confiável da doença seja o laboratorial, feito por meio de exames de sangue, muitas vezes, o resultado pode sair depois de a pessoa estar curada. Por isso, aumenta a importância do diagnóstico clínico, feito pelos exames médicos assim que o paciente apresenta os sintomas iniciais da doença (febre alta, dor de cabeça e no corpo). Para Schatzmayr, o ideal é que o médico esteja qualificado para, no exame, excluir a possibilidade de outras doenças e adotar o tratamento mais adequado.
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