Itaberaba rebate críticas e diz que houve redução de 41,75% na folha

Itaberaba:“alguns procuram picuinhas com lente de aumento”

O presidente da Câmara Municipal, Raimundo “Itaberaba” da Silva Sampaio (PSDB) rebateu na sexta-feira as críticas feitas pelo vereador Enoc Martins Coutinho (PT) a respeito das contratações feitas nos últimos dois meses pela nova mesa diretora. Enoc criticou o que considera excesso de contratações. “Pediram a exoneração de 14 para reduzir os gastos da Câmara com a folha de pagamento e contrataram 18 em dois meses”, disse. Através de nota enviada pela assessoria de imprensa, o presidente fez alguns esclarecimentos sobre o assunto. Ele informou que logo após a eleição da nova mesa diretora, em comum acordo com a administração anterior, foi determinada a exoneração de 14 funcionários de confiança que representavam R$ 36.618.17 na folha de pagamento. Sobre as contratações feitas nos dois últimos meses, o presidente diz que foram feitas 17, sendo sete efetivos, que há três anos prestaram concurso público e 10 novos funcionários comissionados para os setores de confiança da Casa, devidamente qualificados conforme exigências determinadas pela Resolução nº 3/07, aprovada por todos os vereadores. O custo destes 17 funcionários na folha de pagamentos, conforme esclarece, é de R$ 21.332,50.
De acordo com Itaberaba, a primeira conclusão destas informações é que mesmo contratando mais funcionários do que os demitidos, houve uma redução na folha de pagamentos de 41,75%, ou seja, R$ 15.286,46.
O presidente esclarece ainda que entre as várias propostas assumidas pela nova direção da Câmara que na aprovação da resolução, reestruturou todos os setores criando novos departamentos e procedimentos, levou a contratação de funcionários efetivos (concursados) em setores de apoio, como ajudante geral, escriturários, faxineira e vigias, buscando com este procedimento a autonomia do Legislativo, pois estes serviços em geral eram prestados por funcionários cedidos pela Prefeitura e quando ocorria ausência, a segurança da Casa ficava vulnerável. Ainda sobre as contratações, a presidência diz que a administração anterior contratava seus funcionários de confiança, e “incluía imediatamente na letra D concedendo-lhes as mais variadas gratificações”. Já a administração atual - conforme prossegue o esclarecimento – “contratou todos os novos funcionários, com os salários admissionais, com valores determinados na resolução e as gratificações poderão ocorrer, em alguns casos, desde que conquistada por tempo e mérito de trabalho, após avaliações de competência, responsabilidade e dedicação, como forma de incentivo aos melhores, pois esta é a única razão das gratificações, como ocorre em quaisquer outros setores da sociedade”, diz. Também o cartão de ponto, diz a nota, passou a ser exigido para todos da administração. Finalizando os esclarecimentos, o presidente Itaberaba aponta para o vereador Enoc Coutinho e dispara: “O que estamos percebendo é que alguns vereadores, que perderam a eleição para a mesa diretora ainda não assimilaram que este processo terminou faz tempo e, ao invés, de fazerem o debate em nível político, ficam procurando, com lente de aumento, picuinhas e atrapalhando tão importante projeto de reestruturação da Câmara Municipal”.


Adutora rompe e deixa 20 mil pessoas sem água na zona sul

O rompimento de uma adutora de 250 milímetros, no jardim Laudissi, zona sul de Santa Bárbara d´Oeste, deixou cerca de 20 mil moradores sem água durante todo o dia de ontem. Essa adutora é responsável pelo abastecimento dos bairros Laudissi, Rochelle, Parque Olaria, Jardim Santa Alice, Conjunto Habitacional Roberto Romano, Jardim Vista Alegre e adjacências. Só no Conjunto Roberto Romano, onde não existem mais reservatórios, mais de 8 mil pessoas ficaram sem água. O rompimento aconteceu durante a madrugada. Uma equipe do DAE-Departamento de Água e Esgoto trabalhou no local para recuperar o abastecimento.


“Abuso” com cartão de ponto é questionado

O vereador Enoc Coutinho (PTB) encaminhou novo requerimento à presidência da Câmara na sexta-feira, apoiado pelo vereador Darci Simões Bueno (PSDB) pedindo informações sobre o controle do cartão de ponto da Câmara. Ele diz que obteve informações nos corredores da Câmara de que um funcionário ligado a um vereador e outro à Câmara, estão registrando o cartão de ponto no horário das reuniões ordinárias e não estão desempenhando as suas funções. Segundo o vereador, um funcionário faltou por dois dias e alegou que tem banco de horas e que essas horas serão descontadas deste benefício. “A direção da Casa diz que desconhece essa situação”, disse Enoc. Ele lembra no requerimento que segundo a lei trabalhista, o cartão de ponto carimbado, poderá servir de prova para um futuro processo trabalhista contra a Câmara, além de ser inviolável, punível de demissão por justa causa. Ele e Darci Simões, querem saber se procedem as informações sobre os “abusos”, se existem outros funcionários que praticam esse ato. E que atitude a mesa diretora deverá tomar para conter tais abusos. Na nota de esclarecimento que enviou à imprensa, o presidente diz que “a obrigatoriedade do cartão não significa pagamento de horas extras, como foi aventado por vereadores, mas tem o objetivo de disciplinar o funcionamento porque antes os funcionários entravam e saíam a hora que quisessem”.


Aumenta o número de alunos especiais em escolas públicas

Além da Lei Federal 9394/96 que garante o acesso ao ensino regular para portadores de deficiência em escolas públicas e privadas, o texto do item III do Artigo 208 da Constituição Federal de 1988 é clara sobre o dever do Estado no “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência preferencialmente na rede regular de ensino”.
A legislação é antiga, mas só em meados do século XXI foi que os números de alunos especiais em instituições de ensino da rede pública começaram a melhorar. No estado de São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Educação, as escolas estaduais registraram um aumento de 5,4% no ano passado, em relação a 2005.
Em Santa Bárbara d’Oeste os números também são positivos. “Este ano temos mais dois alunos encaminhados pela Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e, a cada ano, este número aumenta mais”, informou a diretora da Escola Estadual Coronel Luiz Alves, Rita de Cássia Gonçales.
De acordo com ela, há cinco anos o número de alunos portadores de necessidades especiais tem aumentado. “Hoje atendemos quatro alunos encaminhados pela Apae”, acrescentou Rita.
Os alunos especiais assistem às aulas junto com os outros estudantes, sem a separação que antigamente era feita. “As crianças tratam todos com muito carinho e atenção, e esse sentimento é levado para a vida toda”, disse.
Para ela, a maior preocupação da diretoria da escola é com a acomodação e bem- estar dos alunos. “Fazemos trabalho contra o preconceito entre os estudantes para ajudar na recepção dos novos companheiros de classe”, disse.
A escola oferece ainda duas salas de recursos especiais, sendo uma destinada para portadores de deficiências visuais, com coordenação da professora Divanete Rocha Barbosa, e outra para portadores de deficiências mentais, onde os alunos são orientados pela professora Gisela de Lima Marcolim.
Segundo Rita, a tendência é que as matrículas de alunos especiais aumentem a cada ano, mas ainda existem dificuldades. “A maioria dos alunos encaminhados pela Apae são adultos e ingressam em classes de primeira à quarta-série, freqüentadas por crianças. Eles mesmos se sentem mal com isso, mas os alunos os recebem super bem, o que ajuda muito”, informou.
Outro ponto destacado pela diretora da instituição está relacionado à preparação dos professores, que precisam de aperfeiçoamento para dar aulas diferenciadas para os alunos especiais. “Não é fácil. Os profissionais precisam e procuram por conta própria cursos que ofereçam um preparo maior para fazer um trabalho legal com os estudantes”.
Para Rita, não apenas o Estado deveria oferecer meios de preparo para os professores da rede de ensino estadual, mas também as Universidades deveriam trabalhar mais esta questão na formação de profissionais mais qualificados para o mercado. “Fazemos o que podemos. Temos consciência de que precisamos ajudar e agimos, muitas vezes, mais com o coração do que com a razão”.
Além de todas as dificuldades técnicas e estruturais, a diretora apontou o preconceito entre as famílias dos demais estudantes da Escola. “Nas reuniões, alguns pais falam que não aceita o filho estudando com um ‘deficiente’. Nestes casos, eu preciso fazer todo um trabalho psicológico. Com a criança é mais fácil, agora com o adulto torna-se mais complicado”, lamentou.
A inclusão social destes alunos especiais, de acordo com Rita, está caminhando a passos curtos, mas segue em frente. “A inclusão no Brasil demorou muito para acontecer. Antes, os portadores de necessidades especiais ficavam apenas na Apae ou freqüentavam uma classe especial, distante dos demais alunos, agora isso já é diferente”, frisou.
Pela primeira vez, a Escola Estadual Professora Ulisses de Oliveira Valente receberá neste ano uma aluna especial. “Ela é paraplégica. Veio transferida de uma escola de São Paulo e será matriculada na quinta-série do ciclo I”, adiantou a vice-diretora da instituição.
De acordo com ela, a escola está adaptada para receber uma portadora de deficiência física, contudo, a experiência virá agora. “Será a primeira vez que teremos uma aluna especial e não temos idéia como vai ser daqui pra frente. É preciso esperar”, disse.
Apoiando esta inclusão crescente de alunos especiais nas escolas públicas, a coordenadora geral da Apae de Santa Bárbara, Lídia Imaculada Pigoto Gonçalves de Oliveira, informou que dos 600 alunos que a entidade atende, 61 já foram encaminhados para escolas públicas no ano de 2007, o que pode ser considerado um número positivo, “Existem alunos nossos desde a primeira série até o ensino médio, mas a maioria está concentrada no ciclo I (1ª à 4ª série)”, acrescentou.
Mesmo com 90% dos resultados obtidos serem positivos, Lídia reconhece que rede estadual de ensino ainda tem algumas dificuldades. “Acredito que a inclusão não pode ser feita de qualquer forma, mas sim de maneira consciente, com profissionais capacitados para atender os alunos especiais”, informou.
De acordo com Lídia, é preciso verificar se o aluno portador de necessidades especiais está tendo acesso aos três direitos básicos: educação; saúde e assistência social. “A rede pública faz o que pode.
Os professores fazem cursos para ficarem cada vez melhor e ter mais aprendizado, mas ainda existem muito a se caminhar e muitas questões a se discutir, como das barreiras arquitetônicas e alguns aparelhos julgados essenciais para a educação especial”, completou.
Independente da crescente organização da rede pública de ensino para atender os alunos especiais, a coordenadora da Apae ressaltou que a entidade nunca deixará de existir. “É um trabalho conjunto. Fazemos contato com a escola e vice-versa, sendo que não depende só da instituição, precisa do auxilio da família”.


Período da Piracema terminou na quarta-feira

O período da piracema, que começou em novembro do ano passado, terminou na quarta-feira, dia 28. A informação é do sargento da Polícia Ambiental, Cícero Aparecido dos Santos, comandante da base de Americana, que compreende 10 municípios, entre eles Santa Bárbara. Neste período, a Polícia Ambiental de Americana fez três autuações.
Piracema é o período quando os peixes sobem até as cabeceiras dos rios, nadando contra a correnteza para realizar a desova e a reprodução. A medida, de acordo com o sargento Cícero, é adotada todos os anos pelo governo para proteger a reprodução dos peixes.
A partir de agora os pescadores podem pescar desde que não sejam em lugares proibidos, disse o sargento Cícero. Ele explicou que desde a pesca mais simples, aquela feita com varinha ou molinete, que é praticada pelo pescador amador a pessoa precisa de licença de pesca. O documento é obtido na Caixa Federal. Lá irá preencher um formulário com a modalidade que deseja: embarcada (com barco) ou desembarcada (feita no barranco). Somente aposentados podem pescar sem licença específica para amador.
O outro tipo de pescador que existe é o profissional. Esse é enquadrado numa modalidade diferenciada. Esse, geralmente, utiliza rede e tarrafa para pescar uma quantidade maior de peixes.
Este ano, segundo o sargento Cícero, a piracema não foi prorrogada por mais alguns dias porque foi um ano bem chuvoso, mas quando há estiagem o período de piracema é estendido por mais um tempo.
O proprietário da Loja Braço de Prata, Luiz Zanetti, informou que desde quarta-feira vários pescadores estão ligando para saber se a pesca já está liberada. Isso porque antes podiam pescar somente em pesque-pague e agora poderão pescar em rios, lagos, lagoas e represas.


Ovos de páscoa caseiros prometem muito trabalho e renda extra

Apesar de todo o sentido religioso da data, é difícil não pensar em chocolate quando se fala em Páscoa. Ao ver os ovos expostos nos supermercados, olfato e paladar funcionam e o cliente se pega saboreando um belo pedaço imaginário da guloseima. Outros, aproveitam a época para incrementar a venda familiar.
Há 12 anos, Suzana Chiquetto faz e vende ovos de chocolate durante a Páscoa. O rendimento líquido chega a ser de R$ 4 mil, à custa de muita divulgação. “Tenho minha clientela, distribuo tabela de sabores e preços para outros conhecidos, faço encomenda para escolas e também anuncio no jornal”. Certa vez, ela chegou a confeccionar 150 ovos pequenos em um único dia.
O processo é trabalhoso e demorado, por isso, Suzana conta com uma pessoa todos os anos para ajudá-la a dar conta das encomendas. “Sozinha é difícil, é muito trabalho e cansativo, em dois já ajuda bastante”, disse a dona de casa Brunilde Tombolato Balma que, depois de um tempo parada, retorna ao trabalho com o incentivo de um amigo. “Se fosse para ficar sozinha, não voltaria”.
Brunilde e seu sócio fazem a divulgação no “boca a boca” entre colegas e vizinhos, e distribuem panfletinhos pelo bairro e em estabelecimentos comerciais. “Este ano não sei como vai ser, mas na época em que era sozinha cheguei a faturar R$ 2 mil. Compensava bastante o trabalho e é bom vê-los pronto, saber que as pessoas gostam”.
O preço dos ovos caseiros varia de acordo com o valor do quilo do chocolate – negociado antecipadamente com os fornecedores – e com a “mão” de quem faz. “Não adianta puxar muito no preço senão acaba saindo mais caro dos que os vendidos em supermercado e ninguém compra”, observou a dona de casa. Os ovos variam de R$2,20 a R$ 48.
Os mais procurados são os trufados, os recheados e ovos com mais de 1 quilo. Por demandarem um certo cuidado na hora de fazer, são os mais caros. O cliente pode escolher entre uma variedade de bombons, trufas ou brinquedinhos para serem colocados no interior do produto, quando possível.
“O tempo começa a ficar curto quando vai se aproximando da Páscoa. Muita gente liga, encomenda, é uma loucura”, disse Maria Leite de Carvalho, que faz ovos de chocolate há 3 anos. “Tem de ligar com uma semana de antecedência senão não tem como fazer, porque são muitos”, acrescentou.
Maria disse não dar muita importância para a divulgação de seu produto, uma vez que é muito conhecida pelos alunos e freqüentadores do Sesi da cidade. “Minha casa é de frente da escola. Vendo trufas o ano todo e o pessoal já me conhecem”. Mesmo assim, afirma não lucrar menos que R$ 1 mil nesta época do ano.
Aproveitando a época e abrindo oportunidade para quem pretende ter uma renda extra, o Tivoli Shopping promove diversos cursos específicos na Central de Cursos. Em fevereiro, aqueles que não conseguiram se inscrever em tempo hábil, deixaram o nome para os cursos que serão realizados a partir do dia 7 do mês de março. Dentre eles: confecção de diversos tipos de ovos como trufado, recheado e crocante, trufas decorativas e embalagens.
Para os interessados em saborear um ovo de chocolate caseiro, as confeiteiras deixam seus contatos: 3455-2648 (Suzana); 3463-7284 (Brunilde) e 3454-3020 (Maria).


Aduelas são colocadas e prazo das obras é mantido

No dia de ontem, a parte inferior das aduelas começaram a ser assentadas na Avenida Santa Bárbara, cada uma com cerca de 2 metros de altura e 4 metros de largura. Além dos diversos caminhões, um guindaste foi utilizado para posicioná-las sobre o “berço” de concreto. Cerca de 12 funcionários da Conplan trabalharam no processo.
Segundo o diretor e técnico responsável da empresa, José Luís Gazotti, serão necessários quatro dias trabalhados para que a canalização seja completada. “Quando estiver tudo certo, vamos colocar a parte superior da aduela e então fazer o rejunte”. Ao todo serão 55 aduelas, cada uma com 4 metros de altura e 4 metros de largura, chegando a pesar 13 toneladas.
Gazotti acredita que entregará a obra no tempo previsto, no mês de maio. Para isso o horário especial será mantido – de segunda à sexta-feira até as 19h, e nos finais de semana até as 18h. “Para fazermos a base de concreto trabalhamos quatro dias até as 20h, usando os faroletes dos caminhões para iluminar o local. Agora vamos até as 19h, quando ainda está claro, por ser um processo mais delicado agora”, observou.
Finalizado o processo de colocação das aduelas, dois muros alas serão feitos em função do regime hidráulico – “orientar” o caminho para as águas – e de contenção do terreno, evitando futuras erosões, conforme informou o diretor. Só então será realizado o aterro das aduelas e, por fim, a pavimentação.
A via foi danificada pelas incessantes chuvas em dezembro de 2006. Para que as aduelas pudessem ser colocadas, a Conplan precisou fazer o desvio provisório do Córrego da Ponte Funda e retirar toda a pavimentação e terra do trecho em questão, o que deu espaço a uma abertura de 43 metros de comprimento por 45 metros de largura, por onde foi removido o tubo ármico que havia cedido.


Varela lamenta falta de interesse da sociedade em participar do Contur

“Isto mostra que a sociedade civil não está muito preocupada com o turismo da cidade”. Esse foi o lamento do secretário de Cultura e Turismo de Santa Bárbara d’Oeste, José Benedito Varela, sobre uma possível falta de interesse por parte dos cidadãos barbarenses em integrar o Contur (Conselho Municipal de Turismo).
A afirmativa do secretário se deve à prorrogação do prazo para a entrega da documentação dos indicados nas modalidades empresários do comércio, advogados, empresários de indústrias, órgãos de imprensa e proprietários de bares e similares. O prazo anterior era 16 de fevereiro e foi adiado para até as 17h de ontem, dia que estava previsto para acontecer a primeira Assembléia com a posse dos novos conselheiros.
Para Varela, este atraso é decepcionante. “Depois ouvimos cobranças por parte dos órgãos de imprensa e da sociedade sobre o turismo da cidade, sendo que abrimos a oportunidade para que eles sejam os fios condutores desta área”, comentou, “agora esperamos a boa vontade”.
De acordo com o secretário, quando foi criado em 1998, o Contur estava ligado também a área de cultura do município. Este é o primeiro ano em que o conselho está voltado apenas ao tratamento das ações turísticas de Santa Bárbara. “E, como resposta, acontece isso: problemas antes mesmo de funcionar”, acrescentou.
A técnica de turismo da Secretaria, Sabrina Moreno Lopes, disse que o atraso da entrega do documento por parte de algumas modalidades pode ser fruto da falta de tempo. “Não acredito que seja um descaso, mas pela correria as entidades e órgãos acabaram esquecendo”.
Segundo ela, uma nova data não será necessária, já que os documentos pendentes foram entregues.
A data para nomeação e posse dos novos membros ainda não está marcada, “acredito que dentro de quinze dias o prefeito (José Maria de Araújo Júnior) está empossando os novos integrantes do Contur”, adiantou Varela.
Mesmo com os problemas aparentes, Varela disse ter esperança. “Com o tempo, a população vai se conscientizar mais da importância do turismo na cidade”, ressaltou.
O Contur será formado por titulares e suplentes eleitos, sendo dez representantes da sociedade organizada e cinco indicados por órgãos públicos. O mandato dos novos conselheiros será de 2007 a 2009.


Tivoli desenvolve programação de lazer e entretenimento

Neste ano, a novidade no Tivoli Shopping é a programação intensa de lazer e entretenimento para o freqüentador, informou o superintendente do Tivoli Shopping, Silas Kozlowski. O empreendimento está desenvolvendo muitas ações nessas áreas.
A Central de Cursos, por exemplo, em março além dos cursos de chocolate, traz oficinas de moda, artesanato, auto-ajuda e massagem indiana. Outra atração no shopping que começou em fevereiro e segue até o dia 4 de março é o Mundo Discovery, com muitos jogos, atividades diversas, massagens e artesanatos na Praça de Eventos. Há seis espaços temáticos: Discovery, Discovery Kids, People and Arts, Home and Health, Travel and Living e Animal Planet.
De acordo com Silas, estão criando o hábito na população e no freqüentador de que o shopping é um lugar gostoso de ir e não só quando quer comprar. “Queremos oferecer atividades de lazer e entretenimento para o freqüentador e sua família. Queremos que aqui sintam como a casa deles”, disse.
O superintendente destacou que as novidades no empreendimento nunca param. No entanto, não quis adiantar nada porque diz que são coisas em fase de análise, estudo e negociação e seria prematuro falar.
Para 2007, segundo Silas, o projeto é melhorar a qualificação das lojas do shopping trazendo marcas que o público solicita e precisa. No entanto, já avisa que estão com poucos espaços para novas operações.
Questionado sobre a interdição da Avenida Santa Bárbara se tem causado reflexo no movimento do Tivoli Silas respondeu que causa desconforto ao consumidor de Santa Bárbara que se dirige ao empreendimento, mas que o freqüentador não tem deixado de ir ao shopping.


Reforma ministerial: coordenador do PT na macrorregião comenta assunto

A reforma ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende promover na segunda quinzena de março tem sido muito discutida. O presidente enfrenta pressões entre os aliados na indicação de nomes aos ministérios e disputas internas no PT.
Conforme foi divulgado nesta semana pela imprensa, a Corrente Movimento PT, que tem nas suas fileiras o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinagla (SP) apresentou uma lista que tinha três nomes. O Campo Majoritário, por sua vez, tenta emplacar a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy no Ministério das Cidades. Na última segunda-feira, a Executiva Nacional da legenda esteve reunida por mais de seis horas.
Para o coordenador do PT na macrorregião de Campinas, que engloba 69 municípios, Luiz Vanderlei Larguesa, não há exatamente uma disputa interna na legenda. O partido fechou com Walter Pinheiro, para a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, que era ocupada por Miguel Rosseto. O atual ministro é Guilherme Cassel e é do partido. Já os nomes de Marta Suplicy e Luiz Eduardo Greenhalgh são consensos dentro do partido.
Na sua opinião, a dificuldade parece mais com relação ao ministério para Marta, que era cogitada para Educação, mas agora existe pretensão da petista ir para o Ministério das Cidades, que a princípio tinha sido cogitado o nome de Olívio Dutra para o cargo. Ele destacou, no entanto, que hoje o Ministério das Cidades, é ocupado por Márcio Fortes, do PP, mas o PT gostaria de tê-lo de volta.
Já Greenhalgh é cotado para Direitos Humanos. Paulo Vanucchi pediu para deixar esse ministério por razões pessoais. Outra troca certa é a de Tarso Genro no lugar de Márcio Thomaz Bastos, que pediu para deixar o Ministério da Justiça. Em relação a corrente em que Chinaglia é ligado diz que o grupo do presidente da Câmara quer discutir, mas não fez apresentação dos nomes.
Questionado sobre a demora para o presidente Lula fazer a reforma ministerial Larguesa falou que antes da convenção do PMDB, marcada para o dia 11 de março, com o objetivo de escolher a nova cúpula do partido, “parece prematuro indicar uma parte e não indicar a outra. Além disso, são as dificuldades de um governo de coalizão que nunca existiu na história da redemocratização, tendo partidos de centro a esquerda. Isso não é fácil de trabalhar”, argumentou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou dia 26, durante o seu programa semanal Café com o Presidente, que não haverá muitas mudanças na composição da nova equipe ministerial. Segundo ele, a maioria dos partidos políticos já está contemplada dentro do governo.


Ocorrências de violência contra a mulher diminuem, menos em SB

Um levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo mostra que caiu o número de ocorrências de violência contra a mulher.
Segundo a pesquisa do governo estadual, o número de ocorrências de lesão corporal caiu de 93.648, em 2005, para 85.185 no ano passado, uma diminuição de 9%. Já os casos de estupro caíram 5,8%, passando de 1.076, em 2005, para 1.013 no ano passado.
A principal justificativa para essa queda é a Lei Maria da Penha, que prevê penas mais severas para o agressor. Mas, mesmo assim, muitas mulheres ainda não denunciam os crimes e ainda é grande o número de casos de violência dentro de casa.
A delegada da Delegacia da Mulher de Santa Bárbara d´Oeste, Jacira Mendonça Oliveira, disse que a procura para registrar as ocorrências continuam e não considera que houve uma diminuição. Na delegacia a mulher é orientada como são os procedimentos e quais as medidas: criminal e civil. Então, tem notado que, geralmente, a maioria opta por medidas de proteção, como o afastamento do homem do lar. Elas na maioria, das vezes, não querem que eles sejam presos.
No entanto, a delegada observou que a decretação da prisão preventiva é muito importante. Isso porque mesmo que a violência não tenha sido pega em flagrante, mas a vítima se sente ameaçada existe a possibilidade de pedir a prisão preventiva.
Outra percepção da delegacia é que as mulheres não dão tanta prioridade para o processo. As mulheres usam a lei para poder resolver aquela questão emergencial. De acordo com a delegada, os casos são encaminhados para o juiz que os analisa. Na sua opinião, a Lei Maria da Penha tem muitos fatores positivos e abriu muito o leque de opções para o delegado.
Para a presidente do Conselho da Mulher, Renata von Glehn, a mulher ao procurar a delegacia começa a perceber que vai ter que ter uma postura até o final, mas, muitas vezes, não consegue dar sustentabilidade para sua posição. Isso porque existe uma distância entre o querer e o proceder. No entanto, observa que o fato da mulher não procurar a delegacia não significa que não está sofrendo violência. “As mulheres têm que ter a percepção protagonista da própria história. Não pode transferir a responsabilidade do que acontece só ao outro. E não pode simplesmente querer dar um susto no companheiro”, orientou.
A Lei Maria da Penha, segundo Renata, é muito nova para avaliar. Na sua opinião, precisa esperar mais para isso.Ela disse que ao haver o amadurecimento e adequação da lei com a sociedade vai haver um aumento dos registros. Citou, por exemplo, o Código de Defesa do Consumidor que hoje as pessoas procuram os seus direitos e sabem que terão eles resguardados e cumpridos pela Justiça. “Antes o consumidor não tinha a certeza de que a Justiça estaria lado a lado. Talvez seja este o receio da mulher. A hora que tiver certeza a procura irá aumentar”, disse.


Escola da Família: Magui intensifica atividades neste ano

A Escola Estadual Professora “Maria Guilhermina Lopes Fagundes”, conhecida como Magui, localizada na Vila Linópolis, transforma-se aos finais de semana em um centro de convivência. Na escola é desenvolvido o Programa Escola da Família, que conta com atividades voltadas às áreas esportiva, cultural e de qualificação profissional. Neste ano, a direção da unidade pretende intensificar essas ações.
Uma novidade é a nova voluntária do curso de padaria artesanal. Trata-se de Maria Ivone Orefice Teixeira, que irá dar aulas de panificação e culinária. Ela já ensinou as suas delícias nas escolas Professor Jorge Calil Assad Sallum, Coronel Luiz Alves, Emílio Romi e agora no Magui.
Dona Ivone ensina uma nova técnica para a confecção de pães, diferente daquela tradicional que o pão é socado e precisa ficar um longo tempo para crescer. As suas receitas, em no máximo uma hora e quinze minutos, a pessoa está degustando. O produto fica muito leve e macio. “Irei ensinar receitas do CATI e da minha longa experiência de forno e fogão”, revelou.
Para a voluntária é muito prazeroso participar do Programa Escola da Família. Na sua opinião, o participante pode saborear momentos de amizade. “É a coisa mais gratificante do mundo. Aqui arrumo um monte de amigos e acabo sendo vó de todos”, brincou.
A educadora profissional Linda Aparecida Vieira informou ainda que estão abertos para quem quiser ministrar cursos na escola. Ela disse que pode ser qualquer atividade. O interessado será muito bem-vindo. Atualmente, o público pode participar na unidade de cursos de crochê, decupagem, biscuit e aulas de informática, que são ministradas por um profissional especializado. Tem também a oficina de matemática, que é um plantão de dúvidas com o professor Jéferson Stênico, ex-aluno do Magui e que faz pós-graduação na Unicamp – Universidade de Campinas.

Eixo Cultural
Na área cultural a novidade fica por conta das aulas de música, que serão ministradas para os integrantes da fanfarra e os interessados da comunidade. A agremiação conta com aproximadamente 45 pessoas e é muito requisitada para apresentar-se em eventos escolares. Ela tem o apoio da empresa JHM Motores que contribui mensalmente com um valor para compra de equipamentos. Já foi comprado um quadritom e pretende comprar uma lira.
Outra opção do Programa Escola da Família são as aulas de dança, com Swing Raça, ministradas por um ex-aluno da unidade Claudemir Mella. Mais uma é o Cine Magui que ampliou as suas ações. Agora grupos interessados em assistir algum filme podem reservar a sala da escola para assisti-lo. Além disso, continua o trabalho do voluntário de pegar filmes na 100% Vídeo, com quem possuem uma parceria, para os alunos assistirem. As atrações na área cultural não param por aí há o Som Livre, que é um espaço para os jovens curtirem um som.
No eixo esportivo oferecem dama, futsal, voleibol, xadrez, jogo de botão, atividades recreativas e tênis de mês. O tênis de mesa tem como voluntário Izidoro Vicentin e Thiago Sapo. Os dois estão preparando os jovens para futuras competições na cidade e região.
O Programa Escola da Família no Magui conta com aproximadamente 20 voluntários, entre gamistas, do Projeto SuperAção Jovem, e os demais. Ano passado, o projeto Game SuperAção da escola foi reconhecido com o Prêmio Atitude Senna, que é uma iniciativa do Instituto Ayrton Senna. Na ocasião, um ônibus com 40 alunos esteve em uma solenidade em São Paulo. Na unidade os gamistas se subdividem em projetos de jardinagem, Cine Magui, Informática e mutirão de limpeza.
O Magui conta com 968 alunos, distribuídos da 5ª série ao 3º ano do Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) , da 6ª série ao 3º ano do Ensino Médio. A direção da escola é de Deuceli Martins Louzado e Adriana Machado, respectivamente, diretora e vice-diretora. Quem quiser ter mais informações sobre o Programa Escola da Família pode ligar para (19) 3463-7117.


Fundação Romi se prepara para as comemorações de 50 anos

A comemoração de aniversário dos 50 anos de Fundação Romi contará com a participação especial da solopianista internacional Sonia Rubinsky. “Somos uma instituição educacional e cultural, então trabalhamos com esse foco diferenciado. Nós já conhecíamos o trabalho da pianista e acreditamos que é uma oportunidade de trazer uma atração do tipo para a cidade”, disse o administrador da Fundação Romi, Vainer Penatti.
Sonia Rubinsky é brasileira – natural de Campinas – e conhecida mundialmente como intérprete excepcional do repertório clássico, romântico e contemporâneo, sendo recitalista das grandes salas nova-iorquinas. Atualmente, está gravando o sexto volume da obra integral para piano de Heitor Villa-Lobos – a obra é composta por oito volumes. Os cinco primeiros obtiveram excelentes críticas nos EUA, Canadá, Europa e Brasil, sendo o Volume I indicado ao Grammy em 1999.
Sua carreira acumula parcerias com orquestras e recitais em Roma, Amsterdã, Tel-Aviv, Israel, Paris, Nova York, Boston, Chicago, Los Angeles, Toronto e Montevidéu. Dentre os diversos prêmios que “coleciona”, estão o “Prêmio Carlos Gomes” como melhor pianista no ano de 2006, concedido pela Fundação Padre Anchieta e TV Cultura; “Melhor Recitalista”, pela Associação Paulista de Críticos de Arte; “William Petschek Award” da Juilliard School em Nova York e o primeiro prêmio no concurso “Artists International” em Nova York.
Sonia Rubinsky irá se apresentar na solenidade de aniversário marcada para o dia 29 de junho, data da instituição da Fundação Romi em Santa Bárbara, no Teatro Municipal Manoel Lyra. Além da apresentação, os convidados poderão desfrutar o lançamento de um livro sobre a história da Fundação durante seus 50 anos que irá ocorrer em paralelo. Todos os participantes serão convidados. Um outro evento previsto para fazer parte da festividade é a inauguração da Estação Cultural.
Para os meses que se seguem, existem projetos de um concurso para estudantes da rede pública, o lançamento de um novo livro sobre a história da cidade e a inauguração do Centro de Documentação. Este conta com a parceria da Prefeitura Municipal e tem como objetivo se tornar um espaço para pesquisas em web – o material já está sendo digitalizado –, além de contar com uma biblioteca e museu temático.