Greve da Polícia Civil começa hoje no Estado de São Paulo

Delegacia de polícia do município: greve

Entidades que representam delegados, investigadores, carcereiros e escrivães de polícia do Estado de São Paulo devem entrar em greve a partir das 8h de hoje, em busca de adoção de adicional noturno, ampliação dos critérios de inamovibilidade, aposentadoria especial conforme a Lei 51/83, eleição de delegado geral, fixação de carga horária de 40 horas semanais, criação de uma comissão especial composta por representantes de todas as carreiras, condições mínimas necessárias para o funcionamento das unidades, definir critérios objetivos para promoção, lotacionograma para garantir a eficiência da Polícia Civil e Plano de Carreira Viável.
O movimento deverá ser por tempo indeterminado e de acordo com a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), os policiais que aderirem ao movimento não poderão ser punidos.
De acordo com a cartilha da greve Polícia Civil do Estado De São Paulo, os serviços essenciais serão mantidos, como nas delegacias seccionais e nos distritos policiais, sendo que só serão realizados os boletins de ocorrência de prisões em flagrante, capturas de procurados, homicídios e remoção de cadáveres em residências ou nas vias públicas e eventualmente outros a critério do bom senso da autoridade policial. Ou seja, o cidadão que deseja fazer um boletim de ocorrência sobre perda de documento e comunicado de fato, por exemplo, ficará impossibilitado.
Os rádios ficarão ligados, os contatos devem ocorrer apenas via telefone e, quando o caso assim o exigir, mediante mensagens via intranet e não serão realizadas quaisquer diligências pelos investigadores do plantão.
Não serão realizadas quaisquer atividades cartorárias, exceção feita àquelas relacionadas com as ocorrências de flagrantes, homicídios e capturas de procurados. Ficará suspendo o encaminhamento ou retirada de inquéritos policiais ou outras comunicações (ofícios, protocolados, etc) e não serão realizadas diligências referentes a ordens de serviço ou investigações de qualquer tipo ou natureza, salvo os fatos inadiáveis. Além disso, somente serão feitas transferências de presos em flagrante ou capturados, em direção das unidades onde devem ficar custodiados.
As unidades de carceragem também sofrerão algumas modificações: não será feita escolta de presos, mesmo com determinação judicial, presos não serão conduzidos para atendimento ambulatorial, salvo em casos de emergência, não haverá atendimento de advogados ou de oficiais de justiça, salvo estes últimos para cumprimento de alvarás de soltura, serão suspensas as transferências de presos para o sistema carcerário (bonde), ficando a critério da autoridade policial responsável a verificação de condições mínimas de saúde e sanitárias decorrentes de eventual superlotação nessas unidades e as visitas, quando cabíveis, estarão suspensas durante o período em que perdurar a greve.
O Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e as Ciretrans (circunscrição regional de trânsito) por sua vez, deverão observar escala de 30% do pessoal, os servidores deverão se revezar em turnos de uma hora, visando a manutenção dos serviços em 30% das necessidades diárias e a emissão de carteiras de habilitação, realização de exames e licenciamento de veículos deverão observar esse limite de 30% no atendimento.
Para o delegado de Polícia Titular de Santa Bárbara d'Oeste, João Sérgio Marques Batista, não deveria acontecer a paralisação dos serviços e sim, levar para população, o conhecimento da penúria que passa a Polícia Civil.
"Existe a falta de recurso em relação as viaturas e salários adequados. Em Santa Bárbara, o número de servidores é muito inferior ao necessário para atender da forma que as pessoas merecem, diante da carga tributária que pagam a nível Federal, Estadual e Municipal", falou o delegado.


Corretor denuncia invasão de chácara

O corretor Mateus Siqueira, 55 anos, morador em Campinas registrou na noite de segunda-feira um boletim de ocorrência sobre invasão de sua chácara localizada na Rua Albano Angolini, no Loteamento Cruzeiro do Sul.
Mateus foi informado por vizinhos que uma família havia invadido a chácara e estava morando por lá.Os policiais militares Alves e Guilherme estiveram na propriedade e conversaram com Marilda B.Pereira, 34 anos que informou que havia alugado a chácara de uma mulher de nome Janaina.


Guardas participam de curso com policiais argentinos

A Guarda Civil Municipal de Santa Bárbara d'Oeste participa até hoje, do Curso de Operações Policiais que acontece em Americana. O convite partiu do diretor da GAMA (Guarda Armada Municipal de Americana), Fábio Feldman, que cedeu 12 vagas para patrulheiros barbarenses. Também participam patrulheiros de Americana, Piracicaba e Sorocaba.
O curso acontece nas dependências do Tiro de Guerra de Americana em dois períodos. As aulas teóricas e praticas são ministradas pelo diretor da GAMA e pelos instrutores da polícia argentina, capitão Daniel Alberto Abacá, diretor da Polícia Aeroportuária da Argentina e o 1º tenente Edgar Javier Benitez, diretor de Investigações da Academia de Polícia de Buenos Aires.
Além das aulas teóricas sobre conduta de patrulha, postura tática e procedimento operacinal em equipe, os patrulheiros participam de simulações de confronto com marginais, invasão estratégica em prédios, quando há a presença de bandidos e reféns, aulas de tiro com diversos tipos de armas e lançamento de bombas de efeito moral e granadas.
O secretário de Segurança, Trânsito e Defesa Civil, Eulício da Silva Pequeno, informou que o aprendizado do curso será repassado para os demais patrulheiros. "É mais uma oportunidade que os nossos os guardas tem de aperfeiçoar seu desempenho. A corporação bem preparada se relaciona melhor com a população", disse.


Gol não respeita sinalização e provoca acidente

Às 19 horas de segunda-feira ocorreu um acidente envolvendo um carro e uma motocicleta no cruzamento das Ruas Ricardo Fracassi e Henrique Wiezel no Distrito Industrial.
Consta que Eduardo F. dos Santos, 38 anos, morador no bairro Cidade Nova, conduzia o veículo Gol, placas CDJ 1854 na Rua Ricardo Fracassi e no cruzamento não respeitou sinalização vindo a colidir com a moto pilotada por Luciano Bonifácio de Mello, 19 anos. Luciano sofreu queda e foi socorrido pela ambulância e levado ao Pronto Socorro Municipal.


Mulher mata marido a facadas em Rio Claro

Uma mulher matou o marido a facadas no bairro Cervezão em Rio Claro, por volta das 19h de segunda-feira . Segundo a polícia, o casal começou a discutir em casa quando o ceramista Washington da Conceição Correa, de 31 anos, foi até o vizinho pedir um prato de comida e a esposa, a auxiliar de produção Liegi Rios de Oliveira, de 32 anos, o seguiu e foi expulsa pelo marido.
Ela saiu e ao voltar deu duas facadas na vítima que não resistiu aos ferimentos e morreu no Pronto Socorro local.


Preso empresário acusado de mandar matar a filha

Os empresários Nicolau Archilla Galan, de 81 anos, e Renato Grembecky Archilla, de 49 anos, pai e filho respectivamente, foram presos ontem de madrugada, nos Jardins, na zona sul de São Paulo, acusados de planejar e contratar um policial militar para assassinar a publicitária Renata Guimarães Archilla, em 2001. Os dois foram cercados em casa na Rua Colômbia e foram levados para a carceragem do Deic. Eles devem ser encaminhados ao Centro de Detenção Provisória do Belém.
O crime, segundo a polícia, ficou conhecido como o Crime do Papai Noel, pois o executor atacou a vítima fantasiado de papai Noel. A vítima, filha de Renato Archilla, recebeu três tiros no rosto, em 17 de dezembro de 2001, por volta das 9h15, na rua Professor José Leite Oiticica, região do Morumbi, na zona Sul.
O policial militar José Benedito da Silva, atualmente expulso da corporação, estava vestido de Papai Noel e simulou que entregava balas no cruzamento onde Renata aguardava o sinal abrir. Apesar de atingida gravemente, a publicitária atualmente com 29 anos, sobreviveu.
Em julho de 2006, Silva foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão. As investigações apontavam os empresários Nicolau e Renato Arechilla como responsáveis pelo mando do crime. As prisões preventivas contra os dois foram determinadas na noite de segunda-feira pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha.


Policiais são presos acusados de assassinato

Um comandante e três policiais militares da Força Tática do 18º Batalhão da Polícia Militar tiveram a prisão decretada pela Justiça Militar sob a acusação de prender, matar e simular um tiroteio para justificar o assassinato de Everton Torres Rodrigues, de 21 anos, na madrugada de 30 de julho. Trata-se do mais grave caso de violência envolvendo policiais da unidade desde que seus integrantes foram acusados de compor um grupo de extermínio, os Matadores do 18, e um deles, o soldado Pascoal dos Santos Lima, ter sido indiciado pelo assassinato do coronel José Hermínio Rodrigues, ocorrido em 16 de janeiro. Hermínio comandava a PM na zona norte de São Paulo.
O pedido de prisão foi formulado pelo major Sérgio Pincelli, presidente do Inquérito Policial-Militar (IPM), e referendado pelo subcomandante-geral da PM, coronel Daniel Rodriguero. O pedido atingiu a guarnição do tenente Jonas Paro Barreto, de 23 anos, que estava no comando da Força Tática no momento em que o crime ocorreu. Segundo a versão dos policiais, na madrugada do dia 30, o tenente e três soldados estavam em patrulhamento na região de Parada de Taipas, quando receberam um chamado do Centro de Operações da PM (Copom) para atender um caso de roubo com refém que estava em andamento. Após perseguição, um dos bandidos, que estaria sem documentos, morreu em uma troca de tiros com os policiais.
A situação começou a mudar na manhã do dia 30 quando a mulher de Everton compareceu à Corregedoria da PM, acompanhada de uma testemunha. "Ela disse que o marido havia sido preso na noite anterior e estava desaparecido. Quando perguntamos como ela sabia disso, ela afirmou que o rapaz que a acompanhava havia presenciado a prisão", disse o capitão Levy Félix, da Corregedoria. Segundo a testemunha, Everton havia sido detido por um policial que ele conhecia na noite do dia 29.
Em meio à apuração do desaparecimento, os corregedores descobriram que Everton podia ser o homem sem documentos que havia sido morto pelos policiais da Força Tática. E foi o que ocorreu. Depois do reconhecimento do corpo, os corregedores informaram o comando e foram ao quartel da Força Tática, onde detiveram no dia 31 os quatro acusados. Além do tenente, foram levados para a Corregedoria os soldados Fernando Félix, Sandro Rodrigues de Sousa e Adriano Roda dos Santos. Todos foram detidos administrativamente.


email: editor@diariosbo.com.br