Eide Froner
Lá pelos idos de 1818, Dona Margarida da Graça Martins, certamente nem imaginava que depois do ano 2000, sua sesmaria seria outra.
A sesmaria comprada pela valente Margarida, sempre brilhou no cenário brasileiro mas sem alardear os seus feitos.
Trator, arado, trole, foram as ferramentas e os equipamentos primeiros a fazer sucesso nacional.
O primeiro automóvel brasileiro também foi feito aqui.
Na telefonia, foi uma das pioneiras.
Pela notícia que se tem é a única cidade fundada por uma bela e indomável senhora.
Das suas terras "gordas" brotavam deliciosas melancias que ganharam fama tanto que hoje nos sul dos EUA existe uma cidade com o nome de Sta. Bárbara devido a melancia que os gringos importavam desta terra abençoada.
Aqui foi berço de tantos artistas, jogadores, cantores, instrumentista, seresteiros que alargando horizontes levaram e elevaram o nome deste torrão.
Empresas de valor engrandecem e enriquecem este chão.
Vertente de grandes valores que forjaram realidades trançadas com dedicação e muito trabalho.
Esta sesmaria vem vindo como um arado que segue seu risco, em busca de novos sonhos, de novos projetos de qualidade de vida.
Esta sesmaria já tem até um campeão Olímpico, mais um motivo de orgulho para todos nós, nativos ou não daqui.
Aqui existem tantas coisas visíveis que se pode pegar, tocar, mas existem também coisas mais abstratas que são igualmente ou até mais valorosas e que de tão valiosas que são, quase sempre a gente acaba nem percebendo.
Quer ver só uma coisa?
A TV ta mostrando diariamente uma propaganda do Governo Federal sobre o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), dizendo que saiu de 3.8 para 4.2 e que ainda tem muito a crescer, isso está sendo passado todo santo dia dentro da sua casa.
Repare que com todo o investimento feito pelo Governo Federal, o índice chegou a 4.2, isso você pode ver todo dia pela propaganda oficial do Governo e que com esse número alcançado, é motivo de muita festa e propagação.
E mais uma vez a sesmaria daquela mulher guerreira mostra seu valor, sua capacidade.
Enquanto o governo Federal festeja e propaga seus feitos alcançando 4.2 no IDEB, Sta. Bárbara alcançou 5.8, sendo a medalha de ouro na RMC, ficando a frente de cidades como Indaiatuba, Jaguariúna, Campinas, Paulínia, Limeira, Piracicaba, Americana e tantas outras cidades pujantes.
Superando inclusive o índice do Estado paulista que é de 4.7.
E caso você ainda não se deu conta do que isso significa, pode se orgulhar, porque isso é realmente uma medalha de ouro em EDUCAÇÃO. Medalha essa que deve e merece ser comemorada por todas as pessoas de bem e que sabem do valor da Educação para um País que deseja ser potência.
Pena que as mesmas pessoas que fizeram um estardalhaço pelo acidente de um ventilador se encolheram, se amiudaram agora, mostrando que como abutres gostam apenas de coisas estragadas, e não proclamam esse grande feito que merece comemoração com bandas e fanfarras.
Motoristas, merendeiras, faxineiras, supervisoras, professoras, secretárias, diretoras, monitoras, Secretária de Educação, Prefeito, pais, mães, todos de parabéns pelo êxito alcançado, pelo carinho e dedicação às nossas crianças.
Essa gente valorosa que honra essa sesmaria que se debruça cuidando com zelo e muita ternura dessas crianças que no verdor da vida já mostram que o horizonte se desenha abotoado de esperanças.
Para que este resultado pudesse ser alcançado, foram necessários muito empenho, planos, compra de livros, implantação de Sistema de Ensino, informatização, capacitação de professores, treinamento de motoristas e muito investimento em equipamentos e qualificação profissional, trabalho esse empreendido com esmero e competência pela Secretaria de Educação desta terra que um dia também já foi a segunda maior produtora de açúcar do Brasil.
E por falar em açúcar, essa gente valorosa que trabalha com Educação nesta geografia barbarense sabe que a vida é como a cana, para se provar o doce gostoso primeiro tem que passar por grandes apertos, mas essa gente sabe também que um País caminha pelos pés de suas crianças e por isso essa dedicação especial.
Parabéns professores. Parabéns a cada um que se entregou para que a terra da Romi-Iseta alcançasse esse grande feito, feito?
Que bem maior pode alguém dar à seu filho do que uma Educação de qualidade?
A EDUCAÇÃO é um bem tão grande que não se pode ter um bem maior nem possuir um mais útil.
Parabéns mulher da tribo do cacique Tibiriçá, que labutando no seu engenho já antevia que sua sesmaria ia brilhar até na China.
Bem aventurados todos aqueles que cumprindo o que disse Jesus:"Deixai vir a mim as criancinhas", colocam seus corações de joelhos e ensinam o A,B,C do amor, do trabalho e da fraternidade.
Parabéns à todos que se debruçaram sobre esse grande mérito, essa é gente que sabe: Sem EDUCAÇÃO não tem solução.
Eide Froner - um cidadão orgulhoso da sua Pátria barbarense
Henrique Matthiesen
Segundo noticiou alguns jornais há tempos conclui-se ser desleal à concorrência dentre o estado de Direito e o crime organizado. Porque, se buscar emprego virtuoso, um jovem desprotegido economicamente, com insuficiente ou nenhuma escolaridade, habitante da favela, encontrará no cume o salário mínimo, isto é, 415 reais por mês. Caso resolva assentir aos bandidos que já controlam e até infernizam sua existência, disporá de muito melhor alternativa.
Para introduzir-se nas Forças Armadas, de preferência pára-quedistas ou fuzileiro naval, a fim de preparar-se para transferir informações bélicas ao narcotráfico, além dos vencimentos e do apoio dado pelas corporações oficiais, auferirá do crime organizado uma caução de 300 reais por semana.
Conseguindo inscrever-se numa quadrilha qualquer, seja como “instrutor”, “avião”, “soldado” ou “fogueteiro”, sua remuneração poderá elevar-se a 1.500 reais, também por semana. Necessitará ser aprovado em múltiplos “cursos”, como “guerra na selva”, “guerrilha urbana”, “tiro”, “natação em esgoto” e análogos. Após, o céu é o limite, como “gerente”, “empresário” e “controlador de ponto de venda de drogas”.
Dá para o envergonhado, desajustado e indignado menino titubear? Do poder público sofre somente o desamparo e a brutalidade, quando a polícia sobe o morro. Do narcotráfico, abrigo para ele e sua família, remédios, alimentação, até auxílio em dinheiro para velórios e festinhas de aniversário.
Seus valores são outros, ainda que o risco, imensamente maior. Mas o que tem a perder o indigitado jovem, senão a própria existência, para a qual destina apego relativo? Essa realidade ilustra porque o crime organizado desenvolve, desce o morro e começa a sobrepujar o asfalto.
Fazer o quê, do lado de cá? Os policiais que não se contaminam ganham bem menos do que seus antagonistas. Sofrem mais, até porque boa parte deles obriga-se a morar nas favelas, mesmo ocultando sua condição profissional e sua farda. Em termos de armamento, perdem sucessivamente. Para não raciocinar na constante intranqüilidade.
Muitos ingressam nas milícias, ilusão logo revelado, pois elas utilizam os mesmos procedimentos dos criminosos, explorando as comunidades e submetendo-as a sujeições parecidos, tudo dependendo da altura em que se encontram os casebres: mais para cima, submetem-se ao narcotráfico. Na subida do morro, às milícias.
Esse é o colapso do Estado de Direito, onde a juventude não tem perspectiva, a não ser o crime.
Henrique Matthiesen é colaborador
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