Marcos Cintra
O trágico e comovente acontecimento com a menina Isabella em São Paulo, que surpreendeu a sociedade brasileira, e que hoje ocupa o noticiário nacional e internacional, faz nos lembrar outro fato triste acontecido em Campinas. Naquela ocasião os pais jogaram as crianças:- uma no pára-brisa de um carro em movimento, e outra contra um poste. Supõe-se que haviam dois anjos de PLANTÃO naquele triste dia, pois as duas crianças foram salvas. Perguntaria o prezado leitor = qual a relação desse triste fato com a menina Isabella e o outro acontecido a quatro anos, cujos criminosos foram soltos esta semana?
Como todo mundo está dando palpites, e inclusive a mídia já fez o julgamento antes mesmo do Juiz bater o martelo, aqui vai minha suposição. Considerando que como todos os rios deságuam no mar, todas as pistas levantadas até agora, e os depoimentos feitos por testemunhas recaem sobre o casal isto é os pais da menina. Mas a pergunta é::- por que? De acordo com nosso raciocínio ( isto é, deste que vos fala) tanto o casal hora sendo acusado como o de Campinas á quatro anos) discutiam, e no auge da discussão não se sabe por quais motivos diversos e até drogas, foram interrompidos por gritos ou choros da criança. Então perderam o controle e agiram de forma violenta para calar a boca da criança. No caso da Isabella ela entrou em coma. Como os pais ficaram desesperados diante da situação, e para não serem incriminados, simularam o fato para enganar a todos jogando a menina pela janela, dando a entender que alguém teria cometido o crime. Só não lembraram (talvez por ingenuidade) da alta tecnologia na policia científica atual. Mas acredito e todos concordam conosco num ponto:= o de que não deveria surgir tamanha desgraça, e que pelo menos o casal não fosse responsável pelo crime, pois apesar de tudo ISABELLA que está com JESUS, ficaria mais feliz em saber e ver os pais inocentes! É justo salientar tambem que ambas as tragédias, isto é tanto a acontecida em Campinas como a de São Paulo, só foram tremendamente divulgadas pela TV , Radio, e imprensa, por serem procedentes de famílias abastadas de classe média e alta. Porque se fosse uma menina jogada do alto de um desses prédios de classe pobre que existem em nossa região, o máximo seria a divulgação pelos jornais locais. E se fini, como diria meu avô italiano! E tem mais uma. - Como no caso de Campinas os pais de Isabella se forem culpados, serão internados em algum hospital psiquiátrico, com penalidades leves. O que não aconteceria no caso de uma menina pobre, cujos pais com sem recursos, cumpririam penalidade máxima ou seriam internados em algum hospício por ai! Capice mano?
A violência contra crianças esta aumentando cada vez mais. Virou moda as mães irresponsáveis ou débeis mentais deixar crianças recém-nascidas em qualquer lugar. Uma hora é na soleira de alguma porta, outra hora é no lixo, ou nos rios. . A poucos dias uma mulher carregando um bebe no colo, em plena madrugada, estava andando sobre a ponte de um rio. Ela olhava para todos os lados, nervosa, impaciente... Mas quando ameaçava jogar a criança não percebera. que haviam duas pessoas observando. Eram dois policiais que a prenderam e salvaram a criança. Nesse dia o Anjo da Guarda estava de novo de PLANTÃO!! Os pais devem tomar cuidado com muitas babás por ai que maltratam crianças. A sorte é existir muitas câmaras televisivas ocultas. Para azar delas!! Tambem existem muitas ladras de bebes circulando nas maternidades. Por isso seria bom as autoridades e enfermeiras, provedores de hospitais alertarem as mãezinhas e os paizinhos para ficarem de olho e não confiarem em ninguém! Capice? Seria uma grande caridade se as pessoas em geral não ficassem indiferentes e sempre que notassem alguma violência, ou suspeitassem de maus tratos às crianças, comunicassem imediatamente os parentes ou a polícia. Essa é uma forma de todos nós irmanados num só pensamento, ajudar as crianças, e evitar que aconteçam episódios tristes como esse do lindo anjo chamado ISABELLA, que está junto de Deus! Certamente. Amem!
n Oswaldo Vicentin - colaborador
Dirceu José Plates
Há uma forte tendência, que pode ser percebida há algum tempo, no sentido de abandonar o uso da expressão “risco de vida” como referência a alguém que corra perigo de morrer. Essa situação atinge principalmente os meios de comunicação, muito afeitos a modismos, e parte da premissa de que o melhor seria dizer “risco de morte”. Esse movimento vem se acentuando, sabe-se lá por qual motivo. Talvez porque a Língua Portuguesa esteja efetivamente exposta a muitos “achismos” no dia-a-dia.
A alegação para justificar a preferência parte da premissa que não haveria sentido na expressão “risco de vida”, uma vez que o risco seria de morte e não de vida. Segundo os defensores dessa tese, ninguém correria o “risco de viver”, mas de morrer. Mas, será que existe algum fundamento nessa crença, ou se trata de mais uma dessas teses que sempre aparecem e contribuem para o empobrecimento do Português?
Efetivamente, inexiste qualquer sentido ou fundamento lingüístico. Trata-se apenas de mais uma dessas “teses” infundadas que aparecem por aí. “Risco de vida” é uma expressão corretíssima, mais correta que “risco de morte”. Em primeiro lugar, é a vida que é posta em risco, e não a morte. A morte nunca está sob risco, mas apenas a vida. Assim, “risco de vida” significa que a vida está exposta a risco. A morte não pode ser exposta a risco, a não ser que o morto pudesse ressuscitar.
Numa frase como: “O paciente corre risco de vida”, o entendimento é de que sua vida está exposta a risco, o que significa a possibilidade de morte. Sobre esse assunto, o lingüista José Luiz Fiorin define: “o sentido das expressões é constituído em bloco e não pela soma das palavras que a compõem”. Trocado em miúdos, não se deve isolar as palavras do conjunto da expressão, sob pena de se incorrer em erro grave.
É possível também perceber outra figura gramatical nesse caso: a elipse, que se caracteriza pela omissão deliberada de um termo considerado desnecessário por já estar implícito na frase. Esse termo normalmente é omitido por ser desnecessário para a compreensão do texto. Dessa forma, a expressão “risco de vida” omite “perder a”, que, se especificada no texto, ficaria “risco de (perder a) vida”.
Agora, se alguém preferir dizer “risco de morrer”, certamente não estará errando. Será até melhor que “risco de morte”, mesmo porque a morte não está sob risco. O que não se deve fazer é partir da falsa premissa que exista erro onde isso não ocorra. Afinal, o Português está cada vez mais abandonado, especialmente pelos jovens. O empobrecimento da língua é visível, principalmente após o advento da internet e a “linguagem internetês”, que tantos problemas provavelmente causarão às novas gerações. Há quem entenda que os jovens sabem separar as coisas. Será? De que jeito? Eles só “escrevem” quando estão no MSN ou Orkut...
Dirceu José Plates - colaborador
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