Moacir Romero
Nos últimos tempos, muito tem se falado sobre a necessidade da realização,
de uma ampla reforma política em nosso país.
É verdade que argumentos não faltam, porém, de que reforma
política estamos falando e qual tem sido o debate realizado junto a
população, ou junto aos setores organizados da sociedade brasileira?
Afinal o voto deve ser em lista apresentada pelos partidos políticos
de acordo com critério pré-estabelecido? Que todos os participantes
saiam em campanha, levando uma proposta coletiva? Ou devemos manter o sistema
atual onde o candidato, se apresenta ao eleitorado de maneira individualista
como se fosse o salvador da pátria?
O financiamento das campanhas deve ser feito com dinheiro público de
forma transparente e com mais facilidade de ser fiscalizado, ou devemos manter
como sempre, onde partidos e indivíduos que se propõem a representar
o povo tem a liberdade de firmar compromissos com empresas e empresários,
que bancam suas campanhas em troca de apoio aos seus interesses no futuro?
A fidelidade partidária deve ser exigida através da lei, ou
vamos continuar permitindo que candidatos se apresentem aos eleitores representando
a ideologia de determinado partido e, na primeira oportunidade, abandonem
estes princípios, traindo a confiança do eleitor que nele acreditou
e votou por pensar que o mesmo seria fiel aos projetos apresentados?
A reeleição, experiência nova no Brasil, deve ser mantida,
mesmo sabendo que durante a campanha acaba-se confundindo as ações
do mandato com as do candidato, e que se o mandatário do cargo, não
tiver ética, pode usar o poder e até pressionar servidores para
fazerem sua campanha?
O cargo do senador é mais importante que os demais existentes, por
que o seu mandato é de oito anos enquanto os demais são de quatro
anos?
Estes são alguns temas que timidamente estão sendo discutidos
sem a participação efetiva da população e dos
meios de comunicação social que pouco tem discutido o assunto
e levado esclarecimento aos eleitores.
Lembro que a reforma política que o país precisa não
é só isso!
A proporcionalidade para as eleições como está posta
hoje é válida? Com todo respeito ao povo acreano é justo
o Acre ter três senadores como tem São Paulo? Dada a diferença
de população entre os Estados, não deveríamos
ter uma distribuição no congresso de maneira mais equilibrada
respeitando estas diferenças?
Entre tantas outras, estas são algumas questões que precisam
ser debatidas por toda sociedade, o que esperamos que aconteça para
que, aprovadas pelo Congresso Nacional e postas em prática, venham
corrigir distorções enraizadas na atividade política
brasileira, resgatando a importância que esta atividade deve ter em
qualquer sociedade.
Moacir Romero é suplente de Vereador - PT - Americana
Sebastião Almeida
Conscientização e informação são ferramentas
importantes para quem deseja colaborar com a preservação do
Meio Ambiente. Mas só boas intenções não bastam
para amenizar a situação. Em breve, a sociedade terá
de passar do discurso à prática para evitar a destruição
do planeta. Se você pensa que não pode fazer nada por isso, está
redondamente enganado. Pequenas ações em nosso cotidiano podem
contribuir para aplacar os efeitos do aquecimento do global. Isoladas, elas
terão pouco efeito, mas sua eficácia será percebida na
medida em que novos hábitos começarem a ser adotados.
Esse esforço coletivo começa dentro de casa. Separar o lixo
orgânico (restos de alimentos) do plástico, papel e dos vidros
é uma iniciativa importante, mesmo que seu bairro ainda não
seja atendido pela coleta seletiva. Além disso, se tiver filhos pequenos,
você poderá estar colaborando para que eles comecem a criar costumes
que vão acompanhá-los pelo resto de suas vidas. Quem mora em
prédios, pode tentar convencer os condôminos da necessidade de
se adquirir latas de lixo para cada um dos compostos. Tenho certeza que essa
contrapartida das autoridades no trato e destinação do lixo
doméstico vai ser bastante representativa nos próximos anos.
Não se esqueça de armazenar o óleo doméstico,
ao invés de despejá-lo pelo ralo da pia. Num país em
que o esgoto ainda carece de tratamento, jogar esse tipo de produto na tubulação
é uma espécie de crime ambiental. Colocá-lo na lata de
lixo é tão pior quanto – o exemplo aqui vale para as pilhas.
Para ficar com a consciência tranqüila, procure alguma associação
ou ONG que receba esse óleo de cozinha. Existe muita gente se organizando
para buscar e reciclar esse material. Lembram como o alumínio era um
bem quase sem valor anos atrás? Hoje é disputado a tapa em grandes
cidades. O óleo da fritura já é empregado na produção
de sabão e em experiências com biodiesel.
Nos outros cômodos da casa, a regra é básica. Quanto menos
desperdício, melhor. Torneiras abertas e luzes acesas durante o dia
não contribuem em nada com a preservação do Meio Ambiente.
A impressão que tenho é a de que os brasileiros ainda não
se deram conta do valor dos recursos hídricos no futuro. Com o aquecimento
global, as reservas de água potável tendem a diminuir, principalmente
por causa do calor e dos períodos de estiagem cada vez maiores. Assim,
o preço desse produto deve subir constantemente e sua importância,
aqui e lá fora, será incalculável.
Também troque o carro por uma caminhada pela bicicleta que está
encostada na garagem. Se você ainda não abandonou o vício
do cigarro, pelo menos evite jogar as bitucas nas ruas e parques. Vai trocar
o telefone celular? Em hipótese alguma, jogue o aparelho antigo no
lixo. Isso vale para o computador que perdeu o uso.
Como se vê, não é tão difícil assim preservar
o planeta. Tem gente que adota essas medidas sem ter noção de
presta excelentes serviços ao planeta. Só teremos resultados
concretos a partir do momento que começarmos a praticar esse exercício
de cidadania. Também não se pode deixar de cobrar os governantes.
Eles podem implantar uma série de medidas para auxiliar a sociedade
na preservação do Meio Ambiente.
Os efeitos do aquecimento global sobre a vida na ainda Terra são pequenos
se comparados ao que pode vir a ocorrer no futuro. Mas temos que agir rápido
na direção contrária para evitar uma catástrofe
incomensurável. Nem tudo está perdido. Basta atitude para reverter
o quadro atual e enterrar as previsões cantadas em prosa e verso pelos
cientistas da área ambiental. Faça sua parte, sem esperar pelos
outros. Isso já é um bom começo. E a Mãe Natureza
agradece.
Sebastião Almeida é deputado estadual pelo PT, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Água e membro da comissão de meio ambiente da Assembléia Legislativa de São Paulo.
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