
Ana Paulo foi presa em Campinas
Bonita, rica, universitária e assaltante. O caso de Ana Paula Jorge
Sousa, de 21 anos, presa por roubo a residências e estabelecimentos
comerciais em Campinas, deixou uma dúvida na cabeça da maioria
dos brasileiros. Por que jovens com boa vida, ricos e estudados entram no
mundo do crime?
Para os especialistas, a certeza da impunidade, o envolvimento com drogas,
a falta de empregos - que também atinge a classe média -, e
a ausência da estrutura familiar são os principais motivos para
que jovens como Ana Paula decidam cometer roubos e outras contravenções,
como o tráfico de entorpecentes.
“De uns anos para cá, os presídios no Brasil vêm
passando por uma modificação do tipo de presos. Antes, havia
um determinado segmento da população que era normalmente detido.
Hoje, nós vemos grande volume de jovens de classe média nos
presídios”, defende o delegado geral da Polícia Civil
de São Paulo, Mário Jordão Toledo Leme.
As autoridades não têm dados atualizados sobre esse crescimento
– o último censo penitenciário foi feito em 2003. Apesar
disso, Jordão acredita que não é leviano afirmar que
houve o aumento dos casos. E o motivo, segundo ele, está dentro de
casa. “As famílias deixaram de educar. Não em termos materiais,
mas em termos estruturais, psicológicos. E isso gera na sociedade brasileira
uma violência urbana alta”, disse.
O psicanalista e professor doutor do Instituto de Psicologia da Universidade
de São Paulo (USP) Paulo Cesar Endo acredita que a certeza da impunidade
é outro fator importante. “A porcentagem de crimes esclarecidos
em todos os níveis no Brasil é baixíssima comparada a
outros países do mundo. Isso cria uma cultura de que não é
só possível, como está se tornando desejável tirar
vantagem”, acredita.
Endo defende também que o caminho da contravenção aparece
como possibilidade quando os jovens de classe média, apesar de sustentados
pelos pais, enfrentam dificuldades no mercado de trabalho. “Eles (jovens)
não conseguem trabalhar. Moram com os pais, ganham mesada, mas não
tem emprego. A contravenção aparece como possibilidade de uma
relativa autonomia”, diz.
Na madrugada de ontem duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico,
uso, e associação ao tráfico além de posse de
munição.
Uma denúncia chegou até a Guarda Civil que estaria ocorrendo
comércio de drogas numa residência da Rua Itararé, no
Jardim Icaraí. Os guardas Junior, Almeida e Cainelli se dirigiram até
o local e quando se aproximaram avistaram H.S.A, que tentou dispensar algo.
Eram duas pedras de crack. Ele confessou que havia adquirido a droga na residência.
Os guardas foram até a casa, mas inicialmente o proprietário
soltou um cão Pitbull para intimidá-los. Foi então solicitado
que o animal fosse preso. No interior da residência os patrulheiros
encontraram num guarda-roupa, no quarto, no bolso de uma bermuda 16 papelotes
de cocaína, e a quantia de R$550,00 em dinheiro. Também foram
apreendidos uma balança, um cartucho calibre 38, uma espingarda de
pressão e três telefones celulares.
Foram presos em flagrante E.C., 21 anos, rebarbador, apontado como proprietário
da droga e a dona da casa C.R.M.M., 34 anos. O delegado Gelson Barreto elaborou
o flagrante. O rapaz foi recolhido na cadeia local e a mulher transferida
ontem de manhã para a cadeia feminina de Monte Mor.
Na noite de sexta-feira um coletivo da Viação Barbarense (VIBA), que fazia a linha Jardim Paraiso/Parque do Lago, foi assaltado. Segundo o cobrador J.C.S., 36 anos, um indivíduo armado com uma faca, entrou e se dirigiu até a roleta anunciando assalto roubando a quantia de R$ 39,00, fugindo em seguida.
Afonso Carlos Constantino, 37 anos na noite de anteontem deixou seu Monza, placas BVX 7684 estacionado na Rua José de Alencar ao lado do Hospital Santa Bárbara e ao retornar, notou que haviam furtado o carro. Quando registraram o boletim de ocorrência, apareceram os guardas civis Felipe e Fernando que encontraram o veículo abandonado na Rua General Câmara.
Apesar de a Polícia Civil, do Rio de Janeiro, concluir apenas no fim
do mês o inquérito sobre o assassinato de Renné Senna,
que ficou milionário após ganhar na Mega-Sena, o delegado responsável
pelo caso afirmou que o crime está resolvido.
O delegado Roberto Cardoso, que comandou as investigações, acusa
a viúva Adriana Almeida, de 29 anos, pela morte de Renné, em
7 de janeiro, na porta de um bar.
Em entrevista , Cardoso afirmou que “não resta mais dúvida
de que Adriana foi a mandante do crime”. O delegado disse que ela era
a “maior interessada” e “arregimentou as demais pessoas
a auxiliá-la”.
Depois de ouvir acusados e testemunhas, Cardoso concluiu que Adriana ficou
desesperada com a possibilidade de interdição judicial de Renné,
feita pela filha dele, Renata. A partir desse momento, segundo o delegado,
ela arquitetou o assassinato do marido com a ajuda dos seguranças e
ex-policiais que ela conhecia
Marcio Altair Pansiera, às 20 horas de sexta-feira pilotava sua moto Honda placa BRW 1847 na Rua Maceió no bairro Planalto do Sol, e ao passar por um buraco sofreu uma queda. Foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros até o Pronto Socorro Municipal.
O auxiliar de cozinha W.F.S, 21 anos, ao sair do trabalho Tivoli Shopping, no início da madrugada de ontem foi abordado por 4 indivíduos desconhecidos, sendo que um deles estava armado com estilete.Os ladrões roubaram a bicicleta da vitima.
Nelson Batista de Souza,43 anos no início da noite de sexta-feira deixou seu veículo Monza, placas BQL 3203 estacionado nas proximidades das Indústrias Romi e foi trabalhar. Ao sair na madrugada de ontem constatou que haviam levado o carro.
Um carro desgovernado atropelou quatro pessoas em um ponto de ônibus
no Leblon, zona sul do Rio, na madrugada deste sábado, 17. As vítimas
eram funcionários de uma empresa de serviços de limpeza que
esperavam o ônibus para voltar para casa. O carro, que era dirigido
por Ricardo Barbosa de Assis em alta velocidade, derrapou na pista, atingiu
o grupo, derrubou dois orelhões e bateu em um lanchonete.
A servente Anísia Maria Trindade Manoel, de 64 anos, ficou prensada
entre o carro e a porta da lanchonete. Ela teve múltiplas fraturas,
traumatismo craniano e foi internada em estado. Diana Loris, de 43 e Alaíde
Jesus dos Santos, de 56, tiveram ferimentos nas pernas. A quarta vítima,
Carlos Alberto da Silva, fraturou as duas pernas. O motorista foi preso em
flagrante e encaminhado até o hospital para exames.