Henrique Matthiesen
Em função das crescentes dificuldades do efeito estufa, ocasionador do aquecimento global, os países desenvolvidos estão cada vez mais compelidos em proteger a internacionalização da Amazônia, ao avesso de se desassossegarem em diminuir de forma apressada suas emissões de gases poluentes. Os comandos das Forças Armadas brasileiras estão cada vez mais inquietos com o tema, porque a Organização das Nações Unidas (ONU) já se associou a esse movimento, sob justificativa de resguardar a maior floresta tropical do planeta. A primeira grande manobra nessa acepção foi a solidificação em setembro do ano passado com a concordância da estratégica Declaração das Nações Unidas Sobre os Povos Indígenas no pleno da entidade, e agora mais um passo será dado nesse movimento comandado pelos países desenvolvidos, que articulam a engenho da "Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente".
Foram indispensáveis 20 anos de contenda até se alcançar a composição derradeira da Declaração dos Povos Indígenas. Entre os inalienáveis direitos reconhecidos a essas etnias, o pacto da ONU compreende a autodeterminação e a autonomia sobre suas jurisdições e concernente recursos naturais, além de reprovar a discriminação contra os indígenas e indicar a adoção de alcance que lhes afiançam a participação direta na formulação de políticas que lhes digam deferência, reconhecendo-lhes o direito de deliberar sobre seu desenvolvimento econômico, social e político.
Ao todo, estimasse que existem 370 milhões de indígenas em cerca de 70 países, segundo a própria ONU, e a armadilha que vem introduzido no documento é límpido, pois a ação central de tudo isso já não são exclusivamente os povos originários propriamente ditos. O que presentemente está em debate é a soberania sobre a maior floresta tropical do planeta, com suas extraordinárias reservas minerais e sua multimilionária biodiversidade.
A escrita da Declaração dos Povos Indígenas foi consagrada com votos adversos somente de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Outros 143 países votaram a mercê e 11 se abstiveram. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, proferiu que o documento é "uma forma de os países membros da ONU e os povos indígenas se harmonizarem com o passado dolente e seguirem em frente para progredir na fiança dos direitos humanos, justiça e desenvolvimento para todos". Em nota labutada pelo porta-voz do secretário durante o ritual de aceitação da Declaração, Ki-moon do mesmo modo conclamou a sociedade civil a pressionar pela admissão dos indígenas nas políticas públicas de seus respectivos países.
Em 2006, quando a sugestão do documento da Declaração dos Povos Indígenas foi confirmada preliminarmente no Conselho de Direitos Humanos da ONU, três países africanos - Botsuana, Namíbia e Nigéria - argüiram os princípios de autodeterminação relacionados à territorialidade, sob o argumento de que isso poderia abrandar a integridade ou a coesão política de várias pátrias.
Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Argentina, além da Federação Russa e do Canadá, também salientaram recear que a soberania pátria seja advertida pela autodeterminação plena dos povos originários que existem em suas jurisdições. Seus procuradores robusteceram o alarme de que não só possa haver advertências à soberania, como também aos direitos de outros cidadãos. No sufrágio do Conselho de Direitos Humanos da ONU, houve dez abstenções e exclusivamente o Canadá e a Federação Russa votaram contra o documento. O mais inacreditável foi à delegação do Brasil ter apoiado a Declaração, já que pode comprometer em tempo futuro a soberania nacional sobre grande parte da Amazônia.
As notícias então anunciadas pela ONU davam conta de que Brasil, Reino Unido e França, que em início eram contra a Declaração acabaram "persuadidos pelos emissários dos povos indígenas". A justificativa da disposição do Itamaraty para consagrar a favor da Declaração dos Povos Indígenas foi simplista. Nossos diplomatas afirmaram que o documento da ONU não é um marco legal cogente e os países podem deliberar se cumprem ou não a sugestão.
Mas essas conjunturas, por inequívoco, são somente provisórias. A coação pela internacionalização vai majorar em função da gravidade do efeito estufa, com o crescente aquecimento global. A derradeira perspectiva é a probabilidade de que, no próximo impulso internacional por meio da ONU, os Estados Unidos, que têm força de veto no Conselho de Segurança, desempenhem esse direito, o que é presumível, mas bastante improvável, já que também apóiam a internacionalização.
Por fim, no sufrágio determinante no plenário da ONU, o Brasil voltou a apoiar a Declaração dos Povos Indígenas, numa posição injustificável, nomeadamente porque os comandantes das Forças Armadas e os executivos de várias instituições da sociedade civil, como a Maçonaria, revelaram cada vez maior apreensão, por avaliarem que o reconhecimento dos povos indígenas como nações soberanas constitui, na prática, facilitar a futura entrega da Amazônia à internacionalização.
Henrique Matthiesen é colaborador.
Oswaldo Vicentin
O bom velhinho levantava cedo, lavava o rosto, tomava uma xícara de café bem forte oferecido por Dona Maria, e em seguida fumava um picadão feito de fumo do' bão'.
Mais uma ou duas baforadas dava um 'cháu" para Dona Maria, dizendo vou ao "Bocha do Padre". Essa era a rotina de milhares de barbarenses não só da terceira idade mas da juventude também. Porém, um dia aquele recanto feliz teve que cerrar suas portas. E isso ocorreu precisamente numa quarta feira, no ano de 2003. Nesse dia como de costume estavam presentes Mario Bettini, RonaldoBoscolo, Tato Juarez, Cullem, e outros..
Naquele ambiente de solidariedade, e para não deixar apagadas aquelas lembranças dos encontros costumeiros nos campos de bocha "do Padre", resolveram que continuariam fazendo o que vinham fazendo desde 1999, quando fundaram o Time da Bocha do Padre, isto é reunindo-se no Mini-Campo do União Agrícola Barbarense F,.C. E não só jogariam futebol no campo do União, como tambem sairiam para jogar em outras localidades, tanto futebol, como bocha, ou qualquer outro esporte de lazer. O importante era permanecerem sempre juntos. E alem disso convidariam outros amigos, conterrâneos dos velhos tempos.
O time do Bocha do Padre foi fundado em 1999 por sugestão do Sr. Roberto Boscolo, cuja formação ficou assim constituída:- Mario Bettini-Presidente, Roberto Boscolo, Diretor, Ronaldo Cullen, Tato Juarez, e Sebastião Lazarin." O Alemão". A sede fica estabelecida no Bar do Sr. Antonio Stenico o"Tonhão" na Rua 13 de Maio, SBO. Algumas pessoas pediram para não dar essa denominação, Talvez tendo em vista o preconceito, pela inclusão "Padre". Mas temos que levar em conta que essa denominação enaltece, e homenageia o Padre. Afinal " Padre 'na tradução para a língua portuguesa significa "Pai".E quem é que não ama o Pai? Contudo, esse pessoal do Bocha do Padre tem por objetivo prestar tambem uma homenagem a todos aqueles de todas as gerações que um dia participaram nas alegrias e confraternizações, nas distrações com constantes disputas nos campos daquele recanto feliz que era O Bocha do Padre. Muitos deles, alias, a maioria já se foram e estão nos braços de Deus!
Temos que levar em conta que o time, diga-se de passagem é muito competente, leva o bom nome de Santa Bárbara D'Oeste para todos lugares deste Brasil. E é sempre convidado. Tanto é que por sugestão do radialista J.J.Bellani, ficou determinado que o aniversário será sempre no dia primeiro de cada ano. Ficou registrado tambem que em todos aniversários seria homenageada uma personalidade do ano, ou seja aquele ou aquela que tivesse prestado grande contribuição à sociedade, tanto no esporte como qualquer outra atividade. Dessa forma agora no próximo dia primeiro de 2008, será homenageado o Sr.Carlos Verginelli Neto, carinhosamente chamado de LILO. O Sr.Lilo, é considerado um dos melhores técnicos de futebol no Brasil, e contribuiu muito para grandeza do esporte de nossa cidade. Os bravos participantes do esporte no Time do Bocha do Padre, são:- Luiz Leite,Coxinha, Wander, Pedrinho Regon, Zezo, Cido, Rubinho, Fabinho, Neguxa, Branco, Marquinho, Gil, Deyvid, Hugo, Mane de Campos, Serginho, Jéferson, e Zé Maria " o Uruguai). Leve-se em conta ainda o fato de que o time sente-se feliz em ter o apoio tanto financeiro, como indispensável presença dos ilustres senhores Cláudio Carvalho, Leonel Graciani, Brolé de Lima, e "Fuminho" do Bar do Fuminho, agora localizado na Rua 15 de novembro, frente ao "mercado "Varejão". Portanto ao pessoal do TIME DO BOCHA DO PADRE, tão prestigiado por nossa comunidade, nossos votos de um FELIZ 2008 cheio de muita saúde, felicidade e brilhantes conquistas.
Oswaldo Vicentin é colaborador
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