Bebês que nascem por cesariana têm 20% mais chances de desenvolver diabetes tipo 1, indica uma pesquisa publicada na revista científica “PubMed”.
Os pesquisadores da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte, revisaram 20 estudos já publicados sobre crianças nascidas por cesárea que sofrem de diabetes tipo 1.
Os resultados indicam que esse tipo de parto contribui para um aumento de 20% no risco do bebê se tornar diabético.
Segundo os pesquisadores, esse aumento não pôde ser explicado por nenhum outro fator como peso da criança no nascimento, idade da mãe, diabetes na gestação ou aleitamento materno.
De acordo com Chris Cardwell, que liderou o estudo, é provável que esse aumento ocorra porque os bebês que nascem por esse método são expostos primeiro à bactéria proveniente do hospital, e não da mãe.
O risco normal de um bebê desenvolver a diabetes do tipo 1 é de três para cada mil crianças.
Opção
De acordo com Iain Frame, diretor de pesquisa da ONG Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, as mães devem levar esse risco em consideração quando há escolha pelo tipo de parto.
“Já sabemos que a genética e as infecções infantis têm um papel importante no desenvolvimento da diabetes tipo 1 em crianças, mas os resultados desse estudo indicam que o modo como o bebê nasce pode afetar as chances de desenvolver essa condição”, afirmou o diretor.
Segundo ele, são necessárias mais pesquisas nessa área para descobrir a relação entre a cesariana e o risco de desenvolver a diabetes tipo 1.
Um levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil e divulgado em maio deste ano, usou dados de 2006 e indica que a cesariana representa 43% dos partos realizados no setor público e no privado.
Entre as mulheres que utilizam planos de saúde, esse percentual é ainda maior e chega a 80%. No Sistema Único de Saúde (SUS), 26% dos partos são cesáreas.
O câncer de colo do útero —a parte mais estreita e inferior desse órgão— é o mais comum entre as mulheres brasileiras: corresponde a cerca de 25% dos casos da doença.
Embora possa matar, esse tipo de câncer é totalmente curável quando diagnosticado precocemente. E a principal forma de detectar a doença é por meio do papanicolaou, exame que também permite detectar infecções e doença sexualmente transmissíveis.
Quase toda mulher já ouviu falar em papanicolau, mas nem todas seguem a recomendação médica: esse exame deve ser feito todo ano, desde o início da vida sexual —ou no mais tardar a partir dos 21 anos— até pelo menos os 30 anos.
“O exame é recomendado para todas as mulheres no máximo a partir dos 21 anos”, recomenda a médica Cláudia Bortoletto, ginecologista do Hospital Estadual Pérola Byington. Ao contrário do que muitos pensam, o exame também pode ser feito em mulheres virgens.
O papanicolaou é feito no consultório. A paciente deita-se em uma cama especial de exame ginecológico que mantêm as pernas dela erguidas para que o médico possa introduzir um espéculo na vagina e colher amostras de secreção das partes interna e externa do colo do útero.
O material coletado é colocado sobre uma lâmina de vidro e enviado a um laboratório para ser analisado. Durante o exame, é comum a mulher sentir um ligeiro desconforto, que poderá ser amenizado se ela relaxar e não tensionar a região pélvica. O procedimento demora poucos minutos.
A análise das células em laboratório investiga indícios de câncer e outras doenças.
Um exame anormal pode indicar que a região cervical está inflamada ou irritada, o que pode ser resultado de uma infecção; que a região cervical apresenta alterações chamadas displasias, isto é, células alteradas ou lesões escamosas que podem desaparecer ou aumentar, mas não são câncer; que a região cervical apresenta sinais de câncer. Nesses casos será necessário fazer outros exames para orientar o tratamento.
“É importante ressaltar que o papanicolaou não é um exame infalível. A paciente pode ter lesões não identificadas pelo teste. Daí a importância de se repetir o exame todo ano”, explica a médica.
Mulheres com maior risco de desenvolver câncer de colo do útero podem ser orientadas pelo médico a fazer exames semestrais. Isso é mais comum para as pacientes que apresentaram alguma anormalidade em exame anterior, têm freqüentes infecções vaginais, estão entrando na menopausa ou já fizeram cirurgia de retirada do útero com permanência do colo.
Após os 30 anos, caso dois exames consecutivos dêem resultado normal, ele pode passar a ser realizado a cada dois anos.
Não é à toa que acordar cedo costuma ser um tormento para os adolescentes: maus hábitos de sono são comuns nessa fase da vida. E, segundo um novo estudo, além da dificuldade para ficarem acordados durante as aulas, aqueles que dormem mal podem ter pressão alta.
Os pesquisadores verificaram que adolescentes saudáveis, com idade entre 13 e 16 anos, que dormiam menos do que seis horas e meia por noite foram 2,5 vezes mais susceptíveis a ter hipertensão do que aqueles que dormiam por mais tempo.
Quem tinha sono ruim —dificuldades para adormecer ou se manter dormindo— também apresentou mais problemas do que os colegas que tinham uma boa qualidade de sono.
A pesquisa foi publicada na revista “Circulation” e foi feita com 238 adolescentes, que não tinham problemas respiratórios ligados ao sono nem outras doenças.
Os resultados são similares a outras descobertas de estudos com adultos.
Em geral, adolescentes precisam de pelo menos nove horas de sono por noite, mas, na pesquisa, os participantes dormiam, em média, 7,7 horas —para 11% deles, a média de sono era de 6,5 horas ou menos.
A hipertensão não tratada aumenta o risco de doenças cardiovasculares mais tarde.