Paula Abdul não dorme em casa desde morte de fã

A cantora Paula Abdul ficou tão abalada pelo aparente suicídio de uma fã obcecada --que se matou perto de sua casa, em Los Angeles, há três semanas-- que não dormiu mais em casa desde então.
"Tenho ficado em diferentes casas e hotéis, e tenho sempre seguranças comigo", disse a cantora para o site da revista norte-americana "People".
"Foi muito trágico", disse a cantora sobre a morte de Paula Goodspeed, uma fã que participou da seleção para a quinta temporada do "American Idol", programa no qual Adbul é jurada. "Ela já havia tentado fazer isso antes, e é algo de partir o coração. Isso ainda aconteceu no meio da semana, enquanto eu estava trabalhando no Kodak Theatre, e foi devastador receber a notícia".
A equipe de produção foi informada sobre o caso assim que a polícia encontrou o corpo da fã, mas ninguém deixou Paula saber do fato antes de terminar as gravações de "American Idol" naquele dia. "Não foi nada divertido", disse a cantora.
A tragédia aconteceu em uma época bastante corrida para Abdul, que atualmente trabalha na nova temporada de "American Idol", em um especial da MTV e no lançamento de uma linha de acessórios que leva seu nome.
Para a reportagem da "People", a cantora ainda afirmou que se prepara para colocar sua casa a venda. "Estou procurando um novo lugar para morar."
A cantora não quis dar detalhes sobre a obsessão que a menina cultivava por ela, já que foi aconselhada a não falar sobre o assunto até que as investigações sobre o caso terminem. "Eu adoraria falar mais sobre isso, mas estou segurando a minha língua", disse a cantora.


Brasil despreza leis para conteúdo infantil na TV

As emissoras abertas brasileiras investem cada vez menos na programação infantil, que tem se concentrado nos canais pagos, restritos às classes econômicas mais privilegiadas.
No Brasil, investir ou não nesse tipo de conteúdo é uma decisão das redes, uma vez que não há nenhuma lei para regulamentar faixas da programação dirigidas às crianças.
Essa é uma das lacunas da legislação brasileira na proteção da infância e adolescência, de acordo com um estudo realizado pela Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância).
O levantamento será apresentado hoje, por Veet Vivarta, secretário-executivo do órgão, em Atenas, no Fórum Global para Desenvolvimento da Mídia, que debate, entre outros temas, formas de garantir uma "programação de qualidade".
Por um ano, a Andi mapeou, em 14 países da América Latina, leis e projetos de lei que abordam a relação entre os meios de comunicação e o direito de crianças e adolescentes. Em seguida, comparou com a legislação da Suécia, considerada modelo mundial nessa área, com um sistema regulatório implementado há quase cem anos. Concluiu que, apesar de o continente não viver um "vazio regulatório", não há nada "tão coeso" como na Suécia, principalmente por serem raros na América Latina órgãos reguladores independentes.
No Brasil, além da programação infantil, não há leis que regulamentem o trabalho de menores em meios de comunicação -só a Argentina possui esse tipo de norma. Também não está contemplada na legislação brasileira a publicidade dirigida à criança, como acontece no México e no Paraguai.
O estudo constatou não existir, em nenhum dos 14 países, cotas para exibição de desenhos animados nacionais nem para a garantia de veiculação de produções regionais.
O Brasil se destaca na classificação indicativa dos programas. Recém-implementada, é considerada "a mais completa".
Em comum entre os países há o fato de a TV ser o principal meio de informação e de emissoras públicas e educativas serem pouco representativas.


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