Com cuidados simples, pais evitam morte súbita de bebê

A notícia da morte de um bebê de sete meses em São Paulo duas semanas atrás deixou pais e mães assustados. Gabriel Santos Ribeira, de sete meses, morreu misteriosa e repentinamente no berçário de uma creche de São Paulo. Uma das hipóteses aventadas é a chamada síndrome da morte súbita do recém-nascido.
A morte súbita ocorre quando o bebê deixa de respirar e seu coração pára de bater sem nenhum motivo aparente. Mesmo depois de uma investigação detalhada, não se consegue descobrir a razão.
Estudos feitos no Rio Grande do Sul na década de 80 chegaram ao índice de um bebê vítima da morte súbita em cerca de mil nascimentos.
Debruçando-se sobre os casos, os médicos conseguiram identificar uma série de características comuns à maioria dos bebês que morreram repentinamente, embora ainda não saibam explicar exatamente como se deu a relação dessas características com as mortes.
O principal fator de risco é deixar a criança dormir com a barriga para baixo. Os pais podem reduzir as chances de uma morte súbita afastando esse e os demais fatores de risco.
"Quando dou orientações aos pais, não falo morte súbita, porque choca. Mas explico que o bebê não pode dormir com a barriguinha para baixo porque pode se sufocar. Ele ainda não tem reflexos, não consegue gritar e não é capaz de se virar. Em questão de minutos, perde-se a criança", diz Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da maternidade Pro Matre Paulista.
A síndrome da morte súbita ocorre até o primeiro ano de idade, mas é mais freqüente entre o segundo e o quarto mês. Afeta mais os meninos do que as meninas. É mais comum à noite, enquanto o bebê dorme, e nos meses de inverno.
Outro fator de risco é deixar o bebê aquecido demais, com cobertores pesados ou muita roupa. O recém-nascido também não deve dormir em locais macios demais, como almofadas, sofás e a cama dos pais. O colchão do berço deve ser firme.
"São coisas simples, que podem ser mudadas", afirma o médico Nivaldo de Souza, da UTI pediátrica da Unifesp.
Têm mais chances de ter morte súbita os bebês que convivem com fumantes, os que não são alimentados com o leite materno, os que tiveram algum irmão morto nos primeiros meses de vida sem motivo aparente e os que nasceram abaixo do peso e prematuramente. Nesse último caso, acredita-se que a morte ocorra pelo fato de os bebês não terem o mecanismo cerebral que controla a respiração completamente desenvolvido.
O médico Paulo Nader, um dos diretores da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que os pais não devem se preocupar a ponto de acordarem várias vezes durante a noite para ver se seus bebês estão bem. "Em primeiro lugar, a incidência não é tão alta. Depois, podemos evitar os fatores de risco."
Outra hipótese cogitada para a morte do bebê Gabriel na creche de SP é o refluxo. O problema ocorre quando o alimento ingerido volta à boca. A comida pode obstruir a passagem do ar ou ser aspirada para o pulmão, impedindo o bebê de respirar.
Para evitar esse risco, os médicos recomendam que a criança não seja colocada para dormir imediatamente depois de mamar. Ele deve ficar de pé por alguns minutos, até arrotar.
O refluxo é relativamente comum nos recém-nascidos. Se os episódios se tornarem freqüentes ou se grandes quantidades de alimento voltarem, os pais devem buscar um pediatra.


Altas doses de vitamina C reduzem crescimento de tumores cancerosos

Um grupo de pesquisadores descobriu em experiências com ratos que injetar altas doses de vitamina C ajuda a reduzir o peso e o ritmo de crescimento dos tumores em vários tipos de câncer.
Os pesquisadores implantaram três tipos de células de câncer agressivo em ratos de laboratório: tumores de ovário, pâncreas, e de cérebro, relatou um artigo da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".
Os tumores dos ratos que receberam altas doses de vitamina C, conhecida também como ácido ascórbico, cresceram quase a metade que os dos roedores que não receberam injeções.
Segundo o estudo, a vitamina C desempenha um papel crítico na saúde e uma deficiência prolongada dela causa escorbuto. Entre outras coisas, a vitamina C atua como um antioxidante que protege as células dos radicais livres.
Doses - No entanto, uma dose excessiva de vitamina pode impedir a assimilação do ácido ascórbico. Por isso, os cientistas o injetaram nas veias ou nas cavidades abdominais dos roedores com tumores de cérebro, ovários e pâncreas.
Desta maneira, puderam fornecer-lhes altas doses de ácido ascórbico de até quatro gramas por quilo de peso corporal por dia. Isto permitiu aos pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde testar a idéia que o ácido ascórbico, quando injetado em dose alta, pode ter um efeito pró-oxidação, em vez da atividade antioxidante.
Segundo esta hipótese, os pró-oxidantes gerariam radicais livres e peróxido de hidrogênio, o que, segundo os cientistas, poderia matar as células do tumor.
Assim, os pesquisadores descobriram que as altas concentrações de ácido ascórbico tinham um efeito anticancerígeno em 75% das linhas de células de câncer testadas, e que não afetavam as normais.
Em seu estudo, os pesquisadores também mostraram que estas altas concentrações de ácido ascórbico poderiam ser usadas em seres humanos.


Oito milhões de brasileiros sofrem com a apnéia do sono

Cerca de oito milhões de brasileiros sofrem com a apnéia do sono, ou seja, param de respirar por alguns segundos enquanto dormem por causa de obstruções no nariz ou na garganta. Além de viverem cansados, eles também podem ter problemas de memória, pois, segundo os médicos, a doença prejudica o funcionamento do cérebro.
A consultora de moda Vera Lúcia Del Piccolo é uma dessas pessoas. Para não esquecer compromissos importantes ou nomes de pessoas, ela tem diversas técnicas - como por exemplo, repetir as coisas três vezes e anotar tudo na agenda. Ela não imaginava que seus esquecimento estavam relacionados com noites mal dormidas. Só descobriu quando um exame para monitorar o sono revelou a apnéia.
De acordo com estimativas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 7% dos brasileiros sofrem com essa doença. A falta de oxigênio reduz o tamanho de uma das estruturas cerebrais responsáveis pelo armazenamento das informações. Quanto mais tempo o cérebro fica sem receber ar, maior é o problema para a memória.


EUA recomendam menos exames de próstata a maiores de 75

Médicos não deveriam mais realizar exames de rotina para diagnóstico de câncer de próstata em homens acima dos 75 anos, pois há evidências de eles trazem mais problemas que vantagens, advertiu uma comissão federal dos Estados Unidos.
A comissão de prevenção, que fez a recomendação na segunda-feira, 4, relatou evidências de que os benefícios do tratamento baseado em exames de rotina nessa faixa etária “são pequenos ou nulos.” O tratamento geralmente causa “danos moderados a substanciais”, incluindo disfunção erétil, perda do controle da bexiga e problemas de intestino, disseram.
A nova orientação é a primeira atualização no que diz respeito ao câncer de próstata desde 2002. O último relatório da comissão concluiu que há poucas evidências que recomendem os exames para homens de todas as idades.
Nos últimos anos, houve um crescente debate sobre o valor do relativamente impreciso teste de sangue para detectar o câncer, assim como o valor do tratamento da maior parte dos cânceres de próstata. Um resultado positivo no exame de sangue deve ser confirmado com uma biópsia. E, mesmo assim, não há um método à prova de falhas para diferenciar tumores agressivos de tumores de crescimento lento. Um grande número de especialistas acredita que pacientes estejam sendo excessivamente tratados.
A maior parte dos grandes grupos médicos do país recomenda que os especialistas discutam com seus pacientes os ganhos e perdas potenciais dos exames para câncer de próstata, para que decisões individuais sejam feitas. A maior parte deles concorda que os testes devem ser feitos antes dos 50 anos.
A comissão, que determina os padrões de tratamento primário nos Estados Unidos, reviu pesquisas anteriores para chegar a sua conclusão e “não conseguiu encontrar provas adequadas de que a detecção precoce leve a um menor número de mortes,” disse o presidente da comissão, Ned Calonge.


www.diariosbo.com.br