Braz de Souza
Parece sem sentido essa pergunta, mas leia atentamente essa matéria, pois assim quem sabe, você poderá me dar razões.
Para se ter saúde e alegria de viver, é preciso saber renunciar a muitas coisas. É preciso educar o paladar, disciplinar o corpo e a mente. É preciso parar um pouco para meditar no modelo de vida que estamos seguindo, e se preciso for, fazermos um grande sacrifício para mudarmos radicalmente nossos hábitos de vida. Se tivermos problemas de saúde física, pode ter certeza que, nossos hábitos de vida não estão condizentes com as leis naturais que regem o nosso organismo.
Por muitas vezes sabemos onde estamos errando, mas por falta de vontade ou renuncia, preferimos sofrer á mudar nosso jeito de viver. Não é raro vermos por ai, pessoas totalmente fora de forma, depressivas, doentes, mas que nada fazem para mudarem esse quadro. Preferem curtirem a vida no modo em qual pensam estar dando prazer ao invés de mudarem suas metas e direções. Muitas pessoas, já perderam a vida e a saúde por causa de maus hábitos.
As doenças não escolhem ninguém para atacar, elas simplesmente alojam em quem dá oportunidade para elas se manifestarem. Os preferidos das doenças são sempre os organismos debilitados, mal alimentados, raquíticos, fora de forma, ou seja, os de vida descontroladas sem nenhum regulamento.
Muitas vezes pecamos sem nenhum pudor ao enfrentarmos uma mesa farta cheio de iguarias alimentares, são nestes momentos que a gula torna-se um grande problema para nossa saúde. Detonamos tudo, comemos e bebemos de tudo um pouco sem a mínima culpa e bom senso. Ao ingerirmos muita diversidade de alimentos, estamos formando em nosso organismo, combinações de gazes e química não reconhecida pelo nosso corpo e aí ele se debate de todas as formas para digerir aquelas substancias que surtirão efeito contrário ao que deveria ser.
Tabagismo, alcoolismo, comilança, bebedeiras, ingestão execiva de alimentos modificados pelo homem, sedentarismo e muitos outros, são hábitos que levam a perda da saúde e da vida de muitos.
As doenças que mais afetam o homem moderno são: diabetes, pressão alta, coronárias, respiratórias, circulatórias, obesidades, aneurismas, enfim, são tantas que seria impossível enumera-las num simples artigo. Porém todas elas, ou quase, tem origem nos nossos péssimos hábitos de vida alimentar e sedentário.
Todos sabem onde estão errando, mas poucos decidem resistir às tentações do corpo que, quase sempre, deseja aquilo que os olhos cobiçam.
É fácil viver mais e melhor, basta nos para isso, colocarmos rédeas no nosso comodismo, buscarmos viver o mais naturalmente possível, alimentarmos saudavelmente com aquilo que a natureza nos oferece em seu estado natural.
Ao invés de: refrigerantes, lanches gordurosos, salgadinhos em geral, vida sedentária etc. porque não sucos naturais, comidas feita em casa, frutas, exercícios ao ar livre, caminhadas?
“A vida é uma criação de Deus, mas a sua manutenção é de nossa inteira responsabilidade pense nisso e decida até onde você deseja chegar.”
Quantos anos você quer viver? Acho que agora já para pensar no caso e decidir.
Braz de Souza - colaborador.
Prof. Felipe Aquino
Faleceu na madrugada de ontem o grande monge beneditino D. Flávio Estevão Bettencourt, incansável difusor da sabedoria cristã e defensor da Igreja Católica.
Santa Teresa de Ávila recomendava que o diretor espiritual fosse alguém “sábio, douto e santo”. Alguém certamente muito difícil de encontrar. Mas, os quarenta anos de trajetória de D. Estevão mostram que esse homem era o diretor recomendado por Santa Teresa.
“Dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria a Deus”, dizia. É difícil encontrar alguém com tamanha fé, espiritualidade, intelectualidade e capacidade de trabalho desse gigante da Igreja. Passou grande parte de sua vida no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Ali, serviu ao seu Senhor.
D. Estevão nasceu no Rio de Janeiro em 16 de setembro de 1919. Aos quatro anos de idade foi com os pais para Paris, onde permaneceu até os nove anos. Em Paris, iniciou seus estudos no Lycée Buffon. De volta ao Brasil, estudou no Colégio de São Bento do Rio de Janeiro, onde cursou o ensino fundamental entre 1931 e 1935. Depois, entrou no Mosteiro em 1º de fevereiro de 1936. Recebeu o hábito a 6 de outubro de 1937. Seu padroeiro era o protomártir S. Estevão.
Foi para Roma cursar o doutorado em Filosofia no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em novembro de 1937, permanecendo lá até 1945. Fez sua Profissão Solene aos 7 de novembro de 1940 em Monte Cassino, onde S. Tomás de Aquino foi catequizado. Foi ordenado sacerdote aos 18 de julho de 1943, em Roma. Em novembro de 1944 defendeu a tese de Doutorado sobre Orígenes: “Doctrina Ascetica Origenis seu quid docuerit de Ratione animae humanae cum daemonibus”. Chegou ao Rio aos 2 de fevereiro de 1945.
Neste mesmo ano, assumiu a Cátedra Bíblica na Casa de Estudos da Congregação. Lecionou também na Universidade Santa Úrsula (1946-1980), na Pontifícia Universidade Católica (1958-1961 e 1968-1974), na Universidade Católica de Petrópolis (1968-1978), no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro (desde 1985), na Escola Superior de Catequese 'Mater Ecclesiae', na Escola 'Luz e Vida' de Catequese, e no Instituto Pio X do Rio de Janeiro (1957-1958). Foi assessor teológico do Cardeal D. Eugênio Sales.
D. Estevão foi diretor e redator da revistas “Pergunte & Responderemos”, desde 1957. A última edição, de número 549, foi publicada em março de 2008. Durante 51 anos cuidou sozinho da publicação, sem interrupção, combatendo o ateísmo, o fideísmo, o racionalismo, as heresias… e todos os erros de doutrina.
Como S. Tomás de Aquino, D. Estevão se valia da verdade e da razão para defender a fé. Conciliou maravilhosamente a fé com a razão. Além dos 549 números da PR, D. Estevão nos deixou muitos livros, cadernos do Curso de teologia por correspondência “Mater Ecclesiae” (www.lumenchristi.com.br). D. Estevão foi amigo, conselheiro, orientador. Certamente, Deus o acolherá, proporcionando o merecido repouso de sua alma na glória da Santíssima Trindade.
Prof. Felipe Aquino é teólogo e apresentador dos programas Escola da Fé e Trocando idéias, na TV Canção Nova
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