Braz de Souza
Estamos prestes a começar um novo ano, portanto, é hora de pararmos um pouco e pensarmos melhor nas nossas atitudes e mudar tudo que deu errado e começar o ano fazendo tudo certo. Algumas dicas a seguir:
Mesmo que todos estejam vivendo na teoria do levar vantagens em tudo, seja você o primeiro a agir corretamente. Mesmo que todos estejam fazendo dívidas e depois não se preocupando em pagá-las, ficando assim com fama de caloteiros, faça o contrário, compre somente aquilo que você pode pagar e pague em dia os seus compromissos. Não se leve pela idéia de que, todos fazem errados também vou fazer achando que é normal.
Não permita jamais ser igual aos corruptos que, sugam sem dó aquilo que não lhe pertence sem ter a mínima consideração aos outros. Sejas fiel e cumpridor de todas as suas obrigações com honestidade. Não explore o seu semelhante enganando-os com palavras ou promessas que não podes ou não desejas cumprir. Essas atitudes enganadoras muito aplicadas nos dias atuais é o pior defeito que um ser humano pode ter em sua índole.
Não deseje ser igual aos outros, seja você mesmo com suas falhas e qualidades. Tente melhorar a si próprio para que possa fazer jus à sua passagem por essa vida que não passa de breves momentos perante a existência do mundo.
Não desejes para ti o que não te pertence, só queira aquilo que são de direito, não olhe com inveja para os bens materiais do seu próximo, contente somente com o que és e com o que tens em mãos e agradeça a Deus por isso.
Assuma as suas falhas e não fique culpando o mundo e os outros por sua falta de sabedoria. Seja justo humilde, e se errar conserte, se acertar regozije, se não souber fazer peça ajuda, se ofender peça perdão, se perder vá à luta para reconquistar o que se perdeu. Jamais permita sentir-se um ser injustiçado sem sorte, a sorte caminha ao lado de todos, mas para tê-la é preciso ir ao seu encontro.
Não vá à onda de que tudo que é mostrado na mídia é bom, selecione as informações recebidas e só aproveite aquelas que trazem benefício para a saúde e aos bons costumes.
Só existe valor em nós quando buscamos agir com justiça e sabedoria, se assim não for, seremos eternas criaturas vegetativas sem valor algum e isso nos trará descrédito, falta de auto-estima e seremos apenas mais um na multidão. Façam à diferença, seja honesto e creia em dias melhores.
Que em 2008 possamos todos refletir melhor sobre nossa vida e que sejamos iluminados por Deus para que nos tornemos melhor e assim podermos melhorar os outros.
Braz de Souza é colaborador
Claudio Boriola
Sim, é verdade. Ainda mais em um mercado que luta acirrado para conquistar novo comprador. O consumidor satisfeito sempre acaba fazendo propaganda gratuita da loja, dos seus produtos e do atendimento diferenciado. Ocorre que juridicamente (para a lei) nem sempre o consumidor tem a razão que pensa possuir.
Por este motivo, parece ser interessante e bastante útil ter um conhecimento básico dos direitos assegurados a nós consumidores, especialmente pela Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor). Esta lei, cujo texto pode ser encontrado na internet ou em qualquer livraria, é o estatuto básico dos direitos do consumidor.
Assim, antes de fazer um discurso em defesa da cidadania e dos seus direitos fundamentais de consumidor, nada mais recomendável do quer ter alguma idéia sobre o assunto.
Uma cena corriqueira após as festas de final de ano é o comprador do produto - uma roupa, por exemplo - voltar até a loja um mês depois e com a intenção de trocar a peça porque não gostou muito do produto.
Vejamos neste sentido que o Código de Defesa do Consumidor não garante ao comprador a troca ou devolução da mercadoria simplesmente porque o produto não agradou, salvo se a aquisição tenha ocorrido fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio (art. 49). Como exemplos, os produtos adquiridos, por telefone, em decorrência daquelas cansativas publicidades pela televisão em que se vendem facas que cortam tudo, meias que nunca rasgam, aparelhos de ginástica para um corpo de atleta olímpico, etc. Esta é a única situação - venda fora do estabelecimento - que o Código determina que o comprador tem um prazo de sete dias para desistir do negócio, devolver o produto e receber de volta o dinheiro.
No mais, a devolução ou troca são previstas quando há defeito (vício) no bem adquirido.
Isto não significa que o consumidor nunca tenha o direito de trocar ou substituir a mercadoria sem defeito. Num mercado cada dia mais competitivo, as lojas procuram atrair e agradar o consumidor de diferentes maneiras. Uma delas é oferecer mais vantagens e direitos que a lei, como a possibilidade de troca ou devolução do produto adquirido.
Dessa forma, se determinada loja se comprometeu oralmente ou por escrito que a roupa ali adquirida pode ser trocada ou devolvida em 15 dias, o consumidor pode e deve exigir o compromisso.
Até mesmo uma simples garantia oral do vendedor é suficiente para futura exigência do que prometido. É preferível, todavia, que todas as hipóteses de troca e devolução, nestas situações, estejam colocadas em documento escrito - pode ser até na própria etiqueta do produto - para, em caso de dúvidas ou divergências, facilitar a prova em favor do consumidor.
Em resumo, o Código assegura a troca do produto e devolução do dinheiro no caso de defeitos (vícios de qualidade ou quantidade) ou se a mercadoria foi adquirida fora do estabelecimento comercial, quando haverá o prazo de sete dias para reflexão, a contar do recebimento do bem. Mesmo sem expressa previsão na lei, os comerciantes podem conferir ao comprador a vantagem de possibilidade de troca ou substituição das mercadorias sem defeito, atendidas determinadas condições.
Antes de efetuar qualquer compra, especialmente quando não há certeza quanto à escolha, procure saber se a loja recebe de volta a mercadoria ou aceita substituições e exatamente em que casos. O que mais vale de tudo isso é que o consumidor não deixe de exercer os seus direitos contra os abusos existentes e cometidos por alguns comerciantes que desrespeitam a nossa legislação em geral.
Claudio Boriola é consultor financeiro.
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