Erik Penna
Ditados populares carregam mais sabedoria do que aparentam. Muitos são chaves para o sucesso profissional e social e, na maioria das vezes, nem nos damos conta disso. Um bom exemplo é o ditado que aconselha transformar um limão em limonada. É de extrema simplicidade, mas, se encarado como uma máxima, é capaz de mudar a realidade de muita gente. Para a maioria das pessoas, é difícil compreender como, no dia-a-dia, é possível transformar uma dificuldade em superação e ganho pessoais. E isso também se aplica ao universo corporativo.
A maioria dos profissionais alcança melhores resultados quando são desafiados e colocados à prova. Cabe a um bom líder reconhecer esses profissionais, que apelidei de “apaixonados por recordes”, e criar fatos novos, situações que os obriguem a sair da rotina e dar um algo a mais de si mesmos. Como são pessoas que desejam fazer coisas que a maioria não faz, profissionais com essas características encaram cada desafio como uma grande oportunidade e acabam por contagiar e entusiasmar todos ao seu redor, elevando constantemente suas expectativas e seu desempenho.
O que ajuda muito um profissional obstinado a se manter na rota do sucesso é ter metas e fazer planejamento para alcançá-las. Esse binômio é essencial para jamais se perder o foco e manter a motivação em alta. Uma pessoa determinada, capaz de pensar positivamente e manter o bom humor, principalmente nas adversidades, faz a diferença em qualquer ambiente. As corporações têm buscado colaboradores que, além de possuir competências intrínsecas para exercer determinada função, tenham também esse perfil.
Outro fator para o sucesso é a capacitação profissional. Ela proporciona argumentos variados e um repertório de técnicas eficientes para vencer objeções que clientes internos e externos da sua empresa podem oferecer.
Prefira cursos e treinamentos que utilizam, enquanto recursos didáticos, exemplos práticos e interativos, gerando assim fácil assimilação e aplicabilidade imediata dos ensinamentos. O treinamento realça o conhecimento. Ninguém ama aquilo que não conhece. Por outro lado, tudo pode ser tirado de nós, menos o conhecimento.
E não se preocupe se parece que aquilo que almeja ainda está distante. Disciplina e boas doses de persistência invariavelmente levam à realização. Já disse Henry Ford: “Se você acredita que pode, você tem razão. Se você acredita que não pode, também tem razão”. Portanto, chegar ao lugar almejado é só uma questão de tempo, trabalho e persistência.
n Erik Penna é consultor, palestrante, autor do livro 'A Divertida Arte de Vender' e auto-colaborador dos livros 'Gigantes das Vendas' e 'Gigantes da Motivação'.
Daniel Augusto Maddalena
Para muitas entidades de classe, principalmente aquelas que representam setores menos favorecidos da sociedade, uma situação incômoda sempre bate à porta: a falta de recursos financeiros para suprir as necessidades básicas no atendimento de seus associados. Essa carência já causou o fechamento de muitas associações, ONGs e órgãos representativos, deixando associados desprovidos de acolhimento e representação de seus interesses.
Absorvidas pelas atividades diretamente ligadas aos seus objetivos, essas entidades muitas vezes deixam de pensar em como se estruturar de forma profissional para garantir sua sustentação financeira. É verdade que muitas sequer conseguem conquistar a colaboração financeira de seus associados, por meio da contribuição associativa.
Outras ainda tentam inovar, promovendo parcerias com empresas ou entidades que querem vender seus planos de saúde, cartões de afinidade e consórcios através do trabalho da associação. Afinal, dar um tiro e acertar inúmeros potenciais compradores é bem mais fácil do que buscá-los individualmente no mercado. Essa prática deixa a sensação de que, ao participar de alguma associação, teremos o sigilo postal e telefônico “quebrados”, sujeitos a receber diariamente e nos horários mais impróprios ligações do banco ou da agência de viagem da financeira, oferecendo as vantagens “exclusivas“ para os pobres associados. Mais do que isso, tal postura cria o risco de muitos associados pularem do barco ao notarem que a legítima representação deu lugar a um verdadeiro mercadão.
As entidades que conseguem se estruturar de forma séria, com fiel cumprimento de seus objetivos, passam a ser objetos de desejo do mercado vendedor. São as que não abrem suas portas – e cadastros -, a não ser que o benefício seja real e que o fornecedor seja plenamente idôneo. Mesmo que tenham como fio condutor a seriedade e o princípio de não ter fins lucrativos, ainda assim é grande o desafio de conseguirem se estruturar financeiramente e não cair nas armadilhas dos “parceiros” de plantão.
É justamente nesse cenário que surge o crédito autogerido, uma das soluções mais interessantes e viáveis, raras vezes percebida pelos dirigentes de tais associações. É dinheiro dos associados, geridos por eles próprios que, de um momento para outro, deixam de ser “foco de consumo” e passam a ser gerenciadores de recursos financeiros. Deixam de ser associados e passam a ser “banqueiros”, senhores absolutos de seus recursos.
Essa solução é viabilizada através do sistema cooperativo, com o modelo de cooperativa de crédito. Como pressupõe uma autogestão de seus sócios, tal modelo deve ser implantado e gerido com absoluta seriedade, mesmo porque se submeterá ao crivo e auditoria do Banco Central, como qualquer outra instituição financeira.
Com o aporte programado de seus sócios, em pouco tempo a cooperativa de crédito passa a operar como um banco privado, oferecendo taxas mais competitivas que as do mercado, crédito mais barato aos seus sócios, juros subsidiados e possibilitando o incremento das atividades da associação, uma vez que poderá promover novos projetos como o da casa própria (via cooperativa habitacional), o de aquisição de bens de consumo (através da cooperativa de consumo), Fundo de Previdência Privada dos sócios, entre outras interessantes possibilidades que estão bem à mão de quem ousar vencer tal desafio.
Os resultados são surpreendentes. Basta conferir com quem já participa de uma cooperativa de crédito séria e bem administrada. Não faltarão elogios. Você ficará com a incômoda sensação de que poderia também ter seu “próprio banco”. E isso é possível, sim!
Daniel Augusto Maddalena é consultor especialista em cooperativismo e empreendedorismo.
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