União Barbarense vence o XV com recorde de público na Série A-3

Com público recorde (3.286 pagantes) no Campeonato Paulista da Série A-3 neste ano, ontem à tarde em Antonio Guimarães o União Barbarense venceu o derbi regional contra XV de Piracicaba por 2x1 e segue em segundo lugar na classificação rumo a segunda fase e assim a Série A-2 em 2009. Destaques para o goleiro Thiago Passos, Rogerinho, Carlão, João Paulo e Bortolato. Foi uma partida bem disputada até o apito final.

VIRADA E CHORORÔ DO XV

A partida começou com as duas equipes postadas, demonstrando forte marcação, principalmente o XV no sistema 3-5-2. A primeira jogada de perigo aconteceu aos 4 minutos, quando César levantou na área e Carlão cabeceou para fora.
O time de Piracicaba chegou ao primeiro gol aos 9 minutos. Numa saída rápida que pegou o setor defensivo barbarense desarrumado, a bola sobrou para o ala Pereira que de fora da área acertou um “pombo sem asas” no ângulo de Thiago Passos, um golaço.
O alvinegro barbarense não se assustou com esse gol e continuou com mesmo estilo. Aos 18 minutos, João Paulo de longe chutou forte, o goleiro Gustavo falhou: era o empate. Ao comemorar o gol junto com a torcida na geral, João Paulo recebeu cartão amarelo e com isso fica de fora na quarta-feira em Itapira.
Uma grande chance do Leão da 13 foi aos 27 minutos. Bortolato viu Paraná sozinho na pequena área e alçou. Paraná cabeceou para fora perdendo um gol incrível.
A virada foi aos 42 minutos. A bola foi lançada para Lucas que ao adentrar na área, foi puxado por Zuim. O árbitro bem colocado anotou pênalti. Aos 43 Bortolato com toda a sua experiência fez 2x1.
Ao final da primeira etapa o técnico Zé Humberto foi reclamar do árbitro que o primeiro gol barbarense teria originado de um lance irregular. O famoso chororô.

PRESSÃO E VITORIA

O XV voltou para a segunda etapa decidido a empatar e até vencer. Aos 9 minutos, Nena cabeceou e o goleiro Thiago Passos apareceu bem para defender. Mas o União deu o troco no minuto seguinte, quando César cruzou, mas Lucas chegou um segundo atrasado.
Um novo pênalti favorável ao alvinegro barbarense não foi marcado aos 23 minutos quando Rogerinho foi derrubado na área e o árbitro mandou seguir.
Apesar de toda a pressão quinzista,onde a zaga barbarense se destacava aos 41 minutos Lucas chutou e Gustavo estava bem colocado. Em seguida, aos 42 minutos outra oportunidade perdida pelo Leão da 13. Após bate- rebata, João Paulo chutou e Gustavo evitou o gol.
A vitória unionista foi garantida pelo goleiro Thiago Passos aos 43 minutos, onde ele praticou um verdadeiro milagre na cabeceada da pequena área. Era gol certo.
Ao apito do árbitro, uma alegria geral em Antonio Guimarães que não se via há muito tempo. Até o presidente Reinaldo Brugnerotto chegou as lágrimas. O prefeito José Maria de Araújo Junior esteve pela primeira vez prestigiando a equipe neste ano.

PENSANDO NO ITAPIRENSE

Hoje é folga geral para todos os jogadores do União Barbarense. A reapresentação acontece amanhã, segunda-feira. Na quarta-feira às 20 horas o Leão da 13 joga em Itapira contra o Itapirense. O zagueiro Carlão que deixou o campo sentindo pancada na perna passará pelo departamento médico. João Paulo que recebeu o terceiro cartão irá cumprir suspensão. Pelos cálculos da comissão técnica do alvinegro faltam apenas 2 pontos para se confirmar a classificação entre os oito para a próxima fase. O União terá ainda três partidas em casa: Taubaté, Penapolense e SEV/Hortolândia.


Cielo diz ser confundido com Thiago Pereira

Nos EUA, o barbarense César Cielo é capa de revistas, personagem de matérias na TV.
Entre os brasileiros, no entanto, o nadador ainda é pouco conhecido. E ainda sente os efeitos da profusão de medalhas de Thiago Pereira no Pan-2007.
“Uma das coisas mais curiosas que acontecem é que em vários lugares em que eu vou acham que eu sou o Thiago. Outro dia, em uma churrascaria, vieram falar comigo achando que eu era ele”, diz Cielo.
“Como ganhou muitas medalhas no Pan e mora e treina no Brasil, acabou sendo bem mais visado.”
A confusão não incomoda o nadador. Pelo contrário, um dos motivos para continuar nos EUA durante a preparação para a Olimpíada foi evitar o excesso de assédio.
“É claro que o retorno empolga bastante. Gosto de quando saem matérias aqui sobre mim nos jornais, na TV. Mas não queria estar nessa situação [que enfrenta Thiago Pereira] agora”, afirma Cielo.
Engana-se, no entanto, quem imagina que o brasileiro quer continuar longe dos holofotes no país.
“Se eu conseguir o que quero na Olimpíada, esse retorno vai ser natural”, acredita.


Árbitros inéditos para jogos de times grandes

Se algum dos quatro grandes clubes de São Paulo se sentir prejudicado pela arbitragem na rodada decisiva do Paulista, hoje, ao menos não poderá reclamar de perseguição.
Justamente para evitar a choradeira de dirigentes, técnicos e jogadores, a federação resolveu escalar para os confrontos de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo árbitros estreantes em partidas destas equipes no torneio.
Por exemplo, o jogo entre Barueri e Palmeiras será conduzido por Guilherme Cereta. Em 18 rodadas, ele não apitou nenhum jogo palmeirense.
O mesmo acontecerá com os outros integrantes do quarteto dos grandes do Estado.
Santos x Ponte Preta (Eduardo César Coelho), São Paulo x Juventus (Rodrigo Guarizo) e Noroeste x Corinthians (Cleber Abade) também marcam as “estréias” dos juízes.
“Isso foi pensado. Sou eu quem controla [o sorteio] pessoalmente”, disse o chefe da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho. “É uma prevenção para que não haja argumentos desse tipo [perseguição] e desculpas.”
O Paulista-08, aliás, tem sido palco de seguidas polêmicas em relação às arbitragens. Algumas delas, inclusive, com veredictos desfavoráveis aos homens do apito.
O primeiro a se dar mal foi Sálvio Spinola, que anulou um gol de Adriano nos instantes finais do clássico contra o Corinthians, na quarta rodada. Também deixou de dar pênalti de Chicão em Dagoberto.
Inconformada, a diretoria são-paulina pediu, formalmente, veto a Sálvio em seus jogos. Apesar de oficialmente não aceitar vetos de clubes a árbitros, a federação não escalou mais o juiz em confrontos da equipe do Morumbi.
Outros nem precisaram das reclamações formais dos clubes. José Henrique de Carvalho, que deu dois cartões amarelos para o mesmo atleta do Guaratinguetá na partida ante o Corinthians pela 13ª rodada, tomou gancho de 15 dias.
O mesmo aconteceu com Rodrigo Guarizo, escalado para o jogo do São Paulo de domingo, que deixou de dar o segundo cartão amarelo na penalidade cometida pelo santista Marcinho Guerreiro no jogo diante do Guarani, pela 10ª rodada.
Segundo Marinho, a prática de não repetir árbitros para as equipes já é utilizado por ele há três anos. Nem sempre, porém, ela é possível de ser executada.
Será o caso dos mata-matas do Paulistão. Independentemente dos atritos entre certos clubes e juízes, a escala será feita baseada no histórico do profissional durante a competição.
“Tenho um leque maior de opções para as finais. Vou analisar os que foram bem durante as 19 rodadas, aqueles que foram testados em clássicos e corresponderam. Tenho sete ou oito nomes”, diz Marinho.


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