SBT coloca enlatado no lugar de extinto "Aqui Agora"

O telejornal "Aqui Agora" não foi transmitido pelo SBT no início da noite ontem.
O "Aqui Agora" já não está mais previsto na grade do SBT para a próxima semana e o futuro da produção do programa ainda não está definido.
O motivo da extinção do programa é a relação custo benefício. Trata-se de um programa muito caro, que não atrai anunciantes suficientes e tampouco dá a audiência esperada.
Para Silvio Santos, o ideal é que o programa consiga oito pontos no Ibope, mas costuma ficar entre três e quatro.
Silvio Santos já havia dado um ultimato aos produtores do programa sobre a questão da audiência.
Sinais da extinção do "Aqui Agora" começaram a surgir na quinta-feira, com a notícia de que Analice Nicolau não estaria mais na atração.


Atores e produtores se mobilizam em busca de legislação

O teatro está em pauta. Provoca polêmicas, discussões, reuniões em Brasília. Discutem-se mecanismos de financiamento. Parcela da classe artística organiza-se. No mínimo dois anteprojetos de lei de fomento ao teatro devem ser debatidos nos próximos dias junto ao poder público, ambos elaborados por artistas e produtores e apresentados em audiência pública na Comissão de Educação e Cultura do Senado. Os dois foram entregues à comissão presidida pelo senador Cristovam Buarque no dia 18 de março, em Brasília.
Um deles, a Lei do Teatro, foi elaborado pela Associação de Produtores Teatrais do Rio de Janeiro (APTR), entidade que agrega 140 produtores do Rio, e tem como base a renúncia fiscal, o modelo de captação do cinema, e prevê a criação de uma secretaria especial para o teatro. O outro foi elaborado pelo Redemoinho - movimento que agrega 70 grupos teatrais de diferentes Estados -, e tem como fonte de financiamento os recursos públicos.
Duas propostas de lei, por enquanto. O presidente da Funarte, Celso Frateschi, quer apresentar em breve uma terceira proposta, abrangendo todas as artes. Isso significa que a classe teatral está dividida? "Dá a impressão que cada setor pede o seu quinhão, um pouco é verdade, mas o que esses anteprojetos refletem é a diversidade de modos de produção", diz o diretor paulista José Fernando, um dos integrantes do Conselho do Redemoinho. Para a produtora Andréa Alves, representante da Associação dos Produtores Teatrais do Rio (APTR), as duas leiss, se aprovadas, não seriam excludentes. "Eu mesmo tenho produções que jamais conseguiriam captar por meio de lei de incentivo." Na sua opinião, fundos públicos, regidos por editais, cumpririam a função de apoiar esses projetos que não interessam ao mercado.
Embora muito criticada, poucos defendem a extinção de Lei Rouanet. Por quê? Esse mecanismo coloca à disposição dos captadores R$ 1 bilhão anuais, praticamente o mesmo valor do orçamento total do Ministério da Cultura. Se essa verba fosse recolhida através do Imposto de Renda não seria destinada à Cultura - este é o raciocínio. "Se toda essa mobilização servir para iniciar um necessário debate sobre a função pública do teatro e seu papel na sociedade será um avanço", diz José Fernando.


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