O melhor caminho para um coração desobstruído pode ser pelo pulso.
Cerca de um milhão de angioplastias são realizadas a cada ano nos Estados Unidos e o caminho usual é levar um tubo até o coração por uma artéria na virilha.
Um estudo recente mostra que chegar ao coração pelo pulso pode significar menos risco de sangramento, sem o desconforto de permanecer deitado por horas para permitir que a área da incisão se recupere.
Apenas uma a cada 100 angioplastias é feita pelo pulso, e o método não é para todos. Mas o estudo desta segunda-feira, 18, promete convencer mais especialistas a usar o método.
"Em mãos experientes, ele pode ser feito com mais freqüência", disse Sidney Smith, chefe de doenças cardíacas no Universidade da Carolina do Norte. "Esse procedimento, quando feito por cirurgiões experientes, tem vantagens."
A angioplastia é considerada uma maneira rápida e pouco invasiva de fazer com que o sangue voltei a fluir por uma artéria obstruída. Um pequeno balão é inflado dentro da obstrução, empurrando o coágulo. O procedimento pode ser feito durante um ataque cardíaco, para aliviar os sintomas, ou para reduzir emergencialmente a dor no peito.
Definir quais os melhores candidatos para receber uma angioplastia, ao invés de outros tratamentos, é uma questão controversa. Mas, uma vez a decisão tendo sido tomada, o novo estudo determina em que casos a angioplastia pelo pulso funciona melhor.
Cardiologistas preferem trabalhar pela artéria femoral na virilha porque é um vaso sanguíneo mais largo que a artéria radial do pulso, sendo mais fácil de passar o cateter. Quando o procedimento é finalizado, grande pressão deve ser aplicada à incisão, freqüentemente com o uso de sacos de areia, por várias vezes, até que o corte pare de sangrar por si. Mesmo assim, hemorragias e outras complicações atingem de 2% a 10% dos pacientes. O método do pulso poderia diminuir o sangramento em até 60%.
Substâncias presentes no chimarrão podem contribuir para o surgimento de câncer de esôfago entre consumidores da bebida, aponta estudo de pesquisadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
O trabalho, coordenado pelo professor Renato Fagundes, foi publicado em maio na revista especializada "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention", da American Association for Cancer Research (Associação Americana para Pesquisa do Câncer).
O chimarrão, feito à base de erva-mate, é tradicionalmente consumido no Sul do país, Uruguai e Argentina.
O câncer de esôfago, segundo o estudo, é a sexta causa de morte pela doença no mundo e a quarta em países em desenvolvimento. O Rio Grande do Sul, com Uruguai e Argentina, está entre as regiões do globo com maior incidência de câncer de esôfago --índice de 9% das mortes totais por câncer.
Na primeira etapa da pesquisa, em 2005, 200 pacientes saudáveis foram divididos em fumantes e não-fumantes. Resíduos de HAP (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) --compostos com potencial cancerígeno-- foram encontrados na urina de fumantes, e também na de não-fumantes que consumiam chimarrão.
"Entre os que fumavam e tomavam chimarrão, o índice era ainda maior", diz Fagundes.
Na segunda parte do estudo, oito marcas de erva-mate foram estudadas, com identificação de alto nível de HAP na bebida após a infusão (quando a água é colocada na cuia).
A cada 12 doses de chimarrão servidas com água fria ou quente, estudiosos detectaram o mesmo índice de HAP existente em um maço de cigarro.
"O risco de câncer era atribuído à temperatura elevada do chimarrão. Agora, observamos na bebida hidrocarbonetos potencialmente cancerígenos, comuns em cigarros", diz.
Fagundes ressalva que, apesar dos indícios, ainda não é possível afirmar que o consumo de chimarrão causa câncer.
"Os compostos do cigarro vão direito ao pulmão. No chimarrão, a bebida é ingerida e não sabemos quais as rotas percorridas por esses compostos. Precisamos de outros estudos. Esses compostos podem ser resultado da poluição ambiental ou da própria manufatura da erva-mate, secada ao fogo com madeira em combustão."
Polêmica - Presidente do Instituto Escola do Chimarrão, sediado em Venâncio Aires (RS) --considerada a capital nacional do chimarrão--, Pedro Schwengber, 56, diz que o produto não faz mal à saúde. "Nunca vi alguém ter problemas por beber chimarrão, mas já vi gente morrer por causa do cigarro."
Schwengber afirma que estudos mostram que o chimarrão contém substâncias que auxiliam no combate ao colesterol, no tratamento contra mal de Parkinson e até contra cáries.
"Quando todos souberem desses benefícios, o mundo vai tomar chimarrão", afirma.
Um estudo feito por pesquisadores americanos sugere que o uso de antidepressivos pode reduzir a capacidade de dirigir.
Em um estudo aplicado a uma amostragem limitada, pesquisadores da Universidade de Dakota do Norte submeteram 60 pessoas a testes simulados de direção, concentração e reação, e observaram que as que haviam tomado doses altas de antidepressivos demonstraram menos habilidade ao volante.
Mas os cientistas disseram que estudos mais amplos são necessários para determinar se a habilidade foi prejudicada por conta da medicação ou pela depressão em si.
Os participantes foram divididos em dois grupos - aqueles que estavam tomando medicação e aqueles que não estavam.
Eles foram colocados diante de situações comuns ao volante, para testar habilidades como reagir a uma freada do carro à frente, parar em semáforos e obedecer a sinais de trânsito.
Os motoristas que não haviam tomado medicação obtiveram uma pontuação média de 69 pontos, contra 65 daqueles que estavam tomando medicação em baixas doses e 54 daqueles que tomavam altas doses de antidepressivos.
Concentração - Os resultados foram apresentados na convenção anual da American Psychological Association.
A cientista que coordenou o estudo, a psicóloga Holly Dannewitz, disse que, embora novos trabalhos sejam necessários para determinar com precisão a influência dos medicamentos sobre a capacidade de direção, "certamente parece haver algum tipo de ligação" entre as duas coisas.
"Creio que quem está deprimido, especialmente se estiver sob tratamento com antidepressivos, deve estar ciente disto se estiver dirigindo ou fazendo qualquer outra coisa que requer concentração e capacidade de reação", afirmou.
Na Grã-Bretanha, onde os motoristas devem informar as autoridades de trânsito de qualquer condição médica capaz de reduzir a habilidade de dirigir, como epilepsia e infarto, a depressão não faz parte da lista de potenciais obstáculos à direção.
"A depressão pode afetar as pessoas de muitas maneiras diferentes, mas um dos sintomas comuns é a dificuldade de concentração", a porta-voz da organização Mind, dedicada a temas envolvendo a saúde mental.
"Mas é importante dizer que todo mundo tem altos e baixos de concentração e de tempos de reação, e um período de depressão não significa que você é um perigo sobre rodas.
O governo instituiu a cirurgia para mudança de sexo no Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria do Ministério da Saúde foi publicada ontem , no Diário Oficial da União. Os critérios mínimos para o funcionamento, monitoramento e avaliação dos serviços serão definidos pela Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério, e outras áreas vinculadas.
No dia 5 de junho, o ministro da Saúde José Gomes Temporão anunciou que assinaria a portaria incluindo no SUS as cirurgias de mudança de sexo. A informação foi dada quando o ministro chegava em uma Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Temporão explicou que como se trata de uma cirurgia complexa e delicada, será realizada, num primeiro momento, em centros de referência existentes no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. "A medida obedece a um princípio de humanização e atende a uma demanda social. A portaria será um passo a mais na consolidação desse caminho", assinalou o ministro da Saúde.