
Itaberaba:“alguns procuram picuinhas com lente de aumento”
O presidente da Câmara Municipal, Raimundo “Itaberaba”
da Silva Sampaio (PSDB) rebateu na sexta-feira as críticas feitas pelo
vereador Enoc Martins Coutinho (PT) a respeito das contratações
feitas nos últimos dois meses pela nova mesa diretora. Enoc criticou
o que considera excesso de contratações. “Pediram a exoneração
de 14 para reduzir os gastos da Câmara com a folha de pagamento e contrataram
18 em dois meses”, disse. Através de nota enviada pela assessoria
de imprensa, o presidente fez alguns esclarecimentos sobre o assunto. Ele
informou que logo após a eleição da nova mesa diretora,
em comum acordo com a administração anterior, foi determinada
a exoneração de 14 funcionários de confiança que
representavam R$ 36.618.17 na folha de pagamento. Sobre as contratações
feitas nos dois últimos meses, o presidente diz que foram feitas 17,
sendo sete efetivos, que há três anos prestaram concurso público
e 10 novos funcionários comissionados para os setores de confiança
da Casa, devidamente qualificados conforme exigências determinadas pela
Resolução nº 3/07, aprovada por todos os vereadores. O
custo destes 17 funcionários na folha de pagamentos, conforme esclarece,
é de R$ 21.332,50.
De acordo com Itaberaba, a primeira conclusão destas informações
é que mesmo contratando mais funcionários do que os demitidos,
houve uma redução na folha de pagamentos de 41,75%, ou seja,
R$ 15.286,46.
O presidente esclarece ainda que entre as várias propostas assumidas
pela nova direção da Câmara que na aprovação
da resolução, reestruturou todos os setores criando novos departamentos
e procedimentos, levou a contratação de funcionários
efetivos (concursados) em setores de apoio, como ajudante geral, escriturários,
faxineira e vigias, buscando com este procedimento a autonomia do Legislativo,
pois estes serviços em geral eram prestados por funcionários
cedidos pela Prefeitura e quando ocorria ausência, a segurança
da Casa ficava vulnerável. Ainda sobre as contratações,
a presidência diz que a administração anterior contratava
seus funcionários de confiança, e “incluía imediatamente
na letra D concedendo-lhes as mais variadas gratificações”.
Já a administração atual - conforme prossegue o esclarecimento
– “contratou todos os novos funcionários, com os salários
admissionais, com valores determinados na resolução e as gratificações
poderão ocorrer, em alguns casos, desde que conquistada por tempo e
mérito de trabalho, após avaliações de competência,
responsabilidade e dedicação, como forma de incentivo aos melhores,
pois esta é a única razão das gratificações,
como ocorre em quaisquer outros setores da sociedade”, diz. Também
o cartão de ponto, diz a nota, passou a ser exigido para todos da administração.
Finalizando os esclarecimentos, o presidente Itaberaba aponta para o vereador
Enoc Coutinho e dispara: “O que estamos percebendo é que alguns
vereadores, que perderam a eleição para a mesa diretora ainda
não assimilaram que este processo terminou faz tempo e, ao invés,
de fazerem o debate em nível político, ficam procurando, com
lente de aumento, picuinhas e atrapalhando tão importante projeto de
reestruturação da Câmara Municipal”.
O rompimento de uma adutora de 250 milímetros, no jardim Laudissi, zona sul de Santa Bárbara d´Oeste, deixou cerca de 20 mil moradores sem água durante todo o dia de ontem. Essa adutora é responsável pelo abastecimento dos bairros Laudissi, Rochelle, Parque Olaria, Jardim Santa Alice, Conjunto Habitacional Roberto Romano, Jardim Vista Alegre e adjacências. Só no Conjunto Roberto Romano, onde não existem mais reservatórios, mais de 8 mil pessoas ficaram sem água. O rompimento aconteceu durante a madrugada. Uma equipe do DAE-Departamento de Água e Esgoto trabalhou no local para recuperar o abastecimento.
O vereador Enoc Coutinho (PTB) encaminhou novo requerimento à presidência da Câmara na sexta-feira, apoiado pelo vereador Darci Simões Bueno (PSDB) pedindo informações sobre o controle do cartão de ponto da Câmara. Ele diz que obteve informações nos corredores da Câmara de que um funcionário ligado a um vereador e outro à Câmara, estão registrando o cartão de ponto no horário das reuniões ordinárias e não estão desempenhando as suas funções. Segundo o vereador, um funcionário faltou por dois dias e alegou que tem banco de horas e que essas horas serão descontadas deste benefício. “A direção da Casa diz que desconhece essa situação”, disse Enoc. Ele lembra no requerimento que segundo a lei trabalhista, o cartão de ponto carimbado, poderá servir de prova para um futuro processo trabalhista contra a Câmara, além de ser inviolável, punível de demissão por justa causa. Ele e Darci Simões, querem saber se procedem as informações sobre os “abusos”, se existem outros funcionários que praticam esse ato. E que atitude a mesa diretora deverá tomar para conter tais abusos. Na nota de esclarecimento que enviou à imprensa, o presidente diz que “a obrigatoriedade do cartão não significa pagamento de horas extras, como foi aventado por vereadores, mas tem o objetivo de disciplinar o funcionamento porque antes os funcionários entravam e saíam a hora que quisessem”.
Além da Lei Federal 9394/96 que garante o acesso ao ensino regular
para portadores de deficiência em escolas públicas e privadas,
o texto do item III do Artigo 208 da Constituição Federal de
1988 é clara sobre o dever do Estado no “atendimento educacional
especializado aos portadores de deficiência preferencialmente na rede
regular de ensino”.
A legislação é antiga, mas só em meados do século
XXI foi que os números de alunos especiais em instituições
de ensino da rede pública começaram a melhorar. No estado de
São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Educação,
as escolas estaduais registraram um aumento de 5,4% no ano passado, em relação
a 2005.
Em Santa Bárbara d’Oeste os números também são
positivos. “Este ano temos mais dois alunos encaminhados pela Apae (Associação
de Pais e Amigos dos Excepcionais), e, a cada ano, este número aumenta
mais”, informou a diretora da Escola Estadual Coronel Luiz Alves, Rita
de Cássia Gonçales.
De acordo com ela, há cinco anos o número de alunos portadores
de necessidades especiais tem aumentado. “Hoje atendemos quatro alunos
encaminhados pela Apae”, acrescentou Rita.
Os alunos especiais assistem às aulas junto com os outros estudantes,
sem a separação que antigamente era feita. “As crianças
tratam todos com muito carinho e atenção, e esse sentimento
é levado para a vida toda”, disse.
Para ela, a maior preocupação da diretoria da escola é
com a acomodação e bem- estar dos alunos. “Fazemos trabalho
contra o preconceito entre os estudantes para ajudar na recepção
dos novos companheiros de classe”, disse.
A escola oferece ainda duas salas de recursos especiais, sendo uma destinada
para portadores de deficiências visuais, com coordenação
da professora Divanete Rocha Barbosa, e outra para portadores de deficiências
mentais, onde os alunos são orientados pela professora Gisela de Lima
Marcolim.
Segundo Rita, a tendência é que as matrículas de alunos
especiais aumentem a cada ano, mas ainda existem dificuldades. “A maioria
dos alunos encaminhados pela Apae são adultos e ingressam em classes
de primeira à quarta-série, freqüentadas por crianças.
Eles mesmos se sentem mal com isso, mas os alunos os recebem super bem, o
que ajuda muito”, informou.
Outro ponto destacado pela diretora da instituição está
relacionado à preparação dos professores, que precisam
de aperfeiçoamento para dar aulas diferenciadas para os alunos especiais.
“Não é fácil. Os profissionais precisam e procuram
por conta própria cursos que ofereçam um preparo maior para
fazer um trabalho legal com os estudantes”.
Para Rita, não apenas o Estado deveria oferecer meios de preparo para
os professores da rede de ensino estadual, mas também as Universidades
deveriam trabalhar mais esta questão na formação de profissionais
mais qualificados para o mercado. “Fazemos o que podemos. Temos consciência
de que precisamos ajudar e agimos, muitas vezes, mais com o coração
do que com a razão”.
Além de todas as dificuldades técnicas e estruturais, a diretora
apontou o preconceito entre as famílias dos demais estudantes da Escola.
“Nas reuniões, alguns pais falam que não aceita o filho
estudando com um ‘deficiente’. Nestes casos, eu preciso fazer
todo um trabalho psicológico. Com a criança é mais fácil,
agora com o adulto torna-se mais complicado”, lamentou.
A inclusão social destes alunos especiais, de acordo com Rita, está
caminhando a passos curtos, mas segue em frente. “A inclusão
no Brasil demorou muito para acontecer. Antes, os portadores de necessidades
especiais ficavam apenas na Apae ou freqüentavam uma classe especial,
distante dos demais alunos, agora isso já é diferente”,
frisou.
Pela primeira vez, a Escola Estadual Professora Ulisses de Oliveira Valente
receberá neste ano uma aluna especial. “Ela é paraplégica.
Veio transferida de uma escola de São Paulo e será matriculada
na quinta-série do ciclo I”, adiantou a vice-diretora da instituição.
De acordo com ela, a escola está adaptada para receber uma portadora
de deficiência física, contudo, a experiência virá
agora. “Será a primeira vez que teremos uma aluna especial e
não temos idéia como vai ser daqui pra frente. É preciso
esperar”, disse.
Apoiando esta inclusão crescente de alunos especiais nas escolas públicas,
a coordenadora geral da Apae de Santa Bárbara, Lídia Imaculada
Pigoto Gonçalves de Oliveira, informou que dos 600 alunos que a entidade
atende, 61 já foram encaminhados para escolas públicas no ano
de 2007, o que pode ser considerado um número positivo, “Existem
alunos nossos desde a primeira série até o ensino médio,
mas a maioria está concentrada no ciclo I (1ª à 4ª
série)”, acrescentou.
Mesmo com 90% dos resultados obtidos serem positivos, Lídia reconhece
que rede estadual de ensino ainda tem algumas dificuldades. “Acredito
que a inclusão não pode ser feita de qualquer forma, mas sim
de maneira consciente, com profissionais capacitados para atender os alunos
especiais”, informou.
De acordo com Lídia, é preciso verificar se o aluno portador
de necessidades especiais está tendo acesso aos três direitos
básicos: educação; saúde e assistência social.
“A rede pública faz o que pode.
Os professores fazem cursos para ficarem cada vez melhor e ter mais aprendizado,
mas ainda existem muito a se caminhar e muitas questões a se discutir,
como das barreiras arquitetônicas e alguns aparelhos julgados essenciais
para a educação especial”, completou.
Independente da crescente organização da rede pública
de ensino para atender os alunos especiais, a coordenadora da Apae ressaltou
que a entidade nunca deixará de existir. “É um trabalho
conjunto. Fazemos contato com a escola e vice-versa, sendo que não
depende só da instituição, precisa do auxilio da família”.
O período da piracema, que começou em novembro do ano passado,
terminou na quarta-feira, dia 28. A informação é do sargento
da Polícia Ambiental, Cícero Aparecido dos Santos, comandante
da base de Americana, que compreende 10 municípios, entre eles Santa
Bárbara. Neste período, a Polícia Ambiental de Americana
fez três autuações.
Piracema é o período quando os peixes sobem até as cabeceiras
dos rios, nadando contra a correnteza para realizar a desova e a reprodução.
A medida, de acordo com o sargento Cícero, é adotada todos os
anos pelo governo para proteger a reprodução dos peixes.
A partir de agora os pescadores podem pescar desde que não sejam em
lugares proibidos, disse o sargento Cícero. Ele explicou que desde
a pesca mais simples, aquela feita com varinha ou molinete, que é praticada
pelo pescador amador a pessoa precisa de licença de pesca. O documento
é obtido na Caixa Federal. Lá irá preencher um formulário
com a modalidade que deseja: embarcada (com barco) ou desembarcada (feita
no barranco). Somente aposentados podem pescar sem licença específica
para amador.
O outro tipo de pescador que existe é o profissional. Esse é
enquadrado numa modalidade diferenciada. Esse, geralmente, utiliza rede e
tarrafa para pescar uma quantidade maior de peixes.
Este ano, segundo o sargento Cícero, a piracema não foi prorrogada
por mais alguns dias porque foi um ano bem chuvoso, mas quando há estiagem
o período de piracema é estendido por mais um tempo.
O proprietário da Loja Braço de Prata, Luiz Zanetti, informou
que desde quarta-feira vários pescadores estão ligando para
saber se a pesca já está liberada. Isso porque antes podiam
pescar somente em pesque-pague e agora poderão pescar em rios, lagos,
lagoas e represas.
Apesar de todo o sentido religioso da data, é difícil não
pensar em chocolate quando se fala em Páscoa. Ao ver os ovos expostos
nos supermercados, olfato e paladar funcionam e o cliente se pega saboreando
um belo pedaço imaginário da guloseima. Outros, aproveitam a
época para incrementar a venda familiar.
Há 12 anos, Suzana Chiquetto faz e vende ovos de chocolate durante
a Páscoa. O rendimento líquido chega a ser de R$ 4 mil, à
custa de muita divulgação. “Tenho minha clientela, distribuo
tabela de sabores e preços para outros conhecidos, faço encomenda
para escolas e também anuncio no jornal”. Certa vez, ela chegou
a confeccionar 150 ovos pequenos em um único dia.
O processo é trabalhoso e demorado, por isso, Suzana conta com uma
pessoa todos os anos para ajudá-la a dar conta das encomendas. “Sozinha
é difícil, é muito trabalho e cansativo, em dois já
ajuda bastante”, disse a dona de casa Brunilde Tombolato Balma que,
depois de um tempo parada, retorna ao trabalho com o incentivo de um amigo.
“Se fosse para ficar sozinha, não voltaria”.
Brunilde e seu sócio fazem a divulgação no “boca
a boca” entre colegas e vizinhos, e distribuem panfletinhos pelo bairro
e em estabelecimentos comerciais. “Este ano não sei como vai
ser, mas na época em que era sozinha cheguei a faturar R$ 2 mil. Compensava
bastante o trabalho e é bom vê-los pronto, saber que as pessoas
gostam”.
O preço dos ovos caseiros varia de acordo com o valor do quilo do chocolate
– negociado antecipadamente com os fornecedores – e com a “mão”
de quem faz. “Não adianta puxar muito no preço senão
acaba saindo mais caro dos que os vendidos em supermercado e ninguém
compra”, observou a dona de casa. Os ovos variam de R$2,20 a R$ 48.
Os mais procurados são os trufados, os recheados e ovos com mais de
1 quilo. Por demandarem um certo cuidado na hora de fazer, são os mais
caros. O cliente pode escolher entre uma variedade de bombons, trufas ou brinquedinhos
para serem colocados no interior do produto, quando possível.
“O tempo começa a ficar curto quando vai se aproximando da Páscoa.
Muita gente liga, encomenda, é uma loucura”, disse Maria Leite
de Carvalho, que faz ovos de chocolate há 3 anos. “Tem de ligar
com uma semana de antecedência senão não tem como fazer,
porque são muitos”, acrescentou.
Maria disse não dar muita importância para a divulgação
de seu produto, uma vez que é muito conhecida pelos alunos e freqüentadores
do Sesi da cidade. “Minha casa é de frente da escola. Vendo trufas
o ano todo e o pessoal já me conhecem”. Mesmo assim, afirma não
lucrar menos que R$ 1 mil nesta época do ano.
Aproveitando a época e abrindo oportunidade para quem pretende ter
uma renda extra, o Tivoli Shopping promove diversos cursos específicos
na Central de Cursos. Em fevereiro, aqueles que não conseguiram se
inscrever em tempo hábil, deixaram o nome para os cursos que serão
realizados a partir do dia 7 do mês de março. Dentre eles: confecção
de diversos tipos de ovos como trufado, recheado e crocante, trufas decorativas
e embalagens.
Para os interessados em saborear um ovo de chocolate caseiro, as confeiteiras
deixam seus contatos: 3455-2648 (Suzana); 3463-7284 (Brunilde) e 3454-3020
(Maria).
No dia de ontem, a parte inferior das aduelas começaram a ser assentadas
na Avenida Santa Bárbara, cada uma com cerca de 2 metros de altura
e 4 metros de largura. Além dos diversos caminhões, um guindaste
foi utilizado para posicioná-las sobre o “berço”
de concreto. Cerca de 12 funcionários da Conplan trabalharam no processo.
Segundo o diretor e técnico responsável da empresa, José
Luís Gazotti, serão necessários quatro dias trabalhados
para que a canalização seja completada. “Quando estiver
tudo certo, vamos colocar a parte superior da aduela e então fazer
o rejunte”. Ao todo serão 55 aduelas, cada uma com 4 metros de
altura e 4 metros de largura, chegando a pesar 13 toneladas.
Gazotti acredita que entregará a obra no tempo previsto, no mês
de maio. Para isso o horário especial será mantido – de
segunda à sexta-feira até as 19h, e nos finais de semana até
as 18h. “Para fazermos a base de concreto trabalhamos quatro dias até
as 20h, usando os faroletes dos caminhões para iluminar o local. Agora
vamos até as 19h, quando ainda está claro, por ser um processo
mais delicado agora”, observou.
Finalizado o processo de colocação das aduelas, dois muros alas
serão feitos em função do regime hidráulico –
“orientar” o caminho para as águas – e de contenção
do terreno, evitando futuras erosões, conforme informou o diretor.
Só então será realizado o aterro das aduelas e, por fim,
a pavimentação.
A via foi danificada pelas incessantes chuvas em dezembro de 2006. Para que
as aduelas pudessem ser colocadas, a Conplan precisou fazer o desvio provisório
do Córrego da Ponte Funda e retirar toda a pavimentação
e terra do trecho em questão, o que deu espaço a uma abertura
de 43 metros de comprimento por 45 metros de largura, por onde foi removido
o tubo ármico que havia cedido.
“Isto mostra que a sociedade civil não está muito preocupada
com o turismo da cidade”. Esse foi o lamento do secretário de
Cultura e Turismo de Santa Bárbara d’Oeste, José Benedito
Varela, sobre uma possível falta de interesse por parte dos cidadãos
barbarenses em integrar o Contur (Conselho Municipal de Turismo).
A afirmativa do secretário se deve à prorrogação
do prazo para a entrega da documentação dos indicados nas modalidades
empresários do comércio, advogados, empresários de indústrias,
órgãos de imprensa e proprietários de bares e similares.
O prazo anterior era 16 de fevereiro e foi adiado para até as 17h de
ontem, dia que estava previsto para acontecer a primeira Assembléia
com a posse dos novos conselheiros.
Para Varela, este atraso é decepcionante. “Depois ouvimos cobranças
por parte dos órgãos de imprensa e da sociedade sobre o turismo
da cidade, sendo que abrimos a oportunidade para que eles sejam os fios condutores
desta área”, comentou, “agora esperamos a boa vontade”.
De acordo com o secretário, quando foi criado em 1998, o Contur estava
ligado também a área de cultura do município. Este é
o primeiro ano em que o conselho está voltado apenas ao tratamento
das ações turísticas de Santa Bárbara. “E,
como resposta, acontece isso: problemas antes mesmo de funcionar”, acrescentou.
A técnica de turismo da Secretaria, Sabrina Moreno Lopes, disse que
o atraso da entrega do documento por parte de algumas modalidades pode ser
fruto da falta de tempo. “Não acredito que seja um descaso, mas
pela correria as entidades e órgãos acabaram esquecendo”.
Segundo ela, uma nova data não será necessária, já
que os documentos pendentes foram entregues.
A data para nomeação e posse dos novos membros ainda não
está marcada, “acredito que dentro de quinze dias o prefeito
(José Maria de Araújo Júnior) está empossando
os novos integrantes do Contur”, adiantou Varela.
Mesmo com os problemas aparentes, Varela disse ter esperança. “Com
o tempo, a população vai se conscientizar mais da importância
do turismo na cidade”, ressaltou.
O Contur será formado por titulares e suplentes eleitos, sendo dez
representantes da sociedade organizada e cinco indicados por órgãos
públicos. O mandato dos novos conselheiros será de 2007 a 2009.
Neste ano, a novidade no Tivoli Shopping é a programação
intensa de lazer e entretenimento para o freqüentador, informou o superintendente
do Tivoli Shopping, Silas Kozlowski. O empreendimento está desenvolvendo
muitas ações nessas áreas.
A Central de Cursos, por exemplo, em março além dos cursos de
chocolate, traz oficinas de moda, artesanato, auto-ajuda e massagem indiana.
Outra atração no shopping que começou em fevereiro e
segue até o dia 4 de março é o Mundo Discovery, com muitos
jogos, atividades diversas, massagens e artesanatos na Praça de Eventos.
Há seis espaços temáticos: Discovery, Discovery Kids,
People and Arts, Home and Health, Travel and Living e Animal Planet.
De acordo com Silas, estão criando o hábito na população
e no freqüentador de que o shopping é um lugar gostoso de ir e
não só quando quer comprar. “Queremos oferecer atividades
de lazer e entretenimento para o freqüentador e sua família. Queremos
que aqui sintam como a casa deles”, disse.
O superintendente destacou que as novidades no empreendimento nunca param.
No entanto, não quis adiantar nada porque diz que são coisas
em fase de análise, estudo e negociação e seria prematuro
falar.
Para 2007, segundo Silas, o projeto é melhorar a qualificação
das lojas do shopping trazendo marcas que o público solicita e precisa.
No entanto, já avisa que estão com poucos espaços para
novas operações.
Questionado sobre a interdição da Avenida Santa Bárbara
se tem causado reflexo no movimento do Tivoli Silas respondeu que causa desconforto
ao consumidor de Santa Bárbara que se dirige ao empreendimento, mas
que o freqüentador não tem deixado de ir ao shopping.
A reforma ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
pretende promover na segunda quinzena de março tem sido muito discutida.
O presidente enfrenta pressões entre os aliados na indicação
de nomes aos ministérios e disputas internas no PT.
Conforme foi divulgado nesta semana pela imprensa, a Corrente Movimento PT,
que tem nas suas fileiras o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinagla
(SP) apresentou uma lista que tinha três nomes. O Campo Majoritário,
por sua vez, tenta emplacar a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy
no Ministério das Cidades. Na última segunda-feira, a Executiva
Nacional da legenda esteve reunida por mais de seis horas.
Para o coordenador do PT na macrorregião de Campinas, que engloba 69
municípios, Luiz Vanderlei Larguesa, não há exatamente
uma disputa interna na legenda. O partido fechou com Walter Pinheiro, para
a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, que era ocupada por Miguel
Rosseto. O atual ministro é Guilherme Cassel e é do partido.
Já os nomes de Marta Suplicy e Luiz Eduardo Greenhalgh são consensos
dentro do partido.
Na sua opinião, a dificuldade parece mais com relação
ao ministério para Marta, que era cogitada para Educação,
mas agora existe pretensão da petista ir para o Ministério das
Cidades, que a princípio tinha sido cogitado o nome de Olívio
Dutra para o cargo. Ele destacou, no entanto, que hoje o Ministério
das Cidades, é ocupado por Márcio Fortes, do PP, mas o PT gostaria
de tê-lo de volta.
Já Greenhalgh é cotado para Direitos Humanos. Paulo Vanucchi
pediu para deixar esse ministério por razões pessoais. Outra
troca certa é a de Tarso Genro no lugar de Márcio Thomaz Bastos,
que pediu para deixar o Ministério da Justiça. Em relação
a corrente em que Chinaglia é ligado diz que o grupo do presidente
da Câmara quer discutir, mas não fez apresentação
dos nomes.
Questionado sobre a demora para o presidente Lula fazer a reforma ministerial
Larguesa falou que antes da convenção do PMDB, marcada para
o dia 11 de março, com o objetivo de escolher a nova cúpula
do partido, “parece prematuro indicar uma parte e não indicar
a outra. Além disso, são as dificuldades de um governo de coalizão
que nunca existiu na história da redemocratização, tendo
partidos de centro a esquerda. Isso não é fácil de trabalhar”,
argumentou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou dia 26, durante o seu
programa semanal Café com o Presidente, que não haverá
muitas mudanças na composição da nova equipe ministerial.
Segundo ele, a maioria dos partidos políticos já está
contemplada dentro do governo.
Um levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública
do Estado de São Paulo mostra que caiu o número de ocorrências
de violência contra a mulher.
Segundo a pesquisa do governo estadual, o número de ocorrências
de lesão corporal caiu de 93.648, em 2005, para 85.185 no ano passado,
uma diminuição de 9%. Já os casos de estupro caíram
5,8%, passando de 1.076, em 2005, para 1.013 no ano passado.
A principal justificativa para essa queda é a Lei Maria da Penha, que
prevê penas mais severas para o agressor. Mas, mesmo assim, muitas mulheres
ainda não denunciam os crimes e ainda é grande o número
de casos de violência dentro de casa.
A delegada da Delegacia da Mulher de Santa Bárbara d´Oeste, Jacira
Mendonça Oliveira, disse que a procura para registrar as ocorrências
continuam e não considera que houve uma diminuição. Na
delegacia a mulher é orientada como são os procedimentos e quais
as medidas: criminal e civil. Então, tem notado que, geralmente, a
maioria opta por medidas de proteção, como o afastamento do
homem do lar. Elas na maioria, das vezes, não querem que eles sejam
presos.
No entanto, a delegada observou que a decretação da prisão
preventiva é muito importante. Isso porque mesmo que a violência
não tenha sido pega em flagrante, mas a vítima se sente ameaçada
existe a possibilidade de pedir a prisão preventiva.
Outra percepção da delegacia é que as mulheres não
dão tanta prioridade para o processo. As mulheres usam a lei para poder
resolver aquela questão emergencial. De acordo com a delegada, os casos
são encaminhados para o juiz que os analisa. Na sua opinião,
a Lei Maria da Penha tem muitos fatores positivos e abriu muito o leque de
opções para o delegado.
Para a presidente do Conselho da Mulher, Renata von Glehn, a mulher ao procurar
a delegacia começa a perceber que vai ter que ter uma postura até
o final, mas, muitas vezes, não consegue dar sustentabilidade para
sua posição. Isso porque existe uma distância entre o
querer e o proceder. No entanto, observa que o fato da mulher não procurar
a delegacia não significa que não está sofrendo violência.
“As mulheres têm que ter a percepção protagonista
da própria história. Não pode transferir a responsabilidade
do que acontece só ao outro. E não pode simplesmente querer
dar um susto no companheiro”, orientou.
A Lei Maria da Penha, segundo Renata, é muito nova para avaliar. Na
sua opinião, precisa esperar mais para isso.Ela disse que ao haver
o amadurecimento e adequação da lei com a sociedade vai haver
um aumento dos registros. Citou, por exemplo, o Código de Defesa do
Consumidor que hoje as pessoas procuram os seus direitos e sabem que terão
eles resguardados e cumpridos pela Justiça. “Antes o consumidor
não tinha a certeza de que a Justiça estaria lado a lado. Talvez
seja este o receio da mulher. A hora que tiver certeza a procura irá
aumentar”, disse.
A Escola Estadual Professora “Maria Guilhermina Lopes Fagundes”,
conhecida como Magui, localizada na Vila Linópolis, transforma-se aos
finais de semana em um centro de convivência. Na escola é desenvolvido
o Programa Escola da Família, que conta com atividades voltadas às
áreas esportiva, cultural e de qualificação profissional.
Neste ano, a direção da unidade pretende intensificar essas
ações.
Uma novidade é a nova voluntária do curso de padaria artesanal.
Trata-se de Maria Ivone Orefice Teixeira, que irá dar aulas de panificação
e culinária. Ela já ensinou as suas delícias nas escolas
Professor Jorge Calil Assad Sallum, Coronel Luiz Alves, Emílio Romi
e agora no Magui.
Dona Ivone ensina uma nova técnica para a confecção de
pães, diferente daquela tradicional que o pão é socado
e precisa ficar um longo tempo para crescer. As suas receitas, em no máximo
uma hora e quinze minutos, a pessoa está degustando. O produto fica
muito leve e macio. “Irei ensinar receitas do CATI e da minha longa
experiência de forno e fogão”, revelou.
Para a voluntária é muito prazeroso participar do Programa Escola
da Família. Na sua opinião, o participante pode saborear momentos
de amizade. “É a coisa mais gratificante do mundo. Aqui arrumo
um monte de amigos e acabo sendo vó de todos”, brincou.
A educadora profissional Linda Aparecida Vieira informou ainda que estão
abertos para quem quiser ministrar cursos na escola. Ela disse que pode ser
qualquer atividade. O interessado será muito bem-vindo. Atualmente,
o público pode participar na unidade de cursos de crochê, decupagem,
biscuit e aulas de informática, que são ministradas por um profissional
especializado. Tem também a oficina de matemática, que é
um plantão de dúvidas com o professor Jéferson Stênico,
ex-aluno do Magui e que faz pós-graduação na Unicamp
– Universidade de Campinas.
Eixo Cultural
Na área cultural a novidade fica por conta das aulas de música,
que serão ministradas para os integrantes da fanfarra e os interessados
da comunidade. A agremiação conta com aproximadamente 45 pessoas
e é muito requisitada para apresentar-se em eventos escolares. Ela
tem o apoio da empresa JHM Motores que contribui mensalmente com um valor
para compra de equipamentos. Já foi comprado um quadritom e pretende
comprar uma lira.
Outra opção do Programa Escola da Família são
as aulas de dança, com Swing Raça, ministradas por um ex-aluno
da unidade Claudemir Mella. Mais uma é o Cine Magui que ampliou as
suas ações. Agora grupos interessados em assistir algum filme
podem reservar a sala da escola para assisti-lo. Além disso, continua
o trabalho do voluntário de pegar filmes na 100% Vídeo, com
quem possuem uma parceria, para os alunos assistirem. As atrações
na área cultural não param por aí há o Som Livre,
que é um espaço para os jovens curtirem um som.
No eixo esportivo oferecem dama, futsal, voleibol, xadrez, jogo de botão,
atividades recreativas e tênis de mês. O tênis de mesa tem
como voluntário Izidoro Vicentin e Thiago Sapo. Os dois estão
preparando os jovens para futuras competições na cidade e região.
O Programa Escola da Família no Magui conta com aproximadamente 20
voluntários, entre gamistas, do Projeto SuperAção Jovem,
e os demais. Ano passado, o projeto Game SuperAção da escola
foi reconhecido com o Prêmio Atitude Senna, que é uma iniciativa
do Instituto Ayrton Senna. Na ocasião, um ônibus com 40 alunos
esteve em uma solenidade em São Paulo. Na unidade os gamistas se subdividem
em projetos de jardinagem, Cine Magui, Informática e mutirão
de limpeza.
O Magui conta com 968 alunos, distribuídos da 5ª série
ao 3º ano do Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens
e Adultos) , da 6ª série ao 3º ano do Ensino Médio.
A direção da escola é de Deuceli Martins Louzado e Adriana
Machado, respectivamente, diretora e vice-diretora. Quem quiser ter mais informações
sobre o Programa Escola da Família pode ligar para (19) 3463-7117.
A comemoração de aniversário dos 50 anos de Fundação
Romi contará com a participação especial da solopianista
internacional Sonia Rubinsky. “Somos uma instituição educacional
e cultural, então trabalhamos com esse foco diferenciado. Nós
já conhecíamos o trabalho da pianista e acreditamos que é
uma oportunidade de trazer uma atração do tipo para a cidade”,
disse o administrador da Fundação Romi, Vainer Penatti.
Sonia Rubinsky é brasileira – natural de Campinas – e conhecida
mundialmente como intérprete excepcional do repertório clássico,
romântico e contemporâneo, sendo recitalista das grandes salas
nova-iorquinas. Atualmente, está gravando o sexto volume da obra integral
para piano de Heitor Villa-Lobos – a obra é composta por oito
volumes. Os cinco primeiros obtiveram excelentes críticas nos EUA,
Canadá, Europa e Brasil, sendo o Volume I indicado ao Grammy em 1999.
Sua carreira acumula parcerias com orquestras e recitais em Roma, Amsterdã,
Tel-Aviv, Israel, Paris, Nova York, Boston, Chicago, Los Angeles, Toronto
e Montevidéu. Dentre os diversos prêmios que “coleciona”,
estão o “Prêmio Carlos Gomes” como melhor pianista
no ano de 2006, concedido pela Fundação Padre Anchieta e TV
Cultura; “Melhor Recitalista”, pela Associação Paulista
de Críticos de Arte; “William Petschek Award” da Juilliard
School em Nova York e o primeiro prêmio no concurso “Artists International”
em Nova York.
Sonia Rubinsky irá se apresentar na solenidade de aniversário
marcada para o dia 29 de junho, data da instituição da Fundação
Romi em Santa Bárbara, no Teatro Municipal Manoel Lyra. Além
da apresentação, os convidados poderão desfrutar o lançamento
de um livro sobre a história da Fundação durante seus
50 anos que irá ocorrer em paralelo. Todos os participantes serão
convidados. Um outro evento previsto para fazer parte da festividade é
a inauguração da Estação Cultural.
Para os meses que se seguem, existem projetos de um concurso para estudantes
da rede pública, o lançamento de um novo livro sobre a história
da cidade e a inauguração do Centro de Documentação.
Este conta com a parceria da Prefeitura Municipal e tem como objetivo se tornar
um espaço para pesquisas em web – o material já está
sendo digitalizado –, além de contar com uma biblioteca e museu
temático.