Cerca de 80 alunos do Núcleo de Atividades Teatrais fizeram apresentações de esquetes teatrais na noite de quarta-feira no Teatro Municipal Manoel Lyra. As encenações marcaram o encerramento de aulas do semestre, aplicando na prática o que foi aprendido e testando a presença dos alunos no palco, com platéia.
Os cursos são voltados para crianças e adolescentes, entre 7 e 17 anos, e tiveram início em março, com aulas às segundas e quartas-feiras nos períodos da manhã e tarde. São quatro turmas, coordenadas pelos professores Marcos Franco e Maria José Gomes. O curso de iniciação teatral têm ênfase em consciência corporal, trato vocal, análise de texto, leitura dramática e interpretação teatral.
Para apresentar as esquetes, os alunos trabalharam os textos e participaram da montagem das peças. Foram cinco esquetes, com duração de cerca de 20 minutos, baseadas nos textos "Saltimbancos", "Dom Quixote", "Pluft, o fantasminha", "O Crime da Cabra" e "Ópera do Malandro".
"A apresentação é uma boa oportunidade para os alunos aplicarem o que aprenderam nas aulas, além de enfrentar uma platéia pela primeira vez", comentou Marcos Franco. Para isso, foram utilizados todos os recursos disponíveis como cenografia, figurino e iluminação.
As aulas prosseguem no segundo semestre, até dezembro. Além das turmas de iniciação teatral para crianças e adolescentes, o Município, através da Secretaria de Cultura e Turismo, oferece curso também para adultos, além da oficina com a Cia Teatral Xekmat, no Centro Cultural "Profº Léo Sallum", na Cidade Nova.
A banda carioca O Rappa lançou ontem seu sétimo álbum, ''7 Vezes'', após cinco anos do último e bem-sucedido ''O Silêncio Q Precede o Esporro''. Tudo bem, os fãs vão dizer que no meio do caminho, mais precisamente, em 2005, teve o Acústico MTV, que contou com duas inéditas - Na Frente do Reto e Não Perca as Crianças de Vista. Mas um disco só com novidades foi lançado somente agora, com ''7 Vezes''. O grupo acredita que demorou tempo suficiente para afinar o repertório e toda a produção musical que, pela primeira vez, foram executados essencialmente pelos integrantes da banda.
Um dos maiores desafios do grupo foi seguir em frente sem Tom Capone, produtor musical morto em 2004 vítima de uma acidente de motocicleta em Los Angeles, nos Estados Unidos. Pois o quarteto formado por Marcelo Lobato (bateria), Alexandre Menezes (Xandão, guitarra), Lauro Farias (baixo) e Marcelo Falcão (voz) resolveu unir ainda mais as forças para que juntos saíssem em busca de um material fresquinho, sem perder a marca sonora e os argumentos sociopolíticos sempre presentes na história musical do grupo.
O quarteto não só compôs e arranjou as 14 faixas presentes em ''7 Vezes'' (com exceção da releitura de Súplica Cearense, de Luiz Gonzaga), como também fez questão de se dividir em diversos outros instrumentos que não são os seus de ''origem'': Lobato se arriscou na marimba, vibrafone e teclados (sem contar alguns utensílios domésticos, como bacia, garrafa e algumas taças); Xandão partiu para o cavaquinho e bandolim; Farias reforçou o som pesado com uma Fender Telecaster (guitarra elétrica); e Falcão apostou nos violões e ruídos. "Em nenhum momento usamos loops (batidas repetidas do início ao fim de cada canção, com auxílio de computador)", revela Falcão.
A capa do novo álbum segue a linha da liberdade de interpretação: a mão esquerda de Falcão, com o dedo indicador para baixo, forma o número sete, mas também pode simbolizar "uma mão desarmada ou um revólver apontando para baixo." Sete porque é o sétimo álbum, porque é o número cabalístico que indica sorte, porque são sete os dias da semana, as cores do arco-íris, "os anões", brinca Farias.
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