O sonho da igualdade do pastor Nobel da Paz

Henrique Matthiesen

Quarenta anos atrás, um Americano ousou sonhar, seu nome Martin Luther King.
“Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.
”Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos.
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!
E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:
Livre afinal, livre afinal.”
Após revelar seu ousado sonho em 3/ 04/1968 no dia 04/04/1968 fora assassinado o premio Nobel da Paz o grande pastor dos sonhos de igualdade, Martin Luter King.

Henrique Matthiesen


GESTÃO COM AS PESSOAS: Atividade crítica para sobrevivência e sucesso das organizações

Dalila Alves Corrêa

Pessoas não são somente um dos componentes produtivos das organizações; elas são parte essencial de sua dinâmica, levam vitalidade às atividades e processos, inovam, criam, recriam contextos que podem fazer a diferença de maneira competitiva, cooperativa e diferenciada, entre organizações e no ambiente de negócios em geral. Devido ao seu valor e inimitáveis qualidades, elas tomam-se uma possibilidade estratégica e têm a capacidade original de combinar emoção com razão, subjetividade com objetívidade. É por isso que a gestão que lida com pessoas toma-se atividade critica para a sobrevivência e o sucesso das organizações.
Uma vez que pessoas se constituem elemento comum a todas organizações, sua gestão é um aspecto crítico para o sucesso das mesmas. Assim, uma consideração inicial que se coloca é a concepção que tem sido associada ao indivíduo no contexto de trabalho. Seria esta concepção de natureza puramente objetiva-racional? Subjetiva-humanista? Ou ainda, algo conjugado nestas duas dimensões? O campo da gestão de pessoas é um campo de tensões permanentes, alimentado de um lado, pelo imperativo da rentabilidade financeira de curto prazo e, de outro, pelo imperativo reminiscente do humanismo desenvolvimentista. São duas forças oponentes abastecidas pela racionalidade instrumental e pela realidade da subjetividade.
Na linha da racionalidade objetiva, pessoas são reduzidas ao âmbito normativo das coisas e passam a configurar como objetos de manejo da obsessão pela eficácia, pelo desempenho e pela produtividade. Na linha da subjetividade, pessoas são fontes de ganhos e vantagens competitivas com relação às questões de comprometimento, adaptabilidade e alta performance. Assim, faz-se necessário reconhecer que a gestão de pessoas é um campo de ambiguidades, incertezas fe contradições. Seres humanos não podem ser produtivos e compreendidos, se desprovidos de considerações de ordem filosófica, ética, política, afetiva e cultural. A subjetividade está a nos dizer que as pessoas estão em ação e em permanente interação, são dotadas de vida interior e expressam sua interioridade por meio da palavra e de comportamentos não verbais.
Tudo isto é fruto de sua história pessoal e social; logo é um realidade para não ser ignorada ou secundarizada. Diante deste quadro de ampliadas e complexas considerações, a gestão de pessoas deve sobrepor o espaço das suas políticas, procedimentos e práticas, estender-se para além da responsabilidade de um único departamento ou uma função. Ela deve ser definida como uma mentalidade, uma forma constantemente renovada de pensar a atuação e a interação humana.

Profa. Dalila Alves Corrêa - Coordenadora do MBA em Gestão Estratégica de Pessoas da UNIMEP


www.diariosbo.com.br - email: editor@diariosbo.com.br