Globo estuda gravar show de Roberto Carlos em favela

A Globo pretende realizar um megashow com Roberto Carlos em uma grande favela do Rio. Entre as possibilidades estão a Favela da Rocinha e o Complexo do Alemão. A idéia, apresentada pelo diretor dos especiais do Rei, Roberto Talma, ainda tem de passar pela aprovação da direção da Globo, mas já encontrou simpatia por parte do cantor. Há tempos Roberto Carlos sonha em fazer uma apresentação assim, mas nunca obteve apoio e infra-estrutura para isso.
Se aprovado, o projeto segue para uma fase complicada, que é localizar, dentro da favela uma área grande, que possa comportar com segurança uma platéia gigantesca. Procurada, a Globo diz que ainda não tem a confirmação do show na favela.
Roberto Carlos e a Globo, aliás, começaram a conversar sobre o processo de renovação do seu contrato, que vence em dezembro. Uma das idéias da emissora é preparar um show especial em 2009 em comemoração aos 50 anos de carreira do Rei. O especial pode ser uma viagem por suas várias fases musicais, reunindo grandes nomes, inclusive o pessoal da Jovem Guarda.


Novo ministro anuncia editais para patrocínio cultural

Em seu primeiro ato público como ministro da Cultura - confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não empossado -, Juca Ferreira anunciou , no Rio, mais um lançamento conjunto de editais de seleção pública pelo MinC e Petrobras. Foram criadas duas áreas nas quais candidatos poderão inscrever-se para pleitear patrocínio: programação de centros culturais e expressões culturais afro-brasileiras.
São dez editais, que consumirão R$ 28 milhões. Os oito existentes já contavam com o apoio da Petrobras. O maior montante - R$ 7 milhões - vai para o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, que tem o objetivo de apoiar financeiramente a produção e a pesquisa de teatro por companhias brasileiras.
Ferreira reafirmou que está entre suas prioridades o aprimoramento da Lei Rouanet. Em cerimônia com a presença de produtores culturais e artistas, disse que eles não deveriam ter de fazer um périplo pelas empresas privadas atrás de patrocínio, já que o dinheiro obtido por elas pela renúncia fiscal é público. "Se o único mecanismo (de patrocínio) que a gente consegue ter é 100% de renúncia fiscal, os artistas não deveriam precisar ir aos departamentos de marketing das empresas. Deveria ser possível encurtar o caminho." Foi muito aplaudido. A nova proposta de Lei Rouanet tentará corrigir isso, estimulando as empresas nesse sentido. Segundo a Petrobras, 2008 poderá ter ainda um novo ciclo de patrocínios, além desse e do Programa Petrobras Cultural.


www.diariosbo.com.br - email: editor@diariosbo.com.br