
Dia 29/03/2008, passei por uma das piores situações de minha vida...com uma crise súbita de asma, que não cessava com os remédios do dia a dia..sem coseguir falar, andar , desmaiando por falta de oxigênio, meus amigos e vizinhos viram que me transportar do terceiro andar de meu apartamento sem qualquer estrutura médica seria muitíssimo arriscado...na hora foi contactado o corpo de bombeiros, que disse q se não conseguimos uma remoção para ligar novamente que viriam dar uma força..mesmo explicando toda a gravidade da situação. Ligaram novamente e disseram a eles para procurar pelo serviço de uma ambulância....o que mantinha minha última esperança, agonizando, era a chegada da tal com um simples oxigênio...passados alguns minutos chega a ambulância com somente o motorista, q com a ajuda de um vizinho me carregou assustado e me colocou atrás do veículo onde só havia uma "MACA"!
Meu Deus...aquelas ambulâncias que vemos na tv só existem nos cinemas? Depois de tudo isso, começo a entender o porque nas páginas policias vemos tanto "não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho do hospital".
Graças a Deus ele achou que não era minha hora ainda e teve muita misericórdia, porque na hora em que mais precisei de um socorro tive apenas um "táxi".
Deixo aqui minha indignação com o sistema emergencial da cidade...não sabendo instruir a população a qual serviço procurar , e na falta de instrução ou talvez boa vontade em analisar a gravidade de uma ligação,talvez a ultima esperança do cidadão na linha em salvar a vida de alguém.
Será que é muito difícil para a prefeitura conseguir viabilizar uma única que seja ambulância com alguma estrura e no mínimo um enfermeiro acompanhando, para uma população de mais de 180,00 mil habitantes???
"Feira das Nações" está aí....com certeza muitas pessoas assistidadas pelas entidades assistenciais do município gostariam de saber que numa emergência podem contar com um serivço digno e menos lastimável!
Fiquem com Deus, e numa emergência por enquanto melhor ligar para o disk-táxi.
BRUNA PARAZZI
28 anos, comerciante, mãe.