Madonna divide show em quatro partes

O show da turnê "Sticky & Sweet", que o Brasil vai ver cinco vezes a partir do dia 14, é dividido em quatro partes bem diferentes. Três videoclipes inseridos no meio das canções marcam as quatro fases da apresentação de Madonna.
A primeira é talvez a melhor. Apesar de o show abrir com duas músicas novas, normalmente recebidas com frieza pelo público de estádios, a cantora consegue empolgar logo de cara, ao apresentar uma exuberante combinação de cores, sons e sorrisos.
Assim, "Candy Shop" e "Beat Goes On" --e depois "Human Nature", de 1995-- preparam para o ponto alto dessa primeira parte, que é "Vogue" (1990). Aqui, Madonna usa uma espécie de lingerie, na cor preta e também transparente.
Parte 2
Após um vídeo de "Die Another Day", no qual ela aparece praticando boxe, Madonna entra com sua segunda roupa: moletom preto de zíper, sem mangas, e um calção de ginástica vermelho. Os dançarinos vestem roupas coloridas estilo new wave. Sim, estamos na década de 80, como prova a música a seguir, a empolgante "Into the Groove", de 1985.
"Borderline" aparece numa versão roqueira e corajosa. Madonna tenta puxar a música no gogó, mas ela não é nenhum Freddie Mercury e acaba não empolgando. O oposto acontece com "She's Not Me", do álbum novo, na qual ela enverga óculos brancos tipo Lolita, em formato de coração. Ela empolga ao mostrar cenas de clipes antigos no telão e ao beijar uma das dançarinas, vestida como ela mesma, na boca. É sério, Madonna ama a si mesmo como ninguém.
Parte 3
Essa é tipo a parte world music, de longe a mais fraca do show. Ela canta canções novas como "Miles Away" e "Spanish Lesson" e sucessos como "La Isla Bonita".
Recebe ainda um grupo de músicos romenos, que a acompanham com violinos e sanfonas e ainda cantam a sua própria canção sozinhos.
Em compensação, o visual é impressionante.
Os clipes estão megacoloridos, com motivos étnicos, e Madonna surge com um vestido Givenchy que causou suspiros no povo da moda.
É um curto preto, transparente na parte de baixo, com apliques rosa choque e azul turquesa em cima. Colares completam o look.
Parte 4
A última fase da apresentação é basicamente preto e branca. A cantora vem de calça preta brilhante e corpete prateado. "4 Minutes", apesar de nova, já marca por causa da presença de Justin Timberlake, atuando com Madonna pelo telão.
Mas a coisa pega fogo mesmo quando ela despeja o trio de sucessos "Like a Prayer", "Ray of Light" e "Hung Up".
No Brasil, provavelmente os estádios do Maracanã e do Morumbi vão se transformar numa rave nessa hora. Para terminar, a nova "Give It 2 Me" esfria a galera. E aí ela dá boa noite e se manda.


Record adapta conto de Machado de Assis

"Só a Globo pode fazer Machado de Assis?", pergunta Ricardo Frota, gerente de comunicação da Record, durante entrevista para apresentação do especial de fim de ano "Os Óculos de Pedro Antão", parte da série "200 Anos de História".
Ele respondia a uma pergunta sobre o fato de as duas emissoras estarem homenageando o centenário da morte do escritor com adaptações que irão ao ar em datas próximas de dezembro.
Enquanto a Globo fez a minissérie "Capitu" (no ar entre 9 e 13 de dezembro) a partir do romance "Dom Casmurro", a Record está produzindo uma adaptação do conto "Os Óculos de Pedro Antão", que vai ao ar dia 29 e deve ser o primeiro de cinco especiais baseados na obra de Machado.
"Os Óculos de Pedro Antão" marca o início de parcerias que a Record está estabelecendo com produtoras independentes. A série está sendo produzida pela Contém Conteúdo, com orçamento de R$ 600 milhões, parte vindo de incentivos fiscais via lei Rouanet e patrocínio das estatais Petrobras e Banco do Brasil.
Dizendo-se interessados em levar à TV uma "linguagem cinematográfica", o produtor executivo Aguinaldo de Fiori e o diretor e roteirista Adolfo Rosenthal escolheram "Os Óculos de Pedro Antão" por verem nela uma história "muito audiovisual, (...) que navega pelo suspense e pelo mistério, com grandes momentos dramáticos, envolvendo romance, morte, assassinato e um amor impossível", diz Rosenthal.
Na série, os amigos Pedro (Michel Bercovitch) e Mendonça (Bruno Mello) visitam uma casa deixada como herança para um deles por um tio excêntrico e solitário. Diante do cenário e dos objetos que encontram, Pedro assume a narração e inventa uma história rocambolesca para o tio _Pedro Antão, também interpretado por Bercovitch.
Além de "Os Óculos...", a série "200 Anos de História" exibe também no dia 29 "Sertão: Veredas", documentário com elementos ficcionais baseado na obra de Guimarães Rosa _cujo centenário de nascimento é comemorado em 2008.


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