
Posto vendia gasolina com porcentagem de álcool acima do permitido
Ontem no final da manhã uma equipe do GAERCO- Grupo de Atuação Especial Regional de Repressão ao Crime Organizado com quatro integrantes sob o comando do promotor de justiça Luiz Alberto Belivacqua e com apoio da promotora da Vara Criminal de Santa Bárbara, Luciana Guimenez, e com fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado, esteve no Posto Cidade Nova 5, localizado a Rua do Amianto, no Jardim São Fernando. O Gaerco e fiscais tiveram apoio de policiais civis e militares de Santa Bárbara.
Segundo o promotor há cerca de três meses, uma equipe de fiscalização da Secretaria da Fazenda esteve no posto, mas os proprietários desligaram as bombas, se evadindo impedindo que a qualidade do combustível vendido pudesse ser analisado, o que levantou suspeitas.
Mas ontem o Gaerco trouxe até Santa Bárbara um laboratório móvel, com equipamento Irox, para avaliar a qualidade da gasolina comercializada. Ficou constatado que a porcentagem de alcool(25% é o maximo), atingia 29%, além de coloração suspeita.As amostras foram encaminhadas para uma analise mais detalhada num laboratório em Paulinia e constatou a adulteração.
Também foram apreendidos vários documentos, talonários de cheques e uma moto Suzuki 1.300 avaliada em R$ 73 mil. Consta que o posto pertence a Luiz Carlos Ribeiro, que foi preso recentemente como frentista do Posto Gramado, que enganava os clientes com dispositivos eletrônicos instalados nas bombas que colocavam menos combustivel que o demonstrava nos marcadores. Outro que estaria envolvido com o posto seria Orestes Quércia Cunha que teve prisão preventiva decretada recentemente. Ele também era gerente do Posto Gramado.
A promotora Luciana informou que no posto foram apreendidos ainda 7 carteiras profissionais e outros documentos.
Foram autuados em flagrante pelo delegado Romulo Gobbi, do 2º DP, por adulteração de combustível os funcionários: Cristrina N. Ito, Bruno Soldeira Alves Almeida e Paulo R. Borges.Bruno também foi autuado por receptação de cheques e recolhido a cadeia. Para Cristina e Paulo foram arbitradas fianças de R$ 2 mil.
O delegado Romulo Gobbi ,titular do 2º DP já iniciou a apuração sobre violação de uma sepultura no Cemitério Parque dos Lirios ocorrido durante a madrugada de terça-feira.
Uma funcionária do cemitério constatou que a sepultura de Peter Welton Osvaldo Pereira Vicente, 20 anos, assassinado na tarde de domingo e que havia sido sepultado na segunda-feira tinha sido violada.Tanto a sepultura, como a tampa do caixão estavam abertos e o rosto do cadaver exposto.
Peter foi assassionado a tiros por um motociclista na tarde de domingo na Rua Luxemburgo, quando estava na companhia de sua namorada.
A investigação sobre o assassinato está avançada garantiu ontem o delegado.A policia tinha informações do possivel envolvimento de Peter com traficantes de drogas.
Uma suposição da polícia civil quanto a violação do tumulo seria que o mandante do assassinato teria determinado que um dos seus comparsas fosse até o cemitério, durante a madrugada e aberto o caixão, inclusive para fotografar o morto, para ter uma prova da morte de Peter. “Estamos trabalhando no caso e temos vários informações que estão sendo checadas” disse o delegado.
Na terça-feira à noite O.O., 56 anos, morador na Vila Grego caminhava na Rua Profeta Malaquias, próximo ao terminal rodoviário intermunicipal, quando foi abordado por dois desconhecidos que fazendo menção de estarem armados, e mediante grave ameaça e uso de força física, roubaram carteira com documentos, telefone celular e a quantia de R$ 1.400,00 em dinheiro.
Um presidiário fugiu de um camburão na manhã de ontem quando era transferido da cadeia publica da cidade de Itapira, para a penitenciária de Araraquara. O homem conseguiu se libertar das algemas, abrir as correntes que prendiam as pernas dele e ainda destravar a porta traseira da viatura. De acordo com a polícia, a fuga teria ocorrido no bairro Pinheirinho, perto da penitenciária.
Às 20 horas de anteontem uma viatura da Guarda Civil, com Urbano, Campos e Moraes, em patrulhamento na região central, defronte a Escola Estadual José Gabriel de oLiveira, depararam com três adolescentes de 17 anos, abaixados próximo a um banco. Foram averiguar e constataram que no banco, em cima de uma carteira de identidade (RG), havia uma porção de cocaina já pronta para ser inalada. Os três afirmaram que eram usuários de drogas .Um deles afirmou que comprou a cocaina de um desconhecido na praça central.
Cinco homens armados entraram no início da madrugada de ontem na sede da Prefeitura de São Joaquim da Barra, na região de Ribeirão Preto, para praticar um assalto.
Eles renderam o vigia e o trancaram num dos banheiros do prédio. Em seguida, a quadrilha arrombou um cofre, de onde retiraram R$ 1,2 mil. Além do dinheiro, o bando levou um notebook. A Polícia Civil investiga o caso, mas não tem pistas dos autores do assalto.
O rapaz de 19 anos, que era mantido acorrentado em casa, em Rolândia, no norte do Paraná, havia uma semana, por ser dependente de drogas, foi internado ontem numa comunidade terapêutica, que não teve o nome divulgado. “A esperança da mãe é que ele permaneça lá pelo tempo que for necessário”, disse a coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial
Álcool e Drogas (CAPS-AD) da cidade, Eunice Mara Chueiri.
Segundo Mara, o CAPS-AD tentava encontrar um local para o rapaz ser internado, mas foi apresentada a alternativa da comunidade terapêutica, que foi aceita pela família. A mãe o mantinha preso a uma porta da casa por uma corrente com pouco mais de 3 metros de comprimento, sob a alegação de que era dependente, tinha tendências suicidas e recebia ameaças de morte. “Prefiro isso a ter de chorar em cima de um caixão”, dizia. O jovem esteve internado em clínicas em outras vezes, mas não deu continuidade ao tratamento.
“O que houve em Bauru é uma coisa abominável. Nem no pico mais alto de uma guerra pode haver tortura”, disse ontem o ouvidor substituto da Polícia Militar (PM) de São Paulo, Júlio Cesar Neves, que foi à cidade de Bauru para tomar conhecimento oficial do ocorrido com o menor Carlos Rodrigues Júnior, morto por policiais na madrugada de sábado, dentro de seu próprio quarto. “Se nem na guerra pode haver tortura, como que aqui, depois de um menino ser dominado, vem a ocorrer tudo isso aí, resultando sua morte?”
O ouvidor ainda se disse empenhado na luta para acabar com acontecimentos dessa natureza no País. Neves afirmou que no caso de Carlos Rodrigues, o comando da PM em Bauru “agiu com atitudes concretas, retas, rápidas e dignas de elogios” ao prender em flagrante por homicídio todos os participantes da ocorrência. Ele revelou que esse procedimento é diferente do ocorrido em abril, quando policiais da cidade mataram o mecânico Jorge Lourenço Filho.
Na ocasião, o mecânico foi baleado na cabeça em uma perseguição após furar um bloqueio policial. “Mas naquele caso, também cumprimos nossa missão e os envolvidos já foram denunciados pelo Ministério Público, serão interrogados no dia 7 de janeiro e com certeza irão a Júri”, afirmou. O ouvidor se reuniu com policiais e advogados que trabalham no inquérito e disse que acompanhará todo o trabalho.
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