A ditadura disfarçada e o grande Oscar

Oswaldo Vicentin

Se há uma pessoa que sempre admirei como ídolo desde os primórdios de minha juventude, certamente esta pessoa é o grande Oscar Niemeyer o magistral arquiteto contemporâneo, que acaba de completar 100 anos de idade. Oscar não é admirado somente por suas qualidades como artista, arquiteto, pensador, político. Oscar é admirado por suas virtudes como humildade, simplicidade, e acima de tudo pelos seus pensamentos direcionados ao bem estar da classe menos favorecida que sãos os pobres deste País. Quantas vezes me perguntei= o que faz com que um homem rico, intelectual, que vive e viveu sempre no seio da elite, ou nas rodas da mais alta sociedade, = tenha sempre seus olhos voltados para a classe menos favorecida? E que em virtude disso, ingressou no Partido Comunista desde a era de Stalin o ditador da Rússia. Oscar sofreu muitos insultos, e até ameaça de exílio, em virtude suas convicções políticas e por ter se filiado ao Partido Comunista, onde está até hoje. Se formos procurar alguém de tal categoria, seria difícil encontrar um homem com tanta projeção no cenário nacional e internacional, e que fosse um lutador em favor dos pobres!
Oscar melhor do que muitos brasileiros acompanhou de perto o sistema perverso de tantos governos comandados pela elite. Porque Oscar estava ao lado dela e não podia fazer nada, a não ser contribuir com suas idéias em favor dos políticos honestos que lutaram e lutam para o bem estar do povão. Mas mesmo assim do alto de seu pedestal, Oscar dá um exemplo de como um político abastado, um empresário poderoso, pode perfeitamente lutar para ter um povo mais feliz na saúde, segurança, com casa e comida.
Gente que pode perfeitamente lutar em favor de uma melhor distribuição de renda,Já que somente ELES os poderosos conhecem os verdadeiros caminhos. Oscar sempre quis que os Presidentes (que alias foram muitos) governassem para todos os brasileiros e não só para um terço da população.
Não sei se foi Pelé ou o Presidente Geisel que declarou certa vez= " no Brasil, nós temos uma democracia relativa". Me parece que até Oscar riu! Porque seria a mesma coisa que dizer:- "tal mulher está meio grávida"! Isso não existe! Ou está ou não está grávida. Nos tínhamos ou não uma democracia? Na minha opinião o Brasil teve durante mais de cem anos uma ditadura disfarçada de democracia. Lobos com peles de cordeiro! Como sempre digo e não canso de dizer: foram governos comandados por "laranjas" cumprindo ordens dos lobistas, elitistas, empresários e investidores gananciosos com a benção diabólica dos Estados Unidos, que roubaram casas, saúde, segurança, e a dignidade de um povo que sempre esteve na miséria. E todos eles autoritários, ditadores, travestidos de democracia, DITANDO SUAS ORDENS, e suas formas tendenciosas, de manipulações, cujos únicos objetivos eram EMBOLSAR o dinheiro recolhido do povo, e que era destinado à educação, saúde ,segurança do próprio povo! Eram DITADORES falando em nome de uma democracia inexistente! Felizmente a maior parte já foi exterminada. Resta alguns resquícios representados pelo Partido Democrata, o qual chamo de Partido CAMALEÃO por motivo de tantas metamorfoses. Mas estes tambem serão enterrados nas próximas eleições.Esperamos que o grande Oscar Niemeyer continue brilhando como uma estrela, com seus exemplos de dignidade, caridade, incentivando verdadeiros homens honestos, patrióticos, para exterminar de uma vez por todas com esses políticos safados, e ditadores autoritários.
Oswaldo Vicentin, colaborador.


Educação e Saúde, metas para 2008

Milton Dallari

A retomada do crescimento econômico é uma conquista dos brasileiros em 2007. A indústria recuperou o fôlego perdido, novas vagas de emprego formal pipocaram em todos os setores e a oferta de crédito fácil impulsionou as vendas do comércio. As bolsas de valores registraram recordes de transações e a balança comercial se comportou bem, mesmo com a queda vertiginosa do dólar americano no ano.
Em 2008, as projeções de vários analistas indicam mais um ano próspero, porém estão atentos aos reflexos de uma possível recessão dos Estados Unidos em nossa economia. Sinceramente, espero que essas projeções se confirmem. Ao mesmo tempo, gostaria de ver o noticiário recheado de previsões mais otimistas para outros pilares básicos do desenvolvimento de um país, especialmente educação e saúde.
O Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ) 2007, um estudo centrado na situação de nossos jovens, indicou que 8 em cada 10 brasileiros, na faixa etária de 15 a 24 anos, estudam, trabalham, ou fazem as duas coisas ao mesmo tempo.
Há de se comemorar esse dado, embora não se possa ignorar a existência de um grande contingente de jovens que ainda não exerce nenhuma tarefa. Trata-se de um grupo que vive à margem da sociedade, cerca de 7 milhões segundo as contas do IDJ. Muitos estão nessa situação por que querem. É verdade. Mas tenho certeza que a maioria deles poderia dar mais de si se houvesse oportunidade.
Oferecer educação a todos não é apenas um dever do Poder Público. Nos dias de hoje, se transformou em questão de sobrevivência para que o País possa se manter em destaque no cenário econômico mundial. Não é trabalho para amanhã. Ao contrário. Em algumas áreas, sobretudo aquelas que envolvem maior uso da tecnologia, já é possível constatar a ausência de mão-de-obra qualificada para a execução de funções que terminarão no colo de concorrentes mais preparados.
Não adianta acumular superávits na balança comercial. Isso é efêmero quando olhamos com distanciamento para o nosso futuro. De nada adianta guardar dinheiro hoje se não soubermos como gastá-lo amanhã. É por isso que vejo a necessidade urgente de investimentos na área de educação. Vamos preparar nossos filhos e netos para o que virá pela frente.
Outro setor fundamental para o desenvolvimento de um país é o acesso à Saúde gratuita. Uma sociedade que se quer sadia não pode ficar refém de empresas privadas de planos de saúde. Nesse caso, o governo tem duas opções. Ou cria regras mais claras para coibir certos abusos das empresas, principalmente contra idosos e aposentados, ou investe pesado no aparelhamento das unidades médicas da rede pública, com equipamentos e salários mais adequados. É inadmissível admitir a penúria por que passam as Santas Casas do País.
Os investimentos em Educação atingem professores e escolas. É retorno garantido para a nação, desde que as verbas sejam utilizadas com parcimônia e rígidos controles de fiscalização para evitar desperdícios e mau uso. Já as verbas para a Saúde poderiam dar um pouco de dignidade àqueles que estão no final de suas vidas. É gente que não pode mais ficar em filas ou esperando nos corredores. Que 2008 seja o ano de renascimento dessas duas áreas vitais para o País.
Milton Dallari é consultor empresarial, engenheiro, advogado e presidente da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp. O e-mail para contato é o mdallari@decisaoconsultores.com.br


www.diariosbo.com.br - email: editor@diariosbo.com.br