Cinema terá de permitir entrada de cliente com pipoca de fora

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) divulgou que os freqüentadores do grupo Cinemark Brasil não são obrigados a consumir unicamente os produtos da empresa vendidos na sala de espera. A decisão só começa a valer após publicação no “Diário da Justiça”, no prazo de até 45 dias.
Segundo o STJ, o cidadão pode levar de casa ou comprar de outro fornecedor a pipoca que consumirá durante a exibição do filme. Ou seja, a lei do consumidor proíbe condicionar a venda de um produto a outro, prática comum nas salas do Cinemark, segundo o STJ.
O grupo Cinemark ingressou na Justiça contra multa aplicada pelo Procon do Rio. A empresa foi multada por praticar “venda casada”, ao permitir que somente produtos adquiridos em suas dependências fossem consumidos nas salas de projeção.
Segundo argumento da empresa, o consumidor poderia assistir ao filme sem nada consumir, razão pela qual não havia violações da relação de consumo. Ao permitir a entrada de produtos comprados em outros locais, o Estado do Rio estaria interferindo na livre iniciativa, defendida pela Constituição.
Segundo a decisão do STJ, o princípio de não-intervenção do Estado na ordem econômica deve obedecer aos princípios do direito ao consumidor, e ele deve ter liberdade de escolha.
”Os ministros consideraram que a venda condicionada que pratica a empresa cinematográfica é bem diferente do que ocorre em bares e restaurantes, por exemplo, em que a venda de produtos alimentícios constitui a essência da atividade comercial”, informa nota do STJ.
Segundo o STJ, a prática de venda casada se caracteriza quando uma empresa usa do poder econômico ou técnico para obstruir a liberdade de escolha do consumidor, especialmente no direito que tem de obter produtos e serviços de qualidade satisfatória e a preços competitivos.


Depois de Bruna Surfistinha, editora investe em Selton Mello

O fenômeno Bruna Surfistinha rompeu barreiras. A ex-garota de programa —cujo nome verdadeiro é Raquel Pacheco— acaba de voltar de uma turnê pela Europa, onde foi lançar seu livro em cinco países (Portugal, Espanha, Holanda, França e Itália).
Aqui no Brasil, porém, ver a boa recepção de Surfistinha em outros países (especialmente Itália e Portugal) tem clima de “déjà vu”. O fenômeno editorial brasileiro de pouco mais de um ano atrás, surgido a partir do blog de Raquel, já passou. Confrontando as 210 mil cópias de “O Doce Veneno do Escorpião”, o segundo livro da ex-prostituta (“O que Aprendi com Bruna Surfistinha - Lições de uma Vida Nada Fácil”) acumula apenas 20 mil exemplares.
De fôlego novo, a Panda Books, editora de Surfistinha, expandiu seus negócios e ampliou sua linha editorial. Entre as novidades está a coleção “O Dia em que Me Tornei...”, sobre times de futebol. Selton Mello estréia como escritor, assinando o volume sobre são-paulinos.
A sugestão para sondar o ator partiu de José Roberto Torero, em conversa com Marcelo Duarte, dono da editora Panda. O convite foi prontamente aceito por Mello.
”Outro dia, ele me mandou um e-mail contando que o Rogério Ceni havia comprado o livro e gostou tanto que mandou uma camisa autografada para ele, até telefonou”, relata Duarte.
“Selton adorou, pois é fã do Ceni. Parecia uma criança.” O ator, que está no exterior a trabalho, fará o lançamento oficial do livro, com noite de autógrafos, em abril.
O próprio Duarte escreveu o livro sobre corintianos. Os outros títulos ficaram a cargo do palmeirense Mauro Beting e do santista Vladir Lemos. “Pretendemos expandir a coleção para os times do Rio de Janeiro”, diz o editor.