Braz de Souza
Um especialista da ONU (Organização das Nações Unidas) fez uma declaração alertando para o perigo do programa do biocombustível, (o etanol) que poderá num futuro bem próximo, comprometer e inflacionar a produção de alimento para a humanidade o que resultará em fome e escassez de alimentos. “Diz ele que é um crime contra humanidade converter terras para agricultura em solo para o plantio de alimentos a serem queimados como combustíveis.”
Se analisarmos a questão podemos até concordar com essa declaração, pois, o petróleo alem de poluir muito, está com seus dias contados. Esse mineral não é renovável ele não se regenera, portanto ao esgotar suas jazidas, nunca mais teremos esse produto.
Infelizmente o progresso do homem está totalmente atrelado ao petróleo e quando ele desaparecer da terra, será um grande caos para a humanidade. O homem percebendo isto começou a procurar um substituto para o petróleo e descobriu os bioscombustíveis que: Alem de menos poluidores, são renováveis, pois, tem como matéria prima a cana de açúcar, a soja, o milho, a mamona e alguns outros que não são viáveis.
Imaginemos então quando o petróleo começar a se esgotar haverá uma corrida para a produção deste combustível renovável. Com certeza quem tiver terras para plantar não pensará duas vezes em trocar a sua cultura de alimentos por aquela que será muito mais rentável e com retorno financeiro garantido. Qualquer pedaço de chão, por pequeno que seja, será aproveitado para cultivar a matéria prima do ouro branco.
Apesar de o Brasil ser auto-suficiente na produção de petróleo, ele já investe pesado no biocombustível isso dá para notar nos imensos canaviais e plantações de soja que invade o país. Muitos estão trocando suas culturas tradicionais por aquelas que dão mais retorno financeiro e menos trabalho.
Na seria de estranhar se logo grandes pastagens para criação de animais venham a se transformar em plantações de soja e de cana, e a conseqüência disto com certeza, será sentida no aumento de preço da carne, leite e seus derivados.
Percebam como que o feijão e o óleo de soja estão bem mais caro, tiveram um aumento recorde nos últimos meses e isto é apenas o começo, pois o Brasil, ainda nem começou a exportar o biocombustível em grande escala. Esse novo combustível está sendo muito requisitado por paises evoluídos. E eles com grande poder aquisitivo, podem comprar tudo que for produzido aqui no Brasil e em outros países de terceiro mundo, fazendo com que o produto escasseie e encareça no mercado interno.
O perigo está em não haver uma política para controlar a produção e exportação deste produto, fazendo com que, muitas terras e florestas, sejam transformadas na produção de cana e outros. Essa nova cultura se não controlada, enriquecerá a muitos e empobrecerá a muito mais.
Tem que haver um consenso entre governo e produtores para que produzam a matéria prima dos bioscombustíveis, mas que também sejam obrigados a produzirem alimentos para a população. Havendo esse equilíbrio todos sairão ganhando com isso, o governo arrecadará seus impostos, o povo não terá escassez de alimentos e os produtores ganharão muito.
Outro ponto a observar é quanto à preservação da natureza, se não for posto um limite, logo o pouco de reservas florestais lagos e nascentes serão todos consumidos para o plantio, e a conseqüência disto já sabemos será mais poluição, mais rios e nascentes desaparecendo, mais aquecimento das camadas de ozônio, mais enchentes, mais terras desérticas sem serventia para nada etc. Temos que produzir sim, mas respeitando o meio ambiente e promovendo bem estar e riquezas para todos.
É preciso frisar também que, precisa haver um pensamento voltado para o desenvolvimento do país sem a destruição do meio ambiente e onde o povo possam ter condição de morar, alimentar, estudar dignamente, assim estaremos construindo um país mais justo onde todos possam benefiiar de suas riquezas naturais.
País evoluído não é aquele que têm a sua tecnologia avançada, mas sim aquele em que o povo e a natureza vivem em paz e harmonia. O Brasil tem tudo para ser evoluído, pois somos inteligentes e capazes, bastam apenas usarmos de bom senso e aproveitarmos as nossas terras com sabedoria e respeito.
Braz de Souza - colaborador
Milton Monti
Prefeitos de todas as regiões do nosso país marcharam para a Capital Federal nesta semana, reafirmando pela décima primeira vez um ato democrático de reivindicar melhorias para seus municípios. Recebidos pelo presidente Lula, os prefeitos puderam dar sua mensagem ao governo e ouvir o que vem sendo feito para melhorar a vida dos milhões de brasileiros que fazem do Brasil uma nação de trabalhadores.
Uma dessas realizações do governo federal é o Provias, ou Programa de Intervenções Viárias. Esse programa foi criado em 2006, por uma sugestão nossa. Levamos pessoalmente ao presidente Lula, em dezembro de 2005, nosso projeto para que o governo contemplasse as prefeituras municipais com um programa de renovação das frotas. A idéia era abrir uma linha de crédito especial, via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para que as prefeituras pudessem adquirir ou modernizar máquinas e equipamentos para a abertura e conservação de ruas e estradas vicinais.
Sensível à realidade dos brasileiros, o presidente Lula não mediu esforços para colocar em prática a nossa idéia. Resultado: o programa já financiou R$ 300 milhões para prefeituras brasileiras até 2007 e neste ano terá mais R$ 500 milhões disponíveis para ampliar seu alcance. Temos convicção plena de que outros aportes virão no futuro breve, pois o programa é extremamente vantajoso para os municípios brasileiros.
Inclusive, o Provias preserva a saúde financeira das prefeituras, já que o programa garante prazo, carência e condições para o município pagar o financiamento tomado a juro reduzido. Outro aspecto fundamental é que a economia gerada na manutenção da frota municipal já compensa o financiamento, sem comprometer as contas municipais.
Esse é, verdadeiramente, um serviço ao Brasil e aos brasileiros, que sentem de perto os efeitos da nosso projeto acatado pelo governo federal. Por exemplo, as prefeituras economizam recursos com manutenção de máquinas e equipamentos antigos, ao mesmo tempo em que melhoram a eficiência do serviço prestado ao seu contribuinte. Os milhões de brasileiros beneficiados por ruas pavimentadas, por acesso abertos, por estradas recuperadas podem contar com o benefício na sua vida cotidiana.
Porém, o alcance do Provias é ainda maior. Toda vez que o mecanismo econômico gira, cria o ciclo virtuoso do crescimento. Tendo condições de comprar novos equipamentos, as prefeituras incrementam a atividade da indústria automotiva. Um setor gigantesco e gerador de mão-de-obra é aquecido. Logicamente, toda a cadeia produtiva sente os reflexos positivos desse programa nacional, inclusive o trabalhador que passa a encontrar novos postos de trabalho, de onde sustenta sua família.
Essa é nosso compromisso com o Brasil: trabalhar com seriedade e competência, construir propostas viáveis que contemplem positivamente todo o sistema produtivo. No extremo mais importante de tudo isso está a missão de sempre reverter benefícios para o Brasil e para os brasileiros.
Milton Monti é deputado federal e vice-líder do governo na Câmara
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