PE. CIPRIANO
A esperança é um sinal de expectativa na vida de cada um, de que as coisas vão melhorar, ou pelo menos se esforçar para isso, alimentando sempre que no dia de amanhã.... será outro dia.
È o credo que todos professam e esperam, mas dentro deste contexto está contido a economia e a política, prometendo que se a economia crescer tudo vai dar certo e o futuro será colorido, pois as melhoras irão acontecer, porque todos os problemas estarão resolvidos. Mas não é isso que acontece, estamos assistindo o caos de uma economia mentirosa, corrupta, onde os colarinhos brancos continuam impunes. Aproximando o Natal, o desemprego eo que mais acontece na vida das pessoas, são despedidas em torno de uma desculpa esfarrapada, de um EUA falido.
Nós não podemos viver um mito de progresso, que não é real, que passou ser tema de discussão em todos os lugares, ou o mito das vantagens do livre mercado. A verdade que o progresso e o livre mercado mais abrem feridas do que ajudam a superar as dificuldades e criar novas perspectivas.
Estamos em um colapso mundial, mesmo que os devotos do progresso querem passar uma fachada que não existe, mas não haverá solução dos problemas.
Há necessidade de fazer uma análise mais profunda mediante os fenômenos sociais e econômicos e seus efeitos sobre as pessoas, na vida cotidiana de cada um. Devido a própria natureza, a indústria e a economia pouco se interessam pela relação entre os fenômenos sociais e a situação espiritual, os objetivos são os altos índices de crescimentos que ouvimos toda hora e a busca do lucro que domina a sociedade.
Fala-se muito em mudança de paradigmas, estratégias, mas não se pensa nas pessoas em situação. A cada momento que lemos e ouvimos pelos meios de comunicação, grande número de pessoas sendo despedidas, desempregadas, colocadas as margens, abrindo assim grandes sofrimentos na vida delas..
Como poderá estas pessoas ter um natal feliz se a infelicidade acontece a cada instante: o pai que não terá mais condição de trazer o pão para os filhos, os filhos que esperam dos pais dias melhores que não ocorrerão, mães que sonhavam um futuro melhor para família, que não irá acontecer. Que felicidade é esta,que os donos do mundo provocam a infelicidade das pessoas...
Como buscar a paz de espírito, sendo que há aqueles que são os primeiros a tirar a paz das pessoas. Não se pode trocar por dinheiro a crença, seu amor e nem a opinião. Deve-se ter a humildade para aprender de quem sabe,e o talento e a coragem de ensinar quem não sabe, mas sem nunca humilhar.
Hoje somos carregados de questionamentos, e poucos sabem dar respostas
Portanto a explosão demográfica, o aquecimento global, a destruição ambiental, o descontentamento generalizado e a acelerada dissolução dos vínculos sociais são apenas alguns tópicos a mais que entra dentro deste contexto, que põem em cheque a vida da humanidade.
Vemos por outro lado uma falta total da busca de Deus, onde muitos buscam tantas coisas, mas não buscam, a religião e a fé, vive-se uma incredulidade parecendo que o criador de todas criaturas não existe mais nas coisas criadas
Muito viraram inimigos da religião, querem um mundo sem Deus, se faz o que bem entende diante da vida, do mundo, e da sociedade, é necessário o homem buscar uma espiritualidade profunda de Deus, para que a vida sempre seja valorizada e não deteriorada como vemos, não se tem valor, quantas mortes inúteis de inocentes, espancamentos de idosos, crianças, e tudo que vai contra a vida.
Como podemos dizer que o mundo está bem, se esta na UTI de um processo de continua destruição em todos os seus continentes. De quem é a culpa? De Deus? Do Homem? Minha Culpa? Sua Culpa? Ou de Todos Nós?
Basta lembrar que os que construíram a Arca de Noé eram amadores, e os que construíram o Titanic eram especializados e técnicos científicos, diziam que nem Deus seria capaz de destruí-los.
Padre Cipriano é Pároco da Igreja São José
Marcos Cintra
O estoque de crédito livre e direcionado no Brasil bateu recorde ao atingir R$ 1,2 trilhão em outubro deste ano, volume equivalente a 40,2% do PIB (crescimento de 1 ponto percentual em relação ao último mês de setembro e de 6,6 pontos percentuais comparativamente a outubro de 2007). O dado pode dar a impressão de que o país está passando incólume ao fenômeno de escassez mundial de crédito, mas quando é avaliado seu fluxo observa-se que a média diária entre setembro e outubro caiu 7% para as empresas e 8% para as pessoas físicas.
A comparação de outubro deste ano com o mesmo mês de 2007 mostra uma queda de 6% na média diária de empréstimo para pessoa física. Isso ocorreu muito em função do decréscimo de 58% nos recursos para financiamento de veículos e de 18% no crédito pessoal. A compensação veio com a elevação de 6% no valor das operações com cheque especial, mas o custo médio dessa linha saltou no período analisado de 139,1% ao ano para 170,8% ao ano.
No caso dos empréstimos diários para empresas houve uma elevação de 6% na comparação entre outubro de 2007 e outubro de 2008 (variação muito próxima aos índices de inflação ao consumidor acumulado em 12 meses). É importante ressaltar que nos meses de janeiro a setembro deste ano, comparativamente aos mesmos meses do ano passado, a média diária de crédito concedido vinha crescendo em torno de 16%.
As empresas tiveram em outubro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2007, reduções nos montantes diários das operações com financiamento de bens (-59%) e nos repasses externos (-55%). Os aumentos ocorreram no capital de giro (+29%) e na conta garantida (+17%), operações cujos juros no período cresceram de 28,4% para 38,2% e de 62% para 77,1%, respectivamente.
Os dados sugerem que o fluxo total de crédito no Brasil está iniciando uma trajetória descendente para os consumidores e para as empresas e a alternativa para eles tem sido as linhas de financiamento mais caras e com tendência de aumento.
A alternativa para elevar o crédito e a reduzir se seu custo, preservando o mercado interno no país, é a ampliação da atuação dos bancos públicos na oferta de recursos. Em outubro eles aumentaram, em relação a setembro, o volume de empréstimos em 5,4%, enquanto que nas instituições privadas o crescimento foi de 1,7%. Mas, o Banco do Brasil, o BNDES e a Caixa Econômica Federal podem elevar suas participações, fazendo, com isso, papel próximo ao que o Federal Reserve vem desenvolvendo nos Estados Unidos, uma vez que a atuação do Banco Central brasileiro é mais restrita que a do FED.
Os bancos estatais devem preencher o espaço vazio deixado pelos bancos privados até que a confiança seja restabelecida e as linhas externas de crédito sejam restabelecidas. O adicional gerado pela redução dos depósitos compulsórios não está chegando aos tomadores de crédito no volume desejável e os bancos estatais poderiam utilizar esses recursos cobrando juros menores. É uma situação de emergência que seria importante para minimizar a retração da atividade e manter milhares de empregos.
Marcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA), professor titular e vice-presidente da Fundação Getulio Vargas.
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