REFLEXÃO
Todo mundo precisa ouvir o Evangelho, mas a maioria não quer ouvir.


NA JUSTIÇA I
A chegada de um documento confidencial ao presidente Raimundo Itaberaba na terça-feira, entregue pelo presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Valmir Alfredo Silva, causou polemica entre os vereadores na terça-feira. O documento do advogado Antonio Salustiano, o Tonhão, tratava sobre entrada na justiça de ação popular (Adin) sobre a inconstitucionalidade do projeto de lei complementar que alterou os valores salariais dos funcionários e o quadro pessoal do legislativo.Esse oficio acabou sendo lido pelo secretario Gilmar Vieira da Silva gerando discussão.


NA JUSTIÇA II
O comunista Gilmar teceu criticas a Tonhão ,dizendo que quando era vereador utilizava o carro da Câmara. Já o vice-presidente Juca Bortolucci taxou o advogado de picareta e que o persegue. Para o presidente Itaberaba , o sindicalista Valmir serviu de office-boy do advogado que segundo ele é oportunista.


NA JUSTIÇA III
Valmir alegou para os representantes da imprensa presentes na Câmara que apenas fez um favor para um amigo que lhe pediu para protocolar o documento. Já Salustiano quanto as criticas de Gilmar disse que o uso do carro está documentado.


COM TUDO
O ex-secretário Adegas Junior retornou com tudo a Câmara de Vereadores. Ele rebateu criticas à administração, principalmente sobre a secretaria que comandou.Por várias vezes utilizou a tribuna quando requerimentos eram discutidos. Num dos requerimentos Gilmar quer saber sobre a compra de 100 mil metros de grama e os locais que foram plantadas.Adegas se comprometeu a levar o comunista e outros vereadores a esses locais.


OVERDOSE
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, comemorou ontem, em Curitiba, a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o uso de cartões corporativos. A CPI vai funcionar concomitantemente com a CPI Mista dos Cartões Corporativos, que reúne também deputados federais. "Uma overdose de ética não faz mal a ninguém", disse Britto. "Quanto mais gente investigar, quanto mais gente produzir, quanto mais gente querendo transformar e tornar transparente o gasto público é melhor."
Britto, acentuou que somente não é desejável que a CPI se transforme em "palco de disputas políticas", fugindo do objetivo da investigação e de apontar soluções. "Precisamos aprofundar, saber quem abusou, por que abusou, como ressarcir os cofres públicos e como evitar que volte a acontecer", propôs."Não pode ficar na mera disputa política: quem desmoralizou quem, quem foi mais ético e quem foi menos ético, quem gastou melhor e quem não gastou melhor. "Segundo ele, a OAB posicionou-se desde o início das denúncias pela constituição da CPI. "E que se espalhasse essas investigações também para os Estados porque em vários têm cartões corporativos, inclusive sem o site da transparência, como em São Paulo, onde se gastou milhões sem ter sequer informações de como se gastou", acentuou. Britto garantiu que a entidade vai acompanhar o desenrolar das CPIs nacionais. "Se vai cumprir seu papel ou se vai fazer mero jogo político e, se for o caso, vamos entrar com ações judiciais", anunciou.


ESCLARECIMENTOS
O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem, em Santos, que o governo federal deve explicações à sociedade brasileira sobre o suposto dossiê feito pela Casa Civil com informações confidenciais dos gastos com cartões corporativos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, Ruth Cardoso. "Por que se fez o dossiê? Quem fez o dossiê? Como isso chegou à imprensa?", questionou.Alckmin lembrou que FHC já autorizou a abertura de todas as suas contas, para que as informações sejam de conhecimento público, e perguntou o motivo de o atual governo não ter feito o mesmo. "Afinal de contas, é dinheiro público, não é dinheiro privado. Não vejo nenhuma razão para manter tudo isso escondido. Qual é o problema? Explique à sociedade", afirmou, destacando que, como o nome já diz, "a vida pública é pública".


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