
A seleção feminina de vôlei afastou em grande estilo a pecha de amarelona que a persegue desde o quarto lugar nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Comandadas por José Roberto Guimarães, as meninas superaram todas as dificuldades e conquistaram uma inédita medalha de ouro nos Jogos de Pequim.
Antes de brilhar na China, a seleção feminina havia conquistado duas medalhas de bronze em Olimpíadas. A primeira delas em Atlanta-1996 e a outra nos Jogos de Sidney, em 2000. Essas duas campanhas foram comandadas por Bernardinho, atual técnico da seleção masculina, com a qual atingiu marcas incríveis.
A primeira vez que o time feminino do vôlei brasileiro participou de uma edição dos Jogos Olímpicos foi em Moscou-1980. Desde então, a equipe não ficou fora mais nenhuma vez. E tem colecionado boas jogadoras, como Ana Moser, Leila, Ana Paula, Fernanda Venturini, entre tantas outras que fizeram sucesso.
O momento do time, porém, não era dos melhores nos últimos anos. Embora tivesse na maioria das fases finais de todas as competições que disputou, os fracassos nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e no Pan-Americano do Rio de Janeiro, no ano passado, colocaram uma nuvem de desconfiança sobre o time de Zé Roberto.
A equipe chegou como uma das favoritas ao ouro na Grécia. Porém, na semifinal contra a Rússia perdeu de maneira incrível. As brasileiras tiveram a chance de matar o jogo em sete match points, mas permitiu que as russas reagissem e conquistassem a vaga na decisão do primeiro lugar, algo que seria inédito para o Brasil.
Na disputa pelo bronze, contra a arqui-rival Cuba, o time foi apático e terminou os Jogos com um decepcionante quarto lugar. Já no Pan-Americano, o encontro com as cubanas foi na decisão. E uma derrota por 3 sets a 2 decretou o tropeço em casa.
Natália Falavigna conquistou a primeira medalha do taekwondo brasileiro na história dos Jogos Olímpicos, ontem, ao levar a medalha de bronze na categoria pesada (acima de 67 quilos) em Pequim.
Falavigna venceu na repescagem a sueca Karolina Kedzierska, atual campeã européia, depois de perder na semifinal para a norueguesa Nina Solheim por decisão dos árbitros -- o combate terminou empatado e no 'golden score' nenhuma das atletas pontuou.
Falavigna, de 24 anos, vibrou muito com a conquista, chorou e colocou a bandeira brasileira nas costas.
Quarta colocada nos Jogos de Atenas-2004, a atleta foi campeã mundial no ano seguinte, dois feitos até então inéditos para o taekwondo do Brasil.
Como não tem adversárias no país, a paranaense vice-campeã dos Jogos Pan-Americanos de 2007 treina com homens.
Nas primeiras duas lutas em Pequim, Falavigna venceu a grega Kyriaki Kouvarik por 3 a 1 e a australiana Carmen Marton por 5 a 2, até ser derrotada na semifinal.
Neste domingo os enxadristas da Seme/União Barbarense/Unimed vai até Iracemapolis neste domingo para participar da II Etapa do Circuito da Amizade de Xadrez, a partir das 10 horas no Clube Recreativo e Cultural (Creci).Serão as categorias: sub-8, sub-10, sub -12, sub-14, sub-16, sub-18 e absoluto.
CICLISMO
A equipe de ciclismo da Secretaria Municipal de Esportes(SEME)/Textil Canatiba, estará neste domingo participando do Grande Premio de Barueri-Corrida da Paz.
BASQUETE
A equipe masculina de basquetebol, categoria juvenil da Seme fará hoje sua estréia no Campeonato da Associação Regional de Basquetebol. Os barbarenses vão até Tatuí enfrentar o XI de Agosto, a partir das 11 horas.
Alguns dos atletas e esportes que saíram do Brasil com chances reais de obter medalhas de ouro retornam sem razões para não terem sido bem-sucedidos nos Jogos de Pequim.
Com algumas exceções, como no judô, atletas não conseguem definir um fator-chave que tenha contribuído para o desempenho insatisfatório, apesar de admitirem erros, em alguns casos.
"Gente, não sei o que aconteceu. Eu estava muito bem, estava tudo muito certo, isso é uma coisa que eu nunca esperei que fosse acontecer", disse o ginasta Diego Hypólito sobre o final infeliz no solo, ao cair sentado no movimento de conclusão da série.
"Não adianta as pessoas quererem achar um motivo para o que aconteceu. Isso acontece com qualquer ser humano, eu errei", afirmou ele alguns dias depois da prova em que ficou em sexto, apesar de ter feito uma ótima rodada de classificação, com a maior nota.
Outros, como Jadel Gregório, do salto triplo, dizem que ainda vão tentar encontrar o motivo para a falha, avaliando as imagens da competição.
"Trabalhei o ano inteiro, não sei o que deu errado, não foi o resultado que esperava. Vou ver o vídeo da prova para entender o que aconteceu", afirmou o atleta, que também ficou em sexto lugar em sua prova e não ameaçou em nenhum instante os líderes.
No futebol masculino, que segue sem o título olímpico (o único importante que falta em sua galeria), o técnico Dunga atribuiu o fracasso a coisas do esporte.
"Ganhamos (da Argentina) na Copa América e na semifinal perdemos, e a vida do esportista é assim. Tem que ter a frieza de saber reagir", afirmou, enquanto Ronaldinho Gaúcho preferiu dizer que o time "dormiu" em alguns momentos do jogo, que foram aproveitados pela Argentina.
O Comitê Olímpico Brasileiro ainda deverá fazer uma avaliação do desempenho da equipe que chegou ao número recorde de 277 atletas nesta edição dos Jogos, mas que não terá um desempenho superior ao obtido em Atenas há quatro anos.
Alguns dirigentes já batem novamente na tecla da preparação mental para momentos decisivos.
"Temos que olhar a parte emocional, a parte psicológica, avaliar isso profundamente pra ver como podemos atuar de maneira positiva para blindar melhor a equipe nesse aspecto", afirmou Ney Wilson, chefe da equipe do judô, que voltou com três bronzes, inclusive o primeiro do feminino na história, mas sem o ouro almejado.
No judô, o bicampeão mundial João Derly, desclassificado na segunda rodada, afirmou que ficou um pouco "acuado" na segunda luta, que definiu sua saída, mas não soube dizer o motivo dessa postura.
Já Tiago Camilo disse que errou mesmo no combate contra o alemão Ole Bischof, que o tirou do caminho do ouro.
O brasileiro Felipe Massa colocou a Ferrari na pole position para o Grande Prêmio da Europa, com o líder do campeonato, Lewis Hamilton, da McLaren, ao seu lado na primeira fila.
O piloto de 27 anos assegurou sua quarta pole na temporada ontem , e a 13a em sua carreira na Fórmula 1, ao fazer a melhor volta nos segundos finais do treino.
Hamilton já tinha marcado 1min39s199 quando Massa voou no mais novo circuito de rua da Fórmula 1, em Valência, com o tempo de 1min38s989, deixando o britânico no segundo lugar.
O polonês Robert Kubica se classificou em terceiro lugar com sua BMW Sauber, e o atual campeão mundial Kimi Raikkonen, da Ferrari, em quarto.
O finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren, e o alemão Sebastian Vettel, da Toro Rosso, dividem a terceira fila.
O bicampeão mundial Fernando Alonso, da Espanha, se classificou em 12o lugar diante de sua torcida.
1. Felipe Massa (Brasil) Ferrari 1 min38s989
2. Lewis Hamilton (Grã-Bretanha) McLaren 1:39.199
3. Robert Kubica (Polônia) BMW Sauber 1:39.392
4. Kimi Raikkonen (Finlândia) Ferrari 1:39.488
5. Heikki Kovalainen (Finlândia) McLaren 1:39.937
6. Sebastian Vettel (Alemanha) Toro Rosso 1:40.142
7. Jarno Trulli (Itália) Toyota 1:40.309
8. Nick Heidfeld (Alemanha) BMW Sauber 1:40.631
9. Nico Rosberg (Alemanha) Williams 1:40.721
10. Sebastien Bourdais (França) Toro Rosso 1:40.750
11. Kazuki Nakajima (Japão) Williams 1:38.428
12. Fernando Alonso (Espanha) Renault 1:38.435
13. Timo Glock (Alemanha) Toyota 1:38.499
14. Mark Webber (Austrália) RedBull 1:38.515
15. Nelson Piquet (Brasil) Renault 1:38.744
16. Jenson Button (Grã-Bretanha) Honda 1:38.880
17. David Coulthard (Grã-Bretanha) RedBull 1:39.235
18. Giancarlo Fisichella (Itália) Force India 1:39.268
19. Rubens Barrichello (Brasil) Honda 1:39.811
20. Adrian Sutil (Alemanha) Force India 1:39.943
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